Notas iniciais
Bem... Ta meio dificil solidificar a idéia, mas agora a história tomará um novo rumo.
Enfim, vamos lá. Esse foi um capitulo de transição, então me deem um desconto huahuahuahua
Espero que gostem

Só um pouquinho mais rápido
Segure a respiração agora que o rancor está se desgastando
Da dor que se instala quando aprendemos muita coisa em pouco tempo
Segure a respiração agora que o rancor está se desgastando
Da dor que se instala quando aprendemos muita coisa em pouco tempo



A sensação das mãos frias pressionando sua pele languidamente e do arrancar adentrando sua intimidade era muito vivida. Inoue fechou os olhos, a franja molhada cobrindo parcialmente a face, ocultando as lagrimas que insistiam em sair, mesclando-se com a água gelada que escorria ao longo do seu pescoço.



“Vou te marcar de uma maneira que jamais irá esquecer”



Ulquiorra estava certo, a ruiva não iria esquecer-se disso tão cedo.


Os dedos enredaram-se nas madeixas laranja, puxando-as com força, como se com esse gesto fosse capaz de cessar a tormenta em sua mente e coração.


– Eu te odeio Ulquiorra – murmurou para si mesma novamente, tentando incrustar aquela verdade recém descoberta no âmago de seu ser – Mas eu odeio mais a mim


Orihime levantou-se e banhou-se novamente, aproveitando a água que escorria por seu corpo... Queria livrar-se de qualquer resquício do que fizera com Ulquiorra.

“Eu não me importo... Eu não tenho compaixão”



– Eu queria que isso fosse um pesadelo – os dedos apertaram a torneira e a água gelada cessou, a ruiva não entraria naquele banheiro tão cedo. – Eu queria acordar


Em passos vacilantes caminhou para fora do banheiro e vestiu os costumeiros trajes de arrancar, sentia repulsa de si mesma.


– Por quê? – abraçou um dos travesseiros da cama e rolou na mesma, não conseguia raciocinar. – Ichigo... Ichigo... Onde está você Kurosaki-kun?


Imersa em sua tristeza cerrou os orbes e se enrolou confortavelmente na coberta, precisava descansar e tentar livrar sua mente das sensações provocadas por certo arrancar de olhos verdes.


A porta fechou-se silenciosa e o espada deixou o banheiro de seus aposentos.


Mesmo após um longo e quente banho seus pensamentos voltavam-se para certa figura ruiva, Inoue Orihime.


– Que merda que eu fiz? – o Quarto murmurou enquanto colocava as vestes de arrancar – Se Aizen-sama descobrir uma coisa dessas...


– O que tem Aizen-sama Ulquiorra? – uma voz venenosa indagou enquanto adentrava o quarto do moreno


– Não sabe bater? – o arrancar pálido indagou com desinteresse – Grimmjow


– Pft... – a expressão de ira converteu-se em um sorriso repleto de malicia – O que Aizen-sama não pode saber Ulqui-chan?


– Não sei do que está falando – o Quarto murmurou enquanto enroscava a toalha negra em um gancho atrás da porta – Alias, o que faz aqui?


– Não se faça de tonto – Grimmjow sibilou – Enfim, estive te procurando durante várias horas, onde esteve?


– Não lhe interessa – Ulquiorra concluiu com irritação – Diga logo o que quer


– Aizen-sama queria falar com você – os orbes azuis contraíram-se divertidos – É bom que tenha uma excelente desculpa para ele.


– Tsc... Era só isso? – o Schiffer concluiu


– Bem, há mais uma coisa – o azulado murmurou – Seria mais um conselho


– Fale


– Fique de olho na humana – Grimmjow concluiu com um sorriso desdenhoso


– Estou realizando meu trabalho com êxito – o Schiffer retrucou


– Sabe... Nnoitra demonstrou certo interesse nela – Grimmjow mirava o Quarto fixamente – E além do mais, ouvi gemidos vindos dos aposentos dela hoje


– Gemidos? – o sangue do arrancar gelou


– Gemidos – os orbes azuis não se desviaram dos de Ulquiorra – Antes que me pergunte a razão de eu ter ido lá, foi porque estava atrás de você


– Hm... – os orbes verdes estavam inexpressivos – Ela devia estar chorando, só sabe fazer isso


– Ela estava no banheiro – Grimmjow murmurou – Havia alguém com ela


– Já disse – o arrancar sibilou – Ela deveria estar chorando


– Ulquiorra – Grimmjow murmurou entre dentes – Não eram gemidos de choro


– E o que eu tenho a ver com isso? – o espada mensurou


– É o que eu queria saber – um sorriso maléfico se desenhou na face bem esculpida – O que você tem a ver com isso


– O que aquela humana faz ou deixa de fazer não me diz respeito – Ulquiorra concluiu – Poderia sair do meu quarto Grimmjow? Sua presença me enoja


– Eu não sou tolo Ulquiorra – o homem de cabelos azuis caminhou em direção a porta e virou-se para o Schiffer com um risinho petulante – Afinal... Existem coisas que Aizen-sama não pode descobrir, não é?


– O que quer dizer com isso?


O homem saiu do aposento e deixou o Quarto sem resposta


– Merda! – Ulquiorra bradou e socou a parede, que trincou com a violência de seu golpe – Era o que me faltava



Grimmjow caminhava pelos amplos corredores de Las Noches com um sorriso cruel estampado na face. Iria finalmente conseguir o que estava querendo há algum tempo.


– Estou entrando – a voz grave ecoou pelo aposento e a ruiva sentou-se velozmente na cama


– Saia daqui Ulquiorra! – Orihime bradou em resposta e rumou em direção a porta, mas surpreendeu-se ao concluir que não era o Quarto espada – Vo-você!


– Boa noite minha querida – os orbes azuis confrontaram os cinzas temerosos – Algo errado?


– O que faz aqui?


– Vim ter uma conversinha com você – Grimmjow caminhou em passos largos até a beirada da cama, e sentou-se na mesma – O Ulquiorra... Parece que não quer vê-lo.


– Eu...


– Ele fez algo a você? – o Sexto indagou com visível interesse


– Não – a voz da ruiva tremulou – O que quer comigo Grimmjow-san?


– Heh, você se lembra do meu nome – o homem sorriu – Fico feliz


– O que quer aqui – a ruiva irritou-se com a audácia do homem


– Não seja tão rude minha cara – o espada levantou-se e aproximou-se de Inoue, que recuou receosa – Afinal...


– O que... – as costas chocaram-se contra a parede, o medo crescendo em seu interior.


– Eu sei o que houve aqui há algumas horas – Grimmjow concluiu vitorioso


– O que?!


– Eu estava atrás de Ulquiorra a mando de Aizen-sama e não o encontrei – um dos dedos longos passeou pela bochecha de Orihime – Então imaginei que ele poderia estar aqui


Os orbes de Orihime não desgrudaram dos de Grimmjow, o pânico ardia violentamente em seu interior.


– Foi bom? – a malicia preenchia a voz do arrancar – Você gostou de ser tocada por ele?


– Eu... Eu não sei do que está falando – a ruiva concluiu exasperada


– Imaginei que diria isso – o azulado simulou uma expressão de tristeza – Sabe, tudo o que acontecerá a seguir depende exclusivamente de você


– Porque está aqui?


– Muitos de nós mataríamos para estar no lugar de Ulquiorra – a expressão tornou-se divertida, os dedos enroscaram-se em uma mecha alaranjada dos cabelos de Inoue – Tanto pelo fato de ter a plena confiança de Aizen-sama, como por estar zelando por você.


– Tsc...


– Você tem um belo corpo – os olhos azuis desceram pelo colo da ruiva – E eu sou muito melhor do que Ulquiorra, sabia?


Os dedos que enrolavam-se na madeixa rumaram até a mandíbula da ruiva, pressionando-a levemente


– O que me diz... Orihime-chan?


– Você é nojento – a voz murmurou com firmeza – Arrancar


A face aproximou-se do ouvido da ruiva, fazendo-a soltar uma exclamação


– Já imaginou se Aizen-sama descobrisse o que aconteceu? – Grimmjow murmurou com diversão evidente na voz – O que ele faria com Ulquiorra? – ele afastou-se e mirou a face que exibia uma careta – Iria destroçá-lo? Enforcá-lo? Torturá-lo? – ele gargalhou – Seria muito divertido


– Pare com isso


– O mais incrível de tudo é que você se importa – o homem gargalhou – E você disse em alto e bom tom que o odiava


– Eu o odeio – a ruiva concluiu


– Então não vai se importar com o que acontecerá com ele? – Grimmjow indagou a ruiva


– Eu... Não diga nada a Aizen-sama, por favor – a voz de Orihime denunciava a preocupação


– Você tem um bom coração – o homem mirou os orbes cinzas – Isso é patético


– Não conte nada, por favor – Orihime murmurou determinada – Eu não quero que ninguém morra por minha causa, nem mesmo ele.


– Já disse que tudo depende de você – Grimmjow concluiu risonho – Vai colaborar comigo?


– O que quer? – a moça indagou temendo a resposta


– Que me faça uns favores – o homem concluiu com um riso maléfico – Se é que me entende


– Eu... – as palavras sumiram de sua boca


– Uma noite apenas – Grimmjow mensurou


– Eu não sou uma prostituta! – a ruiva concluiu irada


– Eu sei – Grimmjow afastou-se alguns passos – Não estou te pagando


– Bastardo – Orihime murmurou entre dentes


– Não aja dessa maneira... Você não é mais virgem – Grimmjow riu do próprio comentário


– Eu jamais faria algo tão sujo – os orbes cinzas estavam repletos de raiva


– Ulquiorra irá morrer então – Grimmjow concluiu com falsa tristeza – Pobrezinho... Quem será que ocupará o posto de Quarto espada?


– Tsc...


– Já imaginou se Nnoitra for encarregado de trazer as suas refeições? – o homem murmurou ainda rindo – Nenhum orifício seu será perdoado Hehehe


– Seu... – Inoue queimava em uma fúria violenta


– Vinte e quatro horas – o Sexto espada mensurou – Voltarei após esse tempo e espero que você tenha uma resposta. Pense bem, não estou pedindo nada demais


O espada rumou até a porta, os orbes cinzas acompanharam o trajeto do arrancar


– Uma noite em troca do meu silêncio eterno – o homem sorriu novamente – Uma noite em troca de uma vida – a porta fechou-se cautelosamente


Orihime queria gritar... Tudo isso era culpa de Ulquiorra. Rumou até o banheiro e mirou a face transtornada no espelho, as lágrimas corriam livremente.


Por causa de Ulquiorra Schiffer sua vida estava se tornando um inferno.


E agora, o que ela faria?


Notas finais
E ai?