Agridoce
13 Surpresa
Notas iniciais
Aqui vamos nós
Isso dói?
Diga Adeus
Para esse mundo
– Ulquiorra? – a voz tremula murmurou em meio a escuridão do salão – Ulquiorra? – hesitante Orihime se aproximou e ajoelhou-se ao lado dele – O que há com você?
– Afaste-se mulher – ele sibilou e a empurrou contra o chão frio – Como tens a audácia de me tocar? Porque fizeste aquilo a Aizen-sama? És tola?
– Ele mentiu para mim – Orihime sentou-se sobre as próprias pernas e elevou a face, mirando o espada já de pé – Eu fiquei desesperada
– Suas atitudes não possuem fundamento, no final, você é apenas um lixo inútil
– Porque tentou interceder por mim Ulquiorra?
– Do que esta falando mulher? – ele a mirou descrente
– Eu ouvi, mesmo estando distante – ela sorriu faceira – Você questionou a Aizen-sama se era mesmo necessário me matar, foi o que pareceu
– Está errada – ele virou-se de costas – Não foi por você, foi por mim
– O que?
“O amor é o sentimento mais humano existente”
– Ele está errado, não sou como vocês – ele virou-se para a mulher – Eu não sou fraco, não sou um lixo!
– Ulquiorra?
– Eu não queria lhe poupar mulher – ele agarrou o cabo da Zampakutou – Eu apenas não quero manchar minhas mãos com seu sangue imundo
– Eu...
– Não pense que algo mudou mulher, você é minha inimiga – o quarto murmurou – E minha missão é lhe matar, sempre foi desde o inicio.
– Entendo – ela levantou-se – Mas, o que há com você?
– Pare de se preocupar comigo mulher – ele aproximou-se dela – Eu lhe feri, fiz coisas contra a sua vontade e agora vou lhe matar. Porque age assim? Você deveria me odiar!
– Você está errado – os dedos dela enredaram-se nos pulsos dele – Não precisa ser assim!
– Porque mulher? Me diga a razão de tudo isso – os olhos se encontraram – Eu não entendo, não entendo
– Porque você está perdido – ela murmurou, a mão subindo pela face do espada – Porque isso fugiu do seu controle
– Eu não deveria me sentir assim – ele tocou a mão dela – Não deveria
– E porque não? – um sorriso se desenhou na face da ruiva
– Porque eu sou vazio – ele concluiu – Porque eu sou Ulquiorra Schiffer
– E quem determinou que Ulquiorra Schiffer não pode sentir? – ela indagou – Quem disse para ao Ulquiorra Schiffer que ele não pode realizar escolhas? – os dedos puxaram uma das mechas negras – Se você acha que isso é um erro, então erraremos juntos... Porque eu também sinto.
– Mulher, isso é culpa sua – ele concluiu – Você planejou desde o inicio
– Do que está falando Ulquiorra? – a ruiva estava confusa
– Você... É culpa sua o que está acontecendo comigo
– Hunf
– E isso me irrita – ele concluiu perigosamente – E então me apetece cumprir o objetivo de Aizen-sama.
– O que?
– E se eu ver esses sentimentos com esses olhos frios, eu serei capaz de te destruir – ele murmurou para Inoue – E é o que farei mulher, porque diferente de você, eu não sou um lixo
– Você... Eu não te entendo
– Não é para entender – o quarto concluiu
– Ora parece se declarar, me proteger, e depois se convence que deve me matar – a ruiva bradou – Qual é o seu problema?
– Você é o meu problema mulher – Ulquiorra sibilou e colocou-se a caminhar em direção ruiva – Desde o maldito dia que você chegou, desde o maldito segundo que eu te toquei eu não consigo tirar você de minha mente, é como uma doença.
– Isso é...
– Não importa o que é! – pela primeira vez ele exaltou-se – Isso me torna fraco, me torna humano!
– Ulquiorra...
– EU NÃO SOU UM LIXO COMO VOCÊ, NÃO SOU UM LIXO INUTIL COMO AQUELE SHINIGAMI SUBSTITUTO!
– CALE A BOCA! – a ruiva gritou – Você não tem o direito de falar de Kurosaki-kun!
– Você é corajosa mulher, sempre admirei isso em você – ele concluiu e retirou a Zampakutou – Mas a coragem é perigosa, pode te destruir.
– Você é um idiota! Eu pensei que você fosse diferente, você apenas é uma marionete – as lagrimas formavam-se nos olhos da ruiva – Você não é homem o suficiente Ulquiorra, você não escolhe o seu caminho.
– O que disse mulher?!
– Você ouviu seu idiota!
– Repete – ele sibilou e em um solavanco aproximou-se da ruiva, que sentiu o corpo chocar contra as costas do trono de pedra de Aizen – Repete o que disse, Inoue Orihime
– Você é idiota – ela cuspiu as palavras e tremeu ao sentir os orbes verdes tão próximos de si
– O que disse antes – a mão pálida pousou perto da cabeça da mulher
– Você não é homem suficiente – a ruiva concluiu – Satisfeito?
– Quem não é homem o suficiente? – o quarto aproximou-se mais, ela tentou recuar – Quem não é homem o suficiente mulher?!
– VOCÊ!
E antes que a ruiva pudesse pronunciar qualquer sentença sentiu os lábios frios contra os seus, a língua violenta e úmida forçando passagem por entre os mesmos. Orihime agarrou os cabelos negros e os puxou com fúria, descontando toda a raiva que sentia no momento.
Uma batalha foi travada entre as línguas sedentas, e o espada colou seu corpo ao da mulher tremula tão próxima, mas a busca por ar fez com que os lábios se separassem.
– Você é um bastardo – ela sibilou extremamente corada
– Cala a boca e me beija mulher – o espada murmurou extasiado e voltou a colar os lábios aos da ruiva, que correspondeu as caricias a altura.
Estavam em um lugar extremamente arriscado, mas Ulquiorra pareceu não se importar e tomou a ruiva em seus braços, suspendendo-a contra a pedra do trono.
– Pare! – ela grunhiu quando sentiu as mãos levantando sua saia até a altura das coxas, exibindo as pernas pálidas e definidas
– Você pediu por isso – Ulquiorra mensurou enquanto desatava a braguilha da parte inferior do hakama que trajava – E eu vou lhe dar o que quer
– Ulquiorra... Você é ridículo – ela concluiu
– E você é um lixo – ele murmurou – Quer calar a boca agora?
– Quem você pensa que é para mandar eu calar a boca? – ela bradou exasperada enquanto o espada fazia um esforço tremendo para suspende-la contra a parede enquanto desatava o próprio hakama
– Sou Ulquiorra – ele concluiu após desatar a roupa inferior – E você é irritante – ele sentenciou e ela grunhiu ao sentir os dedos frios masculinos lhe rasgaram a calcinha de renda branca – Eu sou o seu carrasco mulher
– Aham, você é um arrancar desprezível
– Você não estaria tão excitada se pensasse assim – ele murmurou sombrio e enfiou um dedo na intimidade da ruiva, logo o mesmo estava melado
– Abusado – ela bradou enquanto rebolava sensualmente sobre a mão experiente do espada, que introduzia cada vez mais dedos em seu interior, bombeando os mesmos velozmente
– Irritante – ele concluiu e tomou os lábios a mulher em um beijo fugaz, sorvendo toda a arrogância e fúria daquela criatura que apertava contra a parede gelada.
O ar faltou novamente e ambos separaram-se insatisfeitos
– Porque parou? – Orihime sibilou ao perceber que ele retirou os dedos melecados de seu interior e os sorveu diante dela
– Eu ouvi um ruído e há uma reiatsu – ele concluiu – Devem estar perto – ele a libertou do aperto e a colocou de pé a sua frente, as pernas de Orihime estavam moles
– E daí? – a ruiva concluiu
– O seu precioso Kurosaki está a caminho mulher
– Não quero saber do Kurosaki, termine o que começou arrancar desprezível
– Estamos na sala de Aizen-sama, não posso profanar este local sagrado – ele concluiu indiferente
– Você é mesmo um idiota – ela caminhou diante dele e contornou o trono, sentando-se nele
– Saia daí mulher – Ulquiorra advertiu
– E ainda por cima nem consegue fazer nada direito – ela fechou os olhos e descansou a cabeça sobre a pedra fria – É um fraco
– Quer saber? – Ulquiorra a puxou violentamente do trono – Foda-se o Kurosaki – ele rasgou as mangas do vestido de Inoue – Foda-se Aizen-sama
– Oras, mudou de idéia é? – a ruiva murmurou enquanto o empurrava contra o trono de pedra, fazendo o espada sentar-se sobre o mesmo – Acho que você não é tão idiota assim
– Está me testando mulher
– Só agora percebeu? – ela riu e sentou-se sobre o colo dele, levantando a saia novamente
– Você é corajosa – E antes que pudesse formular qualquer sentença sentiu a intimidade da ruiva engolindo seu falo latejante – Ah, mulher... Você...
– Ulquiorra...
A ruiva passou a se mover no colo do espada, que lançou a cabeça para trás e grunhiu alto em êxtase. Os corpos se moviam desordenadamente em um ritmo insano sob o trono do shinigami traidor.
A ruiva tomou os lábios do espada em um beijo quente e agarrou-se a ele firmemente. As mãos de Ulquiorra estavam cravadas na cintura de Orihime, ajudando-a a se mover no ritmo que ele ditava.
– Ahn... Ulqui... Eu – a ruiva gemeu alto e alcançou o ápice, a expressão de prazer brindando suas faces, ela despencou sobre o espada – Ulquiorra...
– Mova-se mulher, estou quase – o espada ordenou e mesmo sem forças ela passou a se mover velozmente em um vai e vem constante, as intimidades encharcadas se chocando audivelmente – Isso, isso...
Em questão de minutos o espada derramou-se no interior da ruiva, sua essencia escorrendo pelas pernas suadas e leitosas de Inoue, manchando sua longa saia
– Ulquiorra... Você... – os labios se encontraram mais um vez, porem dessa vez em um beijo lento e repleto de ternura
– Você é irritante mulher – ele mirou a face suada e corada devido a sexo, os orbes mais brilhantes do que o usual – É por isso que eu...
– O que está havendo aqui? – uma voz conhecida ecoou pelo salão pouco iluminado, a sombra portava uma gigante Zampakutou.
– Kurosaki-kun?!
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