Ai no Odoroki

3 Me desculpe.... Yuki...


Notas iniciais
Hey, pessoas! Bom, eu sei que acelerei as coisas nos dois primeiros capítulos, mas como eu disse no comentário que teve no capítulo dois, eu fiz isso para que chegasse mais rápido aqui. A partir de agora eu vou desacelerar e descrever mais as coisas, focar mais nos protagonistas. Então espero que gostem......

Majikku era uma energia que possuíamos e que poderíamos transformá-la em qual quer coisa real ou imaginaria. Barreiras, armas e até mesmo voar. Era algo antigo, mas quando desperto tornava-se parte do usuário variando seu nível de intensidade conforme Hakisoyura (que seria uma espécie de energia que podemos controlar). Quanto maior a Hakisoyura maior o poder do usuário.

Mostrava detalhadamente como despertar e controlar a Majikku, assim como toda a história por trás dela. Todos os segredos e mistérios sobre ela estavam ali.

— Achei que esse livro estasse bem escondido – falou Daisuke me assustando. Sua expressão era um tanto quanto séria e isso me deixou com medo. Normalmente ele tinha uma expressão calma e feliz ao meu lado, mas naquela hora eu temi que estasse prestes a conhecer seu lado ruim. Eu realmente não deveria ser tão curiosa.

— D-desculpe. – falei abaixando a cabeça. Eu não sabia o que fazer. – E-eu não sabia o que era, nem o q-quanto era tão importante mantê-lo escondido.

Ele suspirou. Um arrepio percorreu minha espinha e eu temi o pior.

— Tudo bem – falou ele, me surpreendendo. Quando o olhei sua expressão era calma e um pequeno sorriso brotava em seus lábios. Ele estendeu sua mão, pedindo o livro que estava em meus braços.

Apertei-o mais contra meu peito. Eu sabia que não deveria perguntar sobre aquilo muito menos abusar de sua boa vontade, mas eu queria saber mais.

Ele olhou-me desconfiado, mas não consegui manter seu olhar, logo abaixando a cabeça.

— E-eu não posso lê-lo? – pedi

Que droga! O que eu estava fazendo?

O silencio se instaurou entre nós. Não consegui reunir coragem para ver sua expressão, mas eu sabia que não devia ser agradável.

— Dê-me o – falou. Imediatamente eu recuei, largando o livro, assustada. Sua voz era fria como o gelo, como se eu estivesse no meio de uma nevasca. Senti as lágrimas ameaçarem cair. Eu realmente era uma idiota!

Com um sorriso forçado e recuando mais alguns paços eu falei:

— D-desculpe-me – logo virando-me e correndo para fora do castelo.

“Idiota! Idiota! Idiota! Idiota! Idiota! Idiota!” Repetia minha mente.

Eu nunca o vira daquele jeito, com aquela voz. Lembrar-me daquilo, fez-me novamente sentir um arrepio em minha espinha. Eu realmente o irritei. Eu sou uma grande idiota, inútil e metida.

Suspirei quando percebi que estava no jardim. O cheiro que as flores emanavam, me acalmou um pouco, fazendo-me relaxar. Quando percebi eu já havia deitado e adormecido no pequeno banco escondido pelas flores no centro do jardim.

Pov. Daisuke

—Espere – falei, mas ela não ouvira.

Vê-la sair daquele jeito, prestes a chorar, fez meu coração se partir.

Que droga! O que eu havia feito?

Ela não sabia de nada sobre aquilo, simplesmente estava curiosa. Por mais que os membros do conselho me irritassem com tudo aquele trabalho, ela não tinha culpa alguma. Eu não podia descontar minha raiva em alguém tão frágil quanto ela.

Era ela a única que fazia meu dia ficar um pouco mais alegre. Era o sorriso dela que acalmava meu coração e fazia-me sentir-me bem. Ela era o meu refúgio, onde eu podia me esconder do mundo, de todo aquele trabalho, de todos aqueles idiotas. Ela era a única que eu queria que não descobrisse esse meu lado impiedoso e irritado. Ela era a única que eu queria proteger de toda aquela maldade que só a Majikku podia causar. Ela era a única que eu queria ter ao meu lado, mesmo que isso fosse muito egoísta da minha parte.

— Senhor, está tudo bem? – pediu uma empregada me pegando de surpresa. Eu acabei me perdendo em meus pensamentos. Acabei me perdendo nela.

— Sim – falei secamente, irritado comigo mesmo.

— Desculpe incomodá-lo, mas Osamu-sama está chamando-o para a reunião do conselho. – falou ela.

Apenas assenti e depois de um longo suspiro me dirigi a sala de reunião.

....

Eles falam de mais. Minha cabeça já está doendo de tanto ouvi-los reclamar disso e daquilo. Eu só queria sair dali e encontrar Yuki.

Yuki....

Lembrar-me dela, fez meu coração apertar. Mesmo seu eu a encontrasse eu não saberia o que dizer ou fazer. Eu sou tão idiota. Como eu pude fazer aquilo com ela? Como eu pude erguer a guarda justo com ela?

—Majestade! – chamou um dos membros do conselho – Está me ouvindo? – ele estava irritado e isso me irritou.

— Não estava ouvindo. – falei friamente e ele ficou um tanto surpreso e receoso.

— M-majestade, fique mais atento – pediu outro, tendo a mesma reação que o outro.

Eu sempre os levava a sério, tentando entender os problemas e resolve-los, mas naquele dia eu não tinha condições alguma para perder meu tempo com os supostos “problemas” deles. Eu estava cansado.

— Majestade aonde vai? – perguntou um conselheiro quando levantei-me indo em direção a saída.

— Não é obvio? – pedi parando e virando-me apenas o suficiente para encará-lo. Ele calou-se. – Quando possuírem algum problema plausível poderemos conversar.

— O que está dizendo, majestade? Nós merecemos mais segurança – reclamou um

—Realmente, majestade. Também merecemos quartos melhores para quando virmos aqui. – reclamou mais um

—Deixe-me reformular minha fala – falei — Quando possuírem algum problema plausível sobre população de seus estados poderemos conversar.

Ninguém mais falou nada e então eu pude dirigir-me a saída.

Eu queria vê-la, explicar-me, pedir para que não tivesse medo de mim, mas.... eu deveria?

Segui pelo corredor que levava a biblioteca pensando no que eu deveria fazer.

....

Quando finalmente decidi que tentaria me explicar fui procura-la, mas não a encontrei. Nosso quarto estava vazio, assim como os quartos de hóspedes, a sala, cozinha... Onde ela estava?

— Desculpe-me senhor, a última vez em que eu a vi ela estava correndo em direção ao jardim — falou uma empregada quando interrompi seu trabalho para perguntar por Yuki.

O jardim!

Porque não pensei nisso antes?

Naquele momento eu percebi como o castelo era enorme. Quando cheguei a entrada do jardim estava cansado de tanto correr. Meu coração batia rapidamente, situando-me de o quanto eu estava ansioso para vê-la.

Não sabia o que dizer ou o que fazer, mas eu precisava vê-la.

Ao encontra-la dormindo no banco, no centro do jardim totalmente escondido pelas flores que se emaranhavam e subiam formando uma grande parede, deixou meu coração apertado. Ela estava ali desde que nos encontramos pela última vez?

Ao me agachar ao seu lado eu pude contemplar mais uma vez sua beleza exuberante. Mesmo com um casamento arranjado ela tornara-se dona de meu coração. Me fazia querer protegê-la, cuidá-la, amá-la. E mesmo se ela tivesse outra pessoa em seu coração eu o arrancaria de lá a força, porque eu era egoísta o suficiente para quere-la só para mim.

Seus longos cabelos vermelhos caiam em seu roso tornando a cena mais bela.

— Yuki... – sussurrei – me desculpe.

Notas finais
...... Se gostarem ou não gostarem comentem, pois ai eu poderei mudar. Opiniões são muito bem vindas ok?! Até a próxima.