Ailie In Wonderland
1 Welcome, my princess
Notas iniciais
Vocês podem não acreditar – Mas eu vi.
Fantasias góticas por todos os lados. Era um lugar realmente incrível.
E também tinha um garoto maravilhoso, o qual me guiou nesse mundo de fantasias.
Eu sou Ailie, uma garota normal. Meu cabelo é loiro bem claro e meus olhos são azuis – mais claro que o céu.
Gosto muito de catedrais góticos. Peguei um livro na biblioteca que fala sobre eles, tem várias fotos bonitas.
Eu estava fazendo coroa de flores enquanto minha mãe lia um conto de fadas para mim, eu não estava prestando muita atenção.
– Ei, Ailie, preste mais atenção! – disse minha mãe.
– Ora, mamãe, você sabe que no mundo não precisamos saber tudo para vivermos. Basta comer, andar e dormir. – coloquei a coroa de flores no meu gato e levantei. – Esses contos podem ser bonitos, mas não tanto quanto o jardim.
Corri para aquele jardim cheio de flores e deitei nelas. Eu falava sozinha, como se estivesse feliz com tudo ao meu redor.
– Não precisamos de cultura para viver, não é mesmo? Culturas não são opiniões.
Me deitei de bruços e olhei para o céu azul.
– Aquela nuvem parece um catedral gótico! – apontei para a nuvem.
Sentei e vi um gato preto no meio das flores. Ele estava me encarando, isso me deixa bastante curiosa. Andei de quatro até ele e gritei:
– Buh!
– Não sou tão idiota aponto de me assustar com isso... – disse o gato.
– Ahh! – gritei assustada. – Você fala!
– Isso é bem óbvio. – disse o gato.
– E é mal educado... – eu disse.
O gato olhou para o relógio que fica no cordão de seu pescoço.
– Estou atrasado. – disse o gato.
– Onde você vai? – perguntei.
– Não lhe interessa. – respondeu o gato. – A rainha vai me dar uma enorme bronca se eu não chegar na hora.
– Quero ir com você. –eu disse.
– Ah, não enche o saco.
O gato saiu correndo, e eu, corri atrás. Ele entrou em um pequeno túnel.
– Acho que consigo entrar... – eu disse esperançosa.
Entrei de quatro no túnel.
– Gatinho, cadê você? – eu perguntava com o eco do túnel.
– Gati...
Quando fui colocar a mão direita no chão, não havia mais chão, e sim, um enorme buraco.
Eu caia no buraco gritando horrores. Os lados tinham parede, o papel da parede era relógios antigos, daqueles com números romanos.
Cai em uma sala gigante com uma grande porta. Eu abri a grande porta e havia outra porta (!), e quanto mais abria mais porta tinha, até que a última era a menor. Fui abrir e a maçaneta da porta gritou:
– Ei! Não vai bater na porta?!
– Você fala também! – gritei de felicidade.
– Ai, ai, grande coisa. – disse a maçaneta. – Se quiser entrar, pegue a chave que está em cima daquela mesa...
Virei e olhei para uma mesa gigante.
– Ali? – apontei.
– Sim. – respondeu a maçaneta.
– Impossível! – eu disse indignada.
– E então é aí que vem a solução para as ocasiões. – disse a maçaneta. – Ao seu lado tem dois tipos de biscoito, o salgado e o doce. Escolha um dos dois.
Peguei o biscoito doce e dei uma pequena mordida. Fui aumentando, aumentando, aumentando, virei uma giganta.
– Ei! O que é isso?! – gritei desesperada.
– Agora você pode pegar a chave, oras. – disse a maçaneta.
Deixei meu braço se levar até a mesa e peguei a tal chave.
– E agora? – perguntei.
Quando menos percebi, a caixa de biscoito salgado havia sumido.
– Ei! Agora não posso mais voltar ao normal! – eu disse.
– E qual o problema de ficar giganta desse jeito? – perguntou a maçaneta.
– Assim não posso voltar ao normal para passar na porta... – respondi aos choros.
– Ei, pare de chorar, sua lágrima é muito grande!
Minhas lágrimas eram tão grandes que fez a grande sala virar um grande rio.
O rio de lágrimas foi tão grande que a porta se abriu. Vi uma caixinha pequena com os biscoitos salgados, peguei dois biscoitos e comi, ficando pequena e nadando sobre aquele rio para fora da sala.
Me apoiei em uma madeira que passava e dormi, sem imaginar o que me esperaria.
Acordei em um jardim cheio de flores. Ao redor havia vários castelos.
Levantei um pouco surpresa, passei as mãos em meu cabelo longo e o olhei, ele estava preto.
– Acordou? – perguntou um voz baixa e rouca, mas ao mesmo tempo doce.
Virei e vi um garoto com cabelo longo e preto, a cor de sua pele era um cinza claro, difícil de explicar, era como se ele não tomasse sol faz anos, e, ele vestia roupas bem exóticas, e seus colares e suas pulseiras eram um vermelho bem escuro.
– Quem é você? – perguntei insegura.
– O gato. Me chamo Neil Nevin Wallace Sholto. – respondeu ele.
– Eu sou Ailie. – me apresentei para não dar uma de má educada. – Onde estamos?
– No país Wonderland. – respondeu ele.
– Por que estou aqui? – perguntei.
– Se você não tivesse me seguido igual idiota, não estaria aqui... – suspirou Neil. – Wonderland é um país escondido na Escócia, um país expulso por Deus.
– Por que esse país foi expulso por Deus? – perguntei, bastante curiosa.
– Como você é curiosa, que saco. Esse país é perfeito demais, basta olhar ao redor. Os outros são normais, pra aceitar o nosso país, o país devia ser normal, não acha?
– Acho isso injusto. – soltei uma resposta com o ar bem seguro.
– Injusto?
– Se os outros são aceitos, esse devia ser aceito também! – eu disse.
Neil começou a rir baixinho.
– Ei! O que foi?! – gritei nervosa.
– Aqui tem magia, é algo totalmente do outro mundo. Por exemplo...
Neil correu até um castelo.
– Olha o que eu posso fazer. – disse Neil.
Neil apontou para o castelo e o castelo se transformou em um enorme bolo de chocolate com recheio de mel.
– Uau... – fiquei totalmente impressionada.
– E é por isso que aqui tem poucos habitantes. – disse Neil. – Podemos mudar o país o quanto quisermos. Bom, coisas pequenas. Se mudarmos esse país de um jeito que mude a vida dos habitantes, somos condenados a morte pela rainha. Coisas pequenas podemos fazer, como...
Neil correu até uma folha e apontou para ela. A folha se transformou em um brigadeiro.
– Como isto. – terminou Neil.
– Tenho uma pergunta. – eu disse.
– Qual?
– Como posso fazer isso? – perguntei inocentemente.
Neil voltou a rir.
– É impossível você fazer isso. Primeiro porque você não nasceu aqui... – respondeu Neil.
– E você nasceu aqui por acaso? – perguntei.
– Mas isso é óbvio! – respondeu Neil.
– Também tenho outra pergunta... – eu estava cheia de interrogações.
– Diga.
– Por que estou vestindo esse vestido enorme, essa bota enorme e meu cabelo está preto? – perguntei.
– Nós nos vestimos assim. Quando você entra aqui, você já fica vestida assim. Você agora é... – Neil apontou pra mim com uma bengala preta. – Uma Lolita.
Minha primeira fic, por favor, deixem reviews.
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