Agridoce
11 Predestinado
Notas iniciais
Minha inspiração se foi. Uff... amanha tem mais, com certeza uns tres ou quatro
Espero que gostem
Beijos
Vou encontrar o que há por trás
Do seu sorriso doentio
Enquanto deito por baixo
Dos seus olhos frios e cansados
A moça perdeu a conta do tempo que passou mergulhada naquela banheira, quando deu por si, a água já estava fria.
– Acho melhor sair daqui – em um movimento lento moveu-se para fora da banheira, tomando o roupão branco em mãos – Pelo menos consegui me curar – ela murmurou sorridente – Ainda dói
– O que dói? – a voz sem emoção manifestou-se muito próxima – Mulher?
– Minhas costelas
– Vou curá-la – os dedos braços enroscaram-se no nó do roupão branco, mas os dedos da ruiva seguraram o pulso do arrancar
– O que pensa que está fazendo? – a expressão tensa tomou a face da mulher – Eu já me curei
– Já? – ele inquiriu desinteressado
– Já – ela concluiu firmemente
– Ótimo – Ulquiorra murmurou e deixou o banheiro, sendo seguido pela ruiva, que acomodou-se a uma poltrona no canto do quarto – Tomei a liberdade de pedir que trouxessem a sua refeição para meus aposentos – ele murmurou friamente – Vai passar a noite aqui
– Hã?! – os orbes cinzentos se arregalaram
– Estou começando a crer que você tem alguma espécie de problema mental – Ulquiorra murmurou simplesmente – Você nunca compreende o que digo.
– É que é constrangedor
– Constrangedor? – os orbes verdes devoraram a figura a sua frente – Eu já te vi nua e toquei todas as partes do seu corpo, porque ainda tem vergonha?
– Porque... Porque...
– Não faz sentido – ele cruzou os braços sobre o peito e sentou-se na beira da cama – Enfim, porque Grimmjow foi atrás de você?
– Eu não sei – ela concluiu temerosa, tentando mascarar o nervosismo
– Está mentindo – Ulquiorra concluiu
– Como pode duvidar de mim? – a ruiva sibilou raivosamente
– Seus lábios. – o Schiffer apontou um dedo pálido na direção dela
– O que tem eles? – uma expressão curiosa enfeitou a face de Inoue
– Eles tremem quando você mente – o espada murmurou sem emoção – Seus olhos ficam um pouco arregalados e você não consegue olhar diretamente em meus olhos quando está mentindo
– Wow – ela riu nervosamente – Vou dizer a verdade então – a voz ficou falha – Grimmjow... Ele, ele... Sabe de tudo
– Isso não é novidade – o Quarto concluiu enquanto girava o cabo da Zampakatou tediosamente – Mas e daí?
– Ele ameaçou contar a Aizen-sama – a voz ecoou em um sussurro, que chocou o espada
– O que? – por um minuto Orihime teve um vislumbre do auto controle de Ulquiorra se esvaindo – Ele...
– Sim – ela abaixou a cabeça – E disse que para que ele se mantivesse em silencio eu deveria passar uma noite com ele, era uma espécie de acordo... Ele ia – as palavras morreram, a ruiva não teve coragem de dizer que ele entregaria Ulquiorra a Aizen.
– Ele ia?
– Dizer tudo – os orbes azulados estavam marejados – Isso é tudo culpa sua!
– Hm – os orbes analíticos percorreram a face corada da mulher – Presumo que você não tenha aceitado a proposta?
– Não aceitei – a voz estava controlada – E tentei feri-lo. Mas... Então... Aconteceu tudo aquilo. Se aquele arrancar, o quinto espada... Er...
– Nnoitra Jiruga – Ulquiorra completou a frase com total desinteresse
– Isso... Se ele não estivesse lá, eu provavelmente estaria em uma péssima situação – Orihime murmurou desconcertada
– Sem duvidas – o Quarto espada levantou-se e parou diante da mulher corada – Não se preocupe mulher – os dedos tocaram o fios laranjas – Nada vai lhe acontecer, ninguém te tocará
– Como posso ter certeza disso? Vocês são um bando de bastardos! – a ruiva afastou a mão do Schiffer – a começar por você
– Você acha isso? – os orbes verdes colaram-se na face rubra
– Acho – a ruiva levantou-se e ficou frente a frente com o arrancar – Quer saber o que mais eu penso?
– Diga – a expressão fria moldava o semblante do espada, que estava a centímetros da ruiva
– Que você é estúpido, grosso, mal educado – os batimentos cardíacos se aceleravam, a medida que ela perdia-se naqueles esmeraldas enigmáticas – Prepotente, arrogante...
– Você me odeia? – ele foi frio e direto
– Eu...
– Odeia? – Ulquiorra insistiu na pergunta
– Odeio! – ela afirmou satisfeita
– Mentira – ele concluiu e deu um passo em direção a ela – Você desviou os seus olhos
– Pare de me analisar! – a face de Inoue ganhava diferentes tons de vermelho – Você é irritante!
– Olha quem fala – os dedos pálidos enroscaram-se nas madeixas laranjas e longas – Com medo?
– Você não vai fazer nada! – ela o desafiou – Ou...
– Ou... – um brilho malicioso enfeitou a face sombria – Ou o que mulher?
– Eu vou... – a face do arrancar se aproximou da de Orihime, que lentamente foi fechando os olhos, indo de encontro aos lábios pálidos
– Me beijar talvez? – o arrancar de afastou com um ar petulante – Coma mulher – ele colocou as mãos no bolso e afastou-se, deixando Inoue desnorteada
– Idiota! – ela bradou irritada devido a vergonha
– Você tem certeza que eu te violei? – o arrancar indagou
– É claro que sim! – os orbes de arregalaram
– Parece até que você gostou – a ruiva abaixou a face, era a primeira vez que Ulquiorra tocava no assunto – Você gemeu o meu nome diversas vezes mulher
– Pare com isso Ulquiorra!
– Você tentou me beijar agora mesmo – um ar divertido brindava as expressões do arrancar
– Pare de me importunar – ela rumou até a pequena mesa de canto, similar a do seus aposentos – Preciso me alimentar
– Que avanço – Ulquiorra murmurou – Acho que terei que mudar os meus métodos de tortura, afinal, não se deve usar uma técnica que lhe agrada, não é mesmo?
– Oras, seu... – o sangue da ruiva borbulhava, e a mesma avançou na direção do arrancar que estava sentando na beira da cama, fitando-a com escárnio – Pare de dizer idiotices!
– Idiotices? – os cabelos negros espalhavam-se pelo colchão, os orbes fixos nos da ruiva que estava sobre si – Então diga-me, porque o seu coração está pulsando tão velozmente, mulher?
– Porque eu estou irritada – ela sentou-se sobre o abdômen do arrancar, ignorando a surpresa do mesmo
– Só isso – o Schiffer estava se divertindo naquele jogo – Porque não aceitou a proposta de Grimmjow?
– Porque eu não sou uma vadia! – ela não percebeu quando as mãos pálidas enroscaram-se em sua cintura
– Não queria me salvar? – o espada murmurou friamente
– Como sabe que isso fazia parte do acordo? – a ruiva indagou enquanto afastava-se do corpo do arrancar, ajoelhando-se na cama, na frente do mesmo
– Acha mesmo que não perceberia – a expressão era sombria – Aquelas suas perguntas sem sentido a denunciaram, nada é por acaso.
– Eu sinto muito, mas eu não poderia me entregar a aquele monstro – lagrimas se formaram nos orbes cinzentos – Mas isso não significa que eu desejava a sua morte, muito pelo contrario... Eu...
– Por isso feriu Grimmjow. – ele concluiu friamente – Não precisa dizer mais nada.
Quase que em câmera lenta os orbes se encontraram, e sem ao menos hesitar o arrancar colou seus lábios aos da ruiva, que correspondeu a altura, as línguas se enroscavam sofregamente, como se não houvesse amanha.
– Ulquiorra – a mulher sussurrou quando se separaram por falta de ar, as mãos pálidas seguravam a cintura da ruiva possessivamente, os corpos muito próximos. – Por que você...
Os olhos verdes estavam repletos de um brilho desconhecido, e uma sensação elétrica percorria o corpo do arrancar, que puxou a ruiva mais para perto. Quando ia selar os lábios novamente, a porta se abriu de supetão.
Tudo ocorreu muito rápido, e quando Orihime deu por si estava caída na poltrona
– Seu grosso! – ela bradou devido ao gesto desesperado do arrancar de se afastar dela
– ULQUIORRA — SAMA! ULQUIORRA-SAMA!
– Sim – ele murmurou com desinteresse o fraccion que adentrava o seu aposento com pressa
– Las Noches está sendo invadido, Aizen-sama solicitou a sua presença!
– Invadido? – uma expressão sombria tomou a face do Quarto, que instintivamente levou a mão até a Zampakatou
– Sim, são os shinigamis... – o fraccion tropeçou nas palavras
– Tsc!
– E eles estão sendo liderados por Kurosaki Ichigo
– Pode se retirar – o espada sibilou e o fraccion desapareceu nos amplos corredores do Las Noches.
– Ulquiorra... – a ruiva mirou o arrancar pensativo
– Sua hora está próxima... Mulher
E assim o espada deixou o aposento, rumando pelos corredores do castelo com uma expressão vazia.
– Essa é a minha chance
E tomando a Zampakatou em mãos, se permitiu sorrir por alguns segundos
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