Agridoce
12 Vazio
Notas iniciais
Agora, post toda a semana!
Hoje tem uns tres... E não só de Agridoce!
Boa leitura
Agora você vira o jogo contra mim
Porque você é tão cruel
Eu sempre estarei aqui
Pro resto da minha vida
Um brilho predatório enfeitava a face estóica do espada mais frio de todo o Hueco Mundo. Sua mente racional processava as informações recém adquiridas em uma velocidade muito maior do que o usual, eis a chance que tanto almejava conquistar: A morte do Shinigami Kurosaki.
– Eu vou mata-lo – Ulquiorra murmurou para si mesmo, porem uma voz o despertou de seus devaneios profundos
– Falando sozinho Ulqui-chan? – a voz debochada ecoou no amplo corredor do castelo, mas Ulquiorra não parou para esperar o companheiro.
– Grimmjow – ele sibilou assim que o sexto o alcançou – O que quer comigo?
– Nada demais – ele riu desdenhoso – Apenas quero que saiba que estou muito bem... Aqueles fraccions e Szayel repararam todo o estrago que aquela vadia ruiva conseguiu fazer.
– E sua mascara hollow? – O Schiffer murmurou com certo interesse
– Não houve nada demais – ele concluiu amargo – Apenas uma dorzinha incomoda
– Hum
– Mas não foi nada comparado ao que eu fiz a aquela puta nojenta – ele gargalhou – Eu esmigalhei os ossos dela, Hehe, e aquela inútil nem pode se curar. – Ulquiorra permaneceu em silencio, os dedos rumaram até a Zampakutou – Sabe, se o Nnoitra não tivesse aparecido e me nocauteado, eu teria comido o cu daquela vadia ruiva. – ele riu novamente e murmurou pensativo – Eu teria me divertido muito com aquela ruivinha... Ah sim... Tal como você fez Ulqui-chan.
– Desgraçado!
O choque foi violento, em um segundo Grimmjow caminhava ao lado de Ulquiorra, e no outro era prensado violentamente contra a parede pálida do corredor
– Seu lixo inútil – Ulquiorra sibilou enquanto os dedos apertavam o pescoço do azulado – Nunca mais repita essas palavras – uma fúria assassina tomava o quarto espada – Voce quer morrer Grimmjow?
– Huhu, Ulqui-chan deixou de ser um viadinho emo? – o pantera brincou, mas arrependeu-se, pois os dedos grandes enroscaram-se com mais força na carne ferida – Vai mesmo me matar Ulquiorra? Aizen-sama não iria gostar nada disso.
– Cale a boca seu lixo – Ulquiorra apertou o pescoço do azulado que já estava a ponto de se engasgar – Vou dizer uma vez apenas – Os olhos verdes devoraram os cianos – Fique longe da mulher – ele se aproximou do ouvido do sexto – Não fale dela, não pense nela, não toque nela
O aperto do Schiffer se afrouxou e o corpo de Grimmjow tombou no chão, o tórax perfeito subia e descia velozmente em uma busca desesperada por ar.
– Porque se assim o fizer – o moreno virou-se e colocou-se a caminhar – Eu o matarei
– Huh,você é estranho – Grimmjow murmurou enquanto se levantava – Você está se tornando um deles.
– Do que está falando – o espada estacou-se no corredor, mas não se deu ao trabalho de virar-se para Grimmjow
– Você é fraco – uma gargalhada estrondosa ecoou pelo corredor, chamando a atenção de alguns fraccions – Assim como Szayel – um riso ainda permanecia na face do pantera – E como Nnoitra.
– Pare de dizer bobagens inúteis – Ulquiorra mensurou
– E até mesmo como Aizen-sama – Grimmjow sussurrou e o Schiffer virou-se velozmente ao ouvir o nome do mestre – Você possui sentimentos
– Eu não tenho sentimentos – Ulquiorra sibilou – Existo apenas para servir a Aizen-sama, e você deveria fazer o mesmo, ao invés de perder o seu tempo com divagações inúteis... Seu lixo
– E realizar os planos de Aizen-sama seria o que Ulquiorra Schiffer? – Grimmjow recostou-se a parede – Um instinto primitivo? Uma necessidade? É um propósito – o azulado apresentava um riso enigmático – E tal como um propósito, ele possui encargos. E se você falhar, se sentira um lixo, não é mesmo?
– Eu não sinto nada
– Quem está dizendo bobagens inúteis é você Schiffer – o pantera colocou-se a caminhar – Todos sentimos de alguma forma – ele riu – Dor, ódio, ira, um vazio... Um dia fomos humanos.
– Eu me recuso a acreditar que fui um lixo – Ulquiorra comentou – Eu sou um arrancar, e nada do que meus olhos podem ver é real
– Você é um cético – Grimmjow parou ao lado dele e tocou seu ombro levemente – E sabe porque é fraco? Sabe porque se tornou um lixo?
– Diga – os orbes verdes se estreitaram
– Não é pelo fato de sentir – o pantera exibiu um sorriso cheio de dentes – Mas é pelo sentimento que o esta consumindo nesse momento.
– Do que...
– Amor – Grimmjow concluiu – O sentimento mais humano existente. – ele riu – Por isso você é um fraco – o sexto espada colocou-se a caminhar em direção a porta da sala de reuniões.
– Eu já lhe disse que não sinto nada – Ulquiorra murmurou enquanto seguia ao lado do espada azulado
– A marca dos seus dedos no meu pescoço provam o contrario, Hehehe
– Lixo... Você é apenas um lixo Grimmjow
– Não fale dela, não pense nela, não toque nela – o azulado repetiu as palavras do quarto e logo alcançou a porta em passos velozes – Sou o quarto espada e deixei de ser um emo viadinho – ele rebolava insinuante tentando imitar Ulquiorra – Eu gosto dos peitos da mulher – ele gargalhou e adentrou a sala de reuniões, deixando Ulquiorra no corredor.
– Merda... Que merda eu fiz? – ele murmurou para si mesmo – O que você fez comigo mulher? – os dedos enredaram-se nos cabelos negros e o puxaram com certa fúria – Inoue... Maldita
– Falando sozinho Ulquiorra-san? – os dedos enluvados arrumaram o óculos de ossos – Sempre soube que você era um raríssimo espécime, mas a ponto de ter um comportamento peculiar como esse. Até parece que está confuso.
– Szayel – os orbes engoliram os amarelos – Desapareça da minha frente
– Como quiser Ulquiorra-san – ele sorriu temeroso e caminhou em direção a sala – Pensar demais em algo pode deixa-lo vulnerável. É um conselho, apenas isso.
“Você é fraco... Assim como Szayel”
As palavras de Grimmjow repetiam-se na mente do espada estóico.
“E como Nnoitra”
Os dedos empurraram a porta e logo as faces conhecidas se revelaram diante dele
“E até mesmo como Aizen-sama”
O shinigami sorria ao mirar o seu servo mais fiel caminhando até o assento reservado para o mesmo
“Porque amor é o sentimento mais humano existente”
– Droga! – ele sussurrou sem se dar conta que as atenções estavam voltadas para ele
– Algum problema Ulquiorra – um sorriso bondoso pairava na face de Aizen, e então ao mirar o soberano no trono, percebeu que a mulher, Inoue Orihime estava amordaçada ao lado dele, sendo detida por Ichimaru.
– Não – simples e direto, tinha que mascarar o que o afligia naquele momento
– Las Noches está sendo invadido – Sousuke se pronunciou em meio ao salão silencioso – Pelo shinigami substituto e alguns outros. Nada que vocês não possam resolver – um riso acolhedor brindou a face do shinigami calmo – Aproveitem os seus chás. Alguma pergunta?
– Posso mata-los? – Nnoitra se manifestou
– A seu gosto – Aizen limitou-se a responder
– E o Kurosaki? – Grimmjow indagou
– Destrocem-no – um ar sombrio tomou a face de Aizen – Quero aquele shinigami morto
Um ruído chamou a atenção de todos, era a ruiva que havia se libertado do aperto e Gin e caiu de joelhos diante de Aizen Sousuke, que a mirava com um riso perverso.
– Ora, ora – ele murmurou – Quase me esqueci de que estava presente
– Aizen-sama – ela libertou-se da mordaça e murmurou escandalosa –Você me prometeu que pouparia todos eles. Você prometeu!
– As coisas mudaram Orihime – ele concluiu simplesmente, os espadas miravam a cena atentamente
– Por favor Aizen-sama, não mate Kurosaki, não o Kurosaki-kun! – ela levantou-se e o mirou com os orbes cheios de lagrimas – VOCÊ PROMETEU!
– Não deve acreditar em tudo que ouve Hime – ele sorriu e se largou ainda mais no trono
– VOCÊ PROMETEU!
– As pessoas mentem querida – os orbes chocolates se estreitaram no intuito de intimidar a mulher, que não se deteve e em um gesto desesperado estapeou o shinigami com violência diante de todos ali presentes.
– Acho que não deveria fazer isso – Aizen levantou-se de seu trono e imobilizou a mulher enquanto um riso torto enfeitava sua face cruel
– SEU BASTARDO, MENTIROSO! – a ruiva esperneava nos braços do rei de La Noches, os espadas a miravam incrédulos, especialmente Ulquiorra
– Hime – a face aproximou-se do ouvido feminino – Acalme-se, ou será pior para você
A ruiva estacou no lugar devido ao contato repentino, as lagrimas mais volumosas
– Você mentiu para mim
– O que você quer ou deixa de querer não faz diferença – ele sussurrou
– Não...
– Kurosaki e seu amigos vão morrer diante de você – ele murmurou muito próximo – E tudo o que você vai fazer é observar enquanto eles caem um a um
– Não... Por favor
– E no fim você vai chorar – ele sorriu – Porque tudo isto é por sua causa
– Pare...
– Chega de brincadeiras – Aizen libertou a ruiva e caminhou em direção aos espadas que se levantaram instantaneamente – Estão dispensados, protejam Las Noches.
– Sim, Aizen-sama – Harribel e sua fraccions assentiram junto dos demais
– Matem todos! – Ichimaru gritou do fundo do salão
Os espadas saíram do salão, até que a voz de Aizen se manifestou
– Ulquiorra
– Sim, Aizen-sama? – ele virou-se e fez uma breve reverencia
– Quero que fique em Las Noches, cuide desse lugar
– Como quiser Aizen-sama – ele murmurou
– Confio em você Ulquiorra – ele concluiu com um riso cruel – E quando chegar a hora... Quando Kurosaki aparecer, mate-o.
– Sim, Aizen-sama
– Mas antes... – o riso se alargou – Mate a mulher...
– Sim Aizen-sama
– ...Diante dele – o shinigami caminhou em direção a saída, enquanto Ulquiorra mirava um ponto qualquer no chão
– Aizen-sama – o quarto clamou pelo mestre – Isso é mesmo necessário? A mulher, bem...
– Não me decepcione Ulquiorra
– Hai – o espada estóico murmurou antes de seu mestre desaparecer, e no no segundo seguinte caiu de joelhos em meio a escuridão, um aperto lhe rasgando as entranhas.
– O que devo fazer?
E naquele momento Ulquiorra Schiffer foi capaz de compreender a razão das lagrimas eternas delinearem sua face
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