Ainda É Cedo

2 Um Segredo Sem Sentido


Notas iniciais
Olá galerinha!! Cinco leitores em menos de três dias *---* É pra glorificar de pé,igreja!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Agora, sem brincadeira, muito obrigada "leitores fantasmas" e se possível C-O-M-E-N-T-E-M!!! Ah gente, o que custa? Comentem que é de graça. Beijinhos e espero que curtam o capítulo

#Isadora

Tem gente que realmente tem um dedomãocabeça podre. Aquele tipo de gente que sempre faz cagada por onde passa, aquele tipo de gente que muita gente quer matar. Pois é, meus caros, eu sou esse “tipo de gente”.

E aqui estou eu caminhando pelas ruas de Washington D.C, com nada menos que o incomparável Capitão América que provavelmente quer me decapitar com seu escudo. Ou seja, eu sou tão azarada que na minha primeira viagem para os Estados Unidos já consigo um inimigo desta magnitude. Se eu for pra Alemanha talvez Hitler ressuscite e me jogue na câmara de gás.

Enfim, o negócio é que eu vim para cá a fim de terminar meu TCC sobre propagandas durante a Segunda Guerra, errei o nome do real entrevistador ( não era o Sargento Hudson e sim sua viúva: #vergonhaInfinita), invadi um local militar, invadi um quarto, escutei conversa alheia e atrapalhei um lance que tinha esperado décadas e décadas para se resolver. Pois é, eu sei! Eu mereço ser decapitada pelo escudo do loiro aqui do meu lado. Loiro este que está com a cara muuuito feia... Acho bom puxar assunto.

–Hey você foi bem legal em se dispor a nos dar a entrevista mesmo depois deu ter... Enfim, deu ter atrapalhado a sua conversa com aquela senhorinha. – falei descontraidamente

Ele apenas deu um sorrisinho de lado.

– Você me pareceu sincera. E depois do que a recepcionista fez a você e sua amiga... Bem, achei que fosse o mínimo que eu pudesse fazer para tornar sua visita a Washington um pouco mais agradável.

Sorri para ele e logo avistei Cléo sentada no capô do carro dançando como um verme em meio ao cloro, com fones no ouvido.

–Cléo! – chamei e ela continuava dançando

– Cléo! – chamei mais alto e nada

–CLÉÉÉÉÉÉÉÉO!!! – gritei no ouvido dela retirando um dos fones – QUER FICAR SURDA INFELIZ?

A criatura caiu do carro devido ao susto. Steve me olhava como se eu fosse louca.

–Aí sua doida!! – Cléo resmungou – Quer me matar do cora... Oi cara bonito! – mudou o tom olhando para Steve, que corou.

Revirei os olhos.

– Cléo segure a periquita! – exclamei – Esse aqui é o Steve, ele vai nos ajudar.

– Prazer, Steve Rogers. – ele disse apertando a mão dela

– Oi, sou Cléo. – ela respondeu simpática – Então quer dizer que vai nos ajudar? O que sabe sobre o Cap´s?

–Cléo, ele é o...

– Sobrinho do Sargento Hudson. – ele me interrompeu

Olhei para ele de cenho franzido; Steve apenas fez um sutil gesto negativo com a cabeça. Não entendi. Pensei que a identidade dele fosse pública, mas respeitei sua atitude e confirmei.

– Ué? O que houve com o August?

– Ele faleceu há sete anos. – eu avisei brava – A senhora me deu a informação errada, dona Cleópatra Joaquina. Quem está nesta casa de repouso é a esposa dele, mas como ela não está em condições – fitei Rogers – Ele é que vai nos ajudar. Ele sabe bastante coisas.

– Meu tio já me disse muito sobre ele.

– Bom, então vamos até algum lugar fora do alcance deles – ela apontou pra trás e notamos que os seguranças do asilo estavam em nosso encalço – Vamos!

Entramos desembestados no carro e no mais sinistro silêncio fomos até um restaurante na periferia da cidade.

Sentamo-nos em uma mesa nos fundos do estabelecimento e Steve prontamente nos contou sobre o dito cujo, sempre tendo o cuidado de contar tudo na terceira pessoa. E eu lá com a cara desconfiada, mas disfarçando para Cléo não perceber. Contou muita coisa, coisas que provavelmente nenhuma outra pessoa saberia, como por exemplo, o fato de como ele se sentia mal por ser apenas um instrumento comercial e sem importância ou o quanto fora humilhado, desmerecido e subestimado por seus superiores.

Quando foi sorteado que o tema para o meu trabalho seria os Estados Unidos, mais especificamente o Capitão América, logo torci o nariz. Para ser sincera eu sempre achei que ele fosse um bobão. Mais um estadunidense babaca, apaixonado por guerra, que tinha uma sede imeeensa de conquistar território. E agora vejo que estava redondamente errada. Ele não é nada disso, muito pelo contrário: É humilde, simples e honesto. Ou pelo aparenta ser, já que não podemos sair acreditando em tudo que as pessoas dizem, não é verdade?

Depois de um tempo, Cléo resolveu ir ao banheiro e eu não aguentei:

– Por que você mentiu? Pensei que sua identidade fosse pública.

– E é... Quer dizer, bem, eu não nego quando alguém me para na rua e diz que eu sou quem sou. – ele respondeu cabisbaixo

– Então porque não disse a verdade? – sussurrei com medo de alguém ouvir nossa conversa

– As pessoas tem memória curta, nem todos me reconhecem e eu gosto disso. Eu quero ter uma vida normal... Ou o mais normal possível. – retrucou – Srta. Wollscheid, eu não te conheço, mas te peço que não mencione em sua pesquisa que conheceu o Capitão América. Percebi que em nenhum momento foi mencionado o nome Steve, apenas S. Grant Rogers, e eu gostaria muito que continuasse assim.

Mordi os lábios com uma súbita compaixão pelo sujeito a minha frente.

– Tem a minha palavra. – respondi balançando a cabeça positivamente – Ninguém vai saber do seu segredo.

Ele sorriu de volta.

–Obrigado, Srta Wollscheid.

– Ah,por favor, me chame de Isadora. De onde eu venho não temos essa formalidade toda. – brinquei

– Como quiser, Isadora. – corrigiu sorrindo graciosamente – Por quanto tempo vai ficar aqui em Washington?

– Bom, viemos para cá com a única finalidade de entrevistar o Sargento Hudson. – falei rindo ao lembrar do vexame – E pretendo ir embora em dois dias.

– Talvez... Talvez... Talvez... – ele gaguejava

– Talvez o que? – Cléo chegou “chegando”

Steve engoliu em seco junto com o que quer que ele quisesse falar.

– Nada! – cortei o assunto sem sentido – Bom, já acabamos por aqui. Vamos, Cléo?

Ela confirmou com a cabeça enquanto devorava um sanduíche.

– Vambora! Valeu aí, Steve! – ela agradeceu ainda mastigando

– Cléo não fale de boca cheia, pleeease!

Cléo revirou os olhos.

– Ah desculpa aí “Glória Kalil”. – zombou

– Steve me desculpe meeeesmo por ter te atrapalhado com a sua...

– Tia! – ele completou e eu ergui a sobrancelha – E está tudo bem, são águas passadas.

– Isto, “tia”. – repeti meio perplexa – E muito obrigada pela solidariedade em nos ajudar. Até algum dia.

– Até! – ele respondeu

E lá se fomos nós para o hotel. Cléo falando pelos cotovelos dizendo o como ele era “bonito e simpático e príncipe e isso e aquilo” e eu ali... No mais profundo silêncio tentando entender o quanto a vida podia ser louca. Engraçado é que por mais que Steve fosse realmente bonito, a beleza exterior fora o que menos me chamou atenção. Estranho...

E de repende uma súbita vontade de vê-lo novamente, tomou conta de mim.

Notas finais
Vejo vocês nos comentários!Até terça-feira, gente!!