Agridoce
6 Linha ultrapassada
Notas iniciais
Esse ficou maior. Espero que apreciem
Boa leitura
Você diz que sempre mantém sua palavra
Mostre-me do que você está atrás
Eu pensei que você tinha me prometido o mundo
Diga-me do que você está atrás
Não quero levar longe demais
Porque aqui estamos, esperando mais uma vez
Você diz que sempre mantém sua palavra
Mostre-me do que você está atrás
Só um pouquinho mais rápido
Era insano e prazeroso.
Os dedos de Ulquiorra afrouxaram o aperto no couro cabeludo da ruiva no momento em que ela passou a corresponder ao beijo. O arrancar estava um pouco surpreso, mas isso não o fez parar, muito pelo contrario.
O desejo em suas pernas pulsava mais intensamente a cada movimento — a cada entrelaçar de línguas — a medida que o beijo tornava-se violento e urgente. Ulquiorra precisava de mais, muito mais.
Soltou os pulsos da ruiva e levou a mão à cintura dela, enquanto a que se enroscava nos cabelos laranja subiu em direção a nuca, puxando-a mais para si. A inexperiência de Inoue a denunciava, e o arrancar se sentiu satisfeito, afinal, seria o primeiro a possuir aquele corpo perfeito.
A necessidade de oxigênio se fez presente e ambos separaram-se por milímetros, os orbes fixos um no outro. Orihime tremeu, parecia que o Schiffer podia ver através de sua alma. Por milésimos de segundos se encararam, até que Ulquiorra quebrou o contato visual e desceu os lábios no pescoço de Inoue, deixando uma trilha de beijos.
A mulher ofegava a cada toque, era tudo muito novo e intenso. Orihime não devia se deixar levar, mas seu corpo pedia por mais. O coração martelava contra o peito em uma melodia desordenada, o arrancar estava ciente do estado da ruiva e a levaria além do seu limite.
Palavras não eram necessárias naquele momento.
Ulquiorra succionava a pele alva com vigor, deixando marcas grandes e arroxeadas, maculando o corpo da ruiva. Levantou os orbes verdes e mirou o a face da humana... Suas feições demostravam prazer e medo.
- Pare... Ulquiorra – a voz extasiada murmurou entrecortada enquanto o arrancar lhe beijava o colo – Por favor
- Você não quer que eu pare – ele mensurou contra o colo úmido – E mesmo se quisesse, eu não o faria
- Seu... Ah!
Os lábios frios e negros tocaram os seios fartos de Orihime pela primeira vez. Ela gemeu e se contorceu diante do arrancar. A lingua ávida se manifestou e passou a delinear a região sensível, com beijos e mordidas. O espada estimulava um dos seios com os lábios e o outro com a mão.
- Pa... Ah... Re!
O arrancar ignorou Orihime e apertou um dos seios com força, fazendo-a gemer alto. Lambeu o mamilo rosado e rijo, fazendo a mulher ofegar e murmurar palavras desconexas.
- Já está assim mulher? – o espada desdenhou
Orihime ia murmurar alguns impropérios, mas não teve tempo, seus lábios foram esmagados pelos de Ulquiorra novamente, inquirindo um beijo repleto de paixão.
O arrancar perdia-se nos lábios da humana, jamais se imaginou fazendo esse tipo de coisa. A ruiva tremia sob o toque do Quarto... Apesar de frio e sem coração, Ulquiorra Schiffer era quente e intenso.
As línguas dançavam em sincronia e o espada pálido não perdeu tempo, desceu a mão que estava na cintura da moça em direção a coxa, rumando até sua intimidade. Ao sentir o toque despudorado em sua cavidade Orihime gemeu, e em um lapso de segundo, sua consciência veio à tona, denunciando e reprovando-a por estar se entregando ao inimigo.
- CHEGA! – a ruiva bradou após quebrar o beijo – O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTA FAZENDO?!
- Te castigando mulher – o espada concluiu e enfiou um dedo na intimidade úmida da ruiva, fazendo-a gritar
- Ah... Ulquiorra... Ahn – o dedo bailava no interior da cavidade, bombeando rapidamente – Pare! Pare! Pare!
- Será? – o arrancar colocou mais um dedo e continuou a bombeá-los, fazendo Inoue contorcer-se em suas mãos – Quer parar mulher? – os lábios colaram-se nos ouvidos da mesma, sussurrando de forma sensual.
- Paaaare! – Inoue gemeu e o Schiffer retirou os dedos melados da essência da ruiva do seu interior, levando-os aos lábios e sorvendo tudo em seguida – Chega... Ah... Ulquiorra
O Schiffer afastou alguns centímetros, mirando o resultado se suas ações. A ruiva nua estava encostada na parede úmida e fria, o corpo possuía algumas marcas de chupoes e a face estava avermelhada... O espada não sabia dizer se era devido à vergonha ou raiva.
- Você podia me punir de outra maneira – os orbes cinzentos se levantaram e encontraram os verdes analíticos – Não precisa me estuprar
- Assim é mais divertido – Ulquiorra concluiu e seus olhos desceram pelo corpo de Orihime – Sem duvidas é muito mais divertido mulher
- Eu não quero isso – a ruiva concluiu – Acredito que você não é nenhum retardado e é perfeitamente capaz de compreender o significado de minhas palavras
- Eu odeio me repetir, mas vamos lá – as mãos posicionaram-se uma de cada lado da cabeça de Orihime, e Ulquiorra se inclinou levemente – Você não tem opções
- Seu bastardo – a mulher crispou os lábios e sibilou – Eu não sou sua propriedade
Os orbes verdes miraram a ruiva e o arrancar deu um passo para trás, a água gelada correndo livremente pelo seu corpo, fazendo com que a franja negra cobrisse parcialmente os seus olhos.
Orihime deu um passo em direção ao arrancar e sem quebrar o contato visual desferiu um tapa na face molhada. Ulquiorra não se moveu.
- Isso é por você ter me beijado! – a ruiva gritou a plenos pulmões
- Terminou? – os orbes verdes encararam a figura e em segundos a mão do espada desferia contra a bochecha de Orihime um tapa violento. O corpo feminino chocou-se contra a parede e a ruiva deslizou pela mesma, sentando-se no chão.
- Uhh... – as lagrimas escorriam pela face feminina – Seu covarde!
- Eu estou cansado mulher – O arrancar abaixou-se frente a ela – Você está me testando desde o começo. Eu lhe avisei para que não brincasse comigo
- Você é um monstro! – os orbes azulados engoliram os verdes – Um arrancar!
- Correto – a frieza de Ulquiorra a feria profundamente – Onde paramos?
Ele avançou em direção a ela, mas Inoue foi mais rápida e o empurrou, fazendo com que o arrancar fosse ao chão e correu logo em seguida em direção a porta
- Previsível – os dedos enroscaram-se na canela da ruiva, fazendo-a tombar no chão antes que completasse o trajeto até a porta. Como um lobo caçando a presa, o espada a puxou para si.
Inoue foi arrastada pelo chão, e quando estava ao alcance de Ulquiorra tentou chutá-lo, mas ele segurou a sua perna impedindo o golpe.
- Teimosa – o Quarto murmurou enquanto arrastava a ruiva para perto – Você me excita mulher – o semblante do espada tornou-se sombrio enquanto ele engatinhava sobre o corpo da ruiva, a água do chuveiro molhando diretamente as suas costas e escorrendo do seu corpo para o de Orihime – Chega de brincar – a mão pálida levantou-se em direção a porta e um clique alto foi ouvido, estavam trancados
Os dedos pálidos contornaram a bochecha avermelhada devido ao tapa em um movimento singelo, sua expressão beirava a ternura.
- Isso não precisava ter acontecido – os dedos apertaram a carne da face da moça – Inoue Orihime
A ruiva não disse nada, apenas limitou-se a mirar os dedos de Ulquiorra. Seu corpo doía devido a queda e suas costas repousavam no piso molhado do banheiro. O arrancar que há pouco havia lhe ferido estava sob si, acariciando sua face.
- Minha vez – o Schiffer murmurou e sentou-se sob o abdômen da ruiva, os dedos desatavam a parte superior do Hakama rapidamente, deixando a peça de lado
Os orbes azuis passearam pelo peitoral pálido de Ulquiorra, o numero quatro extremamente visível juntamente com o seu buraco Hollow.
- Não... – Orihime murmurou – Eu lhe imploro
- Eu não tenho compaixão – o espada sibilou e desatou a parte inferior do Hakama, removendo-a velozmente junto com sua roupa intima e sapatos. – Mulher
- Ulquiorra... Não
- Com medo? – um vislumbre de prazer perpassou os orbes verdes frios – Eu vou te ferir mulher
Antes que a ruiva pudesse pronunciar qualquer sentença o corpo do arrancar estava sob o seu, todas as partes se tocando intensamente, e a água gelada escorrendo através de ambos.
Os lábios capturaram os de Inoue que retribuiu o beijo. Era errado, mas ela não tinha forças para lutar contra. As mãos do espada caminharam pela lateral do corpo dela e pararam na cintura, apertando-a instintivamente.
Descolou os lábios dos da mulher e os levou aos ouvidos da mesma, os seios sendo esmagados pelo seu peso
- Eu irei te possuir – a voz murmurou extasiada – Agora
- Ulqui... AHHHHH!
Uma dor lancinante percorreu cada célula do corpo de Inoue Orihime no momento em que o arrancar adentrou sua intimidade, era como se ela estivesse sendo partida ao meio.
- O seu corpo me pertence – o espada concluiu e lambeu o pescoço da ruiva libidinosamente – Esse é o seu castigo
O Quarto retirou o penis do interior de Orihime e a penetrou novamente, com certa brutalidade, movendo-se contra ela lentamente
- Isso dói! – Orihime murmurou quando o espada começou a se mover – PARE!!!
Tomou os lábios no intuito de calá-la e aumentou o ritmo dos movimentos gradativamente. As pernas de Inoue enlaçaram-se na cintura do espada, facilitando o movimento e diminuindo a dor, que logo deu espaço ao prazer.
Os seios da ruiva balançavam-se e chocavam-se contra o peitoral do arrancar, que investia cada vez mais rápido contra o corpo abaixo de si. Os dedos de Ulquiorra enroscaram-se nos fios ruivos de Inoue, puxando-os conforme se movimentava, e as unhas dela fincaram-se na carne pálida das costas do espada.
- Ulquiorra... Ahn... Eu... – a mulher resfolegava e gemia contra os cabelos do arrancar, movendo-se tão veloz quanto o mesmo e rebolando sobre a excitação dele – Ulquiorra!
A água fria chocava-se contra os corpos quentes, que se moviam freneticamente imersos em um desejo insano e carnal. Ulquiorra mirou os orbes azuis e em meio a um gemido de prazer despejou sua essência no interior de Orihime, que ofegava instantaneamente.
- Mulher... – antes que o arrancar pudesse terminar a sua sentença, lagrimas escorreram pela face da ruiva, isso o calou
- Eu te odeio – a declaração saiu em um sussurro – Ulquiorra Schiffer
O espada retirou-se do corpo da ruiva e levantou-se, colocando as vestes úmidas espalhadas pelo banheiro
- Recomponha-se – o Schiffer murmurou ao mirar o sangue e sêmen escorrendo pelas pernas da ruiva ainda deitada no chão – Não quero nenhum vestígio do ocorrido
- Eu te odeio – Orihime murmurou enquanto mirava o teto, a água gelada caindo abundante em seu abdômen, escorrendo para as pernas e lavando o sangue e a essência do arrancar.
- Eu não me importo – Ulquiorra murmurou enquanto rumava em direção a porta
- Espere – a ruiva virou a face em direção ao arrancar, que estagnou no caminho e permaneceu de costas para Inoue – Eu só quero que saiba de uma coisa.
O home girou o corpo e mirou a figura que se levantou com certa dificuldade.
- Você irá se arrepender por isso – os orbes cinza faiscavam de raiva – Ulquiorra Schiffer. Por cada toque, por cada beijo – a ruiva sibilou – Você vai pagar.
- Mesmo? – as feições do espada demonstravam divertimento
- Você tirou a minha inocência!
- E?
- Eu juro – a mão de Orihime se fechou em um punho – Que vou fazer você pagar
- Você já disse isso – Ulquiorra concluiu
- Eu... Você – a voz tremulou, porem a determinação fez com que a ruiva continuasse – Vai cair de joelhos e me implorar por perdão, arrancar asqueroso
- Que seja – o espada virou-se e saiu pela porta, deixando a ruiva sozinha no banheiro
Lágrimas grossas escorreram pela face de Inoue, que caiu de joelhos em prantos. Naquele momento nada poderia aplacar a dor que sentia, nem mesmo a água gelada que caia em suas costas.
Fechou os olhos e suspirou, uma sensação violenta ardendo em seu peito.
E pela primeira vez Inoue Orihime sentiu ódio.
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