Ainda É Cedo

19 Manipuladores - Parte II


Notas iniciais
Estão vendo como é bom quando comentam logo???TCHARAAAAAAAAM NOVO CAPÍTULO NO MESMO DIAAAAA!!! Ah fiquei tão feliz e inspirada que resolvi que vocês mereciam mais um capítulo hahaha Espero que gostem e se quiserem que amanhã tenha um novo capítulo como faz?COMENTA!!! FUI!

–Natá-Natá-Tá-Tá-Natá-Tália? – gaguejei, uma mistura de pânico e supresa.

A russa apertou algo na arma que fez um barulhinho desesperador (que quase me matou do coração!). Fechei os olhos achando que era o barulho do gatilho.

– Vamos lá, onde está a receptividade brasileira? Não vai me convidar para entrar? – questionou aproximando aquela coisa mortal da minha cabeça.

Ufa não era o gatilho, acho que era a tal da trava de segurança.

Concordei com a cabeça e dei três passos para trás. Natália entrou e trancou a porta.

Respira fundo, Isadora! Calma, não pira! Não surta. Meus olhos estavam ardendo. Precisava me manter calma. Não chore, seja macho!, dizia para mim mesma.

–Natália, que bom te ver! – exclamei sorridente depois de um tempo – Como foi que me achou aqui?

–Natasha.

– Natasha? Quem é Natasha?

–Eu. Natasha, não Natalia. – corrigiu, colando a arma no meu ouvido. – Você vai fazer o que eu mandar, tudo bem?

Senti uma lágrima quente escorrer pelo meu rosto. Balancei a cabeça em positiva diversas vezes. Olhei de rabo de olho e vi meu celular dando sopa no sofá. Eu precisava ligar para Steve, pra polícia, pro BOPE pra qualquer coisa que tirasse essa russa maluca da minha frente.

– O que-que vo-você quer comigo? – perguntei, prendendo as lágrimas e forçando um sorriso.

Ela abaixou a arma. Respirei aliviada. Aproveitei os segundos que ela usou para guardar a arma e me joguei no sofá. Milímetros antes de conseguir pegar o telefone ele explodiu. Do nada, no maior silêncio. Olhei para trás e ela já estava com a arma erguida novamente com a expressão facial superserena.

Entrei em prantos.

–O QUE VOCÊ QUER DE MIM? COMO FOI QUE ME ACHOU AQUI? –gritei

Ela encostou o cano da arma na minha nuca e tampou minha boca com a mão.

–Eu não quero sujar a casa do Capitão – Capitão? Ela disse Capitão? Como ela sabe sobre o Steve? – Portanto, cale a boca. Se não percebeu a arma tem silenciador, ninguém vai ouvir se eu estourar sua cabeça agora mesmo da forma que fiz com seu celular.

Engoli em seco, suando frio de tanto pavor. Minha respiração estava desregulada eu estava parecendo uma asmática. Como aquela sujeita pode ser tão fria a ponto de me aterrorizar dessa forma e permanecer tranqüila?

– Pegue uma caneta e escreva tudo que eu mandar. – instruiu me dando um leve empurrão.

O rifle continuava erguido para minha cabeça.

–Como você sabe sobre o Steve? – murmurei com a voz embargada

Ela rolou os olhos.

–Eu trabalho com ele, Isadora – ela pronunciava meu nome com uma conotação inferior – Não está me reconhecendo? Sou a Viúva Negra aquela da Batalha de Nova Iorque, lembra?

Franzi o cenho só agora prestando atenção ao fato da cara dela não ser estranha.

–E porque a Viúva Negra está querendo me matar? – grunhi mais desesperada do que nunca – Então foi tudo pra me matar? Aquele tempo na faculdade...

–Pra te espiar? – completou sacudindo a arma enquanto falava – Sim, foi sim. Mas, não sou eu que quero te matar, na verdade eu acho você até legal.

–Então porque você está aqui?

–Estou aqui porque você vem causando muitos problemas para os Estados Unidos da América.

–Quê? – gritei perplexa – O que eu, mera mortal, tenho feito pra esse povo?

Ela sorriu.

–Muito mais do que imagina. A começar pelo Capitão. Desde que ele te conheceu não é o mesmo, se tornou um cidadão mais crítico e menos militar. Resumindo você está irritando as pessoas aqui. Precisa sumir do mapa.

Enxuguei as lágrimas, agora ficando vermelha de ódio.

–FALA SÉRIO, ABAIXA ESSA ARMA! – ordenei – ABAIXA!

Natasha ergueu uma sobrancelha.

– Você só pode estar brincando. Pare de bobeira escreva o que eu mandar e me acompanhe.

–VOU ESCREVER PORCARIA NENHUMA! ABAIXA ESTA MERDA, NATALIA! – berrei

Ok, eu surtei. Ok, a assassina profissional agora estava com raiva.

–Não. Me. Irrite. – falou pausadamente destravando a arma – Não complique as coisas, Isadora. Só vai ser pior para você. Isso pode ser rápido, mas pode ser muito, muito doloroso.

O vento trouxe uma mexa de cabelo para a frente dos meus olhos. Joguei-a para trás violentamente. Então eu vou morrer. Tranqüilo, mas antes ela vai me ouvir.

Sentei no sofá ignorando a coisa apontada para minha cabeça.

–Você ficou surda? Escreva na porra daquele papel dizendo para o Rogers que você voltou pra porra do seu país. AGORA! – desceu do salto

Peguei um bombom na mesa de centro e devorei. Não me pergunte o que deu em mim, apenas fiquei com ódio de uma russa boca suja vir me matar do nada só porque eu “fiz mal para os EUA”. Oi?

–Olha aqui Natalia, Natasha ou o escambau que for o seu nome olha os termos que você usa na minha frente, ok? Não sou suas nega. – briguei apontando o dedo pra cara dela – Eu em, coisa feia. – ela me olhava chocada – Que tipo de russa você é? Você é russa ou era mentira também?

–Eu sou russa. – enfatizou com certo orgulho

–Uma russa de merda. – devolvi

Ela avançou sobre mim e juntou o revolver á minha testa.

–Eu estou perdendo a paciência. –alertou

–EU JÁ PERDI! QUER MATAR VAI MATAR, MAS VAI OUVIR TUDO QUE EU TENHO PRA DIZER. – berrei empurrando a arma da minha testa

–Eu não tenho que ouvir nada sua...

–Sua o que? – peitei — Posso ser o que for, mas pelo menos não sou eu que mato só porque um palhaço de gravata mandou. Pelo menos não sou eu que nasci na Rússia e trabalho para os maiores inimigos de todos os tempos do meu país de origem. E principalmente não sou eu que falo palavrão. Sua mal-educada.

Natasha abaixou a arma e respirou fundo. Não sei se foi porque eu a chamei de mal-educada, mas ela soltou um grito de fúria largando a arma no chão. Quase fiz xixi nas calças de tanto medo do grito da sujeita.

–Você tá certa tá legal? Mas, eu tenho que te matar. Se eu não te matar o Clint morre. E eu... Eu tenho que pagar a minha dívida com ele... Ele salvou minha vida. Eu sou... Sou uma péssima russa. Sou fraca. Russos não são fracos. – danou a falar em tom de desespero

Fiquei com pena.

–Quem é Clint? – perguntei docemente

–Não finja que se importa. –retrucou pegando a arma do chão – Isso está demorando demais, não quero ter de fazer aqui.

–Eu posso te ajudar a salvar esse Clint.

Ela gargalhou.

–Você? Francamente...

Eu tinha um minuto para convencê-la de que me executar não ajudaria em nada.

–Olha me desculpa. – pedi – Se você precisa mesmo acabar comigo pra salvar esse cara, tranqüilo. Sério mesmo. Vou escrever o que você quiser e pode me levar para um desses locais de “desova”. Mas, eu só quero que você saiba que há uma forma de fazer justiça e salvar esse sujeito.

–Você tem cinco minutos.

–Onde está este Clint?

–Eu não vou dizer isso para você. – resmungou com certo desprezo

–Por que não? Nós duas sabemos que eu não vou viver para contar nada para ninguém. – afirmei com medo da veracidade dessas palavras – Ao menos posso te ajudar a ajudá-lo.

Ela engoliu em seco. A mão que segurava a arma tremeu. Seja lá quem fosse esse Clint, era importante para ela.

–Sibéria. Está na Sibéria. – confessou após segundos de silencio – Fomos a uma missão para lá, muito suspeita, e ele foi pego por torturadores. A SHIELD não está dando a mínima para um resgate. Eu não sei, acho que ele descobriu algo que a SHIELD quer que morra junto com ele. Só eu posso ajudá-lo.

–E eles disseram que se eu sumir, você tem a chance de procurá-lo. – imaginei

Ela confirmou. O rosto sem sombra de emoção embora o assunto fosse tenso.

Resolvi que era hora de ser atriz e mentir pra chuchu.

–Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver. – afirmei – Há muita coisa errada nessa terra e há também muitos inimigos. Eu conheço pessoas que podem explodir meia Nova Iorque se eu pedir.

–Então estavam certos... Você é mesmo perigosa. – cochichou

Mentira, tudo mentira. A única muçulmana que eu conhecia era um doce de pessoa, não explodiria nem um formigueiro. Mas, a ocasião faz o ladrão. Precisava convencê-la de que eu era perigosa.

Confirmei com a cabeça.

–Você precisa tomar vergonha nessa sua cara e fazer o que acha certo, não o que os ricos mandam. – isso era verdade – Tá mais do que claro que aqui se você não aceita ser um saco de pancada, vai para o saco. Todavia não tem que ser assim. Podemos salvar esse Clint e ferrar com esse povo. Se ele descobriu algo importante podemos entregar isso para o Talibã ou até mesmo para um grupo forte da Rússia. Você poderia chefiar isso. – eu dizia olhando nos olhos dela e eles brilhavam com a idéia da vingança – Eu sei que você só está aqui por obrigação. Você tem a chance de vingar seu povo pela injustiça que foi o fim da Guerra Fria e por todas as outras injustiças. Pode construir um mundo novo. E eu posso te ajudar é só eu viver para isso.

Ela finalmente abaixou o treco.

–Você é verdadeiramente uma manipuladora.

–Você não tem idéia. – concordei me segurando para não rir- Manipuladora?

–É como chamam as pessoas como você. – disse ela guardando a arma no bolso

Respirei super, hiper, mega, Power aliviada. Consegui enrolar ela. Pelo menos até Steve chegar. Claro que eu não vou explodir ninguém e muito menos criar um grupo terrorista, mas juro que saber que a SHIELD queria me matar só porque eu penso diferente me deixou com muita raiva. Gente, matar? Acho isso superhorrível uma atitude de gente ruim, sem escrúpulos. E pior ainda: matar um socialista é muita ditadura militar. Preciso sair desse país urgente. Steve vai surtar quando souber do que aconteceu.

–Preciso sair do país. – comentei – Por enquanto, para não haver perigo.

Ela concordou.

–é, mas não vá para o Brasil. Aquela coisa que você fez com o governador... Deixou muita gente querendo sua cabeça. Algumas autoridades brasileiras estão sabendo do que vim fazer aqui. Se você for pra lá vão te matar.

Escancarei a boca, perplexa.

–Eu não posso voltar para o meu próprio país? – quase gritei

–Não por enquanto. E você ainda tem que dar um jeito de sumir sem o Capitão perceber. – alertou

–Não é preciso, ele vai nos ajudar.

–O Capitão América ajudar a destruir a América? Duvido. – disse ela divertida

–Não duvide das minhas habilidades com as palavras, posso enganar até mesmo você. – desafiei

Ela negou.

–A mim você não engana. – retrucou sorrindo – Sua carinha de boa moça não me enganou. Sempre soube que você era letal.

Dei um sorriso amarelo.

Coitadinha, pensei. A campainha tocou. Natasha arregalou os olhos.

–Vou me esconder. Pelo horário ainda não é o Steve. – sussurrou – Seja lá quem for despache logo para podermos fugir. A SHIELD tem que achar que você está morta.

Confirmei com a cabeça e me direcionei á porta. Infelizmente não era mesmo Steve.

Era o carteiro.

–Encomenda para o Senhor Rogers, pode chamá-lo. – disse o senhorzinho de uns sessenta anos muito do gente fina.

–Ah infelizmente ele não está, mas posso receber? – perguntei simpática

Ele sorriu.

–Sim, claro. Assine aqui! –ele me entregou a prancheta.

Depois disso tudo ocorreu muito rápido. Lembro-me de um barulho ensurdecedor e do cheiro de pólvora. Logo em seguida o sangue do carteiro respingava em meu rosto. A massa encefálica formou uma pintura da parede. O homem havia sido baleado na nuca. Minha vista ficou toda embaçada devido ao sangue respingado nos meus olhos e ao mal-estar ao ver o homem tombar aos meus pés. Levei alguns minutos até identificar o autor do crime bárbaro e sem motivo aparente.

Não era Natasha. Esta agora surgia atrás de mim atraída pelo barulho e pelo meu grito. A autora era... Era a Sharon. Sim, aquela moça bonita e simpática que namorava o Steve. Aquela mesma mulher acabou de matar um carteiro na minha frente.

–Ah você está aí né sua vagabunda. – rosnou ela, chutando a cabeça do pobre homem caído e vindo ao meu encontro.

Corri gritando para dentro do apartamento. Ela me seguiu. Seus olhos que outrora só demonstravam doçura agora carregavam um brilho perverso e doentio.

–Atrás do sofá, Isadora! – exclamou Natasha

Graças a Deus que agora ela é minha amiga! Isto é, até ela descobrir que eu menti descaradamente e que não passo de uma universitária sem tapas na língua que conseguiu irritar o presidente dos Estados Unidos.

–Vai defender essa puta? – gritou Sharon exibindo a arma gigantesca para Natasha. Encolhi-me atrás do sofá em posição fetal. Espero que a puta (ô palavrinha feia!) em questão não seja eu.

Fechei os olhos de pavor. Agora não era só uma assassina profissional. Eram duas.

E eu nem sabia o por que...

– O que está fazendo aqui? – rosnou Natasha bolada – Saia daqui enquanto eu ainda permito? Esta missão é minha.

–Sua o caralho! –rezingou de volta – Essa imbecil me humilhou e na minha terra a honra é lavada com sangue. O sangue dela vai rolar.

Ouvi o som bisonho da gargalhada da russa.

–Honra? E você lá tem honra, Carter? – zombou – Vai pastar longe daqui. Está é com o orgulho ferido pelo Rogers ter preferido ela.

Não agüentei, gritei:

–ELE NÃO ME PREFERIU SHARON! SOMOS AMIGOS! A-MI-GOS!!! PARA COM ISSO, OLHA SÓ O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO...

–CALA A BOCA! – a voz dela era muito raivosa. Encolhi-me de medo. – SUA CADELA EU VOU ACABAR COM VOCÊ! EU VOU FAZER VOCÊ SOFRER ANTES! SOFRER COMO EU SOFRI! E AINDA VOU DESTRUIR A ECONOMIA DAQUELE PUTEIRO QUE VOCÊ CHAMA DE PAÍS.

Aaaaaaaaaaaaaah... Não prestou. Outro ataque de adrenalina, como aquele que me fez gritar com a ruiva, veio sobre mim. Falar de mim, tudo bem. Matar um carteiro, ok é assustador, mas tudo bem. Agora chamar minha pátria amada de abrigo de quengas (me recuso a repetir o termo horrendo que ela usou!)?

Levantei-me. A expressão do rosto de raiva, muita raiva.

–Escuta aqui sua mocréia, vigia os termos que você usa para se referir ao meu país tá ouvindo? – anunciei

Sharon gritou. Mas, não é um grito normal. É um grito...patológico. Desesperador. O grito era tão perturbador que os visinhos, que antes se escondiam devido ao tiro, agora apareciam no corredor enfrente nossa porta. Todos perplexos.

Sharon virou-se para a porta e atirou simultaneamente em um homem que tentava tirar o corpo do carteiro do chão. Eu também gritei de pânico e me encolhi atrás do sofá novamente. Dessa vez não ouvi mais as vozes das assassinas, apenas tiros. Muitos, muitos tiors. Tiros entre elas e tiros na minha direção. Em poucos minutos o sofá tornara-se uma peneira e penas das almofadas voavam para todo o canto. Sharon estava completamente maluca. Doida, pirada, doente.

Arrastei-me em meio ao tiroteio tentando ir para o quarto de Steve onde estava o telefone fixo. E eu estava quase conseguindo atravessar a sala quando cambaleio e caio no chão. Sharon vinha em minha direção com um sorriso enfermiço, as mãos sujas de sangue. Meu pé direito doía horrores, só então percebi que ele havia sido atingido.

Meu fim estava chegando a medida que Carter se aproximava. Natasha estava enrolada em seu próprio veneno de Viúva Negra. Aquela coisa que dá choque... Ela gemia e não conseguia se desvencilhar daqueles fios que davam choque. Eu não tinha mais lágrimas para chorar nem voz para pedir socorro.

Ela se debruçou ao meu lado, agora com um punhal na mão.

O sorriso macabro permanecia ali. Meus olhos estavam arregalados de pânico. Não conseguia ficar de pé e ela me imprensou contra o chão, dando me um violento tapa na cara.

Gemi mais alto, o grito não saindo tão alto quanto eu desejava.

–Po-por fa-favor! – implorei rangendo os dentes- Pa-Para com isso. Por que você está...

–Cala a boca! Cala a boca! Ca-la a bo-ca! – ela repetia em uma sincronia aterrorizante

Ela levantou o punhal contra mim. Tentei me levantar, mas ela deu uma coronhada descontroladamente forte deixando-me zonza.

–Ele gosta... Ele- Ele gosta do seu rosto né? Prefere o seu ao meu. – disse ela repetindo ás vezes às sílabas iniciais de nervoso – Vamos ver se ele vai preferir depois disso...

Eu praticamente uivei. Dessa vez a dor me deu forças para gritar. A dor de sentir o canto esquerdo da minha testa sendo aberto com o punhal, como se fizesse uma tatuagem.

Natasha havia conseguido se soltar, mas estava jogada no chão quase inconsciente. O braço direito de Sharon sangrava, mas ela parecia não se importar.

–Vou contornar seu rosto tooodo! – exclamou ela rindo e descendo o punhal para minhas sobrancelhas.

O sangue descia quente e em quantidade assombrosa sobre meu rosto. Entreguei-me, aquela psicopata iria me matar, não tinha jeito. Não satisfeita, Sharon Carter, aquela que tanto admirei, ainda fechou sua mão direita sobre minha garganta. Comece a ver estrelas, tudo embaçado e o ar sumindo cada vez mais. A última coisa que vi foi o punhal sendo levantado em direção aos meus olhos e o sorriso da loira.

Não vi mais nada.

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#Steve

Meu prédio estava cercado por curiosos.

Mancando me aproximei de uma senhora que conhecia de vista, era do apartamento ao lado do meu.

– Sra. Duncan? Aconteceu alguma coisa? – perguntei nervoso

Ela arregalou os olhos ao ver o estado deprimente que eu estava.

–Sim, o seu apartamento. Tiros foram ouvidos fugimos todos para o térreo, já chamamos a polícia, mas até agora nada. Tem duas pessoas mortas lá dentro. – disse ela aflita

Tem duas pessoas mortas lá dentro! Tem duas pessoas mortas lá dentro! Tem duas pessoas mortas lá dentro! Aquela frase martelava em minha cabeça enquanto eu subia as escadas. Isadora, Isadora! Ela tinha que estar viva. Sentia meus olhos arderem só com a idéia de não encontrar aquele sorriso caloroso quando entrasse no apartamento.

A porta antes branca, agora possuía uma grande mancha vermelha. Um homem com uniforme do correio jazia ao lado de outro morador do prédio. Entrei na sala. Arma e escudos devidamente posicionados, causando um desconforto na clavícula atingida por Stark.

A agente Romanoff surrava uma mulher, a quem só podia ver os pés. Só podia ser Isadora. Soltei um grunhido cavernoso jogando a russa, violentamente, para o outro lado da sala. Aproximei-me mais da mulher surrada.

Balancei a cabeça em negativa freneticamente. Aquela não era Isadora, era Sharon. Chequei os pulsos, ela estava viva, porem inconsciente.

–ISA? ISADORA?ISADORA? – chamei desesperadamente – ONDE ELA ESTÁ NATASHA?

Ela se pôs de pé e apontou o corredor. E ali ela estava. A minha linda e doce Isadora, desacordada, com o rosto mergulhado em sangue.

Peguei-a no colo e a abracei como se fosse um bebê.

–Isa fala comigo? – sussurrei vendo uma lágrima cair sobre seu rosto manchado de vermelho – Por favor, eu te-te amo tanto. Não vai dar para continuar sem você, por favor, acorda. Não faz isso comigo. – desabei em lágrimas acariciando o rosto inerte daquela que sem dúvidas era o amor da minha vida.

–Pegue só o ne- necessário e fuja daqui, Capitão. – a voz debilitada daquela desgraçada que fez isso com Isa pode ser ouvida – Eles querem matar ela. E possivelmente você também.

Coloquei Isa delicadamente no sofá. Ela continuava inerte. Peguei a arma apontei para Natasha.

–Eu vou te matar.

– Não fui eu, foi ela. – apontou Sharon – A Isadora está viva, muito, muito mal, mas viva. Eu salvei a vida dela. -alegou

Soltei uma gargalhada falta destravando a arma.

– Quer que eu acredite que a Sharon tentou matar a Isa? – questionei incrédulo

Ela confirmou com a cabeça.

– Aquela vaca lira quase nos matou, acredite em mim. – implorou – Eu vim para matar a sua amiga, mas ela me convenceu do contrário. Foi quando essa descontrolada apareceu, matou aqueles homens e aconteceu isso.

–Você está mentindo! – rugi – Está com medo de morrer, com medo deu te matar. A Sharon adorava a Isa, jamais faria isso.

Ela riu.

–Adorava? Faça o que eu disse Capitão, pegue uma muda de roupas para você e Isadora e fuja para bem longe. Pergunte a ela, quando acordar, quem foi que fez isso tudo.

Abaixei a arma. Havia uma remota chance de ser verdade.

Concordei e assim fiz. Peguei aquele papel com o endereço que Sam, o cara do bar, havia me dado para eventuais emergências com a SHIELD. Aquilo ficava no Harlem.

Levei 20 minutos arrumando as coisas para nossa fuga. Estava quase pronto quando me recordei que seria bom levar algum edredom. Fui para o terraço para pegá-lo e tive a única boa surpresa do meu dia.

–Então este era o presente? – perguntei extasiado com o lindo jardim que Isa havia construído para mim – Como eu posso não amar esta garota?

Sorri mais apaixonado do que nunca. Infelizmente não poderia explorar meu jardim tão cedo.

No andar de baixo, Isa permanecia imóvel assim como Sharon.

Peguei Isa no colo e coloquei a mochila nas costas.

–Onde você pensa que vai? – perguntei não muito educado, ao perceber que Natasha me seguia

–Fugir com vocês, ora. – deu de ombros – A SHIELD vai acabar comigo se descobrir que eu não matei essa garota. E eu já disse que não fui EU QUE FIZ ISSO TUDO.

–Ah claro, foi à descompensada da Sharon. – ironizei

–Exatamente. – concordou ainda me acompanhando

– Tudo bem, você pode ir.

–É obvio que eu posso ir. – enfatizou – E você tem carro?

Fiz uma careta ao lembrar disso.

–Não, moto.

–Ah e você pretende fugir com ela nesse estado numa moto? – resmungou

Dei um longo suspiro.

–Tem alguma idéia?

– O carro da vagabunda está nos fundos do prédio. Vamos pela escada de incêndio para não atrair mais atenção ainda, eu arranco a placa do carro, destruo o GPS e vamos embora nele. Mas, temos que trocar de carro o mais rápido possível.

–Mas, e a Sharon? Não posso deixá-la sozinha daquele jeito. – me preocupei

– A Sharon que se foda! – praguejou – Dá pra acreditar em mim ao menos uma vez? Foi aquela idiota que fez isso com sua preciosa Isadora, cacete! – se exasperou

Rolei os olhos. Só terei certeza do que realmente aconteceu quando Isa acordar. Como seguro morreu de velho, peguei todas as armas de Natasha e algemeis suas mãos assim que entramos no carro.

– Para onde você vai? – perguntou ela, rabugenta

–Já trabalhou com tal de Agente Wilson? – perguntei tamborilando os dedos no volante e espiando Isa dormir no banco de trás.

Natasha arregalou os olhos.

–Você o conhece? – se surpreendeu

– A pergunta é se você conhece.

–Sim.

–Ele é confiável?

–Nas atuais circunstancias, sim.

– Como assim “nas atuais circunstâncias”? – repeti irritado já arrancando com o carro

– Ele vai nos ajudar, já trabalhou comigo antes de ser expulso por não saber, hum, lidar com a corrupção.

–Então é um homem honesto?

Ela concordou. E com esta resposta, partimos para o Harlem.

Notas finais
Dia dificil para Isadora em gente? E essa doida varrida da Sharon? Será que esse Sam é legal mesmo? Conseguirão fugir do país? Clint ainda vive? E Steve e Isadora? Rola ou não rola? hahahaha Para saber é só comentar, opinar, favoritar, recomendar tudo com "ar" kkkkkkk Boa noite pro cês!!! Para um capítulo amanhã, só depende de vocês!! bjussssss