Ainda É Cedo

18 Manipuladores- Parte I


Notas iniciais
FELIZ 2014!!!! Tudo de bom para vocês minhas queridaaaaaaas!!! Cá estou eu em nosso primeiro capítulo de 2014!!!êêêHh!! hahaha Bom, este capítulo está beeeeeeeeeeeeeeeem grande 4.600 e sei lá quantas palavras, espero que gostem! Ah e mais uma observaçãozinha antes de vocês começarem a ler: Essa parte da Isadora acontece ao mesmo tempo da parte do Steve, ok? Só pra vocês não acharem que ele é lerdo kkkkkkkkkk Leiam e entendam!! Leitoras amadas, favor não deixarem de comentar. E "Gasparzinhas" vcs também, fantasminhas camaradas kkkkkkkkkkk Até as notas!

SHIELD, LOCALIZAÇÃO SIGILOSA.

–Meu telefone tocou. – dizia Natasha sentando-se afobada a frente de Fury e Hill – Então quer dizer que está na hora? Já posso acabar com ela?

Fury não resistiu a uma risadinha ao presenciar a ansiedade da ruiva.

–Exatamente, mas com descrição Srta. Romanoff. – pediu Maria

Natasha concordou com a cabeça já se levantando.

–Barton mandou notícias? – ela não agüentou. Precisava fazer esta pergunta.

–Ah boa lembrança! – exclamou Fury despreocupado – Não e se fosse a senhorita não teria mais tantas esperanças em encontrá-lo vivo.

Ela mordeu os lábios.

–E quanto aquele dinheiro, Fury? De quem era aquele dinheiro.

Fury fez menção em responder, mas Maria foi mais rápida dizendo.

–Isto não faz parte do seu trabalho, Agente Romanoff. – estrilou a morena – Faça o que lhe foi ordenado, você não tem necessidade de saber de mais nada.

Nick ergueu uma sobrancelha, um tanto surpreso com a atitude de Hill, mas deixou rolar.

–Hill tem razão, apenas elimine Isadora.

–Perdoe-me, mas se eu souber disso talvez possa ajudar Barton a...

–Vai ajudar o Barton se acabar com essa latina e seguir de volta a Sibéria. – interrompeu-a Hill, mais uma vez

Mulherzinha insuportável!, pensou Natasha consigo mesma antes de dar o fora da SHIELD e ir atrás da garota.

Pouco tempo após a saída da russa Fury pediu a Maria Hill que telefonasse para Coulson, o último a ser convocado para a reunião. Sim, a reunião que informaria a todos –inclusive Steve Rogers – sobre a lei do registro super-humano.

A reunião que antecederia uma guerra.

E estava ele ao telefone com um membro da CIA quando uma loira raivosa arranca a fiação, violentamente, cortando o telefonema. Nick ergue os olhos, perplexo, para a mulher que quase rosna a sua frente.

Sharon estava ofegante e com os dentes trincados.

–Diretor Fury eu quero saber por que o senhor MANDOU AQUELA PIRANHA MATAR A BISCATE. – disse ela aumentando o volume da voz gradativamente até o momento em que berrava com o chefe. – EU DEVERIA MATAR AQUELA VAGABUNDA! EU!

–-Carter não se deve misturar assuntos pessoais com trabalho. Não importa o que ela tenha feito Natasha já foi para o Brooklin e já vai eliminá-la – Fury disse tranquilamente – Assassinatos movidos pela raiva geralmente são difíceis de esconder. Sem contar que isso não é um assassinato e sim uma execução.

Sharon se debruçou sobre a mesa de Fury fitando-o com os olhos arregalados.

–Aquela garota me humilhou publicamente na frente de um dos maiores restaurantes de Nova Iorque. – sussurrou ela – Eu. Preciso. Acabar. Com. Ela.

–Sinto muito se seu orgulho está ferido e que ela tenha roubado seu namorado, mas quem cuidará disso é a Viúva Negra.

–Viúva Negra! Viúva Negra! – exclamou ela com desprezo – Você ainda vai foder com a SHIELD por acreditar nessa soviética.

Fury respirou fundo buscando forças espirituais para não pegar a 38 em sua cintura e atirar na boca dela. Não podia fazer isso. Sharon era uma de suas melhores agentes e também tem a questão hereditária que o obrigava a mantê-la ali. Sobrinha de uma das fundadoras e filha de ricaços fazendeiros da Virgínia.

Sharon Carter era o tipo de mulher que precisava estar ao lado do governo.

–Isto é problema meu. Você querendo ou não é subordinada a mim. Se eu digo que você não vai matar aquela maldita brasileira, então você não vai matar aquela maldita brasileira. – disse ele imperativo – Agora saia da minha sala e não ouse sair do helicarrier. Em menos de uma hora os poderosos da CIA, FBI e um representante da Casa Branca estarão aqui juntamente com Rogers. É indispensável sua presença.

Sharon deu um soco na mesa de Fury, frustrada, rosnando de forma quase doentia. Nick bufou e ela acabou por sair da sala.

Dirigiu-se a passos largos rumo ao pátio do porta-aviões e entrou no primeiro jato que encontrou disponível. Ninguém ali era louco o suficiente para perguntar aonde ela iria.

Colocou uma foto sua e de Steve, tirada nas poucas semanas felizes que tiveram, sobre o painel do avião. Fitou-a antes de decolar e lágrimas rolaram instintivamente de seus olhos.

–Você é meu Steve. M-E-U! Está no nosso destino. – gritou ela entre risos e lágrimas enquanto a nave atingia uma altitude – E ela vai pagar. Sim, ela vai. Eu sou mais importante que ela. Eu sou.

A face de Sharon estava doentia e repetindo “Eu sou mais importante que ela” inúmeras vezes, a loira seguiu trilhando sua trajetória assassina rumo ao Brooklin.

#Steve

Abri os olhos e Isa estava em cima de mim, sorrindo. Aquilo já era covardia. Tentei me levantar, mas ela me empurrou novamente soltando uma gargalhada.

–O que deu em você? – perguntei também rindo

Ela não respondeu apenas beijou o canto da minha boca. Afastei o rosto dela, completamente chocado, para olhar seu rosto.

–O que foi não gostou? – perguntou ela sorrindo meigamente

Também não respondi apenas me aproximei para beijá-la, mas caí entre os lençóis vazios. Ela absurdamente tinha sumido.

Isadora virou mutante? – pensei perplexo, antes de ouvir uma sonora gargalhada vindo da porta.

Fiquei de pé ao perceber que ela estava lá, encostada na porta, morrendo de rir.

–Como foi que chegou aí tão rápido?

Ela continuou sorrindo.

–O que está acontecendo? – perguntei de novo, rindo de nervoso

–Acorda! – exclamou

– O que?

–Acorda!

–Acordar? DO que você está...

–Acorda Steve! Acorda!Anda estrupício, acorda! – algo me sacudia e gritava

Levantei ofegante. Tinha sido só um sonho maluco.

–Eita que desespero! – exclamou ela se assustando – Pesadelo foi?

–Ma-mais ou menos. – respondi insegura – Isa você pode se tele transportar?

Ela me olhou como se eu fosse um marciano e soltou uma gargalhada escandalosa.

–Levanta daí seu doido! – ordenou – Você tem que sair daqui, anda. E vai pentear esse cabelo, tá todo desgrenhado!

Espreguicei-me.

–Está me expulsando da minha própria casa no dia do meu aniversário?

–Sim, por duas horas. – respondeu divertida – Seu presente vai chegar e não quero você aqui.

–Se é meu presente e já é quatro de julho porque eu não posso ver? – aleguei

–Por que tem que montar e você só vai ver quando estiver pronto. – disse ela enquanto me empurrava para o banheiro

Eu não tinha muito que fazer, então me arrumei e fui em direção a porta.

– Eu posso pelo menos ficar na portaria? – perguntei

Isa tentava fechar a porta na minha cara, mas coloquei o pé a barrando.

–DE JEITO NENHUM! – gritou desesperada – Longe daqui se possível vá para outro estado.

Rolei os olhos.

–Está muito quente não to a fim de caminhar. Por favor, deixe eu ficar aqui prometo que não vou ver nada! – implorei

–NÃO! Ah sei lá vai ver árvores no Central Park ou prender criminosos... Sei lá, mas suma de Downtown!

–Central Park é muito longe...

–Ótimo é para lá mesmo que você...

Meu celular tocou cortando a fala de Isa.

–É o Fury! – sussurrei para ela antes de atender

– Capitão o senhor está ocupado?

–Não, algum problema? – me preocupei. O que diabos ele queria comigo em pleno feriado

– Precisamos realizar uma reunião de emergência com todos os agentes e colaboradores. O senhor poderia estar aqui em trinta minutos?

Isadora estava com a cara colada no meu ouvido tentando ouvir a conversa e levantou o polegar praticamente me obrigando a ir.

Eu iria de qualquer jeito e baguncei o cabelo dela para provocar.

–Sim, senhor. Onde estão atracados?

Ele me passou a localização hiper sigilosa.

–Estarei ai. – confirmei antes de encerrar a chamada

Entrei de novo no apartamento.

– Por que está entrando? – disse ela aflita olhando para o relógio – Anda você tem trinta minutos para chegar lá.

–Calma! – pedi – Eu preciso trocar de roupas. Acha que eu vou para SHIELD de bermuda e camiseta.

–Qual o problema? Quem vai estar lá? O presidente?

–Talvez. – dei de ombros

–Às vezes eu esqueço que você é o inigualável Capitão América. – disse ela de maneira exageradamente debochada

–Às vezes eu esqueço que você faz parte do Talibã. – retruquei

Isadora jogou uma almofada na minha cara. Dei uma risada alta.

–Anda logo. – me apressou – Se demorar a próxima coisa que eu jogar em você será uma bomba atômica.

–Argh! – resmunguei indo para o quarto

Quando voltei, arrumado, deparei-me com Isa andando de um lado para o outro.

–ATE QUE ENFIM! – gritou, me colocando para fora de casa, literalmente – Cruz credo, parece uma mulher se arrumando!

– Não vai mesmo me dizer qual é a surpresa? – perguntei do corredor

A resposta foi à porta sendo batida violentamente na minha cara.

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SHIELD, 30 MINUTOS DEPOIS.

Recheada de homens e mulheres ranzinzas desfilando com armas mortais e espiões fantásticos, a SHIELD nunca foi um ambiente confortável de se estar. Porem, hoje, estava especialmente sinistra. À medida que eu andava lá para dentro todos me miravam e comentavam algo entre si.

– Capitão, sala 264. – informou um recepcionista.

Agradeci e entrei na sala que estava aberta. Estava lotada, parecia que só faltava eu. Analisei em segundos os componentes que na maioria eu não conhecia. Dois me chamaram a atenção. O primeiro foi Stark. O que raios ele faz aqui? Seria uma nova grande ameaça?

Sentei-me ao lado de Agente Brown, velho conhecido meu. Continue embasbacado olhando o segundo sujeito. Aquele era Phil Coulson o homem que fui ao enterro há dois anos.

–É um prazer ver o senhor novamente Capitão. – saudou-me ele, sorridente

Permaneci em silencio com o cenho franzido. Isso só pode ser miragem.

–Não é miragem e também estou chocado. – afirmou Stark como se tivesse lido minha mente.

–O senhor não deveria.... Estar... Morto? – perguntei meio sem jeito

Coulson soltou uma gargalhada.

– Pois é eu não morri.

– E porque fizeram nos acreditar que tinha? – perguntei um pouco exaltado lançando um olhar a Fury.

– Isto é assunto para depois. – disse o Diretor

–Tem razão. – concordou Tony – Mas, que fique claro que eu EXIJO explicações.

Nick deu de ombros.

– O assunto que temos a tratar é um pouco mais interessante e perigoso. Sem mais introduções. – e neste momento uma tela a frente de nossa mesa se acendeu.

– O que...

Calei-me ao ver a imagem no telão. Era uma foto de Isadora Wollscheid Villani.

Um homem loiro com uniforme da CIA se levantou e ficou diante a tela.

–Creio que a conheça, Capitão. – disse ele com um tom de humor – Mas, acho que não me conhece. Sou George Tarleton na CIA.

Confirmei com a cabeça, confuso demais para balbuciar algo.

–Desde 2001 a America vive em constante insegurança quanto a novos ataques terroristas. A intervenção no Iraque e a espionagem nos ajudaram por alguns anos. – palestrou – Porem, os tempos mudaram e as nações que antes representavam perigo para nossa nação não são as mesmas.

– E o que essa garota tem a ver com isso? – perguntou Coulson apontando o telão

Tarleton soltou uma risadinha.

– Hill solte o vídeo.

O vídeo em questão era estrelado por uma Isadora bem mais nova, deveria ter uns 14, 15 anos, discutindo violentamente com uma garota que estava com a bandeira americana nas costas. Atrás dela tinha outra garota da idade dela, só que muçulmana, chorando encolhida.

Isadora gritava e xingava em português e inglês. Como diriam os brasileiros, Isadora sambava na cara da americana. Eu não me surpreendi com os horrores que ela dizia do meu país. Para falar a verdade ela já tinha me dito tudo aquilo na nossa briga na cozinha da casa dela.

O que me deixou nervoso foi o momento em que ela deu um tapa estalado na cara da ianque, pegou um isqueiro e queimou a bandeira dos Estados Unidos. A muçulmana que antes chorava, agora sorria. Todos na sala estavam perplexos. O vídeo mudou. Este era tremido e confuso e ela estava sendo arrastada para dentro de um camburão da polícia.

A prisão injusta do ano passado.

Logo passou para outro, mais recente, dela e do terrível Brian cantando para o governador do Rio.

Todos na sala estavam chocados e eu confuso. O tema da reunião era ela? Isadora? Enquanto eles assistiam embasbacada a performance de “Que país é Esse” dos dois, acabei por notar a falta de Sharon e Romanoff. Só elas não estavam ali... Estranho.

Finalmente o slide acabou.

–Como podem ter percebido esta é uma mulher perigosa. – concluiu George

–Ela não é perigosa. – retruquei — E alguém pode me explicar o motivo desta reunião? O que Isadora tem a ver com sua introdução sobre terrorismo? Não me diga que acha que ela é uma terrorista?

–Acalme-se Capitão. – pediu Fury – Ninguém disse que ela é terrorista.

–Você ainda não me viu nervoso. – rebati irritado – Eu quero saber por que fui chamado em pleno quatro de julho.

Todos me fitavam perplexos.

–Esse vídeo não tem nada a ver com a reunião. – disse o cara da CIA

–então por que foi exibido? – Phil perguntou

–Isso foi só um alerta de que esta Isadora, assim como outros, são perigosos e precisam ficar sobre vigilância. Isto é um alerta para o senhor, Capitão Rogers.

–Eu sei me cuidar e fique tranqüilo, pois ela não é uma ameaça a ninguém.

–A forma como essa gente age é sorrateira. – continuou Tarleton – Não usam bombas atômicas, nem fuzis... Usam a mente.

–Como é? – interrompeu Tony entre gargalhadas – Espera aí, quer dizer que quer afastar todo mundo aqui de gente que pensa. Oi?

Fury soltou uma gargalhada. Dois agentes, um homem e uma mulher que não conheço, cochicharam algo a Coulson.

–Acho que já ouviu falar em Joseph Stalin, Lênin, Fidel Castro, Adolf Hitler... Gente simples e “boazinha” que foram gradativamente se tornando as mentes mais manipuladoras do mundo. – comentou um cara do FBI – O diabo não aparece de chifres.

Franzi o cenho.

– Mas, esta não é a única que vem despertando a nossa atenção. – prossegue – Xiaoli Chan também tem causado problemas e está abrigando o Dr. Banner em sua residência em Xangai.

Só agora notei a falta dele.

–Bruce Banner está na lista dos procurados pela Interpol. – afirmou um sujeito dando um soquinho na mesa – Mandamos uns tiras atrás dele, mas não o encontraram.

–Por que ele está sendo procurado? – não resisti

–Tanto ele quanto a Dra. Ross deixaram-se levar pela balela comunista de Chan. – resmungou outro policial, pronunciando “comunista” com certo desprezo – Os manipuladores estão fazendo com que achem que nós somos os vilões. A guerra fria está voltando e com âmbito global. As economias emergentes desenvolveram um novo tipo de espiões...

–A quem chamamos de manipuladores. – completou Tarleton – Chan e Wollscheid fazem parte deste grupo. Um grupo que se dedicada a fazer lavagem cerebral á pessoas influentes da América. E não são só Brasil e China que estão produzindo isto. Coréia do Sul e do Norte, Hong Kong, Rússia, Índia...

PAUSA! Então é o seguinte: Fui chamado no dia do meu aniversario para uma reunião com membros da CIA, FBI, SHIELD e outros bichos que querem me informar que os países emergentes desenvolveram “manipuladores” que através da lábia estão convencendo poderosos e influentes americanos que os Estados Unidos são os vilões. Ah e eu sou uma vitima! E Sim, minha amiga é uma manipuladora.

BEEEEEEEEEE!! Sirene da mentira tocou em minha cabeça.

–Estão querendo dizer que Isadora é uma “manipuladora”. – murmurei incrédulo

Fury confirmou com a cabeça.

–Mantenha os olhos abertos Capitão. – aconselhou Coulson, olhando no fundo dos meus olhos. Parecia ter uma mensagem oculta ali – Nunca se pode confiar em quem tenta nos ajudar.

E naquele momento percebi que ele não falava de Isadora. Falava da SHIELD. Foi então que abri os olhos e me deparei com um país corrupto. Tão corrupto quanto o Brasil. Talvez mais.

Resolvi concordar com a cabeça.

Os agentes perto de Coulson (o casal que falei!) estavam de cabeça baixa. Pareciam-me boas pessoas, assim como Phil. Eu precisava urgentemente distinguir o joio do trigo. Os bons e os maus. Automaticamente me lembrei de minha primeira conversa com Isadora quando ela me disse a mesma frase que Coulson dirigiu-me há pouco.

– Bom, essa foi a primeira parte da reunião. Agora é hora de informá-los a todos vocês de nossa decisão. – vociferou Nick Fury – A lei de Registro Super-humano.

– Lei do que? – repeti mais confuso do que nunca

George Tarleton, o poderoso da CIA, sorriu.

– Esta lei já era para estar em vigor a muito, muuuuito tempo, mas tememos pela reação de alguns de vocês. – introduziu o assunto, agora sério – O presidente e o conselho parlamentar já a aprovaram e ela entra em vigor hoje.

– A lei ordena que qualquer indivíduo dotado de capacidades acima do normal, deve se registrar no governo, receber ordens do governo estadunidense e suas divisões especializadas como a SHIELD e a CIA, além de receber treinamento apropriado. – Fury leu a lei absurda — Aqui está a folha de registro.

Maria Hill entregou uma cópia do que parecia ser um contrato a mim, Stark e outros homens ali presentes que pelo que me contaram eram produtores de armas.

Segurei a caneta e observei a folha de papel. Stark não parou para pensar, apenas assinou o documento.

Aquilo acabaria com a minha liberdade de expressão, de pensamento. Eu estaria sendo obrigado a fazer o que quer que eles mandem.

–E se eu não quiser assinar este papel? – perguntei afastando a folha de mim.

Todos me olharam estupefatos.

Nick deu uma gargalhada nervosa junto de Tarleton.

–Acho que o senhor não entendeu. – disse George rindo – Isto é uma lei. Foi feita para ser seguida. O senhor assinando ou não o Capitão América é propriedade do país.

Levantei da cadeira, agora irritado. Virei um escravo para ter dono?

–Eu sou o Capitão América.

–Isso a gente já sabe, picolé. – brincou Stark rindo junto com alguns outros patetas

Olhei para ele com a sobrancelha erguida.

–Você vai deixar ser manipulado pelo governo, Tony? Vai ser uma marionete nas mãos dele?

–Marionete da forma que você está sendo na mão da vadiazinha brasileira? – questionou debochado

Aquilo foi demais. Fui até ele e o levantei pela gola da camisa e o joguei na parede como um boneco de pano. Senti dois homens segurando meus braços tentando me separar, mas os espanei como duas moscas.

–Nunca mais fale assim dela, covarde. – rosnei ameaçadoramente no ouvido dele antes de me virar e perceber que todos apontavam armas para mim.

Ergui as mãos em rendição.

–Rogers isso pode ser feito do jeito fácil ou do jeito difícil. – Fury disse pausadamente – Assine este papel e lute pelo seu país ou entre para a clandestinidade.

Confirmei com a cabeça e todos abaixaram as armas.

Peguei o papel, escrevi e devolvi a folha, dobrada, a Fury de forma violenta.

–Feliz quatro de julho. – desejei antes de sair da sala;

Corri a mil por hora rumo ao depósito onde estava meu escudo. Consegui pega-lo sem grandes dificuldades, juntamente do uniforme, quando ouço tiros atrás de mim. Acho que eles perceberam que ao invés da minha assinatura, eu escrevi “Não sou tão otário quanto pensam.”

Minha única arma era o escudo que retaliava toda a saraivada de balas que tentava me perfurar. Depois de dez minutos excruciantes de combate contra os agentes entrei em uma sala para bolar um plano de fuga.

Ok agora sou o cara mais perigoso do país e todo mundo quer me matar. Isadora possivelmente está na mesma. Isadora! E se Natasha foi mandada para liquidá-la? Onde está Sharon? Apesar dos pesares ela é confiável e excelente em combate armado e desarmado. Será que ela também foi contra a lei do registro e fugiu? A porta da sala foi forçada. Me preparei para lançar o escudo quando Coulson aparece em rendição.

–Não atira, estou do seu lado. – disse ele com as mãos erguidas – Toma isso.

Entregou-me uma arma grande, uma Ranger Mod. Peguei-a desconfiado e mirei a cabeça dele.

–Não sei se posso confiar em você.

–Acho bom confiar em você se quiser sair daqui vivo. E principalmente se quiser salvar a sua amiga. – disse ele com a voz vacilante

Abaixei a Ranger.

Fiz sinal para que ele continuasse.

–Romanoff foi para a sua casa. Não acho que aquela moça bonita seja perigosa. E nem Xiaoli a chinesa. Desde que voltei do Taiti tenho percebido que há algo errado na SHIELD. – disse ele – Eu posso te ajudar, mas vai ter que confiar em mim.

– Como você está vivo?

Ele riu.

–Morri por alguns segundos, mas não a tempo para explicações. – me apressou ao perceber que os tiros se aproximavam e o alarme convocava todos para o pátio.

– Tudo bem. – concordei arredio – Me ajude a sair daqui.

Ele escreveu algo em um papel e me entregou.

–Só ligue para este numero em caso de vida ou morte. – instruiu – Destrua todos os seus aparelhos eletrônicos, se for fugir arranque a placa no carro. Destrua os GPS’s.

Confirmei com a cabeça e o segui para fora da sala. Agora os corredores estavam vazios, os agentes estavam montando um batalhão do lado de fora. Destruímos todas as câmeras que víamos.

–Vá para o banheiro e levante a última pia. – pediu – Preciso ir lá pra fora ou desconfiaram.

Não entendi, mas fiz o que ele pediu.

Abaixo da pia havia uma das saídas secretas de emergência. Essa dava direto no depósito de submarinos, lanchas e Jet Ski. O barulho dos fuzis ali era mais baixo e só havia uma câmera que fiz questão de destruir com as mãos. Sem tempo para pensar, coloquei o escudo nas costas e subi em um Jet Ski azul.

Assim que o motor bateu na água do mar outra saraivada de tiros me atingiu. Eu podia ouvir a voz de Hill guiando as tropas e pedindo para que “não se aproximassem muito”. Segui enfrente tentando ao máximo desviar das balas. Sorri ao perceber que tinha construído uma distancia segura entre o porta-aviões e eu. A SHIELD não seria louca o suficiente para mandar tropas atrás de mim ás 10h da manhã de um quatro de julho. Certamente a população se revoltaria se o “Capitão América” fosse fuzilado no dia da independência. Eu sabia que eles queriam me matar, tinha certeza. Mas, também sabia que antes disso minha reputação precisaria ser destruída.

Metros antes de me aproximar da costa senti o jato quente, do que de imediato pareceu-me um tiro, passar voando próximo ao meu rosto. Ao mesmo tempo senti minhas pernas tremerem com o “bum” da arma e o calor do Jet Ski ao transformar-se em uma imensa bola de fogo.

Pulei na água.

Minha perna latejou e percebi que minha panturrilha esquerda estava em carne viva. O sal da água do mar só aumentou a ardência. Olhei para cima, desviando das bolas de fogo, e enfim tomei conhecimento do autor da chuva de meteoros. O Homem de Ferro, o Mauricinho enlatado. Senti vontade de aceitar o desafio e mesmo dentro d’água, desarmado e com a perna em chamas, acabar com ele. Mas, eu não podia. Primeiro por saber que não era certo e em segundo por Isadora. Só Deus sabe se ela está viva a esta altura. Precisava encontrá-la e fugir para longe disso tudo. Para o Brasil, talvez.

Fui diminuindo a distancia da costeira mesmo com Stark lançando uma enxurrada do fruto de seus propulsores manuais.

Faltavam seis metros.

Tony praguejava, sorria e provocava.

Ignorei, só faltavam quatro metros.

Ele atacou novamente dessa vez bateu em minha clavícula e por alguns segundos afundei. A dor era suportável, continuei a nadar.

Três metros.

O homem de armadura colocou um Rock para tocar enquanto dizia:

–Se entregue Capitão, não vê que isso só vai fazer mal para si mesmo? Anda logo picolé volte e assine a porra daquele papel.

Dois metros.

–Tudo bem, foi você que pediu. – disse ele

Senti o impacto de algo mais forte atingir o escudo. A saraivada de fogo cessou.

Um metro e vinte.

Olhei para trás e a armadura de Stark pegava fogo. Sem controle, afundou no mar em total desespero. Parecia que o sistema havia entrado em curto.

Subi no cais, ofegante. Minha clavícula ensangüentada, minha perna queimando. Seja lá o que ele tenha me lançado ricocheteou no escudo e o atingiu.

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#Isadora

Poucos minutos após a saída de Steve o apartamento foi tomado por paisagistas. Isso mesmo, paisagistas! Caras fofíssimos que dedicam suas vidas á transformar lugares inúteis – como o terraço do apê de meu caro Gnomo – em jardins fa-bu-lo-sos. E este era o meu presente para ele. Um jardim!

É o tipo de presente que não tem erro e é eterno. Steve vai enfim parar de reclamar da muvuca que fica o Central Park nos fins de semana (os únicos dias em que pode ir lá!) e também não se sentirá preso em uma selva de pedra. Os caras que contratei eram tão bons, mas tão bons que em pouco mais de uma hora o terraço do Steve estava irreconhecível. Flores, grama verdinha, árvores frutíferas, árvores inúteis (se ele ouve uma coisa dessas...), borboletas (paguei um King Kong caçando borboletas anteontem. Só três sobreviveram, o resto morreu de calor dentro do vidro.) e balanços. Infelizmente não consegui comprar um salgueiro (ou Willow!) porque além de cara a “bicha” é gigantesca. Então me limitei a adquirir uma muda. Eu acho até mais legal uma mudinha, pois aí ele pode acompanhar o desenvolvimento da “Willowzinha” e esquecer essa idéia bizarra de ter uma filha com esse nome. Tadinha da minha sobrinha! Imagina o drama:

– Oi tudo bem? Meu nome é Ana e o seu?

–Ah oi Ana, eu sou a Salgueiro.

Ninguém merece se chamar salgueiro.

Depois de dar suco e sanduíche para todos os simpáticos trabalhadores mexicanos (acho que estou no México, sério. A cada 10 trabalhadores, 8 são mexicanos, 1 porto-riquenho e 1 estadunidense. Tem algo errado aí!) e receber elogios por simplesmente ser legal (parece que o povo daqui não é lá muito gentil!), finalmente fiquei sozinha.

Joguei-me no sofá, cansada de subir terra e descer terra, e peguei o celular para avisar ao Gnomo que ele já poderia voltar para casa. Que metida, eu né? Vou pra casa dos outros e expulso os outros! Hehehe. Mas, Steve não é lá o que eu posso chamar de “zoto”. Assim que minhas mãos tocaram o aparelho, o som estridente e irritante da campainha fez-se ouvido.

Corri pra atender.

– Esqueceu a chave fadinha? – gritei em provocação antes de abrir a porta e tomar o maior susto do ANO.

Uma conhecida e sinistra figura ruiva me encarava apontando um rifle para a minha testa.

Dei um pulo para trás, apavorada.

–Feliz Quatro de Julho, Isadora. – disse ela irônica, dando aquele sorrisinho medonho.

Notas finais
Eita que agora a coisa ficou feia! E então, gostaram? O que vocês acham que vai dar isso? Lembrando que ainda tem a parte 2... Vai rolar um conflito tenso por aí...Cabeças vão rolar kkkkkkkk Façam suas apostas! Quem vocês querem ver morto? Sugestões e críticas são sempre bem vindas! Não deixem de comentar!! Beijão!!