Ainda existem flores

25 Os herdeiros - Parte 1


Notas iniciais
Gente. Geeeeente. Duas recomendações em dois capituloos. Posso morrer de felicidade agora? Dessa vez foi a Duda4553, que eu vou chamar de Duda por que é mais prático hahaahha senhorita, além de elogiar a fic você elogiou minha pessoa! Muito obrigada! Fiquei até emocionada. "feito por uma autora maravilhosa e gentil..." que emoção mais emociante hahahaha a fic tem quatro recomendações! 1- CarpeDiem, 2- Cassiopéia, 3- Cupcake, 4- Duda! to morrendo aqui, quem quiser me fazer mais feliz ainda é só seguir o exemplo hahahhaaha vamos aderir ao movimento façam uma autora feliz, por que eu tenho o poder de fazer vocês felizes também muahahahaha em fim, quero agradecer bastante também a Hunata, Haaruno e Sereia por favoritarem! Daqui a pouco nem vou mais poder saber quem favoritou (eu espero), mas agradeço a todos profundamente! Aos leitores novos (eu percebi que tem muitos :) ) SEJAM BEM VINDOS, SEJAM SEMPRE ATIVOS! Bom, eu sei que quebrei alguns corações capitulo passado, mas acho que compenso nesse. Sem enrolar mais por que quase ninguém lê isso (apesar que eu coloco todo meu coração aqui, cara) aqui está a o capitulo! Foi uma loucura conseguir postar ele, era para eu ter postado no incio da semana mas meu irmão apagou o arquivo e eu fiquei tipo "Você tem uma hora para sumir do mapa antes que eu comece a caçada mortal contra você" hahahahha em fim, espero que amem :) obrigada mais uma vez, Duda! XOXO — Detoni

"A multidão procura o líder não por sua causa, mas por sua influência; e o líder vai recebê-los por vaidade ou necessidade."- Napoleão Bonaparte

— Diga a todos o que queremos saber: o que aconteceu ontem?- Castiel pergunta enquanto terminamos de nos sentar em volta da mesa na casa de Kentin. O churrasco de Kentin não poderia ser em uma data mais perfeita. Lysandre se ajeita melhor ao meu lado e tira a mão do meu joelho oferecendo um sorriso a todos.

— Meu avô quer expandir a linha hospitalar para a Ásia e a Europa.- Lysandre diz. Ele se apoia no encosto da cadeira antes de continuar. — ele tem os contatos perfeitos.

— Mas obviamente tem um porém. — Leight diz interrompendo o Lysandre. — o plano do meu avô...

— A questão é que os sócios do meu avô não querem trabalhar com uma criança. — Lysandre termina. Ah. A F4 tem apenas 18/19 anos. Como eu continuo esquecendo-me disso? Eles mal são maiores de idade e já lidam com coisas tão... Anormais. São tipo bebês super dotados.

— Isso é ridiculo. — digo. Independente da idade de Lysandre ele era o dono de tudo. Era do pai dele e como o Leight não queria assumir a linha da medicina, quem teve o nome no testamento foi o Lysandre. O avô nesse caso era o pai da mãe de Lysandre que tinha assumido os hospitais na América Latina até o Lysandre se achar independente o suficiente para assumir tudo. Mas esse dia jamais chegaria, pois essa era a única ligação que ele possuía com o avô.

— Eu só tenho 18 anos, Tes. Não é ridiculo, é compreensivo. — ele diz. E daí que ele só tinha 18 aos? Ele era mais inteligente que todos os sócios do avô juntos. E aposto que tinha até mesmo contatos melhores.

— Ta bom, Lysandre, então recusa. — o Kentin disse.

— Exatamente. Eles pretendem abrir um negócio internacional sem o dono estar envolvido? — Armin pergunta.

— A questão é que já está tudo pronto. — Leight diz. Como isso é possível?

— Com a morte dos meus pais, meu avô se tornou meu responsável legal sem ele querer. Com isso, ele ganhou o nome da linha hospitalar Partin e quando eu completei 18 ano passado eu deixei ele continuar tendo o nome. — Lysandre diz.

— Por que você fez isso? — Ana Clara pergnta.

— Ele é meu avô. — Lysandre diz como se isso fosse óbvio. E era. Mas independente disso, o Lysandre que tanto lutava para conseguir o perdão do avô por nada, não sabia que o culpado dessa distancia era o avô dele. Por esse motivo, eu já não gosto do avô dele. E olha que nem conheci o ser ainda, imagina depois que eu conhecer.

— O que acontece é que o Lysandre continua sendo o presidente, mas só pelo nome. Meu avô toma todas as ações. — Leight explica. Rosa bufa ao seu lado.

— E o que nós vamos fazer então? — ela pergunta.

— O jeito é o Lysandre assumir o projeto internacional. É o único jeito que das pessoas o respeitarem. — Castiel diz raciocinando.

— E é ai que eu preciso da ajuda de todos vocês. — Lysandre diz.

— Os contatos internacionais da F4. — Leght diz. — vocês precisam provar para os sócios do meu avô e para os assessores da Partin que a F4 não são crianças. Por isso haverá uma festa sábado, na casa do Lysandre. Teresa, você tem algum contato que possa ser útil? — ele perguntou.

— Apenas socialites. — digo. — acho que atrair atenção não é o objetivo de vocês. — digo. Nesse momento me sinto um pouco inútil. Eu não tenho contatos importantes, apenas por que eu estava brincando de rebelde enquanto meus pais faziam reuniões lá em casa. — desculpem. — digo.

— Está tudo bem, é melhor que você saia um pouco da mídia de qualuquer forma. — Lysandre diz pegando minha mão por debaixo da mesa. — Castiel...

— Vou começar a fazer as ligações. — ele disse. — de quais áreas da Europa você precisa de gente do ramo da medicina? — Castiel perguntou.

— Vamos às cidades globais primeiro. — Kentin diz. — chame seus contatos de Londres, Paris, Bruxelas, Milão e... Acho que podemos ignorar Frankfurt momentaneamente.

— Eu tenho contatos na Ásia. — Armin diz. — eu desenvolvi um prototico de jogo para eles e um dos meus melhores amigos no meio disso era o dono de um dos maiores hospitais de Seul . Que tem ligações com os hospitais de Hong kong e Tóquio. Eles estão me devendo alguns favores, aposto que ficaram felizes em vir. — Armin diz.

— Eu vou trazer os amigos do meu pai que ficaram do meu lado. — Lysandre diz.

— A máfia está espalhada no mundo todo. — kentin diz dando de ombros. — posso tentar alguma coisa também.

Caramba. Então isso era a F4 em ação? Eu sabia que eles eram importantes e tals, mas... o Castiel sério desse jeito? Armin com contatos na Ásia por que eles estavam devendo favores para ele? Kentin influente no mundo todo? Lysandre com os contatos que vão fazer isso tudo funcionar? Nesse momento, eu senti medo deles. E me dei conta. Sabe quando as pessoas dizem "sabe de nada inocente"? O mundo está dizendo isso para mim agora.

— Quer chamar o Viktor, Teresa? — Castiel perguntou anotando alguma coisa em um caderno. Em geral essa ideia me deixaria animada. Faz séculos que não vejo meu melhor amigo, mas eu não sei. Dizer que eu não quero o Viktor aqui agora é um crime? Sim, eu sinto falta dele, mas eu preciso me dedicar ao Lysandre agora.

— Não, está tudo bem. -digo.

— Por que não? — Lexi pergunta. Lysandre ergue os olhos do próprio papel que estava fazendo anotações.

— Não é por minha causa, é? — Lysandre perguntou.

— Não, é só que ele está ocupado com a vida dele. -digo. Lysandre parece querer discutir, mas simplesmente volta a se concentrar no papel que estava escrevendo.

— Querem me usar como contato? — Alicia pergunta.

— Para você continuar adiando seu retorno ao seu amado marido? — Castiel pergunta tirando o marca texto da boca. — deixe tudo em nossas mãos dessa vez, Aly. — ele diz.

— Pode ficar se quiser Alicia. — Lsyandre diz encando Castiel.

— Acho que o Castiel está certo. — Alicia diz. — obrigada de qualquer maneira, Lys. Espero que tudo dê certo. — ela diz e sorri para mim. Devolvo o sorriso tranquilo. O plano iria funcionar com ou sem a Alicia.- eu sou casada, você não iria querer ficar muito tempo longe da Teresa, iria? — ela pergunta. Lysandre sorri de leve e aperta minha mão mais um pouco.

— Acho que você está certa. Então acho que agora todos temos ligações para fazer.- ele diz e as pessoas começam a se levantar, todas começando a discar o celular. A coisa mais normal do mundo. É tipo, espera só um minuto que eu vou ali ligar para o outro lado do mundo e já volto.- não se esqueçam de mencionar que nós providenciaremos os jatos.

— Ok. Vamos lá. — Armin diz e se afasta quando o contato que ele estava ligando atende e ele começa a falar outra língua.

— Você vai ficar por aqui ou vai para o internato? — Lysandre pergunta se virando para mim enquanto nos afastamos um pouco da mesa.

— Acho que a Lexi está indo para o internato, então eu vou com ela. — digo. Lysandre sorri e coloca meu cabelo atrás da orelha e se inclina me dando um selinho prolongado.

— Me manda uma mensagem quando chegar no internato. E nem pense em ficar preocupada.- ele diz. Ok, como se isso fosse possivel. Toco a lateral de seu rosto e faço a cara mais séria que eu consigo.

— Você não é criança, Parker. Mostre isso para eles. — digo. Lysandre ri.

— Se eu não puder passar no internato hoje de noite, te vejo amanhã. — ele diz e me beija com calma dessa vez. Era como se cada necessidade que eu já senti na vida fosse preenchida pelo toque dos seus lábios. Cara, eu sou muito poética. Já posso até escrever um livro de filosofia. Porém minha inspiração poética foi levada quando ele teve que se separar de mim quando o celular dele começou a tocar. — Alo?- ele diz. — Senhor Medson, a quanto tempo... — ele diz e se vira para mim e faz com os lábios as palavras "te adoro" e aperta minha mão.

— Te adoro. — falo apenas com os lábios também e ele se afasta sorrindo conversando com o tal senhor Medson.

—_________*****__________

A semana que se passou foi marcada por três adijetivos: solitária, agitada e social. Concluindo: nós vivemos em um mundo paradoxo e todos morrerão tentando entender a vida.

Meus amigos viviam no celular e a casa deles parecia a casa da mãe Joana. Nunca entendi essa expressão, acho que vem de um filme, mas o que eu quero dizer é que estava muito lotada. Mas o legal de ir à casa do Lysandre era para jogar poker com os japoneses. Cara, eles tem que vir aqui com mais frequência.

Eu estou começando a aprender os nomes dos mais legais: Walter é o alemão, ele é amigo do Castiel. Na verdade quase todos os europeus são contatos do Castiel, com exceção do Louis que é do Lysandre, ele é francês, e de Otto, que é Russo, amigo do Kentin. Parece que o Louis é dono de uma das multinacionais locais e é ele quem pretende providenciar os locais onde ficarão as novas sedes dos hospitais do Lysandre na Coréia (ai entra o contato do Armin, o Shin Yoo, ele é muito irônico), em Paris ( o primo dele Clemon deve chegar daqui a pouco) e na Argentina (o inglês do Carlos não é muito bom, por isso nós falamos em espanhol com ele).

Os que eu estava me dando melhor eram: a Maud da Inglaterra, Londres, com o Shin Yoo, com o Walter e o Otto. Ah,e eu e o Enrico da espanha também estavamos conversando muito. Esses são os mais jovens, os herdeiros, assim como a F4.

Os meus amigos mais velhos são os japoneses. Matsumoto, Sakurai e Aiba. Tudo bem que a gente só conversa em japonês, por isso estou meio enferrujada, mas eles têm a melhor poker face da história e devem ter no máximo 40 anos. Acho que o que as pessoas dizem obre as pessoas mais ricas já serem ricas desde novas é verdade.

Ah, e coincidentemente, esse é o pessoal que está na casa do Lysandre. Acho que é por isso que eu me dou melhor com eles, nós temos mais convívio. O que me deixou com raiva foi o fato de não ter quase nenhuma mulher. As únicas eram a Maud, a Hye Mi da Coreia, a Xian Qi de Tawian que veio acompanhar o marido, a alemã namorada do Walter, Elza, e a Leticia, uma brasileira.

Porém agora me encontro suando fria esperando a próxima convidada chegar. Alguém que eu nunca mais pensei que fosse ver. Nina estava chegando e Lysandre estava tranquilo ao meu lado enquanto acariciava minha mão checando os dados da hora de chegada dela.

— Você tem certeza que deveria estar aqui? — pergunto. Lysandre sorri.

— Tes, faltam 3 horas para o almoço. — ele diz.

— Seus convidados estão sozinhos. -digo. Lysandre gira os olhos e sorri. Ele quer que eu admita que eu estou com ciúmes da Nina, já que os dois tiveram uma história. Tudo bem, eu estou, mas nunca vou falar isso.

— Tes, só admite. Você está com ciúmes, mas não precisa. — ele diz. Encaro-o brava e ele finje uma cara de emburrado e se inclina um pouco sobre mim fazendo bico de pirrasa. — admite, vamos.

— Para que admitir algo superficial assim? — pergunto. Ele franze mais a sobrancelha.

— Para eu me sentir amado. Agora diga com todas as letras: Lysandre, homem mais lindo do universo, Hórus da minha vida, eu estou com ciúmes de você. — ele diz. É isso que o convívio com o Castiel faz com as pessoas. Você, pessoa que está lendo isso, vou te advertir: o convívio com Castiel Sworis pode trazer crises espontâneas de egocentrismo e egoismo. Atenção, a prática constante desse ato pode fazer com que você perca a lucidez.

— O Castiel devia vir com uma bula. — digo.

— Por quê? — ele pergunta.

— Para avisar as pessoas que elas podem se tornar convencidas convivendo com o ilustríssimo Castiel. — digo.

— Eu ouvi isso direito? — uma voz atrás de nós pergunta. Dou um salto e meu momento de tranquilidade vai por água abaixo quando encaro Nina que está sorrindo para nós, com uma mala na mão. — você chamou o Castiel de ilustrissimo? Tessa, eu te disse para não o deixar fazer sua cabeça.

— Há quanto tempo, Nina. — Lysandre diz cumprimentando-a com um abraço rápido, o que fez Nina rir.

— Agora que está namorando acabou o cumprimento épico? — ela pergunta. Ha, ha, ha. Tão legal zuar a Teresa, não é?

— A Tessa não está de bom humor hoje. Acho que ela está com ciúmes. — ele diz. Eu vou matar o Lysandre.

— Não escute ele, ele acha que é Hórus. Ele conviveu tanto com o Castiel que perdeu a sanidade. — digo abraçando Nina e fazendo- a rir. A Nina era minha amiga. Eu não estou com ciúmes, seres fenomenais não sentem ciúmes, eu sou um ser fenomenal, logo, não sinto ciúmes.

— Agora vamos. — Lysandre diz. — se eu apresentar minha namorada vestida de mendiga para o meu avô ele nunca vai aceitar que eu sou adulto. — Lysandre diz. Ai, eu não uso roupas de mendigo. A culpa não é minha se calças de pijama são confortáveis e moletons também.

— Eu vou para um hotel ou para sua casa? — Nina pergunta. Para um hotel. Você não tem mais permissão para dormir na casa do meu namorado.

— Na casa do Kentin. Seu quarto já está separado, não se preocupe. — Lysandre diz. Nina sorri e eu fuzilo Lysandre com os olhos. Ele poderia ter me falado isso antes.

— Eu não posso mais dividir quarto com você? — Nina pergunta. Meu queixo cai. É só uma brincadeira, é só uma brincadeira, é só uma brincadeira...

— Nina, ela está ficando vermelha. Você já pode parar. — Lysandre diz e Nina cai na gargalhada. — e como está o noivado? — calma, a Nina estava noiva.

— Ele é perfeito. Ficou mais ou menos do jeito que a Teresa está agora quando soube que eu viria passar o final de semana aqui. De verdade, eu acho que nunca me senti assim na minha vida. — ela responde.

— O Robert parece uma boa pessoa. — Lysandre diz. Sorrio. De repente a presença da Nina pareceu agradável. Ela era a melhor amiga do meu namorado.

— Você devia vir com ele da próxima vez, Nina. — digo feliz e dessa vez, os dois riem.

—_________*****__________

Agora eu estou suando frio novamente, mas é por que eu tenho certeza que vou fazer besteira. Entenda, eu sou a diva de sempre quando estou sozinha, mas ninguém pode testemunhar eu divando. Acho que meu brilho aumenta tanto que eu fico cega e caio no chão, parando de divar.

Mecho desconfortavelmente na barra do vestido que o Lysandre havia escolhido: um vestido justo em cima e rodado embaixo, um modelo bastante clássico, branco. Conserto minhas pulseiras enquanto Shin Yoo começa a vir na minha direção.

— Olá, Teresa. — ele diz. Sorrio para ele.

— Shin Yoo. — comprimento. Ele coloca a mão de forma descontraída na calça do terno dele.

— Está se sentindo deslocada? — ele pergunta.

— Bastante. Acho que agora não é mais a hora de jogar pôquer com vocês. O que será que o avô do Lysandre pensaria de mim? — pergunto. Shin Yoo ri.

— Na realidade, eles estão tão sérios que estão precisando dar uma descontraida. Você devia acompanhar o Lysandre um pouco. E se não me engano, lady Maud estava te procurando. Não fique nervosa, você é uma de nós. — Shin Yoo diz e me da uma tapinha no braço antes de voltar para a mesa onde alguns sócios do avô de Lysandre conversam animadamente com Walter, Enrico, Louis e Zhishu, o cara de Taiwan. Maud era uma Lady, por pertencer a uma das familias antigas inglesas, ela havia herdado o título. Eu acho que está rolando alguma coisa entre Maud e o Shin Yoo, mas ela se recusa a me contar. Inglesa maldita. Eu já estava indo em direção a Lysandre que conversava com Aiba animadamente em um japonês perfeito, quando ouço alguém me chamar.

— Senhorita Chase. — me viro para um senhor já de idade com capelos já brancos e olhos azuis. Não, não olhos, um era meio esverdeado. Esse era o Hórus mor?

— Senhor Shane. — digo o sobrenome da família da mãe de Lysandre. Ele sorri.

— Me chame de Joseph. — ele pede.

— Mne chame de Teresa. — digo forçando um sorriso. Tão... Formal.

— Teresa, então. Esse é o plano de vocês? — ele pergunta.

— O que quer dizer? — pergunto.

— Todos sabem que a F4 tem influencia internacional. Não precisava fazer isso tudo para provar. — ele diz.

— Seu neto tem um talento incrivel, Joseph. Acho que ele percebeu que já estava na hora dele voltar a presidência. — digo.

— Ele é apenas uma criança. Uma criança assassina, que matou os pais. — ele diz. Meu queixo caiu. Como alguém é capaz de dizer algo assim? Acima de tudo, sobre meu namorado?

— Com todo respeito, senhor, mas poderia calar a boca? — peço. Não ligo que eu esteja fazendo uma burrice. Eu não posso aceitar que ele fale essas coisas do Lysandre.- ele não é uma criança, e o senhor sabe bem disso. Pare de arrumar desculpas para que ele não assuma, pois você sabe que capacidade ele tem. E nunca mais o chame de assassino na minha frente. — digo. — talvez ele seja criança por não ter tido pais. E é por isso que ele não consegue enxergar o tipo de pessoa horrivel que você é e continue atrás de você.

— Ele continua atrás de mim, pois sabe que estou certo. — ele diz. Encaro seus olhos claros enquanto ele tosse devagar. Ele parece... desconcertado.- e eu sinceramente não entendo onde meu neto encontrou uma namorada tão sem respeito quanto você. — ele diz. E é ai que eu me toco de uma coisa.

— Senhor, por que você culpa ele ao invés de culpar a si mesmo? — pergunto. Joseph arregala os olhos. É claro. — ele era uma criança e você estava tão assustado com a morte de sua filha... é claro que iria querer um culpado. Mas por que não assume a culpa por tê-lo culpado por todos esses anos de uma vez? — pergunto. Joseph me encara.

— Tes? — ouço uma avoz atrás de mim. Ai cara, o que foi que eu fiz. Lysandre segura minha mão.- vejo que conheceu minha namorada, senhor Shane. — ele diz. Que tipo de pessoa trata a outra com tanta formalidade? Eles são parentes!

— Uma moça adorável, senhor Parker. Acho melhor deixa-los a sós. Com licença. -ele diz e sai andando. Lysandre se coloca de frente à mim e segura minhas duas mãos.

— Ele disse alguma coisa?

— Nada demais. — digo forçando um sorriso. Lysandre sorri e começa a me conduzir para a fora da tenda onde o almoço estava sendo servido, em direção ao grande jardim da casa dele. — onde estamos indo?

— Eu estava com medo de você estar se sentindo entediada. — ele diz me puxando para perto de si e passando a mão pela minha cintura.

— Mas eu estou. Por favor, me diga que as coisas estão dando certo. — imploro. Lysandre sorri animado.

— Estão, Tes. Eu estou muito feliz. — ele disse. — espere só para eu entrar para a faculdade de medicina.

— Você está feliz mesmo? É isso que você quer fazer? — pergunto. Ele sorri.

— Sim, é isso o que eu quero e eu estou muito feliz. — ele diz e se inclina, me puxando ainda mais e me beijando ardentemente. Eu perdi completamente a linha de raciocinio. É tipo... branco. Branco, minha mente está em... nele. Lysandre é minha mente. O corpo dele agora já se encaixa tão perfeitamente no meu e os lábios dele, o peito dele, sua língua... tudo já é tão familiar quando nos beijamos. É como se as coisas tivessem sido predestinadas.

— Estou feliz que você esteja feliz. — digo me afastando eufórica e sorrindo. Ele faz um carinho com dedão na minha bochecha.

— Você fica feliz com minha felicidade? — ele pergunta. Isso já não era óbvio?

— Lysandre, minha vida é te fazer feliz. — digo. Cara, isso não soou brega demais não? Lysandre fica sério.

— Teresa Chase. -ele diz. Claro que foi brega! Honestidade com drama não da certo.

— O que? — pergunto. Ele relaxa a postura e sorri para mim.

— Você é minha vida. — ele diz e volta a me beijar.

As coisas nunca pareceram tão certas como agora.

Notas finais
Gente, eu acho a F4 muito perfeita :o os caras são bebês super dotados! hahahahahaha bom, como eu disse antes, espero que vocês entrem para o movimento façam uma autora feliz. Mas eu vou editar para: me façam feliz hahahahahha agradeço mais uma vez a Duda e as meninas que recomendaram a fic, vocês nem medem o quanto isso me ajuda a escrever. Próximo capitulo, veremos um pouco mais do poder da F4. E será que dará tudo certo com o Lys? E tenho planos reservados para a Lexi, eu não coloco uma personagem a toa! Espero comentários, novos leitores, que minha história vá para muitos favoritos e que tenha mais recomendações, amém! Até o próximo capitulo, gente! XOXO — Detoni