Ainda Viva
2 Capítulo 2 - Primeira dissociação
Notas iniciais
Autora Pov's
A arroxeada e a loira corriam, corriam como se não houvesse uma amanhã, e Zun não entendia o que acontecia para que isso acontecesse e estava completamente confusa.
Mas Chiharu simplesmente ... Parou ...
—Chiharu, o que está acontecendo? — Zun pergunta ofegante, mas se assusta ao ver a irmã mais velha totalmente paralisada de medo — Chiharu?
Zun só conseguiu ouvir um grito de angústia antes de ver sua irmã se ajoelhar no chão e colocar suas mãos nas orelhas como se quisesse bloquear um som horrível.
A pequena começou a se desesperar, tentando balançar com seus bracinhos o corpo imóvel da irmã mais velha. Quando a soltou e deu um passo para trás, ia gritar o nome da garota de cabelos roxos, mas foi impedida por duas balas que vinham em sua direção.
Chiharu tinha esticado a mão no ar naquele momento, e uma das balas acetou o seu braço A outra bala acertou a boca da loira. A bala perfurou uma das bochechas e saiu pela outra, fazendo dois furos no rosto, e por ele escorria sangue seguido de dois gritos agudos.
Zun se ajoelhou sentindo a dor do tiro, e começando a chorar. Mas Chiharu estava em um estado mental tão deplorável, que aparentava não estar ligando pela bala no braço, estava mais ocupada tendo uma dissociação, como se estivesse ...
Levado dois tiros e começando a morrer.
Tanto o choque de ver a irmã mais velha nesse estado e o tiro (que por pouco não a matou) foram suficientes para Zun perder a consciência por um curtíssimo período de tempo.
Mas quando acordou, a irmã não estava mais por perto.
—Chiha ...! — ela tentou chama-la, mas a dor era muito forte para a garotinha.
Ainda tremendo muito, ela ficou de pé, o sangue ainda escorria, e ela começou a andar pelas ruas de forma bem lenta, seguindo um rastro de sangue, e só parou quando tropeçou nas próprias pernas, e desistiu, ficando imóvel no chão daquela rua de uma cidadezinha/sei-la-o-que abandonado.
Em outra rua distante, uma Chiharu corria aos trancos e barrancos, batendo o corpo na parede quando tropeçava, caindo no chão e se levantando, deixando uma trilha de sangue.
Sua mente estava embaralhada e confusa, como um livro de química para uma criancinha de 4 anos. Estava começando a dissociar da realidade, para tentar diminuir a dor psicológica que tinha sofrido nos últimos tempos.
Se nós estivéssemos, nesse instante, na mente da garota, estaríamos em um lugar branco, iluminado, e veríamos que a arroxeada se sente com uma certa felicidade quando avista os pais.
Mas para uma pessoa com uma boa saúde mental, ela era só uma semi-louca, andando por uma rua deserta, onde só tinha uma pessoa vendo suas loucuras. E pode-se dizer que não estava bem intencionada.
Mas para a arroxeada o que aconteceu de verdade com ela não importava. Na sua mente ela estava com certa paz.
Afinal de contas, estava dissociando não é mesmo?
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