Agridoce
12 Vestido branco
Notas iniciais
AGRIDOCE
Escrita por Coffee
Que tem em simultâneo sabor amargo e doce ou ácido e doce
12. Vestido branco
Sua mãe não parava de chorar.
— Mamãe, por favor. Você vai afogar Konoha inteira...
— Minha criança... Minha Sakura... Está tão linda...
— Ora dona Mebuki, não é pra tanto, não chega nem perto da minha beleza!
A mãe revirou os olhos com a fala da sua melhor amiga.
Olhou-se no espelho.
Os cabelos estavam presos em um coque frouxo com alguns fios soltos, o vestido branco com mangas de renda era justo na cintura e levemente solto na parte de baixo. Os sapatos eram saltos altos brancos e ela usava uma maquiagem leve.
Estava bonita.
Não do modo que sua mãe falava, mas estava bonita. Sentia-se bonita.
— Está pronta?
Seu pai apareceu na porta. Olhou-a.
— Minha criança... Minha Sakura... Está tão linda...
Revirou os olhos.
Kizashi andou até ela em pulinhos, circundou a sua volta e sorriu a abraçando.
— Minha princesinha...
— Senhor, você vai amassar todo o trabalho que tive para deixar Sakura apresentável.
Ino ralhou mais alto do que seria necessário.
— Desculpe.
O mais velho disse, largando-a e não prestando atenção no comentário ofensivo da loira.
— Já estão todos prontos. Seu... Noivo branquelo está te esperando.
— Papai!
— Estou brincando. Ele até está bonitinho.
— Uchiha Sasuke bonitinho? Aposto que ele é capaz de parar o mundo shinobi com o terno.
Ignorou as palavras da amiga. Já estava nervosa o suficiente. Seu estômago revirava sem parar e não era das bebidas da “despedida de solteiro” da noite passada.
Era apenas ansiedade.
Inferno.
Não posso tropeçar nos meus próprios pés e cair na frente dele.
Talvez pudesse lançar um livro...
“A noiva que caiu e rasgou seu própr—“
— Sakura! Dá pra prestar atenção?
— Desculpe Ino, diga.
— Eu vou na frente, vou esperar no altar com a sua mãe e daqui alguns minutos você desce ok?
— Sim, tudo bem.
— Ótimo. Tente não vomitar no vestido.
Não dê ideias...
Sua mãe a deixou com um beijo na testa e um desejo de sorte e calma. Ino a deu um tapa e a chamou de “testão”, retocou seu blush e sumiu escada abaixo.
Sobraram ela e o seu pai.
— Sakura.
Olhou-o. Era a primeira vez que ela o via em um terno. Era engraçado e ao mesmo tempo elegante.
— Você está lindo papai.
Ele arrumou a gravata, sorrindo egocêntrico.
— Sakura, eu estou orgulhoso de você.
— Como?
Kizashi quase nunca falava sério. Menos ainda com ela. Menos ainda algo como aquilo.
— Você é uma mulher incrível. Sou muito honrado por ser seu pai. Sei que inicialmente não fui muito a favor da sua escolha de noivo, mas... Você me mostrou que eu estava errado. Ele é um bom homem, e eu sei que muito disso é por sua culpa.
— Papai...
— Você nunca desistiu dos seus objetivos. Por mais difíceis que fossem. Tornou-se uma celebre ninja, salvou esse garoto de um ciclo vicioso, e agora está realizando um sonho que eu sei que sempre teve casar.
Algumas lágrimas pingaram, e ela sabia que a Yamanaka ralharia com ela por estragar sua “obra prima”.
— Papai, tudo isso é culpa sua e da mamãe. Vocês me fizeram quem sou. Com valores, com morais, com—
O Haruno se aproximou, tomou-a nos braços em um abraço apertado.
— Shh. Está sentimental demais.
Ela sorriu. Sentiu os ombros dele tremerem e percebeu que ele segurava-se para não chorar.
— Eu te amo.
Foi a última coisa que disse.
— Eu também princesa. Eu também.
Sorriram ainda abraçados, depois se separaram cada um limpando as lágrimas do melhor modo que pode.
— Acho que devemos ir.
Ele acenou positivamente, oferecendo o braço para que ela o cruzasse.
— Por favor, me segure.
— Vê se não vai cair na frente de todos os convidados em!
Não dê ideias...
Eles desceram as escadas com calma. Uma música leve tocava do lado de fora.
O casamento era em um salão de festas de Konoha. Tinha um estilo medieval, com um pequeno salão onde seria realizada a festa, e no jardim, a cerimônia.
Não havia muita decoração. Apenas flores e um tapete creme que a levaria até o altar.
Postaram-se na porta rumo ao jardim. Seu pai avisou ao ajudante e eles imediatamente mudaram a música.
Era a sua hora.
Aquela pela qual esperara sua vida inteira.
Respirou fundo, fechou os olhos, respirou novamente.
A porta foi aberta e ela podia ouvir o burburinho dos convidados, e, mesmo de olhos fechados sentia-os olhando para si.
Concentre-se.
Vai dar tudo certo.
Seu pai está aqui.
Sua mãe está aqui.
Seus amigos estão aqui.
Todos estão celebrando esse momento com vocês.
Sasuke está aqui...
Seu coração acelerou e em um impulso abriu os olhos.
Havia bancos de madeira de ambos os lados, mas ninguém estava sentado. Todos estavam de pé, virados para ela.
Seu pai deu o primeiro passo e ela o seguiu. Sem coragem de olhar para frente.
Foi só no terceiro passo que a coragem veio e ela olhou para o altar.
Sasuke estava lá.
Em um terno negro. Uma expressão de calma no rosto.
Tão lindo que ela sabia que ninguém teria olhos para ela ali.
Sasuke...
O seu melhor amigo Naruto estava ao lado dele no altar, acompanhado de Hinata. O loiro exibia um sorriso exuberante que parecia o sol.
Obrigada por estar aqui.
Como sempre esteve.
Naruto.
Suspirou. A distância entre ela e seu futuro marido era cada vez menor.
Tsunade e Kakashi estavam do outro lado, como seus padrinhos.
Obrigada Kakashi-sensei, por todo o apoio.
Obrigada Tsunade-sama, por ter me dado à oportunidade de crescer.
Por ter me transformado na ninja que sou hoje.
Ino estava ao lado de sua mãe. A Yamanaka tinha entrado com as alianças (sozinha) porque segundo ela queria que todos estivessem olhando para ela.
Obrigada porca. Por ter me ajudado a enxergar tantas coisas nessa jornada.
Por fim, voltou-se para Sasuke.
O sorriso despontando nos lábios.
Sasuke...
Esperei tanto por isso...
Foram tantas angustias tantos medos, tantos erros...
Mas agora estamos aqui.
Vamos nos tornar companheiros.
Para a vida toda.
E para todas as outras que virão.
Era impossível que a conexão que sentiam se encerraria ali.
É um sentimento inexplicável.
Grande demais para se carregar sozinho.
Chegou ao altar, seu pai a deixou com um beijo na testa, e então Sasuke estendeu a mão para que ela segurasse.
Duas lágrimas pingaram primeiro.
E depois suas mãos se enlaçaram.
Ele segurou a sua mão firme, ajudou-a a subir no altar e suas mãos continuaram juntas.
Havia tanto... Carinho naquele simples gesto que era quase palpável.
Um sentimento a atingiu assim que o cerimonialista começou a falar.
Um déjà-vu.
Sasuke olhou para ela com uma sobrancelha negra arqueada, com em uma pergunta silenciosa.
Você também está sentindo isso?
Mais algumas lágrimas pingaram.
Tudo não passou de um borrão. As palavras, as falas.
Logo Sasuke estava a sua frente, colocando uma aliança em seu dedo.
Reluzia junto com as lágrimas.
Depois ela fez o mesmo com ele, as mãos tremendo.
Eu te amo tanto.
E então, acabou.
Eles estavam conectados agora. Para sempre.
Mas... A conexão não esteve sempre ali?
Ele não a beijou. Os lábios deles se encaminharam para sua testa, e selaram ali. Ficou assim alguns segundos, quase um minuto, talvez.
Ela fechou os olhos e sentiu tudo ali. Naquele beijo casto.
Proteção, carinho, amor.
Naruto gritou em comemoração, um garçom começou a distribuir taças de champanhe, mas tudo que ela prestava atenção era no homem a sua frente.
Seu marido.
♥
Um sentimento tinha o abatido tão logo viu Sakura entrando rumo ao altar.
Estava deslumbrante. O vestido, o cabelo, a pele.
E os enormes olhos verdes, que pareciam refletir tudo ao seu redor e ao mesmo tempo enxergar tudo de um jeito próprio.
Papai, mamãe, agora não tenho dúvidas.
Vocês teriam gostado dela.
É uma mulher incrível.
Admirável. Que nunca desistiu de mim, sempre lutou para me tirar daquele ciclo de ódio, e agora, estou aqui.
Começando minha própria família.
Logo que suas mãos se entrelaçaram ele entrou em uma espécie de transe. Parecia tudo tão comum, tão natural, como se já tivessem feito aquilo outras milhares de vezes.
Eu te amo Sakura.
Prometo que vou te proteger com a minha vida.
♥
Mais tarde, quando eles já se preparavam para ir embora, seus sogros vieram até ele.
— Querida, queria te parabenizar novamente.
— Obrigada mamãe.
Sakura sorriu ao seu lado, abraçou a mãe, e em seguida a mulher se virou para ele.
— Sasuke querido, Kizashi e eu estamos muito honrados de te ter na nossa família. É isso que você é agora, um membro na nossa família, e nós esperamos muito, muito, do fundo do coração que você nos veja como tal. Saiba que a partir de agora pode contar com nós para o que precisar. Qualquer coisa mesmo. Você não está mais sozinho querido, e nós vamos te ajudar sempre.
Um bolo formou-se na sua garganta.
Um sentimento tão incomum pra ele.
Vontade de chorar, talvez?
Sakura sorriu ao seu lado e ele permaneceu calado durante alguns segundos.
Depois limpou a garganta.
— Senhor e senhora Haruno, sou eu que agradeço. Obrigada.
Foi tudo que conseguiu dizer com a voz rouca.
Queria dizer outras coisas.
Obrigada por me perdoarem. Por me aceitarem em suas vidas. Por permitirem que Sakura casasse comigo. Eu vou protegê-la com a minha vida.
Mas tudo isso permaneceu entalado na sua garganta. Era sentimento demais, e carinho demais, e amor demais para que ele pudesse lidar.
Os dois pareceram não se importar. Mebuki acenou positivamente, cochichando algo nos ouvidos da filha, e Kizashi sorriu dando três tapas em suas costas. Depois eles se despediram, e partiram para casa.
Sakura segurou sua mão.
— Sasuke-kun, quero que leve as palavras dos meus pais a sério. Você não está mais sozinho. Nunca mais vai estar sozinho. Eles estão aqui, nossos amigos estão aqui, e eu, eu estou aqui pra você.
Acenou positivamente, apertando a mão dela com a sua, e, mesmo timidamente, a puxando para um abraço desajeitado.
— Eu sei.
Foi o que conseguiu dizer.
— Eu sei.
Repetiu.
♥
Ela poderia ter uma síncope a qualquer instante.
Cairia dura no chão. Gelada.
Morta de desespero.
Testão, você precisa botar pra quebrar na sua lua de mel. Aproveitar todo esse tempo que passaram nessa seca. Credo, vocês são tão puritanos...
As palavras da Yamanaka (assim como os milhares de conselhos embaraçosos retumbavam na sua mente).
O lingerie deve ser extravagante. Ele não vai resistir, tenho certeza que vai ficar duro feit—
Ela tinha calado a amiga nesse instante, e foi o último conselho que recebeu.
Agora lá estava ela. Trancada no banheiro da nova casa deles, com milhares de roupas intimas ao seu redor (todas presentes de Ino e duas da sua mãe), tentando decidir o que deveria colocar, e se teria coragem para usar alguma delas.
E se ele me achar ridícula?
Sasuke não estava no quarto. Ela sentia o chakra dele no andar de baixo, na sala ou na cozinha talvez.
Ótimo.
Não sabia o que usar, e também não sabia como sair daquele banheiro e encará-lo.
Não tem como adiar essa lua de mel?
Talvez cancelá-la?
Para sermos casados precisamos mesmo fazer isso?
Inferno.
Observou as peças pela última vez. Por fim decidiu-se pela mais simples de todas, um presente de sua mãe. Era um conjunto branco de renda. Não tinha aquele monte de apetrechos como os da Yamanaka.
Por favor... Eu não sei nem como colocar essas coisas...
O conjunto que escolheu era composto apenas por uma calcinha (talvez pequena demais?) e um sutiã. Brancos e com mais renda do que ela achava recomendável.
Foi com as pernas tremendo que ela os vestiu. E depois decidiu colocar um vestido por cima. Era uma peça simples que ela costumava usar em casa, floral e colorido.
Respirou fundo três vezes, escovou os dentes e saiu do quarto.
Deu de cara com Sasuke.
Ele também tinha tirado o terno negro, usava uma calça negra de tecido mole feita para treinar e uma camiseta cinza.
Ela soltou um gritinho assustado.
— Estava prestes a bater na porta.
Foi tudo que ele disse, e ela elevou as sobrancelhas.
— Para saber se estava viva.
Sentiu as bochechas queimarem.
— Desculpe. Eu estava... — Coçou a garganta — Em um conflito pessoal.
Surpreendentemente ele acenou positivamente como se entendesse.
— Eu... Você está com fome? Quer um café? Um chá? Um—
— Sakura, por favor, fique calma.
— Oh claro. Calma. Eu estou calma, estou ótima, eu—
Ele tocou seu ombro, empurrando uma mecha do seu cabelo (agora levemente ondulado por causa do coque recém-desfeito) para trás. Depois sua única mão massageou seu ombro esquerdo, tocando também parte do seu pescoço.
Não era luxurioso.
Era apenas... Carinho?
— Sasuke... Eu nunca, eu não, eu nunc—
O Uchiha não respondeu imediatamente.
Aproximou seus lábios, e eles se tocaram, um selinho suave.
— Eu não sei se eu vou conseg—
Respira.
Respira.
— Sakura, eu também nunca...
Seu desespero caiu pela metade. Ela sabia, já tinham conversado sobre isso uma vez, mas ouvi-lo falar em voz alta trazia calma para o seu coração.
Calma Sakura.
Nós vamos passar por isso juntos.
Vamos aprender juntos.
Acenou positivamente. Finalmente tirou as mãos do lado do corpo, e pousou-as nos ombros largos.
Aproximaram-se novamente. Um passo cada e estavam juntos.
Suas bocas se colaram. Não em um selinho. Era um beijo dessa vez. Calmo. Seus lábios se acariciaram, suas bocas se abriram e suas línguas se encontraram em uma carícia e uma troca suave.
Um arrepio percorreu sua coluna. Uma quentura subiu pelas suas pernas.
A mão dele enredou-se pela peça do vestido, puxando-a para cima, e postou-se firme em sua cintura.
O beijo não parou.
Suas bocas dançaram juntas, e seus corpos foram se acostumando um ao outro. Encaixando-se.
Ela tomou a liberdade (com as mãos tremulas) de tirar a camiseta que ele vestia.
Não era novata na anatomia de um homem. Sabia sobre cada parte, e onde cada coisa ficava, e o nome de todos os músculos, de todos os ossos, de todas as veias.
Era médica afinal.
Mas era Sasuke ali.
O meu Sasuke.
E tudo era uma novidade. Cada toque, cada descoberta, cada pedacinho descoberto pela roupa.
Incertos, eles andaram em direção à cama. Ela deixou-se ser empurrada em direção ao colchão. Seus corpos novamente se encaixando na nova posição.
Seus olhares se cruzando, seus corpos se aninhando.
Aos poucos ela foi se acalmando. A mente em alerta foi trocada por uma mente mais calma, apreciativa de cada toque, cada gesto.
A mão do seu marido parecia um pouco incerta (pela primeira vez).
Sasuke estava nervoso.
Como ela.
Isso a trouxe acalento.
Vamos fazer isso juntos.
Vamos nos descobrir juntos.
Ela resolveu tomar iniciativa.
Tocou os ombros, depois desceu até as costas, em uma carícia. Procurou a boca dele, encaixando-se na sua. Quando se separaram, ela levantou-se, e com a ajuda dele, passou o vestido pelo tronco, pelo pescoço até ele descansar no chão do quarto.
Mordeu o lábio inferior com o olhar dele em si.
O que estaria pensando?
Tinha... Gostado? Ou ela não er—
Ele empurrou-a novamente sobre a cama. Só com o lingerie ela se sentia exposta, mas tentou relaxar.
Respira.
Respira.
Calma.
Ai meu deus ele tá com a mão no meu peito.
Não exatamente no peito. Era um contorno na borda do sutiã, algo carregado de curiosidade e descoberta.
Ela remexeu-se inquieta.
— Quer parar? Quer esperar um pouc—
— Não.
Sua voz saiu em um sussurro, no exato momento que os dedos inexperientes tocaram o seu seio.
— Não. Está tudo bem.
Respondeu, tocando as costas musculosas com as mãos. Percorrendo um caminho dos ombros, até o meio delas, e depois parou na borda da bermuda.
Ele acenou positivamente, desajeitado tirou a peça branca. Ela o ajudou a desencaixá-la de seus braços.
E lá estava ela.
Praticamente nua.
Suas bochechas coraram, mas ele pareceu não se importar.
O olhar do Uchiha era de curiosidade. Ele colocou a única mão sobre o seu seio esquerdo. Apertou suavemente, incerto.
No início foi desconfortável. Pressão demais, talvez, depois ele acariciou seu mamilo, e ela foi tomada por uma sensação boa.
Prazer?
A boca dele beijou a sua, desceu pelo seu pescoço, e pelo seu colo.
Até...
Ai meu deus ele tá com a boca no meu seio.
Era bom.
Quente, úmido, suave.
Um gemido escapou da sua garganta. Sasuke olhou-a nos olhos, atento a cada reação. Como se tivesse aprendendo como tocá-la.
E realmente estava.
Mais um movimento no seu seio, e ela sentia sua calcinha úmida.
Implorando por alguma coisa.
Um contato, um toque, qualquer coisa.
Ela moveu-se incomodada, querendo se livrar daquele desejo, mas não funcionou.
— Tem algo errado?
A voz do seu marido estava entrecortada.
Ela só percebeu o motivo quando ele se mexeu em cima dela, procurando um acesso mais fácil aos seus seios, e consequentemente suas partes baixas se encontraram.
Oh.
— Não, está tudo bem. Eu apenas...
A frase, o pedido ficou preso nas suas cordas vocais.
As bochechas vermelhas.
— Apenas?
Outro movimento. Suas intimidades se encostando.
— Apenas me toque. Eu... Eu estou pronta... Eu quero.
Ele entendeu.
Ela o ajudou com a bermuda, com a cueca, ainda sem olhar.
Por fim sobrou sua calcinha.
Sasuke a tirou demoradamente, levando mais tempo que o normal devido ao único braço. Mas ela não se importou.
E então ele a tocou.
Exatamente como ela tinha pedido.
Oh.
Era quente.
Ele, incerto.
Tateou o interior das suas cochas, seu monte de Vênus, até achar seu clitóris.
Um arrepio percorreu seu corpo.
Exigindo mais.
E ela podia sentir que ele também precisava demais.
Havia algo quente, pesado, e... Oh meu deus... Duro, entre as suas pernas.
Ela o buscou para um beijo. Foi mais desesperado que os demais, mais selvagem, talvez. Suas mãos puxando levemente os cabelos negros.
O Uchiha continuou o toque na sua intimidade. Às vezes o prazer era bom, e alguns momentos ele errava o toque, e o prazer diminuía.
Sakura sentiu vontade de tentar tocá-lo. De...
Mas ainda se sentia embaraçada, quente, suada, e um monte de outras sensações com as quais não estava acostumada. Em um momento ela queria que aquilo durasse para sempre, e em outros, que acabasse logo.
E então, outro acerto.
Ela gemeu alto. Um formigamento gostoso na sua região intima.
— Isso.
A palavra escapou da sua boca antes que ela pudesse filtrar. Queria ter visto a reação dele, mas seus olhos estavam fechados, apreciando o momento, as sensações.
Seus ombros relaxaram, sua cabeça moveu-se para trás.
Mais.
Abriu os olhos.
Os olhos negros eram de pura curiosidade e descoberta.
Ela olhou-o nos olhos. Ele entendeu.
Agora.
Ele moveu-se mais para cima, suas intimidades, roçando.
Resfolegou em expectativa.
Observou-o pegar o membro e colocá-lo próximo a sua entrada.
E então, começou a penetrá-la.
Foi uma sensação diferente.
Quente, molhada, suada.
Algo como se estivesse pegando fogo.
Desconfortável.
Mas, ao mesmo tempo bom.
A barreira foi a parte mais difícil. Mais quente e mais dolorida.
E depois, estava dentro dela.
Ele começou a fazer um movimento, mas ela o parou com a mão no peito.
Um minuto.
Preciso me acostumar com isso.
Sasuke tinha os olhos opacos, uma gota de suor descendo pela testa e um vinco entre as sobrancelhas.
Ela processou a sensação durante alguns segundos, antes de permitir que ele se movesse.
Os três primeiros foram desajeitados. Ele tinha somente o apoio de um braço, parecia desconfortável sobre ela.
Pensou que podia ajudá-lo, talvez trocar de posição, mas não estava pronta para isso também.
No quinto ou sexto movimento ela sentiu algo parecido com a sensação de prazer de quando ele a tocou. Não era bom igual, ainda sentia-se... Estranha.
Ele gemeu baixinho, e a procurou para um beijo. Ele sabia que ela estava tensa.
Ele continuou a mover-se dentro dela e então, surpreendentemente, usando uma das pernas como apoio, e um pouco desajeitado, ele moveu a única mão até a sua intimidade novamente. Um pouco mais acima de onde se encontravam.
Tocou o botão inchado.
Isso.
Isso.
Isso.
Seu corpo relaxou novamente. Algo parecido como choque a percorreu.
E ela conseguiu, de certa forma, aproveitar os quatro últimos movimentos.
Não era um prazer absurdo.
Mas era bom, gostoso. Quente.
O vinco na testa de Sasuke se dissolveu, e ele se derramou dentro dela.
Outra sensação inusitada.
Mordeu o lábio inferior, procurou-o para outro beijo.
E então permaneceram deitados lado a lado. Com as respirações entrecortadas, as bochechas vermelhas, a incerteza pairando sobre eles.
Não tinha sido nada como Ino dissera.
E não tinha sido nada como os relatos trágicos que já escutara de amigas do hospital.
Era incomum, desconfortável, novo e bom ao mesmo tempo.
Olhou para Sasuke, ele parecia do mesmo modo que ela. Incerto.
Tenso.
Com o que ele estava preocupado? Com ela? Ou não tinha gostado? Ou estava esperando algo totalmente diferente? Ou...
Era tudo muito novo. Mas eles já sabiam que seria assim.
Tinham combinado de aprender juntos.
E aquele parecia um bom começo.
Mordeu novamente (talvez pela décima vez) o lábio inferior.
— Acho que com o tempo podemos ficar realmente bons nisso.
Sasuke olhou para ela, os olhos arregalados com a sua fala (as bochechas rosadas?), e, depois de alguns segundos, um sorriso de canto.
Ela gargalhou. A tensão esvaindo aos poucos seus ombros e suas costas. Relaxando ao poucos. O medo se dissolvendo.
Afinal, temos a vida inteira.
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