Aishiteru
39 A visão do alto é muito mais linda! II
Notas iniciais
E mais, não odeiem o Sasuke. Entendam ele nunca teve amor, nunca foi amado, quer dizer. Perdeu os pais quando pequeno, não tem ligação com o tio. O Itachi, tipo o ama, mas eles não tem uma relação de irmão, de confiar, depender. Ele não sabe o que é ser amado, e nem nunca amou ninguém, então é tudo novo ... kk k
- Vem Sasuke! Gritou Hinata correndo entre as pessoas. Sasuke se deixou levar correndo também. Os dois se misturaram na multidão enquanto outra banda feminina tocava.
— Tem certeza que quer ficar aqui? Perguntou sendo empurrado pelas pessoas que pulavam alegres.
— Sim! — Ela gritou. — Vai ser divertido! Hinata começou a pular e gritar balançando a cabeça e segurando as mãos de Sasuke convidando-a a participar também com o olhar.
Ele permaneceu parado no início, mas aos poucos foi se soltando. Minutos depois os dois pulavam cada um do seu jeito até a última música da banda roqueira.
- Viu? Foi divertido! Disse rindo e o abraçando. Sasuke correspondeu lhe roubando um beijo quando os dois se afastaram. Hinata mordeu os lábios e sorriu travessa desviando o olhar.
Outra banda entrou no palco. Um estilo mais calmo, romântico, estilo indie. Ele a puxou pela cintura e os dois ficaram juntinhos, abraçados de olhos fechados curtindo a música. O mundo parecia ter parada e seus problemas não existiam mais. Sasuke ainda acreditava estar ficando louco e tentava entender tudo aquilo, mesmo sem muito êxito.
- Oh meu Deus olha! Disse Temari quando avistou um pouco distante o casal abraçado como se fossem namorados.
— Que lindo! Ino gritou animada.
— Temos que manter a Sakura longe. Disse Tenten.
— A chata da Sakura. Por que não matamos logo ela? Pronto! Temari sorriu maléfica.
— Não! Poderiamos ser presas. Tenten respondeu e as três riram.
— Vamos atrás dela! Pelo menos essa noite, melhor que ela não saiba e estrague tudo.
— Hai. As três se despediram e foram cada uma para um lado atrás da rosada.
Enquanto o casal continuava se beijando. Hinata sorriu entre o beijo quando ouviu o barulho de fogos de artifício. Ela se afastou e olhou para cima, já Sasuke não conseguia tirar os olhos dela. Por Kami! Não posso estar amando, não posso! Pensou preocupado. Quando deu por si estava correndo de novo com Hinata pela festa até pararem na barraca de tiro ao alvo. Hinatao olhou para a barraca e depois para o Sasuke.
- Quer um? — Ela negou com a cabeça e sorriu manhosa. — Então o que você quer?
— Que me ensine a atirar. Sasuke balançou a cabeça adorando o jeito espontâneo e alegre dela naquela noite.
— Está bem. Escolha uma arma. — Ela correu e escolheu a do meio esperando que ele a guiasse. Sasuke se posicionou atrás dela e sussurrou em seu ouvido enquanto segurava a arma junto com Hinata. — Tem que segurar firme e escolher aonde quer acertar, um lugar possível, já que você não tem prática. Hinata se arrepiou ao sentir a voz dele rouca em seu ouvido, mas se forçou a se concentrar.
— Estou fazendo certo? Os dedos dela tremiam e Sasuke lhe beijou na nuca afim de acalmá-la.
— Apenas relaxe! — Sussurrou de novo. — Tem que confiar mais em você Hime. Posicione essa mão aqui. E segure firme. — Disse enquanto a guiava com as mãos.
— E agora?
— Atire! Disse ele e Hinata obedeceu acertando perto da caixa.
— Primeira tentativa. O dono da barraca alertou e Hinata suspirou desanimada por não ter acertado.
— Vamos lá Hime! — Ela respirou fundo. — Pronta? — Hinata concentiu com a cabeça. Atire! E ela o fez, acertando na caixa, porém sem força o suficiente para derrubá-la.
— Droga! Gritou revoltada e o vendedor sorriu. Sasuke percebeu que claro como todo o jogo de tiro ao alvo aquilo era uma armação.
— Hinata?
— O que foi. Respondeu desanimada. Porque você não muda o alvo?
— Acha que pode funcionar? Perguntou esperançosa.
— Claro. Espera ai. — Sasuke se afastou dela e chamou o dono da barraca indo atrás da mesma com ele. Assim que ficaram longe da vista de todos Sasuke o segurou pela blusa erguendo-o no ar.
— O que você está...
— Cala a boca! — Ordenou Sasuke interrompendo-o. — Agora preste atenção. Quando ela escolher a caixa você vai discretamente tirar o adesivo, cola o que for que as prenda na prateleira entendeu? — O homem concordou com a cabeça e Sasuke o sacudiu no ar. — Responde!
— Sim.
— Agora sim... — Disse colocando-o no chão. — Será um jogo limpo.
Os dois voltaram para a barraca e Sasuke se posicionou atrás dela de novo.
- Vamos Hina, é sua última chance.
— Tá. Ela respirou funda e esperou que ele mandasse.
— Atira! E ela atirou. Fechando os olhos certa de que tinha errado.
— Aqui está senhorita. Disse o dono da barraca olhando Sasuke contrariado. Hinata abriu os olhos e viu a grande corurja branca com pinta prestas e os olhos castanhos cor de mel. Ela sorriu e olhou para Sasuke lhe agradeçendo com o olhar.
— Vamos embora?
— Sim, estou cansada. Muito cansada. Disse encostando a cabeça no ombro de Sasuke que lhe abraçou pela cintura e assim os dois foram embora juntos. Ela olhava para o coruja feliz por ter consigo conquistá-la. Mesmo sem saber Sasuke tinha feito algo diretente por ela. Não tinha ganho a coruja para ela como seu pai sempre lhe dava tudo, seu primo ou as pessoas do clã lhe tratando como incapaz. Tinha lhe ajudado a conquistá-la. E isso, assim como estar com ele, não tem preço.
....
- Então a que horas ele chega?
— Daqui a pouco. Disse que tem muitas novidades e fotos.
— Hm... Ótimo! Quero saber tudo sobre o que ela tem feito e com quem tem andado. Assim ficará mais fácil colocar meu plano em prática. Acima de tudo, quero saber sobre o Itachi...
— Por que?
— Porque ele pode ser útil, mesmo que indiretamente. Só temos que saber de que lado ele está.
— E depois que ela voltar para a casa.
— Tenho muitos planos para ela, e para você também Neji. Será recompensado por me ajudar.
— Obrigada Hiashi.
— Não há de que, agora saia! Deixe-me a sós.
Neji saiu segurando-se para não dizer muitas coisas aquela velho maldito. Tinha que suportá-lo, por enquanto...
....
- Onde ele está Itachi! Perguntou Tsunade já ficando irritada.
— Não sei! — Gritou cansado do interrogatório! — Que inferno! Parem de perturbar.
— Sua função era cuidar dele! Gritou Orochimaru.
— Velho maldito! Estou cansado de você. Itachi avançou para cima de orochimaru tentando lhe acertar com vários goles, mas o mesmo desviava com facilidade.
— Moleque tolo! Sou muito mais forte que você. Disse com desdém rindo sarcástico.
— Chega Itachi! — Ordenou Madara. Itachi se afastou respirando fundo para controlar a vontade de matar aquele maldito homem. — Dessa vez você errou. Combinamos que você iria mantê-lo em casa hoje e nós todos contariamos toda a verdade a ele.
— Vocês não entendem! Ele está muito forte e quando se trata dessa garota.
— Hinata? Perguntou Tsunade.
— Sim. Ele fica fora de si. Ele vira um monstro por causa dela. Já brigamos fisicamente várias vezes. Basta falar nela e ele se transforma. Não pude impedí-lo. Teria que machucá-lo de verdade e não posso fazer isso.
— Bom, só nos resta esperar até que ele volte. Disse Jiraya se jogando no sofá.
....
- Para onde vamos? Perguntou Hinata. Sasuke lhe beijou a testa e respondeu:
— Para sua casa. Já é tarde, melhor irmos.
— Mas e os outros?
— Não quero ter que vê-los e fingir. Ele não preciso terminar a frase pois Hinata entendia e de fato gostava quando Sasuke demonstrava seus sentimentos por ela sem medo.
— Também não quero que você finja. Confessou e lhe deu um selinho.
Quando chegaram ao prédio Sasuke esperou que Hinata o convidasse a ficar, até porque não queria encarar seu irmão. Ela reunia coragem para falar, mas era dificil. Os dois ficaram se encarando.
- Eu quero que você aqui essa noite, e quero... — Hinata respirou fundo. — Que durma abraçado comigo de novo. Ela mentiu.
- Claro Hime. Hinata abriu a porta e subiu as escadas do prédio travando uma batalha interna sobre seus pensamentos nada inocentes naquela noite e uma idéia que passava por sua cabeça e não teria volta.
Quando entraram no apartamento ela sentou-se no sofá pensando ainda no que deveria fazer. Olhou a carta que ainda segura com carinho nas mãos.
- O que foi Hime? Perguntou Sasuke sentando-se do lado dela.
— Não sei, só estou em duvida sobre uma coisa muito importante. Suspirou encarando-o corada.
— O que seria?
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