Aishiteru

18 Fazendo Amigos! II


Notas iniciais
Paciência meninas, o Sasuke vai aparecer em breve... Hm...

\"\"

Hinata estava distraída se arrumando para ir embora. Suspirou triste porque mais uma vez Sasuke não tinha aparecido. Estaria ele fugindo dela?

Seu coração acelerou quando ela sentiu duas mãos grandes e ásperas sobre seus olhos. Então percebeu que não era ele. Elas não eram tão ásperas e nem tão grandes como as mãos dele. O perfume não era o mesmo. Era um perfume mais forte, mais adocicado que o dele, mas também masculino.

– Adivinha quem é? Perguntou Naruto fazendo Hinata sorrir. Aquela voz era inconfundível, com ele perguntando ainda não tinha como.

– Hm... Não sei... Brincou ela se controlando para não rir.

– Ah Hina-chan é fácil! Resmungou manhoso.

– Acho que é... o Gaara!

– Nani! Não Hina-chan! É fácil. Sou o mais alegre e o mais lindo do grupo.

– Ah já sei! – Gritou entrando na brincadeira. – É o Naruto-kun!

– Acertou! Ele se afastou e quando Hinata se virou rindo da brincadeira ele a abraçou com força aspirando o perfume de jasmim dela.

– O que faz aqui Naruto-kun?

– Não gostou da minha surpresa? Perguntou fazendo bico.

– Claro que sim! Adorei! Os dois saíram abraçados caminhando pela orla.

– Vim te convidar para comer ramen comigo Hina-chan! Vamos? Implorou com os olhos brilhando como uma criança quando quer alguma coisa.

– É claro que sim. Eu adoraria Naruto-kun! Ele a abraçou de novo enquanto gritava animado.

– Tebayo! Naruto segurou a mão pequenina dela entrelaçando os dedos frágeis aos seus e saiu correndo levando Hinata consigo. Ela ria sem parar, como sempre acontecia quando estava com Naruto. Gostava de Naruto. Ele era feliz, divertido e sempre era tão engraçado. Ás vezes, ela percebia uma tristeza e solidão naqueles olhos azuis, o mesmo que percebia em Sasuke. Porém, Naruto tinha encontrado uma forma mais saudável de lidar com isso. Ele e Hinata sempre que estavam juntos despertavam a desconfiança de que algo estava acontecendo. Andavam abraçados, rindo e brincando um com outro. Nesse pouco tempo Naruto conquistara o coração de Hinata. Tornaram-se amigos de verdade. Ele era o único que conseguia fazer Hinata brincar e ter crises de riso. O único que se atrevia a abraça-la sem motivo e com o qual ela tinha a mesma atitude. Por vezes passaram a tarde com seus amigos conversando enquanto ficavam abraçados sem se importar com o que pensariam, somente compartilhando tudo de bom que sentiam quando estavam juntos. Ele era o único que mordia as bochechas da kunoichi, que lhe fazia cócegas e até uma vez a pegou no colo e saiu correndo pela rua atraindo olhares de todos.

Hinata o admirava e queria ser tão feliz e independente como ele. Naruto a admirava também, sua coragem, sua ousadia, sua força. Admirava sua atitude de largar tudo em busca de seus sonhos, sua liberdade e felicidade e enfrentar um mundo que ela não conhecia e mesmo quando tudo pareceu impossível ela não desistiu. Ele a admirava e até tinha medo de um dia ter sentimentos maiores e menos inocentes com respeito a ela. Hinata era linda, delicada, gentil, apaixonante. A garota que qualquer cara gostaria de ter ao seu lado, a garota que talvez fosse capaz de tirá-lo da solidão e lhe dar filhos, uma vida nova e menos solitária. Mas ela não era para ele. E Naruto podia ver naquelas pérolas fascinante que seu coração já tinha arrebatado por alguém, só não sabia ainda quem era o sortudo. E por isso, só por isso deixaria as coisas como estavam. No carinho de amigos, de irmãos, e nada mais...

– O que foi Naruto-kun? Perguntou Hinata enquanto comia seu ramen quando se deu conta que duas orbes azuis a encaravam fixamente. Naruto corou e desviou o olhar.

– Nada Hina-chan. É só... Que você é tão educada. Mentiu corando, mas não pelo elogio, e sim pelo fato de ter se perdido observando Hinata comer. Ela era tão perfeita e tão delicada como uma linda obra de arte, uma escultura magnífica, da qual é impossível não observar por longas a fio.

– Naruto-kun...

– Sim... Hinata o encarou, então desviou o olhar e refletiu por alguns instantes se deveria fazer aquela pergunta.

– É que...

– Pode falar...

– Você tem notícias do Sasuke-kun? Ele a encarou confuso e ela corou mais ainda desviando o olhar para seu prato vazio de ramen.

– Eu... Bom... Ele sumiu faz tempos. Por que?

– Nada só curiosidade.

– Hm... Não se preocupe Hina-chan, ele sempre volta. Aquele teme! Deve estar por ai fuden...- Pigarreou constrangido ao se lembrar que Hinata era uma garota então tinha que respeitá-la. — saindo com várias meninas.

– Ahn... Suspirou triste. Depois daquilo Hinata permaneceu calada e Naruto se perguntou o motivo de sua súbita tristeza. Ela não poderia estar interessada nele, ou poderia?

– Fica tranquila. Ele vai aparecer. Naruto disse sério surpreendendo Hinata. Teria ele percebido?

– É só que... Acho que o Sasuke-kun não gosta de ficar perto de mim. — Confessou triste. — Ele não aparece na barraca de peixes desde quando começei a trabalhar lá, muito menos na cafeteria. Só não quero que ele se prejudique por minha causa. — Suspirou com os olhos perdidos. Naruto sentiu raiva do amigo por fazer alguém tão especial como Hinata ficar daquele jeito.

– Não diz isso Hina-chan! O teme é assim com todo mundo. Deve estar farreando por ai e logo aparece. Não é por sua causa.

– Hai... A verdade era que Hinata sentia-se cada dia mais só e mais sem vida desde que Sasuke desaparecera. Nunca sentiu algo tão forte por alguém. Queria vê-lo nem que fosse por alguns instantes, mesmo que ele a maltratasse, só para ouvir sua voz. E se sentia estúpida por estar disposta a se sujeitar a isso.

– Você gosta dele... Naruto sussurrou afirmando o óbvio. Hinata arregalou os olhos e negou, rápido demais...

– Nani? Lie! Não gosto de ninguém Naruto-kun.

– Não gosto de te ver triste. Comentou resolvendo ignorar o assunto, por enquanto...

– Não estou triste. Impossível não sorrir estando com você. Confessou com os olhos cheios de ternura. Naruto se levantou e a abraçou com força. Hinata se encolheu nos braços dele. Naruto era diferente. Era quente, aconchegante de um jeito quase familiar. Ele era alegre e falante, cheio de vida. Com ele Hinata era capaz de acreditar em conto de fadas, na bondade no mundo e na esperança de um futuro com pessoas melhores. Eram momentos de uma doce ilusão em que ela fugia para um mundo paralelo onde ninguém podia atingí-la. Lembra-lhe sua infância, sua inocência, sua mãe...

Já Sasuke era frio e sinistro. Ele era a realidade nua e crua tanto fisicamente como no jeito de ser. Ele era a perfeição de um jeito cruel, quase maligno. Lembrava-lhe aventura, desafio, adrenalina. Estar com ele era como navegar em águas misteriosas e ela gostava disso, mais do que o saudável. Tinha vontade de se perder nele e com ele. Se jogar no desconhecido sem olhar para trás. Estar com Sasuke não era fugir para um mundo paralelo, mas sim enfrentá-lo sem medo, sem limites até as últimas consequencias. Com ele Hinata se sentia forte, segura e mais corajosa do que nunca. Com ele, ela se sentia completa. E se estivesse em seus braços, o mundo não parava, pelo contrário, acelerava adquirindo milhares de cores e formas, transcendo as linhas do normal. Era uma droga viciante, e pela qual valeria a pena correr todos os riscos, ultrapassar os limites até as últimas consequências.

– Ele vai voltar Hina-chan... Sussurrou no ouvido dela e Hinata sorriu confiante. Ela esperaria, o tempo que fosse preciso...