Aishiteru

17 Fazendo Amigos!


Notas iniciais
Tá ai mais um meninas... Amanhã a tarde posto mais. E para as novas leitoras: SEJAM MUITO BEM VINDAS!!

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Bom dia Gaara-sama, Kankurou-sama, Temari-chan! Cumprimentou mais sorridente do que o normal. Os irmãos se entreolharam e a cumprimentaram também.

- Chegou cedo. Comentou Gaara.

- Oh sim! Quero ajudar em tudo o que for possível. Temari-chan o que vai me ensinar hoje? Hinata olhou ao redor procurando por ele, mas não o avistou. Já estava trabalhando há duas semanas e nunca mais o tinha visto desde aquele dia. Sentia saudades. Uma saudade tão forte, como nunca antes pensou que fosse sentir por alguém vivo. Apenas sua mãe lhe despertava aquele sentimento. Respirou fundo e focou sua atenção novamente ao que Temari lhe dizia.

Hinata estava indo muito bem no emprego. Todos a adoravam, principalmente os clientes. E quando um ou outro tentavam algo desrespeitoso Kankurou e até mesmo Gaara a defendiam. Kankurou finalmente desistiu de conquistá-la sendo arrebatado assim como os outros pela inocência e delicadeza de Hinata, que ao mesmo tempo, quando preciso se transformava em uma mulher forte, decidida e muito corajosa.

Tinha aprendido a se adaptar ao jeito de cada um deles. Gaara quase sempre estava sério e distante. Não lhe dava muita atenção, tão pouco conversava com ela. Não tinha presenciado um momento em que ele estivesse sorrindo. Mesmo assim nas poucas vezes que se pronunciou ele sempre foi gentil e educado tratando Hinata com respeito e demonstrando de forma que só ela percebesse que ela era muito bem vinda ali.

Quando Gaara a defendeu de dois comerciantes, deixando claro para eles que Hinata era uma bela mulher que não estava a venda e merecia ser respeitada, a mesma não acreditou. Sorriu agradecida e ele acenou com a cabeça. Foi o suficiente. Na verdade, Hinata sabia lidar com pessoas como Gaara, Sasuke... Crescera rodeada de gente que não podia expressar seus sentimentos e cujos destinos já estavam traçados desde sempre. Aprendera a decifrar olhares vazios, palavras duras, semblantes sérios. Aprendera a ler a alma das pessoas, quando as mesmas possuíam. Porque ela bem sabia que alguns eram realmente vazios, desprovidos de bondade, como Hyugga Hiashi.

E Gaara era muito mais do que suas expressões vazias, seu silêncio e seus gestos mecânicos. Havia muito mais dentro dele, Gaara apenas não aprendera a expressar seus sentimentos, mas era uma boa pessoa. Todas as quintas e sextas eles trabalhavam juntos arrumando as caixas, já que Sasuke não apareceu por duas semanas. Então quando acabavam Hinata trazia suas delicias e lhe oferecia pratos maravilhosos que ela preparava para todos. Gaara agradecia e eles comiam juntos, em meio ao silêncio. Respeitando o momento. Então Gaara puxava assunto, algo rápido, prático, mas que amenizasse o clima e passasse o tempo. Hinata descobrira que ele gostava de música clássica, e tinha adoração pela melodia dos instrumentos. Descobrira também que ele e seus irmãos eram órfãos e aprenderam a sobreviver desde pequenos. Gaara apesar de ser o mais novo sempre fez o possível para não ser um fardo para os irmãos, e assim amadureceu rápido demais.

Sua mais nova descoberta feita hoje, era que Gaara tinha fascínio pelo mar, apesar de não saber nadar ele colecionava barcos em miniatura e adorava ler histórias relacionadas aos mistérios do auto mar. Hinata tinha o dom de se aproximar das pessoas e lhes trazer confiança e paz. Então quando se sentiam a vontade eles simplesmente revelavam alguns segredos, ou coisas que aparentemente eram bobas, mas poucos sabiam. E assim era com Gaara. Ela gostava da companhia dele e de sua paciência em ensinar e ele gostava da paz e tranquilidade que sentia com Hinata. E quando o ambiente se tornava leve, quase transcendental, ele falava algo sobre si. Tinha uma necessidade inexplicável de se aproximar de Hinata e deixar claro que apreciava aqueles momentos com ela.

Já Temari era o oposto. A loira quase deixava Hinata sem fôlego. Sempre tão agitada e rápida. Hinata se perguntava de onde vinha tanta disposição e tantas coisas para dizer. Admirava a sinceridade dela, a simplicidade e acima de tudo a capacidade de ajudar e proteger. Seria eternamente grata a Temari por convencer seus irmãos a contratá-la. Na hora de aprender nem sempre era fácil. Temari não tinha muito jeito para ensinar, apesar de se esforçar muito. Ela era ágil, pratica e incansável. Com o tempo Hinata conseguiu acompanhar seu ritmo e quando não, Temari lhe dava alguns minutos para se recuperar e assimilar tudo.

Temari não sabia por que tinha tanto carinho pela morena. Hinata era uma garota rica, sensível, frágil, doce, meiga, calma, calada... Tudo o que Temari jamais seria, e ainda assim as duas se davam muito bem. Era como se uma complementasse a outra e tinha que admitir, aprendera a ser mais paciente e gentil desde que conheceu Hinata.

Já Hinata aprendia todos os dias com os conselhos e dicas de Temari. As duas conversavam bastante, Hinata claro atuando mais como ouvinte. Temari lhe falava sobre como eram os homens e como Hinata tinha que ter cuidado com eles. Contava-lhe suas armadilhas. E ensinara até alguns golpes de auto-defesa para a morena.

Nas segundas e terças elas trabalhavam o dia todo juntas e quando o expediente chegava ao fim, elas passavam horas na loja de disco ouvindo música, quando não iam até o shopping e experimentavam várias roupas, mesmo sabendo que não tinham dinheiro para comprar. Então saiam rindo do semblante irritado das vendedoras.

Kankurou com certeza foi o que mais a surpreendeu. Todos os dias ele lhe lançava cantadas que agora, depois dos avisos de Sasuke, não passavam desapercebidas por Hinata. A mesma se esquivava com sorrisos fingindo não entender, até que um dia Kankurou tomou coragem e sua decisão mudou tudo:

- O que pensa que está fazendo Kankurou? Perguntou Hinata limpando os lábios com força e olhando indignada para Kankurou que estava no chão. Ele sorria sarcástico enquanto tocava os próprios lábios.

- Você sabe o que quero Hina-chan! Disse olhando-a de cima a baixo. Hinata estava vermelha, porém dessa vez, não de raiva. Ele a tinha agarrado e lhe dado um beijo a força. Machucara seus lábios e braços e acima de tudo ultrapassara os limites das brincadeiras saudáveis. E Hinata não deixaria que ele a desrespeitasse.

- Escuta aqui Kankurou... – Hinata pressionava seu dedo contra o peitoral de Kankurou que já tinha se levantado enquanto gritava irritada com o semblante furioso. Ele só andava para trás se constrangendo mais a cada palavra dela. – Sempre ignorei seus olhares e comentários grosseiros e na minha opinião muito desrespeitosos, mas dessa vez você ultrapassou os limites. Eu não sou um pedaço de carne e não te dei essas liberdades. Exijo respeito! Não é porque sou sua funcionária que você pode se aproveitar de mim entendeu!?

- Me desculpe Hina-chan... Disse de cabeça baixa.

- Você me decepcionou Kankurou-sama. Achei que no fundo você fosse boa pessoa. Você fala dos homens grosseiros que me ofendem com suas cantadas, porém hoje agiu igual a eles. Concluiu ela antes de ir embora deixando um Kankurou arrependido e culpado para trás.

Depois daquele dia as coisas mudaram totalmente. Kankurou continuava brincando, mas de outra maneira. Ele passou a respeitá-la e admirá-la como todos os outros por sua coragem e sua honestidade. Ainda achava Hinata uma mulher bonita, atraente e com certeza ficaria com ela, mas respeitaria o fato de que a bela kunoichi não pensava o mesmo. Vê-la sorrindo e estar perto dela já era o suficiente. As próximas vezes que estiveram juntos e a sós Kankurou foi demonstrando que Hinata podia confiar nele e pouco a pouco ganhou sua confiança e carinho. Hinata agora até o acompanhava nas pescas ajudando-o em todos os momentos. Até mesmo já sabia navegar e tinha ganho um chapéu de marinheiro que mal cabia na pequena cabeça delicada dela, mas mesmo assim tinha adorado o presente e o usava sempre quando iam pescar.

Estar com os três lhe relembrava seu passado, sua irmã Hanabi e seu primo Neji. Apesar de diferentes, assim como seus novos amigos, o trio Hyugga tinha muito carinho e respeito um pelo outro, e tinham compartilhado muitos momentos inesquecíveis. O que ela não imaginava e que os dois sentiam muitas saudades dela e se perguntavam onde ela estaria. Não só ela, como outro alguém de quem ela jamais esperaria preocupação...

Assim que chegou em casa naquela noite riscou mais duas coisas em sua lista: Conseguir um emprego / Fazer amigos!