Notas iniciais
Yo... Desculpem a demora.
Hoje tem varios

Eu tenho certeza que o gosto foi tão doce
Mas nunca foi bom o bastante para mim
Eu mordi a língua atrás dos dentes
Mas nunca foi bom o bastante pra mim

Gelado.


Extremamente gelado e perigoso.


Orihime tremia nos braços de Ulquiorra, presa ao corpo do espada. Estava com medo do arrancar — como estava com medo daquele homem diante de si — tão próximo.


Sua sanidade e determinação para lutar contra o Schiffer desvaneceram-se no momento em que os lábios negros pousaram sobre os seus, reivindicando um beijo. Tudo estagnou naquele momento... Era loucura, tudo o que ela não esperava.


A ruiva fechou os olhos, tentando conter o turbilhão de emoções que invadiam a sua mente e coração... Os lábios contra os seus, o corpo molhado pressionando-a contra a parede, as mãos em seus seios, as borboletas no estomago.


Era tudo real e avassalador — o espada a desejava mais do que qualquer coisa naquele momento — e Inoue tinha a plena certeza de que qualquer coisa que falasse ou tentasse não o impediriam de terminar o que ele havia começado – não o impediria de possuí-la naquele banheiro da maneira que ele quisesse.


O corpo pálido e molhado colou-se mais ainda ao da ruiva, de maneira que ela pode sentir a excitação do arrancar. O medo cresceu exponencialmente, e ela tentou se mover, mas isso fez com que ela se encaixasse mais ainda ao corpo de Ulquiorra.


– Não lute mulher – os lábios negros murmuraram contra os lábios da ruiva – Você não vai fugir de mim – os orbes verdes e impassíveis miraram a face rubra e amedrontada da humana tão próxima – Agindo dessa maneira você me incita a continuar


– Pare... Apenas pare – a lamuria se manifestou em um sussurro – Você não quer fazer isso


– Não? – um lampejo de diversão se instalou nos orbes verdes – Tem certeza? – a mão que pressionava um dos seios desceu até ao quadril e se instalou ali, fazendo Inoue estremecer


– Eu amo o Kurosaki-kun – um suspiro escapou dos lábios rosados – Isso não vai mudar


– E daí? – Ulquiorra sibilou – Eu não me importo com o que você sente


– Mas... Isso é errado!


– Errado? – Ulquiorra apertou a cintura da moça – Não existe o certo e errado – a ruiva ofegou – Só há o que é e o que não é... O real e o fictício.


– Isso é um erro! – ela exaltou-se – Pare! Pare!


– Escute mulher – os lábios negros depositaram um beijo casto na mandíbula da ruiva – Isso não é um erro, é uma escolha. Minha escolha – a mão que estava na cintura desceu até uma das coxas leitosas – Você não tem opções.


– Mas...


– Um erro para você, uma escolha para mim – os orbes verdes estudaram a face delicada – Se esta situação for analisada de vários ângulos, pode-se chegar a diferentes conclusões – ele suspirou e apertou a coxa de Inoue – Mas uma coisa é certa, por assim dizer.


– Pare... Ulquiorra


– Você não tem opções e eu estou aqui – a lingua percorreu a mandíbula de Orihime – Isso tudo é real, e não pode ser mudado... Inoue Orihime


– Eu... Não... Por favor – a mão que apertava a coxa deslizou até uma das nadegas da ruiva e ela ofegou, Ulquiorra não iria parar.


A lingua que percorria a mandíbula desceu até o pescoço em uma caricia ousada, enquanto a outra mão pressionava as coxas e o bumbum de Inoue. A água fria escorria pelas costas do espada, mas ele parecia não se importar.


Embora estivesse inebriado pelo desejo, Ulquiorra ainda era muito racional, o que tornava a situação ainda mais complicada para a ruiva, que almejava se desvencilhar do arrancar. Porem isso seria um tanto quanto difícil, já que o aperto sobre seus pulsos permanecia firme desde o primeiro momento.


– Você não vai escapar – o espada murmurou com a voz vacilante e os lábios rumaram para os da ruiva – Não agora – a lingua pediu passagem, mas Orihime não cedeu. Não se renderia as caricias daquele maldito... Era o que ela pensava


O arrancar continuou com os lábios presos aos dela, iria controlá-la a qualquer custo. A mão que acariciava as coxas e as nadegas de Orihime rumou até o interior da coxa da mesma, em direção a sua intimidade. Os orbes se arregalaram e depararam-se com os de Ulquiorra, que possuíam um brilho malicioso – ela tinha que resistir.


O coração de Inoue pulsava loucamente, como se fosse rasgar a sua caixa torácica. A respiração estava descompassada, e todo o seu corpo tremia – fato que agradou imensamente ao espada – mas ela ainda não estava submissa a ele


– Não tente me impedir – a respiração controlada do espada chocava-se contra as bochechas rosadas da ruiva – Não me provoque. Não resista.

– Eu não vou me entregar a você – havia um brilho determinado nos orbes cinzentos – Seu arrancar desprezível


– Ambos sabemos o fim disso mulher – a mão subia lentamente pelo interior da coxa de Orihime – Você não pode ignorar essas sensações


– Você pode ter o meu corpo contra minha vontade – ela sibilou – Mas jamais terá o meu coração – os lábios negros crisparam-se em resposta ao comentário da mulher – Ele pertence ao Kurosaki-kun


– Então o tomarei a força – Ulquiorra mensurou – Já tenho a sua alma e terei o seu corpo.


– Seu...


– Em breve o seu coração será meu mulher – o Schiffer sibilou – Você pertencerá somente a mim.


– Nunca! Nunca! Nunca!


– Cale-se – os lábios pressionaram novamente o da ruiva, e como o espada imaginou, ela resistiu a sua tentativa de iniciar um beijo – Você é persistente, mas eu sou muito mais – os dedos pálidos que passeavam pelo interior da coxa de Orihime adentraram a feminilidade dela de uma única vez, fazendo ela gritar de surpresa e indignação. O espada se aproveitou e introduziu a lingua na boca de Orihime, aprofundando o beijo.



– Hmm... Hmm... – a ruiva tentava falar, mas a tarefa parecia impossível. Em um ato de fúria mordeu a lingua do Schiffer, que se afastou instantaneamente


– Maldita! – Ulquiorra murmurou e tirou os dedos da intimidade de Inoue, levando a mão até o pescoço dela velozmente – Não brinque comigo mulher


– Eu não quero fazer isso! – os orbes estavam marejados – Não quero!


– Você é corajosa – os dedos que pressionavam o pescoço rumaram até os fios alaranjados, e forçaram a cabeça de Inoue para baixo com brutalidade – Mulher – ignorando a dor da criatura colada a seu corpo, Ulquiorra abaixou-se um pouco, selando os lábios dela novamente.


Com força e brutalidade iniciou um beijo sôfrego, repleto de desejo. Inoue contorcia-se tentando escapar, mas Ulquiorra a prendia com força. Por alguns minutos ela lutou contra o beijo violento do arrancar, mas suas forças estavam esvaindo-se.


Lagrimas começaram a rolar dos orbes cinzentos, e num ato confuso mirou a face do homem que devorava seus lábios com vigor, seus orbes estavam cerrados. O coração de Orihime falhou em uma batida – era como se ele dependesse daquilo para viver.


"Você não vai escapar"


A voz do arrancar ecoava em sua mente, repetindo o que ela não deveria esquecer.


"Você não pode ignorar essas sensações"


Será que Ulquiorra era capaz de sentir? Essa duvida pairava na mente conturbada a ruiva, que estava fora de orbita, enquanto seus lábios estavam colados ao do arrancar, tal como o seu corpo


"Em breve o seu coração será meu mulher"


Quanto mais tentava raciocinar, mas confusa ficava... O espada havia destruído toda a consciência que restava em sua mente, pelo simples fato de tocá-la de forma tão libidinosa, fazendo-a ter sensações até então desconhecidas.


Se quisesse sair viva de Hueco Mundo, precisaria da ajuda de alguém. E talvez esse alguém fosse Ulquiorra – de fato era. Até agora, ele foi o único com quem ela teve um contato mais direto... O arrancar era o único em que ela poderia confiar, pelo menos entre os espadas.


E se Orihime contasse o que estava acontecendo recentemente para Aizen-sama?


O que aconteceria com Ulquiorra?


Espantou esses pensamentos de sua mente... Se o fizesse, nunca teria a chance de sair viva daquele lugar. E Aizen poderia não acreditar em suas palavras, afinal, o Schiffer era o mais leal de seus servos.


Em um suspiro fechou os olhos e cedeu ao beijo.


As línguas enroscavam-se de forma sensual, provocando espasmos no corpo da jovem. Um arrepio estanho percorreu seu corpo nu, aquecendo o interior de suas coxas. Por mais que sentisse repulsa, ela o desejava.


Mas a ruiva não saberia dizer se era seu corpo, sua mente ou o seu coração que queria seguir adiante e se perder naquela loucura.


Notas finais
Sinto que o numero de caracteres estao aumentando gradativamente... Esta dificil controlar. Os capitulos vao ficar maiores, acho que isso é bom.
O hentai é no proximo. Yup!