Aishiteru

38 A visão do alto é muito mais linda! I


Notas iniciais
Eu nem ia postar mais, só que estava fumando e me veio inspiração o.o dai vim correndo para o note, espero que curtam meninas.

Finalmente a vez deles tinha chegado. Sasuke deu passagem e Hinata entrou primeiro se sentando animada. Quando a roda começou a girar ela deu um gritinho e agarrou o braço de Sasuke vendo o chão cada vez mais longe e as pessoas mais pequenas. Sasuke se permitiu sorrir sem que ela percebesse e colocou o braço em volta do corpo dela puxando-a pelo ombro mais para perto. O céu estava estrelado, era lua cheia e a noite estava escura com uma brisa fria, porém deliciosa. Hinata se distraiu por alguns minutos com a vista, as luzes e as pessoas tão pequeninas misturadas.

- É lindo. Suspirou.

- Linda é você. Sasuke confessou e Hinata o fitou no mesmo instante corando pelo elogio.

- Como é?

- Você é linda, e está particularmente mais linda hoje. Não entendo como pode ser tão perfeita. Você é diferente das outras garotas. Sua beleza é externa, interna e até seu chacra é tão bom que te torna mais bela. Ele confessou com os olhos fixos nas orbes peroladas. Hinata sorriu e corou mais ainda rindo contrangida.

- Sasuke-kun. — Ela suspirou triste. — Achei que não fosse me convidar. Sasuke a segurou pelo queixo.

- Sei disso.

- Então por que não me disse que iamos vir?

- Não sei, acho que porque eu queria ser forte para não querer te convidar. A verdade é que odeio festivais, e só vim porque queria um motivo pra

- Por que você gosta de mim? Hinata perguntou anciosa pela resposta.

Sasuke fitou os olhos perolados dela cheio de expectativa, seu coração acelerou. Suas mãos ficaram umidas novamente e Hinata percebeu. Ele desviou o olhar encarando o outro lado, e abaixou a cabeça constrangido por saber que ela tinha percebido. Hinata sorriu ao vê-lo corando e também olhou para o outro o lado temendo que ele ficasse irritado com seu sorriso. Os dois ficaram em silêncio até que Sasuke colocou as mãos no bolso procurando algo e tirou um envelope esticando na direção dela.

- O que é isso?

- Estou esperando há algum tempo por essa pergunta. Leia... Ordenou esperando que ela pegasse o envelope.

- Mas...

- Leia... Ela assentiu e abriu com cuidando retirando o papelo que jazia dobrado dentro do envelope.

Então o leu em silêncio sorrindo cada vez mais. Sasuke fechou os olhos e fitou os próprios pés. Ela suspirou quando terminou de ler e colocou o papel no envelope novamente segurando-o entre as mãos com cuidado como se fosse algo muito valioso. Mais uma coisa valiosa que ele lhe dava. Ela se aproximou colocando a mão na nuca dele e deslizando os dedos por dentro dos fios de cabelo bagunçados dele. Sasuke respirou fundo, mas não se mexeu. Hinata encostou a ponta do nariz na bochecha dele deslizando de leve então segurou o queixo dele com a outra mão e deslizou os lábios pela bochecha dele até alcançar seus lábios. Ela o beijou, e ele correspondeu. Dessa vez havia apenas amor naquele beijo, um amor intenso, verdadeiro e correspondido.

Quando se separaram ambos respiravam muito ofegantes e com o coração batendo a mil, mas dessa vez não estavam daquela forma por causa da paixão ou do desejo que sentiam um pelo outro e sim pelo amor, tão grande que preenchia seus corpos e era capaz de preencher o mundo, o universo talvez.

Sasuke nunca tinha se sentido daquela forma antes. Por Kami! Mal conseguia raciocinar, seus pensamentos oscilavam em várias coisas, vontades e sentimentos intensos, confusos, arrebatadores. Ela escondeu o rosto no pescoço dele e se perdeu na imensidão da noite com um sorriso fascinante nos lábios. Ficaram assim até o fim do passeio. Ele lhe afagava as longas madeixas azuladas e fitava a lua confuso com aquela nova necessidade de fazer com que Hinata soubesse o que ele sentia, que ela ficasse com ele para sempre e que ela dissesse que o amava, que o queria, para sempre...

- Obrigada por essa noite... Sussurrou quando viu que a roda girava novamente. Sasuke não queria sair dali. Era perfeito. Ele e ela longe do mundo, de todos, dos olhares. Ele não precisava fingir, nem se esconder, ou esconder seus sentimentos.

- Eu que agradeço Hime. — Disse olhando-a nos olhos. Ela encostou sua testa na dele e respirou fundo se perdendo nas orbes negras novamente. — A vista do alto é muito mais linda não é?

- Sim, mas só por que você está comigo para compartilhar esse momento. Ela sussurou e os dois acordaram do transe quando o brinquedo parou e seus ouvidos foram preenchidos pelo barulho das pessoas. Ele saiu do brinquedo e segurou a mão dela entrelaçando seus dedos aos dela e fazendo a leve carícia com a qual Hinata já tinha se acostumado e adorava.

- Vamos? Ainda temos muitas outras coisas para ver.

- Com você eu vou para qualquer lugar. Hinata não conseguia mais esconder e todos seus gestos e palavras confessavam: Estava apaixonada, o amava com todas suas forças e não lutaria mais contra isso.

Enquanto andavam pelo parque Sasuke não conseguiu soltar a mão de Hinata mesmo sabendo que poderia encontrar seus amigos, ou pior, Sakura a qualquer momento, não conseguia e não queria estragar aquele momento.

- Está com fome?

- Sim. Ele lhe tocou a bochecha com a outra mão num gesto discreto de carinho e a guiou até uma das barracas.

- Sasuke, menino quanto tempo! Disse uma senhora de semblante amável sorrindo para o Uchiha. Ele acenou com a cabeça, e isso já era um gesto cordial da parte dele. A mulher o conhecia o suficiente para saber.

- Sim, tenho andado ocupado.

- Nunca mais foi no restaurante menino. Espero que esteja se alimentando. Ela disse então observou Hinata e se surpreeendou ao ver os dois de mãos dadas.

- É...

- Então quem é essa bela Kunoichi ao seu lado?

- Hinata, meu nome é Hinata, muito prazer. Ela soltou a mão de Sasuke para comprimentar a senhora e Sasuke fez careta já sentindo falta de sua mão macia e quente.

- Meu nome é Jane. Conheço esse menino desde pequeno. Sempre aprontando, vagando solitário. É bom saber que finalmente encontrou alguém para cuidar dele. Sasuke e Hinata coraram e a mulher riu saudosa de seus tempos de juventude e da beleza do primeiro amor.

- Vamos querer o especial Jane. Disse Sasuke tossindo e assumindo a pose fria e séria novamente.

- Claro querido. Já lhe trago.

A mulher saiu deixando os dois a sós. Hinata a observou curiosa sobre o que ela poderia saber sobre o Sasuke. A mulher tinha cabelos ruivos e era muito branca, palida igual a ela. Deveria ter uns sessenta anos e era muito calma, alegre e observadora. Hinata se sentiu a vontade ali e com saudades de um lugar, que ela não se lembrava, mas era como se já tivesse estado, em um lugar onde todos eram como aquela mulher, gentis, amáveis e especiais.

- Algum problema? Perguntou Sasuke tirando-a do transe.

- Não. Hinata sorriu tocando-lhe a bochecha, imitando o gesto de minutos antes e Sasuke balançou a caçeça contendo a vontade sorrir para ela.

- E a terceira vez que toma a iniciativa hoke. Comentou brincando. Hinata corou, mas para a surpresa dele, não desviou o olhar.

- Talvez um dia eu te diga o por quê.

- Hm...

- Aonde vamos depois?

- Não sei, aonde você quiser.

- Aqui está... Disse Jane interrompendo os olhares que Sasuke e Hinata trocavam.

- Obrigada Jane.

- Sabe, tenho que lhe confessar, a Hinata cozinha e melhor que você Jane. Jane fingiu estar aborrecida e Hinata corou fugindo do olhar dos dois.

- Pois eu gosto de saber disso. Assim saberei quando não vier me ver, vai estar em boas mãos. Desde que ela não vire cozinheira, não teremos problemas.

- Sasuke está exagerando, apenas sei cozinhar um pouco.

- Minha querida, em todos esses anos Sasuke nunca elogiou minha comida. Sasuke corou tentando se manter frio, mas sua vontade era rir e ser simpático como alguém normal, porém não era tão simples para alguém como ele.

- Verdade?

- Oh sim! Se ele diz que sua comida é melhor que a minha, isso é um elogio e tanto!

- Vou acreditar. Hinata brincou.

- Acredite. Esse menino, é um bom menino, apesar de tudo, só precisa da garota certa. Jane piscou para Hinata e saiu deixando-os comendo em silêncio.

Mal sabiam que estavam sendo observados desde que entraram na festa. E que a pessoa não gostava nem um pouco do que via.