Ainda É Cedo

21 Mais Ferrados do Que Nunca


Notas iniciais
Gente que dificuldade para postar um capítulo. Acreditem já é a terceira vez que escrevo essa bendita nota inicial. Ah e podem me odiar! Odeiem Clarissa, pq Clarissa se odeia!kkkkkkkkkkkkk Não postei na terça como prometi porque simplesmente perdi o pen drive sabe-se Deus onde. E aí passei a vida tentando digitar nesse computador idiota desse hotel idiota. #estresse E adivinhem? Ele desliga do nada. Por isso vou escrever logo antes que dê ruim kkkkkkk Bjss

A vida de Nick Fury nunca foi fácil. Ter o peso da segurança nacional nas costas não é para qualquer um, mas o grande Fury conseguiu dar conta por anos. Até mesmo quando o mundo foi invadido por criaturas supostamente alienígenas o homem conseguiu se manter sóbrio. Todavia os dias após a reunião sobre a lei de registro conseguiram deixá-lo ainda mais careca.

E o motivo de tanto estresse em grande parte devia-se ao surto da agente sentada a sua frente.

–Agente 13, a senhora desobedeceu minhas ordens. – esboçou ele com as pernas cruzadas e fazendo o possível para manter um tom de voz calmo – A senhora não compareceu a reunião, se infiltrou em uma missão que não era sua e ainda assassinou dois civis. E após isso tudo eu ainda deixei você liderar a caçada aos foragi...

–Eu sei diretor, mas...

–EU AINDA NÃO TERMINEI! – exclamou ele com um tom severo – Eu ainda não terminei de falar, Sharon. Depois deu ter deixado você liderar a tropa a senhorita ainda eliminou mais três civis e a operação que deveria ser discreta está estampada em todos os jornais.

Sharon engoliu em seco antes de dizer:

–Me perdoe senhor, foi um erro de percurso.

Um erro? Um? – evidenciou o chefe um tanto quanto chocado

Ela confirmou com a cabeça.

–Sim, um erro. O meu erro foi confundir vida pessoal com trabalho. – esclareceu – Isso não se repetirá senhor. Peço que me mantenha neste caso.

Fury cruzou os braços, indeciso.

– E como saberei que não cometerá o mesmo erro novamente?

–E-Eu dou a minha palavra e tenho um histórico muito bom na agencia, senhor. – implorou ela – Essa foi à única missão que falhei.

–Eu sei disso. – concordou Nick. Não tinha como negar, ela era boa.

–Então vai me manter no caso? – se esperançou a loira

O poderoso apenas ergueu uma sobrancelha.

–Se eu manter, qual seria seu plano?

Sharon sorriu de canto.

–Continuar o que comecei. Apesar de ter extrapolado e matado alguns civis a culpa caiu sobre ela, a Isadora. – comentou – E apesar de nossas diferenças uma coisa o senhor deve concordar comigo: Foi essa brasileira que começou tudo isso.

No mural da sala havia fotos dos mais procurados do mês. E no mês de julho quem o estampava era a brasileira comunista, a russa vira-casaca e o americano que anteriormente era o mais amado do país.

– Não há como negar. – concordou o homem suspirando longamente – Essa mulher é como um câncer... Vem devagarzinho como quem não quer nada e quando se percebe já tomou conta de todo o seu cérebro. Esse povinho comunista nojento. – concluiu ele com a voz carregada de nojo e raiva

Carter soltou uma gargalhada sendo acompanhada pelo diretor da SHIELD.

–Não é de hoje que essa gente causa problemas. São sempre esses universitários esquerdistas ou essa gente que abraça arvore. – resmungou ainda rindo – Ah e aquele rapaz... O Wilson... Ele também está com eles.

Fury rolou os olhos com certo cansaço.

–Outro tolo! – exclamou enraivecido – Aquele garoto tinha um futuro enorme na SHIELD e largou tudo por pura...

–Puritanice? – completou a loira ironicamente. Nick concordou dando uma risada

–Se lembra de como foi? – inquiriu ele de forma debochada – De todo aquele draminha e quando ele resolveu entregar o esquema das armas para o FBI?

Sharon não resistiu a uma gargalhada alta.

–Aquilo foi cômico! A cara dele de tacho quando descobriu que a polícia federal também recebia um hambúrguer.

Hambúrguer. Assim era chamado o dinheiro que tiravam por fora. O dinheiro do hambúrguer.

– Ele foi tão dramático quanto aqueles malditos xicanos. – tagarelou ele com a voz repleta de xenofobia – Precisou de uma liçãozinha para colocar-se no seu lugar. Onde já se viu tanto estardalhaço por um simples hambúrguer.

Ela concordou.

–E nem era tanto assim, era? – tentou se lembrar com o cenho franzido

–Ah foi coisa besta talvez umas três milhas... Com armas é difícil lucrar. – respondeu ele

Ela suspirou lembrando-se com melancolia do momento em que ordenou Tyler Johnson a dar a tal liçãozinha em Sam. A liçãozinha, como gostava de chamar, era a execução dos pais idosos do ex-agente da instituição. Foi mais ou menos neste período, á três anos, que Sam Wilson tornou-se “Snap”, o assaltante do Harlem.

É ele não lidou muito bem com a situação. Jurou vingança a SHIELD, mas nunca pode fazer nada. A justiça não é justa em grandes sociedades.

O caso dos pais de Sam nunca foi solucionado por falta de provas. O assassino nunca foi encontrado, mas Snap sabia que era uma ordem vinda de cima. Revoltado com o governo e a corrupção, resolveu que ajudaria os pobres nem que para isso devesse viver a margem da lei. E foi o que fez. Tornou-se um grande assaltante e com o fruto de seus assaltos auxiliava famílias sem eira nem beira. Robbin Wood? Não. Talvez apenas um homem desesperada em busca de dignidade para todas as famílias americanas.

–Interessante é o “Senhor Honestidade” ter se tornado um ladrão. – debochou Sharon

Fury gargalhou.

–Mais uma prova de que gente honesta não existe. – completou ele

–Agora que gente trouxa existe...

–Ah e o que seria de nós se os trouxas não existissem?- interrompeu-a com ar de ironia

A loira concordou com a cabeça.

–Verdade, Fury, verdade! Esses bobocas são nossos hospedeiros. – analisou

–Mais três anos e aposto que o bobão do Rogers se alia ao Talibã. – brincou o chefe

Sharon ficou séria balançando a cabeça em negativa freneticamente.

–Não. Ele não. Meu Steve voltará a ser o que é. – disse convicta – É só aquela piranha de estrada sumir.

–Carter essa missão não será sua. – decretou Fury encerrando as brincadeiras – Você e Tarleton podem continuar com seus homens na busca de Romanoff, mas...

–Ela está com eles! – grunhiu Agente 13 – Foi aquela bruaca russa que jogou a granada em nós e matou sete de nossos homens.

Nick bufou injuriado.

–Tudo bem, então pode ir atrás deles. Mas, que fique claro que quero todos vivos. Todos. – enfatizou — Você está encarregada de encarcerá-los, mas exijo todos eles vivos. Inclusive o bostinha do Wilson. Já está mais do que na hora desse neguinho entender que quem manda aqui somos nós. Ficou claro?

Ela não pode resistir á um sorriso de satisfação.

–Sim, senhor. – concordou – Agora se o senhor me permitir tenho uma armadilha para separá-los. Juntos eles são demasiado perigosos. Se separados tornam-se presas fáceis.

–Separar para conquistar. –resumiu o diretor – Sou todo ouvidos, diga-me sua idéia.

Carter liberou um sorriso perverso.

–Eles estão por aí fugidos e temos duas viaturas do FBI na cola. – narrou a situação – Mas, e se a Isadora precisasse urgentemente voltar ao Brasil? Não sabemos o plano deles, mas seja lá qual for isso os atrasaria. Sem contar que temos amigos no Brasil que facilmente a pegaria no aeroporto.

O líder da SHIELD juntou as mãos sobre a mesa, interessando-se pelo plano da loira.

–E o que faria essa moça largar os amigos e voltar para casa?

–Sei lá, acho que a mocinha boazinha do subúrbio viria ao enterro do pai. – zombou ela fingindo uma cara de pena para depois cair na gargalhada junto com Fury.

–Você é perigosa, Sharon. – afirmou ele rindo – Muito perigosa.

Ela deu de ombros.

–Você também. – retrucou

–Realmente você é a melhor agente que temos aqui. – analisou – Faça o que disse, mas mantenha a vaquinha viva.

Sharon se levantou sorridente apertando a mão do homem.

–Obrigada, senhor, pelo voto de confiança. – agradeceu – Não o decepcionarei.

A loira estava certa, Fury tinha certeza disso. Uma assassina russa em busca do amigo, um ex-herói nacional decepcionado com a nação, um ex-agente lascivo, determinado e justiceiro juntamente de uma ex-presa política brasileira com fortes tendências socialistas, juntos, causariam o Katrina. Certo que as propagandas na mídia que Stark e Rodhes estavam realizando com o presidente em prol da lei e contra Rogers estava obtendo os resultados esperados. A sociedade americana estava cada vez mais convicta de que o Capitão América era um grande traidor. Todavia, ainda existiam revoltosos e conspiracionistas que acreditavam que tudo isso era uma grande cilada para o ídolo nacional. Era preciso algo mais para destruir definitivamente o crédito do Capitão com o povo.

E Isadora seria a chave para o fim do Capitão América.

E lá foi Sharon, contente, botar a ideia em prática.

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Tinham pegado um atalho por uma estradinha de chão.

O carro chacoalhava a mais de três horas e tudo que Natasha via era mato. Mato, vacas e as constantes brigas de Steve e Isadora. A última teve um tema muito “normal”... Matas. Ela queria que desmatassem o máximo que pudesse e que no lugar fossem construídos hospitais, escolas e moradias dignas. Ele queria a criação de muito mais reservas florestais. E Natasha queria era matar os dois.

Se não bastasse a implicância aguda que estavam o casal do banco da frente, a ruiva ainda tinha que aturar a rasgação de seda do casal que dirigia o utilitário. Era “te amo” pra cá, “te adoro” pra lá, e parecia que só a russa se importava em chegar logo em Alvorada.

Sobre todas essas coisas que tornavam a viagem de Romanoff um pesadelo existia o quesito mentira. Mentira aguda. A russa sabia que a tripulação do Cadillac queria salvar Clint. Isso ela tinha certeza, caso contrário já teriam tentado matá-la. Sabia também que estavam bolando um plano contra o governo dos Estados Unidos da América. Isso estava bem claro já que a televisão do automóvel só mostrava Steve como traidor, Isadora como a responsável pelos assassinatos que ocorreram no apartamento do amigo e Sam como o cúmplice disso tudo. Pois é, eles estavam realmente encrencados com o mundo.

Mas, será a ponto de embarcar em um ataque terrorista? Natasha estava desconfiadíssima. Rogers não parece zangado a ponto de destruir o próprio país. E Wilson que fazia tanta pose de “machão”, “ladrão” e “bonzão”, não passava de um sujeito bom, honesto e revoltado. Tinha caroço naquele angu. Ah tinha! Porem, o que Natasha podia fazer no momento? Matar todo mundo ali? Rodar a baiana e exigir a verdade?

Se fizesse uma dessas coisas só uma pessoa seria prejudicada. Barton! Ela não podia fazer isso com o amigo. Portanto, resolveu fingir que acreditava e deixar para rodar a baiana quando Clint estivesse são e salvo.

–Já estamos no Texas? – perguntou Isa com a voz exausta.

–Qual a parte do “chegamos em 41 horas se não pararmos para nada” você está com dificuldade de entender? – resmungou Steve ao seu lado, sendo o mais rude possível.

A menina esboçou uma careta de revolta.

–Grosso!

–Inconveniente! – revidou

–Ogro!

–Chata!

–CALEM A BOCA! – gritou um coral de vozes insatisfeitas silenciando o casal revolt’s.

E passaram-se mais três horas. Já escurecia e todos ali dentro morriam de fome e cansaço.

–Sam você precisa descansar. Pare o carro que eu dirijo. – disse Steve ao perceber que o amigo mal mantinha os olhos abertos,

O motorista parou o carro imediatamente lançando todos contra os bancos, devido à freada.

Steve assumiu o volante. Seguiram a viagem em silencio (finalmente!) por mais duas ou três horas até Dominika reclamar de fome.

– Gente se eu não comer nada vou desmaiar! – exclamou a latina – Não como nada á doze horas!

–Ninguém aqui come nada há doze horas, Dominika! – se revoltou Natasha no banco dos fundos – E NÃO vamos parar para comer. Estamos em uma luta contra o tempo.

–Eu sei Natasha, mas se não nos alimentarmos não vamos viver para salvar ninguém. – afirmou Isa – E precisamos parar para dormir também.

Isa mal terminara de falar e o carro parou no meio da estradinha.

– Por que você parou? – questionou Dominika

Steve tentou desesperadamente ligar o carro. Nada. Debruçou-se no volante inconsolável.

– O que houve? – disseram as meninas em coro

Sam despertou meio sonolento.

–O carro atolou. – informou ele

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#Steve

–Não brinca cara, não brinca! – vociferou Sam com a voz sonolenta – Estamos no meio do nada, cara. Essa estradinha é por dentro de fazendas! – se desesperou – A gente vai morrer aqui. NINGUÉM PASSA AQUI!

Permaneci com o pedal pressionado, empurrando forte com a perna para a coisa seguir em frente, como se a raiva e a força pudessem fazer o carro ir em frente. O Escarlade continuou derrapando de lado e em poucos minutos tudo o que ele fazia era girar as quatro rodas e esguichar lama na escuridão atrás de nós, iluminada pela lua.

Continuei em silencio, como sempre faço em situações desesperadoras como essa.

–MAS QUE MEEEEEEEEEERDA! PORRA, CARALHO, VAI TOMAR NO CÚ! – se enraiveceu Romanoff socando o banco a sua frente – ACELERA STEVE!

–Não vai adiantar. – respondi em um tom baixo tirando o pé do acelerador

Olhei pela janela e as rodas estavam quase todas cobertas de lama.

Isadora soltou um choramingo. Sam e Natasha praguejavam sem parar.

–A gente vai ter que empurrar. – afirmei descendo do carro e afundando na lama também – Isa pega o volante. –Quando eu mandar, você senta o pé. Sam vem comigo.

Isa prontamente pulou para o banco do motorista. Dominika começou a chorar e a russa ainda estava tendo um surto de raiva socando os bancos e as janelas blindadas.

–Puta merda! – murmurou Sam ao ver o estado do carro.

Os pneus traseiros afundaram uns 20 centímetros naquela lama barrenta e espessa. Os painéis traseiros estavam totalmente sujos. As rodas da frente não estavam em melhor situação. Coloquei as mãos na caçamba do utilitário, que balança com o ataque de fúria de Natasha, enquanto Sam foi para o outro lado tentando ficar o mais distante possível para ter algum apoio na lama.

Estávamos muito ferrados. Pegamos essa estradinha pelo fato das grandes rodovias estarem cercadas por policiais. Mas, por essa não esperávamos. Um trator atolado no meio do nada na mais profunda escuridão. Se esse carro não andar... Não quero nem pensar nisso.

–Isa pode ligar! – gritei, empurrando com toda a força.

O motor roncou.

As rodas fazem um estrondo e cospem jatos de lamas para todos os lados, nos ensopando. Continuamos empurrando com toda a força do mundo, inutilmente. Sam estava fraco por não comer e passar tantas horas dirigindo. Continuei empurrando. Nada,

–LIGA DE NOVO ISA! – grunhi jogando todo o meu peso naquele empurrão.

As quatro rodas giraram e afundaram ainda mais. A minha força está afundando o carro mais ainda.

Isa ligou o carro mais uma vez. Soltei um grito de frustração empurrando mais uma vez o automóvel. Sam recebeu uma enorme borrifada de lama na cara.

–PORRA, STEVE! – reclamou

–Desculpa! – exclamei empurrando de novo

As rodas sumiram no meio da lama. Todo nosso esforço só serviu para nos afundar completamente.

As meninas saíram do carro. Sentei na lama, arrasado.

Isadora ergueu sua mão para que eu levantasse.

–A gente precisa sair daqui. – disse ela com sua habitual doçura – Vamos a pé. Encontraremos outro carro.

Aceitei sua mão e levantei.

–ENCONTRAREMOS OUTRO CARRO? – gritou Sam neurótico – Querida isso aqui não é The Walking Dead não, sabia? Não tem carros abandonados por aí, não.

–A gente rouba! – exclamou Romanoff encostada

–Quê? – grunhi junto de Isa – Não somos assaltantes.

–Vocês não, mas eu sou. – afirmou Sam

–Eu também. – Natasha se posicionou ao lado de Sam

Dominika chorava compulsivamente encostada no peito de Sam.

–Nosotros vamos morrer! — exclamou amargurada – Se ficarmos aqui vão nos achar logo.

–É por isso que não vamos ficar aqui. – consolou-a Isa – Não chora Dominika, isso não vai ajudar em nada. Vamos arrumar um lugar para dormir. Já são oito da noite. – disse determinada olhando no relógio.

Natasha soltou uma gargalhada irônica.

–Ah e posso saber onde a senhorita pretende ficar? Seria o Copacabana Palace? – ironizou

Isa rolou os olhos.

–Naquela casinha ali. – apontou um barraquinho no meio das vacas á uns quinhentos metros de distancia.

Olhei para ela incrédulo.

–Está maluca? Essa casa deve ser de alguém! Alguém mora lá, Isadora. – alertei

–Meu pai costumava me levar para fazendas em Minas quando eu era criança. – contou – E se tem uma coisa que eu sei sobre fazendas é que essas casinhas são para emergências. Ninguém mora nelas.

–Mas aqui não é Minas, é Indiana. – retruquei cabreiro – E se tiver gente lá?

–Só vamos saber disso se formos até lá. – respondeu olhando em meus olhos – Já passamos em frente a sede dessa fazenda. Fica a uns vinte quilômetros daqui, ou seja, ninguém vai nos achar. A não ser que tenha uma idéia melhor, Capitão.

Eu não tinha idéia nenhuma. Ninguém se manifestou contra. Bufei.

–Tudo bem, peguem só o essencial e vamos para lá. – decretei

Isa sorriu vitoriosa antes de debochadamente bater continência para mim.

Sam abriu o porta-malas e revelou a nós algo que não tínhamos consciência de estar carregando. Um arsenal.

–Caraca! – diz uma Isa embasbacada – É muita, muita arma.

E realmente era. Umas duas ou três malas grandes repletas de todo o tipo de arma e munição.

–Não podemos levar isso tudo. –analisei – Não sabemos o quanto teremos que andar e nem quando vamos achar outro carro. Façam uma mochila com o mínimo de roupas possível e cada um escolha uma arma e faca.

–Ah então vou poder ter minhas armas de volta? – quis saber Romanoff

–Sim, mas saiba que estamos de olho em você. – alertei

–Vem cá por que você está mandando na gente? – se revoltou Isa com as mãos na cintura – “Façam isso” “peguem aquilo” – imitou-me – Quando foi que você foi eleito o líder do grupo?

–E isso aqui é um grupo? – perguntei de volta – Se quiser pode dar as ordens, general.

Ela fitou-me ameaçadoramente. Sorri. Ela ficava uma gracinha brava.

–Pode dar as ordens você. Não conheço essas terras. – deixou séria, indo fazer sua mala

–Obrigado! – agradeci com certo sarcasmo

Com as mochilas prontas era hora de escolher as armas. Escolhi uma espingarda Winchester.22 e dois rifles pequenos mas de grande calibre juntamente de um canivete. Tentei ajudar Isa a escolher a arma, mas ela me repeliu. E adivinha? Estávamos todos prontos e ela ainda estava indecisa, olhando o armamento.

–ANDA LOGO BRASILEIRA! – berrou a ruiva furiosa andando de um lado para o outro

Isa observava o arsenal como se fossem roupas em uma loja.

–Quer ajuda? – sussurrei em seu ouvido

–Não obrigada.

–É que você está demorando muito. Daqui a pouco vão nos achar aqui.

Ela deu um longo suspiro.

–Eu só... Só não gosto da idéia de andar com armas. – confessou – Sei lá, me sinto uma marginal. Não sei se quero uma arma. Precisa mesmo?

E então eu a abracei. Não sei por que fiz isso. Na verdade sei,mas não entendo. Só não resisti àquela carinha de preocupação, só não agüentava mais tanta discussão sem fundamentos.

–façamos o seguinte eu fico com suas armas e te entrego caso precise, ok? – sugeri

Isa concordou se afastando de mim.

–Vamos fazer as pazes? – perguntou sorrindo

–Ah não sei... Deixa-meeu pensar. – fingi e ela socou meu braço – Claro que sim, sua doida.

–Eu não sou doida. – se defendeu ainda rindo – Agora vamos que ficamos para trás.

Andamos rápido até alcançarmos o pessoal que subia a colina.

–Donde acharemos alimentos? – perguntou Dominika a ninguém em especial

–Essas árvores são frutíferas? – quis saber a de cabelos castanhos ao meu lado

Neguei com a cabeça.

–Não... Quer dizer, vi uns limoeiros, mas não acho que seja bom chupas limões.

–Nós precisamos seguir enfrente o mais rápido possível. – determinou Natasha – Sam vamos deixar essas coisas no casebre e sair em busca de um carro, tudo bem?

Sam concordou.

Isa e eu congelamos no caminho. Olhei para ela de rabo de olho e pelo jeito também não estava feliz com essa idéia de assalto.

–Podemos comprar um carro amanhã. – falei alto para que eles ouvissem.

Dominika, Natasha e Sam pararam no meio do caminho olhando para nós.

–Eu acho uma boa idéia. – Isadora deu força

Sam riu.

–Comprar um carro? – perguntou estupefato – Espera aí quanto de dinheiro todos nós temos juntos?

Sentamos no gramado a metros da casinha para contar o dinheiro. Isa tinha setecentos dólares, Romanoff mil, eu tinha quatro mil e Sam e Dominika quinhentos. Somando tudo tínhamos exatos US$ 6.200,00 para percorrer exatos 1.962 km até Alvorado no Texas e de lá fugir para a Sibéria. E sabe-se lá se conseguiríamos mais dinheiro. Não tínhamos carro, comida e muito menos casa.

–É acho que não vai dar para um carro. – Dominika verbalizou o óbvio – Sem contar que não conseguiríamos comprar

Engoli em seco ficando de pé e em silencio seguindo para o casebre.

–Assaltar não é legal. – resmungou Isadora – Roubar de pobres sujeitos?

–Claro que não. Roubar de ricos sujeitos, ora. – respondeu Sam entre risos – esses ricos nojentos têm cinco, seis carros em cada estado. Sem contar que 99% são uns mafiosos filhos de uma puta. Merecem ser assaltados.

–E acho bom que façamos isso enquanto é noite. – acrescentou Romanoff calibrando seu rifle – Anda entre logo nessa casa coloque as coisas e vamos resolver isso de uma vez. Permaneci cabreiro. Isa juntou as sobrancelhas, tensa.

–Os jornais já estão dizendo que somos ladrões, traidores e assassinos. Querem mesmo provar que somos? – dialogou ela – Acho que... Que podemos dar um jeito, sei lá, ir de ônibus.

–ônibus? – gargalhou a guatemalteca – Estas louca? Nossos rostos estão estampados nos maiores jornais do país. Vão nos reconhecer e seremos presos.

–A Isadora tá certa. Isso não é certo. Não me sinto confortável em roubar um carro. Não sou um ladrão. – me direcionei até eles – Vamos dar um jeito...

–AI CHEGA! – grunhiu a russa – Não tem porra de jeito nenhum. Até vocês darem um jeito o Clint já partiu dessa para melhor. Se vocês puritanos não querem roubar, ótimo, fiquem aí enquanto eu e Sam cuidamos disso.

–Não é questão de ser puritana, Natasha, a questão é que isso é desonesto e fora da lei. – se revoltou a brasileira peitando a de cabelo vermelho

–Ah e você não tá sabendo? VOCÊ É PROCURADA PELA JUSTIÇA MINHA FILHA! – gritou Sam – TODOS NÓS! Acabou esse negócio de lei.

Bufei nervoso.

–Tudo bem, tudo bem! Façam o que tiver que ser feito.

–STEVE! – reivindicou Isa – Não somos ladrões!

Olhei para os olhos perturbados que em encaravam com amor.

–Desculpa, Isa, mas se não fizermos isso o Barton vai morrer, você vai morrer... Todos nós vamos morrer. Olhe só para nós! – apontei o lugar que estávamos – Já era. Já era tudo, somos procurados. E vamos invadir uma residência. Não podemos nos importar com essas coisas, o Sam está certo. Ou são eles ou nós.

O semblante dela era de mais absoluta tristeza ao soltar um longo e torturante suspiro.

–Acho melhor vocês trocarem de roupa antes de ir. – informou apontando para nossas roupas sujas de barro.

******

Isadora estava certa ao dizer que o casebre estava vazio. Havia ali um pequeno fogão de lenha, uma mesinha de madeira com quatro cadeiras ,uma cama se colchão e muitas, muitas teias de aranha. Para passar a noite estava boa. Ou quase.

Sam e Natasha colocaram uma mascara sinistra de palhaço que trouxeram nas malas. Segundo eles era bom que ninguém soubesse quem eram os assaltantes ou a nossa barra com a sociedade ficaria mais suja ainda. Junto com a máscara Wilson trouxe também algumas perucas.

–Não acredito que trouxeram isso! – exclamou Isa rindo – Perucas? Máscaras?

–Sou profissional, lindinha! – brincou Sam – esse é o kit de emergência para qualquer procurado pela polícia.

Dominika pegou uma peruca loura comprida e colocou na cabeça.

–Você também vai? – perguntei

–Sam disse que tem um mercado a dez quilômetros daqui. Vou pegar algumas coisas para comermos. – disse ela

–Ah tudo bem, vou pegar o dinheiro...

–Que dinheiro, tá louco? – se desesperou o namorado dela – Esse dinheiro é para emergência. A Domi vai malocar uns biscoitos e sucos no mercado, né Domi?

Ela o beijou apaixonadamente. Isa e eu estávamos mais perplexos do que nunca. Onde fomos amarrar nossos burros!

–Vo-Você vai assaltar o mercado? – gaguejou a outra

–Si!

–Mas, você não era uma simples enfermeira? – continuou minha amiga – Para comprar uns biscoitos nos temos dinheiro, gente!

Domi gargalhou com o terror de Isadora.

–Na verdad sou técnica em enfermagem. – corrigiu bem humorada – E o que esperava da namorada de Snap? – brincou – Já fizemos loucuras por Nova Iorque,mas isso é assunto para outra hora.

Isa ainda estava chocada, mas concordou com a cabeça.

–Mas, sozinha? – perguntei depois de um tempo – Sam vai deixar ela ir sozinha? É perigoso, cara.

Ele soltou uma risada escandalosa.

–A Domi é terrível, meu chapa! Se bobear ela rouba até suas cuecas. Deixa-a ir sozinha. – disse ele rindo

As garotas foram ao lado de fora relembrar o plano dos assaltos. Ia atrás delas, mas Sam me segurou.

–Que foi?- estranhei

–Valoriza em? Valoriza! – disse ele malioso

–Como assim? – perguntei de cenho franzido tentando achar sentido naquela fala descabida

Ele gargalhou. Em seguida olhou para a porta onde Isa estava e em seguida para mim,erguendo uma sobrancelha.

– Tú é lerdo em irmão? – brigou – Anda valoriza esse tempo que vocês têm sozinhos.

–Quê? – me senti corar, sorte que estava escuro no casebre

–Isso mesmo, acaba logo com essa cú docisse! – sussurrou – Vamos ficar fora por pelo menos meia hora. Agora deixa de ser bocó e vai à luta.

–Mas, ela...

–Sem, mas! – retrucou – Apenas faça.

E lá foi ele com Romanoff e Dominika deixando-me mais perdido que cego em tiroteio juntamente de Isa.

Sentei-me do lado de fora da casa e Isa sentou-se ao meu lado. Gelei. Fiquei imóvel tentando não surtar. Eu me odeio. Me odeio muito! O que eu faço? Eu faço ou não faço?

Fazer o que? Não fazer o que?

–Acho que vem uma frente fria aí. – eu não acredito que comecei a falar do tempo.

–É... Tá esfriando. – analisou – Mas, sério que você tá falando comigo sobre o tempo?

Eu ri baixinho.

–Desculpe, só estou nervoso. – confessei cabisbaixo

–Nervoso? – se preocupou – Por causa do assalto?

Neguei com a cabeça, observando o rosto dela sob o luar.

–Então é pelo que? – quis saber

–Por você. – respondi de uma vez

Notas finais
ALELUIAAA!! Consegui postaaaaaaaaaaar aêêê!! #TodosComemoram E aí gente? Curtiram? Quem apoia trancar a CobraSharonCascavel (como diz Lady Blik) num quarto cheio de zumbis? kkkkkkkk Ela é muito vaca. A e uma enquete final sobre esse final. Como querem que continue: A- El fim da cú docisse B- Continue a cú docisse que tá bacana C- Deixe Deus/Clarissa decidir Aguardo respostas!! Mil beijos. Posto o mais rápido que puder