Ainda Viva
3 Capítulo 3 - Cinema e Acidente, o melhor plano para um fim de semana
Notas iniciais
Autora Pov's
Chiharu se surpreendeu de como as coisas começaram a dar certo de um modo estupidamente ridículo.
Ela estava com um misto de raiva, confusão, e vontade de contar logo a verdade para o amigo, apenas deu um pequeno sorriso e respondendo com um tradicional "Entendi ..." que você usa quando não está prestando a menor atenção no que a outra pessoa disse.
Por mais que a relação que Chiharu tinha com o Kidou tenha sofrido um grave ferimento fazia uns 3 meses, se fingissem que tudo estava bem tudo ficaria bem certo?
Errado! Mas a arroxeada tentaria manter essa amizade até não conseguir mais esconder aquilo.
Ambos estavam com o "dia livre" e a arroxeada teve a ideia de irem assistir aquele filme de terror bacana que os dois já assistiram, mas que assistir de novo era uma boa ideia. O filme estava em cartaz o que causou estranhamento, mas não iriam reclamar.
Chiharu tinha se lembrado que tinha algo muito importante marcado naquele mesmo dia e só se lembrou no meio do filme e quase que fez ela xingar alto, mas se controlou no momento, mas quando o filme acabou a primeira coisa que fez foi xingar baixinho.
Nesse momento estavam ainda dentro do shopping, e a arroxeada estava aparentemente calma e sem nenhuma pressa, mas acredite, assim que se despedisse do amigo, ela correria como se estivesse correndo uma maratona.
—O Iluminado é um dos meus filmes favoritos, mas me lembre de nunca mais assistir filme gripada — ela diz tirando graça de quando ela espirrou e levou um susto bacana em uma parte do filme — Acho que a senhora do meu lado ficou me olhando como se eu tivesse algum problema ou algo assim.
Chiharu move os braços no ar de forma cômica. Aquilo tinha sido algo bizarro, e ao mesmo tempo, vergonhoso e cômico.
—Não tiro a razão dela ... — Kidou fala brincando, recebendo um olhar desaprovador.
—Eu não tenho ESSE tipo de problemas. Que deselegante aquela senhora, não acha? Ela me olhou como se nunca tivesse espirrado e tido um mini ataque cardíaco ao mesmo tempo!- Chiharu protesta com um sorriso divertido que some ao se lembrar que estava estupidamente atrasada — Eu estou atrasada para um assunto um pouco urgente, então é melhor eu me mandar rapidinho.
—Quer que eu te dê uma carona? — Kidou pergunta.
—Não precisa, e não insista que você sabe melhor que ninguém como eu sou então tchau Yuuto, quedrogaqueeunãoseimedespedirdaspessoasacostumessecomissomundo ... Tchau! — ela dá um leve abraço nele e sai correndo com tudo e saindo do shopping, e esbarrando com uma ou outra pessoa.
Chiharu poderia até ter vindo com o carro se ele não estivesse em conserto depois que um babaca sem querer (sem querer o escambau!) bateu no carro dela o que a fez quase cometer um homicídio.
Assim que chegou a rua, Chiharu olhou o sinal que estava indicando que os automóveis iam passar e esperou, olhando que o já conhecido passarinho se aproximava e ficou em cima de sua cabeça.
Fazia muito tempo que esse passarinho (que ela apelidou de Kieu) a perseguia, e parecia gostar dela. E não era outro pássaro, já que ela prendeu um elástico de cabelo em um das patinhas, mas de modo que não o machucasse, e vez ou outra ela encontrava Kieu voando ou pousando em sua cabeça como fazia naquele momento.
Chiharu as vezes comentava de como a vida dela era um inferno em determinados dias e quase (quase o caramba) normais em raros dias. Kieu era uma boa ouvinte, mas sempre ia embora depois de ouvir o breve desabafo, mas cedo ou tarde ela voltava, e ouvir novamente o desabafo.
Kieu estava vindo com mais frequência nesses últimos 3 meses, uma incrível coincidência.
—Além de imã de problemas eu sou imã de "Kieus"? — ela perguntou baixinho com um pequeno sorriso para Kieu, que apenas deu um passinho na cabeça da mulher — É tão estranho ignorar o que acontece, Kieu ...
O sinal agora indicava que os pedestres podiam passar. Chiharu deu um suspiro, a pressa tinha sido substituída pela insegurança e medo.
Mesmo assim, atravessou a rua, e de forma inconsciente, levou a mão esquerda na barriga, de forma bem breve, mas que causou uma confusão de pensamentos.
Só notou que um carro vinha em alta velocidade em sua direção quando era tarde demais.
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