Notas iniciais
Yo... Hoje ainda tem mais!
Gente, perdoem-me as palavras de baixo calão... Agora que eu li o capitulo anterior. Faz parte né, mas alguém se sentiu desconfortavel ao ler me avise.
Mais um o/

No fim das contas

Você não é boa

Você não chora

Como deveria

Deixe para lá

Se você puder

Quando o amor morre no final


- Seu... Animal – as mãos firmes do pantera tentavam se livrar do aperto firme ao redor do seu pescoço, que estava deixando-o desesperado

- Eu? – um riso doentio despontou na face do homem moreno – Quem estava se comportando como um animal era você – e em meio a uma gargalhada o Jiruga lançou o arrancar menor contra a parede velozmente, fazendo com que o mesmo caísse desacordado. – Vista-se – o homem virou-se para a ruiva ferida no chão, cuja face estava envolta em lagrimas

- Obrigada... Muito obrigada mesmo

- Não fiz isso por você – o arrancar mirou a foice negra em seus braços – Estava atrás de um duelo, mas você fez questão de ferir a minha presa – a expressão medonha de Nnoitra fez com que Orihime tremesse

- Eu...

- Algo a dizer? – o quinto espada inquiriu e a ruiva o mirou confusamente — Deixa quieto – ele gargalhou e rumou em direção a porta, mas uma mão o deteve — Ulquiorra – um riso amargo despontou na face do Jiruga – Por aqui dando o ar de sua desgraça?

- O que faz aqui Nnoitra? – o quarto espada inquiriu, e seu olhar varreu o aposento minuciosamente – O que você fez?

- Não fiz nada – ele encolheu os ombros despreocupadamente

- O que houve com ela? – Ulquiorra insistiu na pergunta ao estudar o estado critico da ruiva

- Como é que vou saber?! – o Jiruga sibilou e empurrou o menor – Saia do meu caminho – o arrancar contornou o menor e quando ia sair da sala foi impedido pelo quarto

- Eu fiz uma pergunta – o olhar esverdeado desafiava os azuis do Jiruga

- Ele me... Salvou – a ruiva murmurou com certa dificuldade – Se ele não tivesse aparecido... Eu...

- Porque veio aqui Nnoitra? – Ulquiorra o mirou desafiadoramente, ignorando Inoue – O que procurava aqui?

- Vim atrás de Grimmjow – o quinto sibilou – Estava entediado, e um duelo cairia bem – o Jiruga exibiu os dentes grandes – Mas a bonitinha ali já tinha desfigurado metade do meu oponente

- Hm – Ulquiorra afastou-se do maior e caminhou em direção ao corpo de Grimmjow – Está morto?

- Infelizmente esse bastardo está vivo – Nnoitra sibilou raivosamente – Mas a hora dele vai chegar – uma gargalhada psicopata eclodiu de sua garganta – Enfim, Fui.

Exibindo a foice para o quarto espada o quinto saiu, como se estivesse propondo um desafio mudo, indicando que Ulquiorra seria o próximo

- Lixo – ele murmurou para Nnoitra que exibiu a longa lingua antes de deixar o aposento – Todos são lixo.

Ajoelhou-se ao lado do homem desacordado e mirou o estrago que supostamente Inoue fizera. O pescoço e grande parte das vestes estavam banhadas em sangue, e a mascara arrancar apresentava uma rachadura quase que imperceptível

- Você fez isso mulher? – uma expressão curiosa delineava as feições do espada entediado

- Sim – ela assentiu timidamente

- Está perdendo a razão? – o arrancar inquiriu – Concerte isso agora

- Eu não consigo – ela gemeu de dor – Estou muito ferida

- Não tinha reparado – o Schiffer grunhiu – Vista-se

Enquanto Ulquiorra passeava pelo quarto tentando desvendar o que ocorrera, a ruiva procurava os retalhos de sua saia, e nesse meio tempo dois fraccions removeram o corpo de Grimmjow desmaiado do quarto velozmente, alem de providenciar novas vestes para a ruiva

- Porque não está vestida? – Ulquiorra indagou ao se virar para a ruiva que estava encolhida junto a parede

- Não consigo me mover – ela murmurou – Já disse que estou ferida – as palavras saíram emboladas devido ao sangue que escorria de sua boca

- Humanos...

Em questão de segundos o arrancar tomou o corpo da ruiva em seus braços e saiu do aposento da mesma, utilizando do sonido. Enquanto atravessavam o palácio, tudo o que Orihime via eram borrões brancos, devido a tamanha velocidade em que se encontravam.

- Onde estamos? – ela indagou quando o arrancar a depositou na cama de um luxuoso quarto

- Em meu quarto – ele simplesmente respondeu

- QUE?

- Você ouviu mulher – os orbes verdes passearam pelo corpo seminu – Qual a razão disso?

- Grimmjow... – ela suspirou pesadamente, o sangue manchando os lençóis brancos – Ele tentou me... Ele...

- Já entendi – o Quarto concluiu enquanto rumava na direção da ruiva – Venha – Sem nenhuma emoção tomou-a nos braços novamente e a levou até o banheiro

- O que está fazendo? – ela murmurou assim que o arrancar a depositou na banheira de pedra negra

- Te ajudando – as mãos pálidas rumaram até as costas lisas no intuito de remover o sutiã

- Heeeeey, pare! – a ruiva agitou-se na banheira com pouca água, e grunhiu de dor

- Não está em condições de exigir – a peça foi removida, revelando os seios fartos – E não há nada que eu já não tenha visto

- Baka! – ela grunhiu em resposta a indireta

- Deixe-me ver – ele endireitou-se ao lado da banheira após ligar a torneira – Três costelas quebradas e dedos e pulso fraturados, além de uma hemorragia interna – os orbes de Inoue fixaram-se no arrancar – Você foi bem

- Bem? – a duvida assolou a mente da ruiva

- Para quem lutou com um arrancar do naipe de Grimmjow e saiu vivo, você foi muito bem – Ulquiorra concluiu

- Isso é um elogio?

- Entenda como quiser – o Schiffer girou o corpo em direção a porta – Quando terminar o seu banho basta me chamar, ali ao lado tem um roupão.

- Sim – a ruiva assentiu vigorosamente

- Depois curarei os seus ferimentos, não faça muito esforço – o Quarto concluiu antes de abandonar o aposento

- O que foi isso? – a ruiva mirou o pulso ferido – Por um momento ele pareceu tão humano – murmurou para si mesma e começou a curar os dedos quebrados – Engraçado

Após ter os ossos devidamente no lugar suspirou aliviada e afundou na banheira com água quente. Sentia-se estranhamente confortável, como se nada pudesse atingi-la naquele raro momento de paz.

- Devo estar abalada demais – ela concluiu ao mirar o sangue desaparecendo de sua pele — Sim, só pode ser isso

E naquele minuto orbes esverdeados inundaram a sua mente, mas a razão desse sentimento ela desconhecia... Ou talvez não.