Ainda É Cedo

40 Quem é o inimigo, quem é você?


Notas iniciais
OOOOi minha gente querida!! Me descuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuulpem mesmo a demora excessiva para esse capítulo chegar! Quem acompanha a fic desde o início sabe que eu não sou dessas autoras que postam uma vez na vida e outra na morte rs. O problema é que eu não estava conseguindo escrever de jeito nenhuuuuuuuuuum!! Eu pensava e não conseguia escrever, simplesmente a inspiração não vinha! Mas, para a alegria de todos, ela voltou e já escrevi dois capítulos (o outro posto amanhã se vocês comentárem!!). Enfim, desculpas aceitas??? Boa leitura!!

#Steve

– Capitão, estamos nos aproximando da prisão. – anunciou Melinda – Já decidiu como vamos atacar esses filhos da mãe?

Franzi o cenho um tanto aflito enquanto observava o mapa do lugar que eu mesmo havia desenhado. Como eu posso tirar meus amigos dali sem ferir soldados que estão ali apenas cumprindo ordens?

–Que armas nós temos? – questionei

Chan me entregou um arsenal.

–Granadas, revólveres, rifles, alguns fuzis e uma metralhadora. Ah e muita munição. – informou a asiática. -Por que não jogamos granadas em uma parte do presídio e caímos de paraquedas em outra, tipo, só para chamar atenção para outro local?

–É uma boa ideia, mas não podemos jogar granadas aleatoriamente. Não sabemos onde Isa e minhas filhas estão. E se acidentalmente jogarmos... Argh! Não gosto nem de pensar nisso.

Ela fez uma careta entendendo o problema, pegou uma caneta e voltou sua atenção ao mapa.

–São vinte alas de A á J,dez femininas e dez masculinas, os presos que estão nas alas mais próximas ao J são considerados de menos risco a sociedade. – apontou o local que eu rabisquei.

–Então é provável que eles estejam na ala A, que no caso seria a de segurança máxima. – analisei – Ou talvez estejam nas enfermarias devido ao acidente de carro.

–Sugiro que soltemos os homens primeiro já que estamos em menor número. – disse Melinda, para nossa surpresa largando seu lugar de piloto do avião e vindo até nós. – Não se preocupem está no piloto automático. – acrescentou rapidamente diante de nossas expressões estarrecidas.

Acho que de todos ali eu era o mais angustiado. Talvez pelo fato de que toda a minha família estava em uma espécie de campo de concentração neonazista.

–Eu já tinha pensado nisso, May. – respondi. – Coulson, Ward e Sam serão de grande valia para lidarmos com essa quantidade de soldados.

–Fico pensando onde estão Clint e Natasha com a sua menina.

–Eles estão em segurança, Barton sabe se virar e sei que ele não deixaria nada de mal acontecer a Anna, principalmente o “mal Natasha”. Ann é a que menos me preocupa no momento, é bom ela estar longe dessa loucura toda. –comuniquei a Xiaoli- Enfim, são cerca de seis centenas de soldados espalhados pelos campos. E aqui. – apontei uma torre com uma bandeira americana – É a sala do Fury e é aqui que devemos descer.

May e Chan ficaram cabreiras.

–Er... Capitão, seguinte, eu sou boa em combate, temos a vantagem de que todos esses paus mandados não podem usar arma de fogo dentro do complexo, mas... – a colega de Phil enfatizou a conjunção adversativa um tanto nervosa – Eles são muito mais do que nós.

–Eles têm quantidade, nós temos qualidade. Não há motivo para receio, agente.– repliquei – Você vai direto para a ala masculina, Campo Delta, ala A. – instrui convicto de que ali estariam os meus amigos – Tire Wilson, Coulson e Ward de lá e prendam todos que encontrarem pela frente. Xiaoli você vem comigo, vamos atrás de Fury e depois para a ala feminina.

Elas concordaram prontamente. Melinda voltou para a cabine, Xiaoli escolhia uma arma.

–Qual acha mais adequada?

–A menor possível e a menos letal.

A moça ergueu uma sobrancelha, surpresa.

–Acho que não entendi Rogers. Afinal o que viemos fazer aqui?

–Viemos salvar nossos amigos, não matar soldados. Só use a sua arma em ultimo caso e se atirar, não dispare para matar. Eles não são os vilões da história, mas como Isa costuma dizer “fizeram a escolha mais imbecil do mundo: se alistar no exército.” Eu fui por muito tempo um deles e sei que a maior parte deles tinha em mente o mesmo que eu quando se alistaram: apenas queriam servir o país e ter uma vida normal.

Chan sorriu para mim entendendo a situação.

–Me desculpe você está certo. Melinda disse que há entre as presas uma hacker, então pensei se ela não conseguiria restaurar o disco rígido das câmeras da prisão. Acho que isso...

–Isso ia ser perfeito! – completei sendo atingido por uma súbita esperança. – Se 10% do que dizem acontecer neste lugar for verdade, nós...

–Já teremos provas suficientes para comprovar nossa inocência e apontar os verdadeiros vilões dessa história. – foi a vez da chinesa completar minha frase.

–Capitão chegando à zona de salto. Vou deixar vocês na torre chefe e estacionar o avião em uma distancia segura. – bradou agente May, a voz repleta de ansiedade. – Tudo pronto?

–Sim. – concordei.

–Não, espera! –contestou Chan- Só temos um paraquedas.

–E só precisamos de um paraquedas, ora.

–Mas, como você vai...

Apontei o escudo e ela se calou.

–Isso é seguro?

Eu ri.

–Já fiz isso algumas vezes, então, sim, é seguro. Agora vamos, temos muito a fazer.

–Rogers tem dois soldados de frente à torre central. – observou a piloto – Se vocês descerem no telhado eles vão atirar.

Praguejei baixinho. Tinha me esquecido desses pamonhas.

–Já sei! – exclamei pegando um frasco de gás lacrimogêneo – Xiaoli sugiro que desça com um pano sobre o nariz.

Ela sorriu contente com o fim do conflito.

Pulei na frente dela, já arremessando o frasco praticamente em cima dos vigias. Uma fumaça branca tomou conta do ambiente enquanto a distancia entre mim e o telhado da torre ia diminuindo.

Os militares começaram a tossir e xingar, com os olhos ardendo, tentando entender o que estava acontecendo. Em poucos minutos Xiaoli já estava ao meu lado envolvida nos plásticos de seu paraquedas.

–Conseguimos! – comemorou ela enquanto eu batia o escudo contra a telha para abrir um buraco.

–Vem. – a segurei pela cintura e caímos dentro da bendita sala.

Estava escura e molhada. Acendi uma lanterna apontando o chão.

–Isso... Isso é água? – eu perguntei.

Xiaoli colocou as mãos sobre o líquido, levou aos olhos e soltou uma exclamação de surpresa.

–Não, Capitão. Isso é sangue.

Ai meu Deus! Em pânico comecei a tatear a parede em busca de um interruptor até encontrá-lo. Agora com a sala iluminada, tínhamos certeza que aquilo era mesmo sangue. A asiática fitava as próprias mãos, manchadas de vermelho, aflita. Não demorou muito até encontrarmos o dono do sangue caído metros adiante. Dono não, dona.

Sharon Carter.

–Honestamente não sei se comemoro ou se lamento. – brincou a garota.

Abaixei-me para checar a pulsação da psicopata que um dia já foi minha namorada. Ela estava viva, mas com dois ferimentos de bala no abdômen. Quem será que fez isso?

Fiquei de pé.

–Vamos? – apressou-me Xiaoli.

Cocei a cabeça, mordi os lábios, indeciso se deixava Sharon morrer ou a levava conosco. Ela merece morrer, sem dúvidas nos fez muito mal nos últimos anos. Em contraponto é um ser humano, seres humanos mudam e tenho quase certeza que se estivesse em meu lugar Isadora a levaria. E ela é sobrinha de Peggy.

–Não podemos deixar ela aqui pra morrer.

A outra se irritou.

–Ah não! Pelo amor de Deus, deixa essa coisa aí. Ela quase matou a Isa. Ela quase matou todos nós! Ela não presta Capitão, não merece a sua compaixão.

Fiquei em silêncio por alguns minutos até a sirene de segurança tomar conta do ambiente. Provavelmente já haviam notado que Melinda estava lá embaixo.

–Steve! – implorou – Não podemos sair daqui com essa...

–Vamos procurar ajuda e depois voltamos. – decretei – Mas, vamos voltar, não deixaria nem o meu pior inimigo sangra até morrer.

A chinesa rolou os olhos. Descemos a torre até o que parecia ser um porão. Era escuro, não tinha lâmpadas e toda iluminação vinha de nossa pequena lanterna. Encontramos alguns capatazes pelo caminho, mas nenhum sinal de Nick Fury e de ninguém da SHIELD.

–Isso parece um calabouço, olhe só são celas. – apontou a lanterna para uma das portas de metal completamente fechadas.

–Solitárias. –deduzi.

Continuamos andando. Pensei em abrir uma das celas, contudo logo me lembrei de que embora estivessem muitos inocentes em Guantánamo existiam também verdadeiros terroristas da Al-Qaeda. Aquele era um lugar terrível.

Xiaoli parou no meio do caminho, assustada.

–Ouviu isso?

–Isso o que?

–Shi! – ela pediu silêncio absoluto.

Obedeci e em poucos segundos pude ouvir o barulho. Baixinho, cansado... Um choro. Um choro de bebê. Corri em desespero buscando a origem do barulho.

–Flora? –gritei sentindo um nó se formar na garganta — Olívia?

Depois de muito gritar identifiquei a cela.

–Vem daqui. – sussurrou a garota, perplexa. – Não acho que elas estejam aí, Steve. Seria...

–Loucura? – praticamente berrei louco, esmurrando a maldita porta – Loucura, Xiaoli? Era isso que você ia dizer? – e outra pancada na porta – Loucura deixarem um bebê preso no escuro em um lugar como estes? Ou loucura eu ainda estar segurando esse escudo idiota com listras e estrelas?

–Calma...

A porta caiu violentamente. Apontei a lanterna para a cama molambenta e lá estava à autora do chororô, gemendo, com frio, sozinha no escuro como se fosse uma bandida. Peguei-a no colo protetoramente, segurando para não chorar de raiva, de pena, de culpa. Li o nome que ela trazia na pulseirinha: Olívia.

–Minha pequena quem fez isso com você? – ela gemia e soluçava como se estivesse chorando já há muito tempo e não tivesse mais forças. – Estou aqui, papai está aqui! Está tudo bem agora, querida. Está tudo bem. Está tudo bem, Olivia.

Xiaoli estava boquiaberta. Seguimos em silêncio o caminho ate a ala feminina. Entreguei Olívia a ela.

– Cuide dela por um minuto, procure, não sei algum leite, qualquer coisa. Mantenha ela segura. – implorei.

–Tu-Tudo bem. Está segura comigo.

Enfrentei mais alguns soldados no caminho e estes infelizmente apanharam mais do que os outros. Os pobres foram o meu saco de pancadas para eliminar a frustração. Segui por toda a ala A e nada. B nada. C nada. E eis que no fim da ala D. Alguém grita:

–Estevão! Benza Deus!

Virei para trás incrédulo. Só uma pessoa nesse mundo me chama de Estevão!

–Dona Elisa?

–Não a Pocahontas! – debochou ela, com as mãos na cintura, do outro lado de uma das grades. – Fecha essa boca e abre essa droga que eu vou dar na sua cara.

Só dona Elisa pra me fazer rir depois disso tudo. Atrás dela Skye apareceu rindo.

–Co-Como... Como a senhora veio parar aqui? – perguntei enquanto abria a porta

–Muito fácil, Estevão, acontece, Estevão, que aqueles veadinhos que você colocou pra me vigiar foram mortos por essa gente aí.

Abri a porta. Isadora, Beth e Domi não estavam ali.

–Cadê a Isadora?

–Ela...

–Cadê a Isadora? – grunhiu minha sogra interrompendo Skye — Eu também quero saber onde está a Isadora, meu filho. Todo mundo aqui quer saber. E sabe o que mais eu quero saber?

–O que? – perguntei com medo do que seria.

A resposta foram três sapatadas. Sim, ela me deu três sapatadas. Fitei chocado. Skye se debruçou contra uma das celas se acabando de rir.

–Que isso dona Elisa?

–Isso é uma bordoada pra cada neta que o senhor fez o favor de me dá.

Coloquei as mãos no rosto rindo de vergonha.

–Ah a senhora já tá sabendo...

–“Ah a senhora já tá sabendo”. – me imitou antes de dar outra sapatada. Por sorte coloquei o escudo na frente. – É eu já tô sabendo. Só não sei onde estão as minhas netas e nem onde tá minha filha. O senhor por acaso sabe onde estão as suas filhas, papai?

–Estou procurando a Isa, mas a Olívia está...

–É uma brincadeira não é Estrela? – resmungou enfezada ignorando o que eu dizia

Skye, dona Elisa! – a sujeita corrigiu rindo – Ai a senhora é demais!

–Cai? Cai onde menina?

–Skye, tia, Sky tipo céu em inglês, sacô?

–“Saquei”. Saquei que esse povo do estrangeiro tem problemas na hora de batizar os filhos. – resmungou de novo. – Brincadeira isso, brincadeira. E ainda botaram o nome da minha neta de Flora que eu sei.

–Qual o problema com Flora? – me arrisquei em perguntar.

–O problema é que Flora lembra o quê? Lembra mato. E mato lembra o quê? Infelicidade. Você botou o nome da minha neta de infelicidade.

–Infelicidade? – Skye estranhou.

–E quem nesse mundo fica feliz no meio do mato?

–Eu! – respondi rindo enquanto as guiava em segurança para fora da ala.

–Por que é um doente.

–Tá certo, dona Elisa. Mas, como à senhora está?

–Velha né? Velha e avó... É a treva! Tudo culpa sua Estevão. – reclamou enquanto esticava a própria testa – Olhem só pra mim! Uma vovozinha enrugada e prisioneira! Só Jesus na minha causa! Tudo culpa do Estevão que fez a minha filha ter uma nação de uma vez só. Nem a Filó a cachorrinha que a gente tinha deu tanta cria assim, gente.

–Onde estão Beth e Domi? –resolvi mudar o assunto antes que eu levasse outra sapatada.

–Estavam conosco até ontem à noite quando Fury deu ordens para que elas fossem para a enfermaria prestar serviços. – informou Skye. – Eu sei onde fica isso posso levar vocês.

–Não precisa, tenho outros planos pra você.

–Quais?

Chegamos até a sala onde eu havia deixada Xiaoli e Olívia. Abri a porta e elas saíram.

–Dona Elisa, conheça Olivia Rogers, uma de suas netas. – as apresentei entregando-a a avó.

A mãe de Isa soltou um grande “awn” colocando as mãos nas bochechas.

–Ai ti cojinha mais fofa! Awn Estevão, nem vou mais ficar brava com você! Oi Olívia, sou Vovó! Ai é a cara da Isadora quando era bebê. Carequinha linda! Onde é que a gente vai ficar?

–Fique aí nessa sala com a Lili e tranque-a por dentro. – ordenei – Essa sala fica no caminho de fuga, quando pegarmos todo mundo passamos aqui para pegar vocês.

–Olha lá hein Estevão! Não vai esquecer a gente aqui, seu filho de uma égua!

Skye gargalhou junto a Xiaoli.

–Não vou esquecer dona Elisa! Pode deixar!

–Até que enfim achei vocês, caralho! – Sam apareceu soado e nervoso atrás de mim – Cadê a Dominika?

Suspirei profundamente. Toda hora alguém me pergunta “onde está fulano”, “onde está cicrano”. Não perceberam que EU NÃO SEI?

Fiz sinal para que ele esperasse.

–Xiaoli você tem o mapa daqui e o dossiê, leve Skye até a torre de controle, copie os arquivos, volte para cá e espere com a dona Elisa e a bebê.

–Sim, senhor. –concordam antes de partir para o local.

–Sam onde estão Coulson e Ward?

–Aquela mulher fodona prendeu geral da ala masculina e o Ward está por aí lutando com algum cabra. Coulson estava tentando “negociar” com a Hill e o Tarleton no Campo Delta. Barton também estava tendo encontrar as meninas, mas foi pego por um cara monstro. E eu, meu caro amigo, estou por aí caçando a minha namorada.

BARTON, VOCÊ DISSE BARTON? – me desesperei – Mas ele...

–Ah é... Esqueci de te contar isso. – Wilson deu um tapa na própria testa – O Barton foi pego e Natasha fugiu com a Anna.

Natasha fugiu com a Anna.

Natasha fugiu com a Anna.

Natasha fugiu com a Anna.

Natasha fugiu com a Anna.

Eu não posso ter escutado isso.

–Você... Você está me dizendo que... Você... – parei para respirar fundo uma, duas, três vezes. Calma, Rogers. Calma! – Você está me dizendo que a Viúva Negra, a assassina perversa e desumana que odeia bebês, em especial os com decência norte-americana, está por aí agora com... Com... Com a minha fi-fi-filha?

–Calma, poxa, ela não vai fazer nada com a menina.

–Isa vai me matar.

–Não vai não, fica tranquilo cara. – ponderou – AJ está em segurança em algum... Em algum lugar.

–Isa vai me matar MESMO, você não está entendendo. – eu realmente estava com medo — Ultimamente tudo que acontece de errado no mundo ela culpa a mim. Acha que vai perdoar uma coisa dessas?

Pela careta dele pude ver que ele também sabia que meu relacionamento ia acabar no momento em que ela descobrisse isso.

Momentos de silêncio depois, enquanto caminhávamos para a enfermaria, resolvi perguntar:

–Viu o Fury?

–Ah vi sim, ele mandou um beijo pra você. – ironizou.

–Qual é Sam, fala sério! – ralhei.

–Desculpa a pergunta foi idiota. – se defendeu – Acha mesmo que se eu o tivesse visto estaria vivo? Fury deu no pé depois de uma “reunião” com a Carter, foi o que eu ouvi.

–Então foi ele! – pensei alto.

–Ele o que?

–Ela levou dois tiros e está morrendo na sala dele.

–Glória a Deus! – comemorou – Finalmente ele fez algo de bom para a humanidade.

Fiz uma careta.

–Ah qual é, Steve, vai ficar com peninha daquela vagabunda?

–Pior que vou. Não acho certo a gente deixar ela...

–Deus nos ajude! É o Capitão América! – gritou um dos brutamontes que faziam a guarda da enfermaria.

Sam virou a mão na cara dele enquanto eu nocauteava o outro.

–Até que enfim! – Domi bufou aliviada no momento em que os sujeitos caíram apagados no chão. –Cara, você não tem ideia em como estou feliz por ver vocês.

–E você não tem ideia de como estou feliz por saber que Flora está com você. – retruquei. –Onde está a Isa? Tem mais homens aí dentro?

Tive que esperar o reencontro amoroso terminar para ter uma resposta. Haja paciência! Como não acabava nunca (ou talvez eu é que estivesse muito ansioso!) tive que soltar um pigarreio.

–Ah desculpa. Só tinham esses dois manés aí mesmo. Ela está lá dentro, Beth está cuidando dela.

–Cuidando? – Sam e eu falamos juntos.

O rosto da caribenha tornou-se sombrio.

–Sharon roubou as meninas, por falar nisso não tenho ideia de onde Olívia possa estar, e...

–Ela está comigo.- a tranquilizei.

–Ufa! Enfim, Isa se revoltou com a Sharon e a psicopata a torturou por duas horas seguidas. Ela está muito, muito mal, por isso Fury nos mandou vir cuidar dela, tirou Flora de Carter e a entregou a mim. Nick estava boladão com a loira.

Meu dia só fica melhor.

–Onde ela está? – perguntei quase em transe.

–No final da sala, atrás das cortinas. Vai com calma, tá?

Nem terminei de ouvir a frase e me direcionei até o local. Fiquei por um tempo do outro lado da cortina, apenas vendo as sombras de Ross e Wollscheid.

–Calma, Isa. Mais devagar. – ouvi a voz de Elizabeth dizer a Isadora.

Beth ajudava Isa a beber água por um canudo. Sai de trás das cortinas de modo que apenas Ross podia me ver. A boca dela estava inchada e ela engolia com muita dificuldade, babando sobre si mesma.

–Obr-Obrigada Beth. – a voz dela sai abafada e cheia de dor. – Muito obrigada por tudo.

–Isa. – me aproximei. Meus olhos começaram a arder ao vê-la daquele jeito.

Era muito difícil para eu ver minha querida daquele modo, falando com dificuldade, deitada na cama com vários trapos amarrados em volta das costelas e joelhos e com inúmeros Band-Aids pelo corpo e pescoço.

–Oi. – ela respondeu, fechando os olhos.

–Oi Steve. – sorriu Beth. – É bom ver você.

Agradeci com a cabeça. Tinha tanta coisa que eu queria dizer... e nada saia.

–Vou deixar vocês sozinhos. — acrescentou a médica.

Ficamos em silêncio por mais algum tempo. Não pude deixar de comparar o estado de Isadora com o estado que tinham encontrado Clint, meses atrás. A única diferença é que diferente ela, Barton estava subnutrido. De toda forma a garota não estava em melhores condições: presa, com um dos olhos roxos e inchados, com algumas costelas quebradas e vários hematomas e esfoliações pelo corpo.

Não aguentei, me debrucei contra seu corpo e chorei. Chorei muito, chorei mais do que as trigêmeas conseguem chorar. Chorei tudo que eu não chorei nos últimos dias. Senti as mãos dela acariciarem meus cabelos.

–Des-desculpa, amor, desculpa. –solucei

–Pelo quê?

–Por não ter chegado mais cedo, por não ter evitado isso tudo, por não ter mantido nossas filhas, por...

–Você pode parecer, mas não é o super-homem, Steve. – ela disse. A voz dela saia num tão desesperador que eu quase pedi para que ela se calasse. – Não se sinta culpado por isso, eu não te culpo.

Beijei o alto de sua testa. Seus olhos estavam inchados, assim como seus lábios.

–Ainda pode ter acontecido alguma coisa com o quadril, ele está doendo muito. – contou-me como se estivesse lendo minha mente. – Mas, ainda posso andar e disparar um revólver.

–Não se preocupe com isso...

–Onde está Olívia?

–Está com a sua mãe, ela está aqui. – sorri – Acredite se quiser, mas já dei boas gargalhadas com ela hoje.

Isa sorriu um sorriso minúsculo, mas um sorriso.

–Estou com tanta saudade dela.

–Então vamos vê-la já. – decretei pegando a no colo e indo até lá.

Dessa vez foi ela que começou a chorar baixinho, escondendo sua cabeça contra meu peito.

Paramos frente à porta onde toda a nossa galera estava reunida.

–Está tudo seguro por aqui?

–Sim, Capitão. – Phil respondeu – A maioria dos soldados está do nosso lado.

–Sério? – eu definitivamente estava surpreso quanto a isso.

Ele concordou.

–Eles são soldados, logo seus fãs. A maioria se alistou por sua causa, pelo seu exemplo.

–Exemplo. – bufei – Não deveria seguir o meu exemplo.

–Deveriam sim, devem! – Isa contrastou – Você é o herói de todo mundo aqui, Steve. Entretanto, você não é deus, não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

–E os agentes da SHIELD?

–Estão presos, Carter e Fury sumiram, temo que tenham ido pedir intervenção em Washington. –observou May.

–Carter está semimorta no escritório do diretor. Quanto a ele, realmente temos que nos preocupar.

–Ela está aqui? Ponha-me no chão, por favor, Steve.

Fiz o que Isa queria mesmo sem entender.

–Quer que eu leve à senhora até lá? – um rapaz (provavelmente um dos que estavam do nosso lado) se dispôs a levar Isa até lá.

–Por que você quer com ela, amor? – fiquei cabreiro. Ela estava estranhíssima.

–Conversar.

–Isa, ela está...

–Morrendo, eu sei, mas está viva. – completou a frase de Ross. – Leve-me até lá, rapaz.

Fitei-a abismado.

–Primeiro me diga o que vai fazer. – insisti.

–Primeiro me diga onde estava a Olívia.

–Ela está com a sua mãe...

–Antes, Steve, não enrola, quero saber onde ela estava antes.

–Presa na solitária, no escuro e com fome. – resolvi contar a verdade. – O que importa é que está bem agora.

–Me leva. – ela estava determinada. Nada pude fazer e ela foi com o soldado.

Eu, Ross, Martinez, Barton, Wilson, Ward, May e Coulson ficamos ali pensando no que fazer dali em diante.

–Pelo visto acabou, certo? Skye pegou as imagens das câmeras, temos Xiaoli e o dossiê, então estamos livres. –Sam estava contando vitória antes do tempo.

–Ganhamos a batalha, não a guerra. – a sempre sensata Elizabeth Ross cortou o barato do negro – A SHIELD ainda existe, Fury ainda tem poder e não sei onde está o Bruce. Dominamos Guantánamo, mas não a SHIELD.

–Puta merda! – lastimou ele – Tinha me esquecido disso.

–E ainda tem a Natasha com a minha filha. – me apavorei.

–Não, Rogers, quanto a isso não se preocupa não. – Barton o único no MUNDO que acredita em Natasha Romanoff. – Nat me prometeu que ia manter a Ann em segurança e ela não costuma mentir pra mim. A essa altura o puto do Nick já deve ter acionado a imprensa marrom e logo, logo ela vai saber o que houve e deve levar a bebê para Washington.

Continuei cabreiro. E ainda tem que contra isso para Isa...

–Gente, como é que vamos para Washington mostrar tudo que temos para o povão? – Domi quis saber

–Temos um avião...

–Isso eu sei, estou dizendo que assim nos aproximarmos do território estadunidense, provavelmente teremos o avião abatido.

Ui! Ninguém tinha pensado nisso.

–Canadá? – sugeriu Domi.

–Canadá? – Sam se indignou – Aquele apêndice dos Estados Unidos? Dá no mesmo, vamos estar ferrados do mesmo jeito.

–Ah então vamos para onde, Paquistão? –se estressou a outra.

–Não. Vamos para o México.

–Boa! – Coulson concordou – México é mais complicado de ter intervenção americana.

–Isso aí,fechou. Montamos um plano populista, quer dizer, a Isa monta um plano populista, e atravessamos a fronteira daqui a uns dias quando a poeira abaixar. –a guatemalteca finalizou.

–Então vão vocês logo na frente peguem dona Elisa e as meninas e vão já para o avião enquanto eu vou atrás da Isa. E da Sharon.

–Ah pelas barbas de Osama Bin Laden! – praguejou bizarramente o cara do Harlem – Você vai mesmo salvar aquela bisca?

Rolei os olhos.

–Não vou deixar ninguém morrer por falta de atendimento. Além do mais ela tem que pagar o que fez a Isa em vida.

–Isso aí Capitão, não somos como eles. – Phil concordou comigo.

–Finalmente alguém concordou comigo!

–Ah que surpreendente o Robin concordando com o Batman. – debochou.

Infelizmente não pude nem dar na cara do sujeito, pois Dominika foi mais rápida. Assim que o pessoal foi para o avião, subi as escadas rumo ao escritório geral do lugar. Para minha surpresa, o soldado que havia acompanhado Isadora, cujo crachá dizia ser o cadete Jones estava sentado no chão do lado de fora e parecia muito perturbado.

–O que houve? – já entrei em pânico – Que houve, a Sharon acordou?

Ele concordou.

–E já voltou a dormir.

Não prolonguei o assunto, entrei logo na sala. E fiquei estupefato com o que vi. Isa estava sentada no chão ao lado de Sharon, com uma faca nas mãos e as mãos todas sujas de sangue. O rosto e as roupas de Isa também estavam manchados de sangue. Sharon jazia em uma imensa poça de sangue, com sinais de punhaladas em todos os cantos possíveis.

Isadora Wollscheid tinha matado Sharon Carter.

Arregalei os olhos várias vezes para ter certeza de que aquilo era verdade. Não podia ser verdade uma coisa dessas. Não, não e não! Minha Isa, minha doce e delicada Isa não era uma assassina, não faria mal a uma mosca, nem a alguém que já fez tanto mal a ela. Como ela... Como ela podia ter esfaqueado Sharon até a morte? Como?

–O que você fez? – inquiri num fio de voz.

–Fiz o que eu devia ter feito há muito tempo. Fiz o que devia ser feito.

Notas finais
CARAMBAAAAAAAAAAAAAA!!! Minha gente o que foi issooooooooooooooooooo!!! Primeiro que finalmente eles conseguiram as provas yeeeeeeeeeeaaaaaaaaah!! Segundo que dona Elisa é figura de mais kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Terceiro que neeeeeeeeeeem sinal de Anna e muito menos de Natasha. Quarto que.... ISADORA MATOU A SHARONNNNNNNNNNN!!! Gente! Socorro!! Caramba ²!! Quem aí esperava por uma coisa dessas? Raiva? Depressão pós parto? Instinto materno? Ódio? Tudo junto? #Chokita E agora como será que vai ficar a relação dela e do Steve depois disso? E vocês? Fariam o mesmo? Acham justo o que ela fez ou estão com o Steve "pessoas mudam e merecem segundas chances"? Conseguirão chegar em segurança aos EUA? Clint vai perdoar Natasha depois do que aconteceu? A russa vai se arrepender? Cade o FDP do Fury??? Muitas emoçoes em gente? Quero comentários, viu?? Só tô esperando eles pra postar ao o próximo!! Beijosssssss