Ainda É Cedo

13 Gente Que Samba Na Cara da Sociedade


Notas iniciais
Olá meus amorecoss!!! Estou de volta com um novo capítulo para vocês! Tinha dito a Katy que postaria ontem, mas como falei ainda estou dependente de lan-house e não deu . De qualquer forma ficaria muito feliz se recebesse sua recomendação, viu? hahaha E se os outros quiserem seguir esse caminho, saibam que vou ficar muito feliz!!kkkkkkkkkk #deixarNoAr Nesse capítulo vocês vão conhecer novos personagens assim como a chegada de outros já conhecidos pela galera! O mistério da "lei" continua... Boa leitura!!!

SHIELD, LOCALIZAÇÃO SIGILOSA

Fury bufou injuriado. Rogers acabara de esgotar sua quota de paciência, era hora de colocar a lei em vigor.

–Agente Carter! – chamou-a

–Sim?

–Sua missão não está obtendo os resultados esperados. O Capitão continua insubordinando-se e temo que a lei entre em vigor.

Sharon gelou, sabia que se isso acontecesse uma guerra se instalaria.

– Só preciso de mais um tempo. – insistiu – Diretor se acontecer dessa lei entrar em ativa, não será apenas Rogers o atingido. Isso envolveria todos os vingadores com exceção de Thor, visto que este mora em outra galáxia. Não sabemos como eles reagiriam.

–Esta lei já deveria estar em vigor, Agente 13. Se ainda não está isto se deve a mim. – disse ele exaltado – Isto também me afetará e pode virar uma bola de neve. A senhorita foi esperta, iniciou um romance com ele, só não consigo entender como pode não estar conseguindo mostrar a REALIDADE para ele. Essa onda socialista dele precisa acabar. Já basta deixarmos os chilenos na mão e não termos conseguido embarcar para Basra. – resmungou furioso – Fora que parece que ele perdeu completamente a noção sobre o que é o serviço militar, fica é perguntando tuuudo sobre as missões e buscando “contesto histórico”.

–Eu sei, eu sei disso tudo! – exclamou – Acontece que aquela latina tem muita influencia sobre ele e fica difícil eu competir. Já tentei cortar os laços deles e por um tempo eles se afastaram, mas não está dando muito certo. Enquanto ela continuar pregando Karl Marx para ele eu não tenho chance de convencê-lo a voltar a ser o que ele é.

Nick bufou.

–Temos que fazer alguma coisa.

–Sugiro que mande um espião atrás dela. – disse a loira – Não sabemos quem ela é de verdade, talvez esteja planejando algo bem maior.

–Você já esteve com ela?

–Sim.

–E quais foram suas primeiras impressões?

Ela deu de ombros.

–Normal. É uma garota normal, bonita e alegre, não parece ser o que é. – respondeu – Já foi presa em uma dessas manifestações violentas que esteve ocorrendo no país dela. De certo uma dessas vândalas que destroem prédios e lojas que estão nos jornais. –observou com certa superioridade – Ah e tem mais!

– O que?

–Muita gente não gosta dela. Podemos usar isso em nosso meio. Chamam-na de “lobo em pele de ovelha”.

–Um apelido interessante... Está decidido! Carter ligue para Romanoff e mande-a voltar para a base.

–Mas, Fury ela está em uma missão mais importante na Sibéria. –retrucou – Não acho apropriado...

–Agente 13 não me importa o que acha ou deixa de achar. – interrompeu-a, agressivo – Faça o que eu mando e conclua sua missão.

Sharon engoliu em seco e chamou-a no rádio.

–Agente Romanoff?

–Sim? – respondeu ela com a voz cansada ao reconhecer quem a telefonava – Algum problema?

–Está aí com Barton certo?

Natasha concordou.

–Ótimo, deixe-o concluir esta missão e volte imediatamente para a base. – ordenou

–Carter...

–Agente 13 para você! – corrigiu-a

–Agente 13 – rosnou – Essa é uma das missões mais perigosas desde Budapeste, Barton não sobreviverá sozinho.

–Isso já é problema dele. Nós seguimos ordens e a ordem que deve seguir é voltar para casa! Cambio, desligo.

Do outro lado Natasha respirou pesadamente. Poucas pessoas a irritavam tanto quanto Sharon Carter. Todavia não havia o que fazer senão abandonar Barton e voltar ao Helicarrier.

E assim fez.

#Steve

O mundo girou e girou. Guerras explodiram ao redor do mundo, revoluções começaram e terminaram, homens fantásticos nasceram e morreram assim como os monstros. E eu perdi tudo isso. Não acompanhei as coisas, coisas importantes para mim, e agora tento me adaptar lendo minha própria história contada por uma terceira pessoa.

O engraçado é que mesmo com tantas mudanças e novas tecnologias, as pessoas continuam repetindo os mesmos erros ridículos.

Lembro-me que em uma de minhas primeiras conversas com Fury, o mesmo me disse que o mundo tinha mudado muito e eu prontamente neguei. Horas depois mudei de opinião ao ingressar no Helicarrier e me deparar com coisas absurdamente futuristas. Hoje tenho outra opinião; para mim as pessoas continuam as mesmas e conseqüentemente o mundo também.

Enquanto eu dormia a vida continuava, a guerra pela qual fiz tanta questão de lutar acabou, minha garota se casou, teve filhos... Nunca dançamos juntos. E acabou que o Capitão América se tornou uma lembrança distante, uma lenda dos velhos veteranos. Passei dois anos achando que tínhamos ganhado a guerra contra os nazistas, passei dois anos acreditando que tínhamos nos tornado um lugar esplêndido. Tive ainda mais orgulho de ter nascido em tal nação.

E então Isadora aparece e bagunça todas as minhas certezas dizendo-me que nos tornamos uma forma mais sutil e maligna de nazistas e mostrando-me provas de que o que dizia era verdade. Garota insuportável! Insuportável que eu não vivo sem, apesar de ter me distanciado um pouco dela com o inicio de meu (namoro?) com Peggy, quer dizer Sharon. Sharon! Por que eu vivo trocando os nomes?

Três meses se passaram desde que voltei do Brasil e que Isa quase fora assassinada. Assim que voltei as coisas caminharam bem lentamente com Sharon devido ao meu “talento” com mulheres. Nosso primeiro beijo foi estranho e para variar foi ela que deu o primeiro passo. Em contraponto depois do segundo tudo correu rápido demais. Passamos um mês como dois adolescentes apaixonados roubando beijos um do outro no depósito de armas, fugindo no meio do expediente e realizando passeios românticos á meia noite.

Ao mesmo tempo em que eu estava feliz por estar com ela, algo em mim me incomodava constantemente. Não conseguia parar de comparar Sharon com Peggy e Peggy e Sharon com Isadora, o que não faz o menor sentido já que Isa não faz parte deste “grupo” de mulheres da minha vida. Talvez isso se deva ao fato de Isa ser a garota que mais me conhece nessa vida e também a mais diferente (ponha diferente nisso!) de mim.

Apesar de nossas diferenças, Isa é real. Ela é sincera, engraçada, espontânea, me mostra o mundo de um ponto de vista diferente e mais humano. Sharon não. Ao mesmo tempo em que Isadora me mostra todos os lados da moeda alegando que “a história dita pelos ganhadores da guerra é sempre mais bonita”, Sharon, diz justo o contrário. Vive dizendo que devo acreditar e apoiar os meus e que não podemos mudar o mundo, mas sim aceitá-lo da forma que é. Eu não concordo com ela. Claro que querer mudar o mundo é utopia, porem acho que posso fazer a minha parte. Posso fazer a diferença.

Às vezes acho que ela tenta me manipular. Acho não, ela tenta. Só não sei se é coisa dela ou se é premeditado... Não consigo confiar plenamente em Sharon, o que me deixa chateado já que aparentemente temos um namoro. E á duas semanas atrás minhas suspeitas redobraram. Fury não desistiu de mandar uma tropa armada a Basra e eu tinha um plano para impedi-lo, juntei alguns homens que concordaram em não arriscar vidas em um ataque arriscado e sem sentido como este e resolvemos sumir com o armamento. Caso não resolvesse, entraríamos em confronto ali mesmo.

A única pessoa que sabia disso era Sharon (ia comentar com Isa, mas ela disse que não era seguro tratar de coisas assim pela internet) e estranhamente o comandante da tropa e Fury descobriram nosso plano. Fiquei bastante irritado, mas Agente 13 negou qualquer envolvimento alegando que alguém deveria ter escutado nossa conversa. Como não tive provas e não gosto de acusar ninguém injustamente deixei passar.

Dias depois Fury me entregou outra missão, treinar o exército chileno. Achei bem tranqüilo e fui para o Chile onde a história mudou de figura. Eu simplesmente estava treinando um exercito que iria usar o que eu ensinei contra uma população de sem tetos que haviam invadido um espaço governamental. Fiquei bastante revoltado, me neguei a continuar com os treinos e deixei bem claro que se eu ficasse sabendo que aquelas pessoas tinham sido atacadas a coisa ficaria MUITO feia.

E tem sido sempre assim as missões que recebo: Aniquilar ameaças antes que elas ocorram. Isto se um dia ocorrer, né? Mas, para eles tanto faz. Tanto faz se no local onde “a ameaça a ser aniquilada” tenham pessoas de bem ou crianças, tanto faz se a “ameaça a ser aniquilada” nem se quer exista ou não tenham provas para comprovar essa existência. Para eles tanto faz o resto do mundo, “nós” precisamos ficar protegidos.

Antes era tão mais fácil. Todos sabiam que o vilão era Hitler e as atrocidades que o mesmo fazia com os judeus, mas agora é tudo tão camuflado, tudo ocorre de forma tão rápida e imperceptível que é difícil saber quem é quem. Isso foi uma das primeiras coisas que Isa me contou e me recordo que ela disse que eu entenderia bem essa frase a partir do momento em que amadurecesse minha cabeça. Ao que parece, minha cabeça amadureceu.

Sinto tanta a falta dela. Sem perceber eu troquei a companhia de Isadora por Sharon, nos últimos meses só falei com Isa duas vezes. Me faz tão bem falar com ela... Eu gosto tanto dela, tive tanto medo de perdê-la naquele “acidente”. E depois tive mais medo ainda de perdê-la para o Brian. Argh! Deus me livre Isa arrumar um Brian da vida. Espera! O que eu estou falando? Nossa se ela ouve uma coisa dessas estou ferrado! Que machismo da minha parte: Eu posso ter uma namorada e ela não?

E eu tenho uma namorada?Sharon é bonita, simpática, mas minhas conversas com ela mais parecem um interrogatório que algo prazeroso. Com Sharon eu tenho que ficar vigiando sempre o que falo, tenho que ser perfeito e estou sempre tenso. Com Isa não...

Bom, o que importa é que não vou deixar qualquer idiota se enrabichar para o lado da garota que eu mais me importo nessa vida. Espera! A garota que mais me importo não deveria ser a Sharon?

–---------------------------------------------------

Cinco dias depois, Brasil.

#Isadora

Se arrependimento matasse eu sei um corpo em alto estado de putrefação. Pra quê, pra quê, meu Deus, eu fui arrumar namorada pro Steve? Por quê? Que horror, né? Que horror mesmo! O menino lá feliz da vida com a loirinha dele (se bem que ele só está com ela porque ela o lembra da Maggie. Maggie? É, acho que é esse o nome da outra) e eu aqui querendo ver eles separados.

Sim, gente, estou com ciúmes! Problemas? Ah qual é tinha me acostumado a receber um torpedinho de bom dia toda manhã, tinha me acostumado em passar o sábado inteiro conversando com ele pelo Skype e agora? Agora ele está lá com a Sharon e eu aqui sendo soterrada de cuidados pelos meus pais.

Depois daquele “evento” muita coisa mudou na minha vida. Mudou tipo para sempre! Eu realmente estou traumatizada. Nas primeiras semanas tive pesadelos com aquele homem terrível e fiquei com medo de sair nas ruas. Meu pai colocou câmeras e trancas fantásticas no portão. Depois de um tempo perdi um pouco o medo e voltei a minha cansativa rotina de todo dia: trabalho, trabalho, faculdade, ônibus, trabalho e quando dava tendo (quando dava!) eu dormia.

Estava começando a ficar meio deprimida de não ter com quem conversar quando Guilherme, um colega da faculdade, vem me contar algo muito interessante durante o intervalo entre as aulas.

–Aí Isa ta sabendo? – sussurrou ele

–Sabendo do que?

– Do governador. – sussurrou ele de novo com a expressão de quem ia aprontar

Eu ri.

– Não, o que tem ele?

–Amanhã ele vai estar aqui amanhã para divulgar um novo programa educacional que a UERJ vai fazer parte.

Rolei os olhos.

– Programa educacional? Que programa educacional? – desde quando há “programa educacional” no Rio de Janeiro, gente?

– Exatamente. É uma treta louca aí que resumindo vai aprovar todo mundo. – disse ele – Tudo porque ano passado o Rio ficou em penúltimo lugar no ranking nacional de educação média e superior. O Acre ficou na nossa frente! O Acre! – exclamou ele chocado – Mês passado ele foi aos colégios estaduais para lançar esse programa “educacional” e ninguém fez nada... – olhou para mim sugestivo

Ergui uma sobrancelha.

– O que você quer dizer com isso?

–Você não vai fazer nada? O cara vem aqui quer lançar um programa idiota que aprova todo mundo gerando vários profissionais de merda só para o Rio melhorar o status e você me pergunta o que eu quero dizer com isso?

–E o que eu posso fazer? Lembra da última manifestação, Guilherme? – perguntei um pouco irritada – Essa cambada fez uma M. gigante se enfiou no meio do Black Block, destruíram a fachada de um banco e eu acabei presa por estar acidentalmente de blusa preta. – o recordei – Eu não vou fazer nada com essa gente traidora. Por causa deles fui confundida com a turma dos vândalos e até hoje não consegui provar minha inocência. Minha ficha está suja! Agora para eles, filhinhos de papai, é muito fácil se revoltar e depois pagar fiança ou simplesmente subornar os policiais. Não, Guilherme, não eu não vou fazer nada.

–Calma, Isadora, não precisa se estressar! – se assustou – Eu não sabia que você ainda estava com a barra suja na polícia... Uns advogados aí não tinham assumidos estes casos?

–Desculpa Gui! – me arrependi da grosseria – É que se eu for presa de novo... Deus me livre! Os advogados ainda não conseguiram fazer nada, parece que estão dificultando as coisas para eles, o que não me surpreende afinal é só uma tentativa de calar a boca de quem saiu às ruas.

Guilherme bufou, decepcionado.

–Então é isso? Você não vai fazer nada?

–Ué e por que sempre tem que ser eu a começar as coisas? Ah chama a Duda, o Guto, a Cléo... Isso chama a Cléo! Ela vive reclamando de tudo...

–Reclama de tudo, mas é uma cagona! – completou ele – Você sabe muito bem que da nossa área só eu, você, Rafael e Mariana nos mechemos para alguma coisa.

–Chame-os então.

–Já chamei, mas todos eles me mandaram vir aqui te chamar para nos liderar.

Olhei para a mesa de trás e os três acenaram para mim. Sorri. Que loucura!

–Liderar vocês? – perguntei incrédula – Co-como assim? O que vocês pretendem?

– Bom, sempre tem aquela papagaiada de apresentação e homenagem quando alguma autoridade vem aqui na UERJ, certo?

Concordei com a cabeça.

–Então, quem vai fazer a “homenagem” seremos nós. – disse ele malicioso – Cantando. E nem adianta dizer que não sabe cantar que nós sabemos que você sabe. Eu fico na bateria, Rafa na guitarra e a Mari com você na voz. Fechado?

Fiquei pensativa por um momento. Isso vai dar merda – dizia uma voz na minha cabeça. Por que daria errado? Vai ser só uma música ou duas... Não devo fazer isso.

–Eu vou fazer isso! – exclamei – Já sei exatamente o que fazer.

Gui me abraçou contente e foi contar a novidade para o resto da trupe. No dia seguinte Cabral seria, hum, homenageado.

–-------------------------------

24 horas depois.

E no dia seguinte após a exibição do vídeo perturbador e informante que coloquei na tela (os assistentes do governador fizeram de tudo para interromper a exibição, o reitor da faculdade me fuzilava com o olhar e por cinco minutos todo o grêmio estudantil vaiou o governo) eu subia no palco e recebia uma notícia desesperadora: Mariana e Rafael tinham desistido.

Que desgraça! Que desgraça! E agora?

Guilherme estava atrás de mim, que segurava o microfone e fitava a platéia com cara de medo, na bateria e estava igualmente desesperado.

– O que houve? – sussurrei

– Eles ficaram com medo depois da reação do governador ao vídeo que você passou.

– O que? E vão me deixar na mão...

Nem consegui completar minha frase, pois gritos de “Começa! Começa!” tomaram o lugar. Voltei-me ao público e corri os olhos para ver se tinha algum conhecido que pudesse tocar a guitarra. Sem guitarra não dá para tocar que País é Esse!!

Olhei, olhei e nada. Não tinha ninguém ali que pudesse me ajudar! Estava preste a ser vaiada quando DO NADA o som de uma guitarra tocando o inicio da música começou.

E então um cara... Wooow! Wooow! Fiquei tempo demais olhando para a coisa linda e charmosa que havia subindo no palco, tocando guitarra, e se aproximando de mim com muito estilo. Eu não tinha idéia de quem era ele, nunca o vira antes, mas isso era problema para depois. Era hora de cantar!

E cantei! Cantei muito! Cantei fazendo contato visual com o guitarrista que vez ou outra piscava para mim. De onde veio essa criatura, meu Deus? Do céu, só pode! Salvou minha vida!

No final da canção o publico estava de pé e vibrava!!

–Essa é uma música muito antiga e conhecida por todos nós que ainda hoje, infelizmente, é atual. – disse eu ao público e voltei-me ao “chefão” – E essa é a nossa homenagem ao senhor, governador, e a todos os outros corruptos e ladrões que corroem a nação brasileira. A época do pão e circo acabou não vamos mais aceitar migalhas e programinhas idiotas que não nos ajudam, apenas atrapalham. – rosnei – Nossa geração é a geração que pensa! Não queremos ser aprovados sem merecimento.

Assim que eu terminei de dizer isso o pessoal veio num coro “Governador, tú é ladrão o seu lugar é dentro de uma prisão!” e o vaiaram muito.

O gato ao meu lado, que sorria de forma marota, também se manifestou e ficou uns cinco minutos detonando o sujeito e agitando as pessoas na arquibancada. A platéia ia à loucura e eu estava gostando cada vez mais do rapaz.

Descemos do palco escoltado por seguranças e rindo muito.

– Deu certo! – exclamei a Guilherme que me abraçou empolgado – Você arrasou! Arrasou! E quem era aquele guitarrista que salvou nossa vida?

–Não sei! Pensei que você o conhecia...

–Está falando de mim, gatinha? – ouvi sua voz grave atrás de mim e não pude resistir a um sorriso

– Oi! – dissemos eu e Gui em uníssono

–Oi para vocês também.

–Cara, muito obrigada pela força! Não sei o que faria sem você. – agradeci

Ele sorriu. God! Que sorriso!

–Quê isso, não precisa agradecer. Não deixaria uma garota tão linda como você lá em cima sozinha e prestes a ser massacrada pelo pessoal. – brincou

Senti-me corar. Gui olhou para trás e arregalou os olhos.

–Gente... Te — tenho que fazer uma coisa, tchau! Vejo vocês depois. – gaguejou meio assustado

–Espera aonde... – nem pude terminar de falar, pois ele saiu em disparada.

Estranhei, mas o GHG (Guitarrista Herói Gato) estava na minha frente e resolvi deixar isso pra lá.

–Qual seu nome? – perguntou se aproximando demais de mim.

–Isadora, mas pode me chamar de Isa. – respondi meiguice pura, dando um singelo passo para trás um tanto desconfortável com a proximidade. – E você?

E então a minha vida fez sentido quando ele disse a seguinte frase, com um sorriso fenomenal:

–Prazer Isa, eu sou Brian.

Tive que usar de todo meu autocontrole para não soltar um grito de “Eu não acredito!!!”

Isso é Deus? Isso é destino? O meu Deus, um Brian lindo e musicista na minha vida! Preciso contar isso pro Steve! Não apenas lindo e musicista, Brian era dos meus, pois não se intimidou em sambar na cara da sociedade há poucos minutos atrás. Brian tinha tocado “Que país é Esse” comigo na frente do governador do Rio de Janeiro, Brian era... Era... Wooow Era o Brian!

Passei os cinco minutos seguintes conversando com Brian (esse existia!) e ele era muito divertido. E estávamos nos dando superbem quando dois PM’ s aparecem para destruir o clima purpurina que havia se instalado.

–Brian Werneck? Isadora Villani? – perguntou um deles, apontando-nos

–Sim, algum problema? – questionou Brian com o cenho franzido

O Policial sorriu de canto,de forma vitoriosa, pegou as algemas e disse:

–Os senhores estão presos por desacato á autoridade.

Notas finais
Eita que Isa foi presa... De novo!! E aí pessoas o que acharam do Brian?kkkkk Para quem ficou curioso para saber a cara do sujeito, me inspirei neste ser aqui: http://images6.fanpop.com/image/photos/33600000/Colin-O-Donoghue-colin-odonoghue-33678983-960-1280.jpg E o Steve confuso? Quê isso? Pode isso produção? kkkkkkkkkk Não deixei de comentar e expressar sua opinião sobre isso tudo!! Ah e para quem gosta de Clintasha, saibam que eles iram aparecer logo logo... beijinhos e até masi!!