Ainda É Cedo

12 O Verdadeiro Herói


Notas iniciais
Como devem ter percebido demorei bem mais do que o costume para postar este capítulo. E isto se deve ao o desaparecimento dos leitores nos comentários. Poxa, gente o que está havendo? A fic está chata? Por que se estiver é ai que vocês tem que aparecer nos comentarios e mandarem suas sugestões ou simplesmente digitarem uma "QUE MEEERDA!!" kkkkkkkkkkkk. Ah e tem outra coisa que me deixou zangada, mas que não tem anda a ver com vocês: O modem da minha internet queimou!! E agora eu tenho que vir postar em uma lan-house. E Lan-house na minha cidade é um inferno, portanto só vou postar de novo se vocês colaborarem. Caso contrário vão ter que esperar minha internet ser consertada o que pode demorar semanas. Bom, desculpe encher o saco de vocês kkkkkkk Divirtam-se (ou sofram) com o capítulo. Ah e obrigada as duas meninas que comentaram!! Esse capítulo é para vocês!!

O encontro de Steve com Sharon fora bem diferente do anterior com Stacy. Sharon sabia á hora de falar e a de ficar quieta sem contar que eles tinham muito assunto. Conversaram por horas sobre a SHIELD, sobre Peggy e sua vida após a “morte” de Steve e também sobre coisas aleatórias. Steve estava cada vez mais encantado com a versão loira de sua amada Peggy.

Sharon sorria e se portava de forma semelhante à tia e a cada semelhança o coração de Steve disparava. Ele sabia que não era certo idealizar Peggy em Sharon, mas era inevitável. E ela não se incomodava. Chegou até a deixar no ar que não se importaria de terminar o que a tia havia começado, claro que de forma bem sutil.

Carter estava ali a trabalho. Definitivamente aquilo não era um encontro de amigos ou quiçá amoroso, todavia isso não queria dizer que ela não pudesse tirar uma ‘casquinha’. Afinal, Steve era bonito e inteligente e a loira havia passado toda sua infância ouvindo histórias do grande ícone americano.

“Fury não se importaria” – pensou ela.

As horas voaram e pela primeira vez na história Rogers tinha conseguido controlar a ansiedade e o nervosismo durante um encontro com uma bela mulher. Claro que antes isso já havia acontecido com Isadora, mas com Isa era diferente. Apesar de ser delicadamente perfeita, bem-humorada e inteligente Isadora era apenas sua irmã “postiça e comunista”.

E mesmo assim ele não parava de pensar em Brian.

“Que diabos é esse Brian? Ele existe? Por que Isa não me disse nada sobre ele?Eu vou acabar com esse cara! Por que estou pensando nisso agora?Por que eu quero acabar com esse cara?” – questionava-se em silêncio ouvindo outra história “shieldiana” de Sharon.

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#Isadora

Quase onze da noite e eu sozinha em casa. Meus pais foram a um casamento de um membro da família que não conheço e não me importo e Steve ainda está no shopping com Peggy 2 (forma que apelidei Sharon,secretamente!). Acho que dessa vez Steve desencalha! E desencalha bem, pois alem de fofa a sujeita é bonita. Agora se tem uma pergunta que não quer calar a pergunta é: O que Sharon faz no Brasil? E principalmente: No mesmo lugar que eu e Steve numa cidadezinha quase minúscula?

Ela disse coincidência, mas estou com a pulga atrás da orelha.

Coloquei Back in Black do ACDC, no último volume, em meu Ipod e resolvi lavar a louça. Se minha mãe chegar e ver esta bagunça estou lascada. Sem contar que amanha é o último dia de Steve no Brasil e quero aproveitar muito, não ficar em casa lavando louça.

E estava eu curtindo minha música quando sinto braços estranhos me puxando para trás numa espécie de abraço. Aqueles braços não eram de ninguém conhecido. Eram sujos e esfolados. Virei no susto, prestes a gritar, quando fui surpreendida por uma grande faca em meu pescoço.

–Quietinha! Quietinha! – sussurrava o homem sinistro na minha cozinha

Gritei a plenos pulmões, o monstro socou meu rosto e eu caí no chão.

–Quem é você? O que você quer? Pega o que quiser, mas me deixe em paz!- gritei – SOCO...

–Cala a boca gracinha! – exclamou ele me puxando pelo braço e tapando minha boca – Eu quero é você.

Entrei em pânico me debatendo e tentando gritar, o que não consegui porque ele colocou suas mãos asquerosas em minha boca. Eu apenas soltava gemidos inexprimíveis. Meus olhos brilhando de pavor, rezando em silêncio para que alguém chegasse. Lágrimas começaram a rolar de meus olhos ao mesmo tempo em que eu procurava com o olhar alguma coisa para me defender.

O homem, gordo e fedorento, me puxou pelo braço de forma violenta até o quarto de Eduardo. Então eu percebi o que aconteceria comigo, eu seria estuprada. Desesperei-me mais ainda e consegui chutá-lo.

–Ah você não quer entrar não é? Tudo bem, vai ser aqui mesmo. – rosnou ele antes de levantar me vestido com a faca.

Senti minhas cochas arderem e só então percebi que estavam sangrando. Eu me debatia e chorava desesperadamente e a coisa beijava meu pescoço. Chorava compulsivamente vendo que não tinha saída, nem ajuda quando ouço o latido de Loki e passos vindos das escadas.

#Steve

Assim que me aproximei da casa de Isa avistei o cachorrinho, Loki (nunca vou me acostumar com esse nome!) latindo freneticamente para o portão da casa que estava fechada. Peguei o cãozinho no colo que não parava de latir para o portão.

– O que foi? Você ficou para fora, “Loki”? – eu disse rindo antes de abrir o portão

Assim que subi os primeiros degraus pude ouvir uns gemidos muito estranhos juntamente a gritos abafados. Loki reiniciou seus latidos. Franzi o cenho preocupado com Isadora. Só ela estaria em casa à uma hora dessas. Lembro-me que os pais dela tinham dito que iriam á uma festa.

Assim que abri a porta da cozinha senti meu coração parar por um minuto. Isadora sangrava e um maníaco a imprensava contra a parede. Ela lançou-me um olhar de desespero e avancei contra o desgraçado no mesmo segundo.

–Epa!Epa! – murmurou o miserável milésimos antes deu socar sua cara colocando uma faca no pescoço de Isadora – Se você se aproximar eu corto o pescoço dela. – ameaçou rindo malignamente – Vem valentão, vem. Eu já ia matar a gostosinha de qualquer jeito, você só vai adiantar a morte dela.

Eu estava com tanta raiva, com tanto ódio daquele desgraçado que meu queixo tremia de forma frenética. Parei onde eu estava. Eu sabia como desarmá-lo, sabia como enfiar aquela faca na garganta dele e mandá-lo para o quinto dos infernos. O problema era fazer isso sem que Isa fosse ferida.

Não havia tempo para pensar. Praticamente voei na cara dele, que golpeou quase que acidentalmente Isadora com a faca. O maldito foi lançado contra a parede do outro lado da cozinha com a força do soco, atravessando a janela e caindo no andar de baixo. Já me direcionava as escadas a fim de terminar de matá-lo quando por um segundo avistei Isadora.

Ela estava com as mãos no pescoço e elas estavam ensangüentadas. Senti meu joelho fraquejar e cai no chão, completamente desesperado.

– E-eu estou be-bem. – disse ela ofegante – Não atingiu meu pescoço, foram só as mãos.

Não resisti a um sorriso aliviado. Ela sorriu de volta para mim

– Eu já volto tudo bem? Vai ficar tudo bem.

Ela confirmou com a cabeça, caindo de joelhos.

Desci as escadas com o semblante tomado pelo ódio. O marginal estava caído no chão, todo ralado pela queda da janela. Chutei seu corpo de tanta raiva, ele só gemeu.

–Você vai pagar pelo que fez! Você vai pagar seu desgraçado! – eu gritava enquanto espancava o excomungado

– O que está acontecendo aqui? Estevão! – ouvi a voz de dona Elisa

Soltei o sujeito e senti meus punhos arderem.

– Es-este miserável...

– O que ele fez? – quase berrou Seu Miguel, perplexo – Isadora!

Concordei com a cabeça, quase que automaticamente, e ele subiu em disparada, seguido por mim e Dona Elisa.

Pensei que o pior já tinha passado, mas me enganei.

No meio da sala Isadora jazia entre duas poças de sangue e ao seu lado Loki, o cachorrinho, estava sentado uivando. Todos nós entramos em desespero quase que ao mesmo tempo. Dona Elisa estava paralisada de medo e Seu Miguel chorava compulsivamente.

–Isa! – exclamei levantando-a do chão e checando sua pulsação.

Felizmente ela estava viva, mas aquilo não fazia sentido.

– O pescoço dela não está ferido. Eu não entendo! – gritei para o pai dela que se aproximava em passos de formiga

O senhor apenas apontou as mãos dela. E então eu vi e entendi a situação. O bandido iria cortar o pescoço de Isa, mas ela colocou as mãos na frente e as veias de sua mão foram cortadas. Lembrei-me imediatamente das aulas de primeiros socorros no quartel e soube que ela corria risco de vida.

– Liguem para a polícia! Ela pode ter rompido veias importantes. – tomei a frente da situação, pois os pais dela estavam estupefatos demais para fazer alguma coisa. – Vou levá-la para o hospital vai ficar tudo bem!

Peguei-a no colo e fomos rumo ao hospital. Coloquei Isadora no banco de trás e a observava pelo retrovisor na esperança de que acordasse, mas nada aconteceu. Ela não parava de sangrar e estava ficando pálida. Acelerei.

No hospital tive que deixá-la sozinha e esperar em uma sala. Seu Miguel tinha ido a delegacia prestar queixa e dona Elisa mal conseguia ficar de pé. O medo de perder aquela que era minha única amiga tomou conta de mim e chorei baixinho. Pior que o medo era a culpa. Eu sabia que a culpa era minha se eu não tivesse ficado com Sharon isso não aconteceria.

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20 horas depois.

#Isadora

Acordei em um lugar diferente. Sentia minhas mãos dormentes e com dificuldade abri totalmente os olhos.

–Isa! – Steve se jogou sobre mim num abraço – Você está bem?Precisa de alguma coisa? Está sentindo alguma coisa? Está doendo?

Soltei um gemido de dor.

–Estou bem, mas se sair de cima do meu braço eu agradeço.

Prontamente ele saiu.

–Desculpa, desculpa! – exclamou em agonia acariciando meu rosto– você está bem agora?

–Sim, mas o que aconteceu?

–Não se lembra de nada?

–Lembro do-do.. – entrei em prantos ao me lembrar daquele momento horrível

–Tudo bem, tudo bem! – me tranqüilizou – Estou aqui, nada vai te acontecer. Está segura agora.

–Eu não sei como vim parar aqui. O que houve? Lembro-me de ver você descendo as escadas para matar aquela “criatura” e de repente tudo ficou escuro. Por quanto tempo eu dormi? – tagarelei em lágrimas

Steve sorriu de forma meiga.

– Você dormiu por mais de vinte horas, seus pais acabaram de ir em casa buscar roupas. –contou — Me perdoe.

– Perdoar? Pelo que? – estranhei

–A culpa foi minha, e-eu fui precipitado. – murmurou desolado – Se eu não tivesse me entregado a raiva você não teria quase morrido.

Sentei na cama, com algumas dores.

–Se você não tivesse feito isso eu teria morrido. — afirmei o abraçando – Você foi um verdadeiro herói, Steve!

Ele beijou o alto da minha testa.

–Não, não fui. Heróis não quase matam mocinhas para esganar vilões. –devolveu – Eu fui uma piada.

–Não foi só me salvar que faz de você um herói.

– Ah claro eu “salvei” o mundo anos atrás. – resmungou – Sou o Capitão América, certo?

–O meu herói não é o Capitão América. –afirmei e ele ergueu uma sobrancelha – O meu herói é meu melhor amigo, Steve Rogers, que comprou uma casa para dois velhinhos, que comprou cestas básicas para inúmeras famílias e que me salvou de ser estuprada e morta por um louco. Não importa o que tenha ocorrido comigo, você vai continuar sendo o meu herói.

Steve me deu um abraço apertado.

–Eu amo você, sister! – sussurrou em meu ouvido

–Eu amo você, brother! – devolvi divertida – Agora me conta como foi o encontro com Sharon.

Ele mordeu os lábios.

–Nada demais...

–Nada demais? – quase o matei – Para com isso e me conta caso contrario eu morro de curiosidade.

–Nem fala em morte pelo amor de Deus! – grunhiu – Eu conto, eu conto.

E ficou quieto. Fiz sinal com a cabeça para que ele desembuchasse.

–Foi legal. – respondeu depois de um tempo.

– Legal? Só legal?

–MUITO legal. – corrigiu – Ela é bem... Bacana!

–Bacana? Aff Steve, que adjetivo mais sem graça. – resmunguei – Quando vão se ver de novo?

– Iríamos nos ver hoje, antes dela voltar para Washington, mas resolvi ficar aqui com você.

Meu queixo caiu. Bati nele.

– Como você ousa não ter ido encontrar com ela? Por minha causa? – briguei – Vai logo atrás dela, saia daqui.

–Não dá mais tempo, a essa hora ela já deve estar chegando nos Estados Unidos. E você queria que eu saísse para me divertir com você hospitalizada após perder muito sangue? Tá louca.

–Você deveria ter ido. – retruquei – Caraca levei meeeeses para achar alguém bacana para você e você me apronta uma dessas.

Steve revirou os olhos.

– Eu telefonei para ela, expliquei a situação. Agora preciso ir, meu bem. Preciso fazer minhas malas.

Fiquei triste.

– Tinha me esquecido que hoje era seu último dia aqui. Quando vou receber alta? Queria te levar até o aeroporto.

–Você ainda vai ficar mais uns dias por aqui e não reclama. –acrescentou antes que eu pudesse falar alguma coisa- Você passou por uma transfusão de sangue e fraturou o pulso. Preciso voltar para casa. Promete que vai se cuidar?

–Prometo papai! – brinquei – Se cuida viu?

–Ah antes que eu me esqueça! – exclamou pegando uma caixinha vermelha no bolso da calça

–Vai me pedir em casamento? – brinquei

–Já estamos casados, querida. – devolveu a gracinha e eu comecei a rir – Abra! – peguei a caixinha da mão dele – Eu queria te dar algo especial, mas não sabia direito o que. Então depois daquela nossa, hum, “briga” eu soube que seria o presente certo.

Soltei um grande “Awn” quando abri a caixinha. Era um delicadíssimo colar de ouro cujo pingente nada mais era que a bandeira do Brasil e do lado de trás era a bandeira dos Estados Unidos.

–Que lindo! – gritei esquecendo por um minuto que estava em um hospital – Coloca em mim! Coloca em mim! – ele prontamente obedeceu – Awn! Que coisa linda, Steve! Não precisava!

–Claro que precisava! – insistiu – Você me deu tanta coisa. Queria te dar algo que fizesse lembrar-se de nós e definitivamente isso é muito a nossa cara.

O abracei forte.

–Obrigada!Obrigada! Obrigada!!

Steve gargalhou.

–Nossa não pensei que fosse ficar tão feliz assim. – disse ele meio sem jeito – Preciso ir, Isa! Apenas prometa que não vai fazer nenhuma loucura.

Minha vez de gargalhar.

– E que loucura eu faria? Me jogar na frente de um carro? – perguntei divertida

–Não. Loucuras do tipo se embrenhar em alguma briga, movimento socialista ou manifestação e acabar presa. Ou morta. – passou sabão

Rolei os olhos.

– Não prometo nada.

–Argh, cabeça dura! – resmungou me dando um beijinho na bochecha – tchau!

Acenei e ele foi em direção a porta quando do nada fez a seguinte pergunta:

–Isa quem é Brian?

Morri de rir.

–Steve!

–Responda! – insistiu ele vindo até a mim – Por que não me disse sobre esse Brian? Há quanto tempo vocês estão namorando?

Ergui as sobrancelhas perplexas.

–Steve, Brian não existe. – o tranqüilizei

Ele respirou aliviado o que me deu outro ataque de risos.

–Que bom. Conte-me se conhecer alguém, tá bom?

Ainda rindo, concordei com a cabeça e ele se foi.

Que ótimo! Agora tenho outro irmãozinho superprotetor. – lamentei.

Notas finais
Capítulo beeem tenso em pessoas? Gostaram? Já tenho o próximo pronto ( com muita ação e suspense) e só depende de vocês para postar!! Beijinhos e desculpe se falei demais kkkkkkkkk