Aishiteru
37 A visão do alto é muito mais linda!
- Porque essa surpresa?
- É que nos vemos agora a pouco. Hinata corou e deu espaço para que ele passasse.
- Vim buscar você. Ela respirou fundo sem acreditar no que ouvia.
- Mas não combinamos nada. Retrucou enquanto fechava a porta.
- Achei que você quisesse ir. Sasuke a encarou confuso com as mãos nos bolsos.
Ele estava perfeito usando uma calça jeans desbotada, camiseta preta com simbolo da nova era e sobretudo preto e botas de escalada pretas.
- Então vamos a festa, eu e você, agora? Hinata piscou algumas vezes ainda fascinada com ele, sua perfeição e por ele estar ali.
- Se você quiser sim.
- Mas já é tarde não? Ela suspirou triste e Sasuke se aproximou tocando-lhe a bochecha com carinho.
- Não se você correr. Te espero aqui. Ela sorriu e mordeu os lábios animada.
- Ok! Disse antes de sair correndo para o quarto.
Sasuke sentou-se no sofá e respirou fundo lembrando-se da briga que tinha tido com o irmão. Não deixaria Hinata por nada, nem por ninguém. Seus olhos ficaram vermelhos enquanto ele se lembrava da briga. Sasuke apertou a borda do sofá com força. E quem ele pensava que era para proibí-lo de alguma coisa?
- Não vou deixar que se intrometa na minha vida, não mais!
- Sasuke-kun? Hinata perguntou preocupada. Estava parada na frente dele há alguns minutos e o mesmo nem tinha percebido. Estava com os olhos vermelhos de novo e o semblante furioso. Ele olhou para cima e toda a áurea ruim passou.
Ela estava perfeita usando um vestido lilás de amarrar no pescoço com decote em V deixando as maçãs dos seios amostra. Tentador... Pensou Sasuke. O vestido era apertado na cintura, se tornando mais largo até chegar no quadril, estilo solto, com babados de renda branca na borda do vestido. Usava também uma sapatilha branca e tiara branca com a franja ajeitada para o lado. Ele se levantou e respirou fundo sentindo seu coração mais acelerado do que o normal. Sasuke passou por ela andando rumo a janela.
- O que foi Sasuke? Sente-se mal? Eu fiz alguma coisa? Ela perguntou confusa pela reação dele.
O que é isso afinal? Por que estou me sentindo desse jeito? E quero sorrir igual o idiota do Naruto? Sasuke perguntava a si mesmo. Ele olhou para as próprias mãos que soavam e se reprimiu por isso esfregando-as com força na calça.
Hinata estava quase chorando. Pensou que deveria ser a roupa, ou algo nela que ele não tinha gostado.
- Sasuke... Chamou com a voz embargada e ele se virou sentindo-se culpado por ver a tristeza e insegurança nela.
- Não foi nada Hina. — Disse se aproximando dela. — Me desculpe, eu briguei com meu irmão e estava pensando nisso quando você enrou. — Ele segurou a mão dela guiando para a saida do apartamento. — Melhor irmos.
- Está bem. Ela sussurrou ainda triste por não ter sido elogiada.
Sasuke sabia que tinha de elogiá-la, mas não conseguia. Estava confuso com suas emoções novas e estranhas, com medo de dizer alguma coisa e agir como um tolo apaixonado. Preferiu ficar em silêncio, e assim os dois foram até chegar a festa.
Hinata adorou o local. Era perfeito e muito diferente do ambiente frio e morto de Nova York, Estavam em um parque enorme, rodeado de árvores. Haviam várias barraquinhas na entrada com comidas típicas, lembranças e uma barraca de tiro ao alvo com ursinhos de pelúcia. Haviam também várias lamparinhas luminosas e cumpridas que lhe lembrava muito sua casa, seu povo. Tudo era muito colorido e estava cheio de gente. Mais afrente havia um palco enorme, mas Hinata não conseguia ver a banda, apenas escutar os gritos e a voz melodiosa de uma garota. A esquerda também havia uma roda gigante, objeto que sempre fascinou Hinata. Ela sorria olhando para todos os lados com os olhos brilhando.
Já Sasuke odiava tudo aquilo, olhou em volta entediado, mas quando viu o sorriso no rosto frágil de Hinata toda sua tensão se foi, e aquela lugar parecia perfeito porque ela estava lá.
Hinata saiu andando curiosa por mais.
- Hinata! Sasuke chamou, mas ela não ouviu e continuou andando até chocar-se com algo grande que bateu nela com força fazendo-a quase cair. Ela gritou baixinho pelo susto sentindo seu corpo ir pra trás. Sasuke a segurou impedindo que ela caisse. Quando Hinata avistou o homem enorme na sua frente usando uma jaqueta preta com uma cavera branca nas costas se virando e encarando-a com fúria ela tremeu.
- Olha por onde anda menininha. Comentou com desdém. Hinata se encolheu e Sasuke a abraçou pela cintura.
- Gomen...
- Se você não fosse tão grande e espaçoso ela não esbarria em você. Ele observou a figura magra e frágil a sua frente e riu com desdém.
- Por que não cala a sua boca e leva sua namoradinha pirralha daqui? Sasuke queria brigar com aquele homem e fazê-lo perdir desculpas de joelhos. E o teria feito se Hinata não tivesse ficado entre os dois e o segurasse pela blusa.
- Sasuke não! Por favor, vamos! Advertiu segurando a mão dele. Então o puxou até que ele se deixasse levar.
- Pirralho babaca! O homem grande e gordo disse alto o suficiente para que Sasuke ouvisse rindo sarcasticamente em seguida.
Sasuke soltou-se de Hinata e foi para cima do homem lhe dando um gancho no maxilar. O homem caiu a metros de distancia desajeitado como um Sasuke de batatas. Sasuke se aproximou dele furioso.
— Melhor não se meter com esse pirralho se quiser continuar respirando. O homem lhe encarou com os olhos cheios de medo.
- O que você é? Disse com pavor. Sasuke olhou para Hinata que já tinha se aproximado. Quando ela viu os olhos vermelhos dele cercado pelas vírgulas ficou com medo que outras pessoas também vissem. Num ato impensado para protegê-lo ela o beijou se jogando nos braços dele que a abraçou e correspondeu ao beijo.
- Eu vi, nos olhos dele! Gritou o homem. Sasuke sentiu alguém lhe puxando, afastando-lhe de Hinata e quando olhou para trás, viu os seguranças o encarando no fundo dos olhos assim como os outros.
- Seu bêbado maluco! Disse um dos policiais. O homem se levantou e balançou a cabeça algumas vezes confuso se tinha mesmo visto algo diferente naqueles olhos agora negros, ou não.
- O que houve aqui? O outro policial perguntou.
- A culpa foi minha... Hinata sussurrou atraindo todos os olhares para si.
- Sua? Perguntou o policial olhando-a desconfiado.
- Sim, eu esbarrei nesse senhor. — Disse olhando para o homem gordo mal encarado. — O senhor me desculpa? — Hinata encarou o homem no fundo dos olhos e ele constrangido desviou o olhar sem palavras. Aquela garota era fascinante, e não havia como sentir raiva dela. Havia uma paz que Hinta era capaz de transmitir não só pelo olhar, mas pelo tom de sua voz, por cara poro de seu corpo e isso constrangia as pessoas mais frias e cruéis, incapazes de machucar uma criatura tão perfeita e iluminada.
- Bem... Eu...
- Sinto muito por tudo isso seu guarda, senhor, eu nunca fui a uma festa tão grande e andei distraida. Não quis em momento nenhum arrumar confusão. Ela dizia com as bochechas coradas e a voz suave. Os dois olharam para Hinata um pouco fascinados pela calma, suavidade e inocência da mesma. Sasuke pigarreou abraçando pela cintura.
- Bom... Acho que podemos esquecer isso. E cada um segue seu caminho.
- Obrigada. Ela sorriu e saiu andando com Sasuke que resmungava baixinho.
- Não precisava ter feito isso.
- Não quero que você se machuque.
- Não vou... Respondeu frio. Hinata suspirou triste.
- Porque me trouxe hoje Sasuke? Ele não respondeu.
- Melhor procurarmos os outros. Disse voltando a caminhar na multidão enquanto a puxava pela mão.
Os dois caminharam por vários minutos, mas não encontraram ninguém. O clima entre os dois era estranho, tenso. E Sasuke se sentia mal por saber que era culpado e que não eram aqueles seus planos para a festa. Sentiu algo impedí-lo de continuar andando e olhou para trás vendo Hinata encarar a roda gigante fascinada.
- Você gosta?
- Eu sempre achei fascinante, mas nunca fui em uma. Sasuke olhou para fila enorme e respirou fundo. Puxou-a pelo braço e ela se deixou levar sorrindo ao perceber que estavam indo para a fila.
-Tem muita gente. Comentou ela corando.
- Por você vale a pena esperar. Ele a abraçou e ela encostou o rosto no peitoral dele fechando os olhos e aspirando o perfume delicioso dele. Não queria estar em outro lugar que não fosse ali, esse era o problema.
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