Notas iniciais
Mais um... Um pouco de romance no final, uma coisa boa antes da desgraça começar :P
Ah, e deleitem esse Ulquiorra fragil, pois receio que ele não ira se expor mais do que isso
Musica nova... Monster - Meg & Dia
Dedico esta capitulo a Kurai, que me impressionou com o review... :D
Boa Leitura...

Seus pequenos desejos "Me ame. Me Ame"

é tudo o que eu peço "Me ame, me ame "

Ele bateu seus pulsos pra sentir algo

Queria saber como era tocar e sentir algo



– Não – a voz chorosa murmurou entrecortada em um desespero mal disfarçado – Eu não vou morrer, não agora. Kurosaki-kun precisa de mim! — ela concluiu enquanto levantava-se com dificuldade, devido a brutalidade do ato que acabara de ser consumado



– Você está agindo como uma tola – o quarto sibilou tediosamente enquanto mirava a lamina em suas mãos pálidas – Quanto mais rápido isso se suceder, melhor será



– Pare de dizer coisas desse tipo – a ruiva murmurou – Pare de me ameaçar



– O que?



– Eu tenho percebido que suas palavras são vazias Ulquiorra Schiffer – ela o mirou com desdém, o que surpreendeu o espada – Sim... É isso... Ou será que minha presença está o confundindo?



– Cale-se mulher, ou não vou me conter – ele concluiu a mirando fixamente, a voz tinindo de luxuria



– Você tem razão – a ruiva concluiu determinada – O shinigami tem o que você mais almeja... E sabe porque?



– Tsc... Porque?



– Porque ele nunca desistiu de lutar – Inoue concluiu – Já você... Faz jus a sua natureza.



– É o que faço de melhor – os olhos verdes engoliram os azuis – Isso te incomoda tanto assim? – o maxilar pálido fechou-se em uma fúria perceptível – Mulher?



– Quem perde é você – a ruiva concluiu – Sabe muito bem que isto pode ter um fim diferente – ele mirou a Zampakutou



– E se eu te disser que quero fazer isso? – os olhos verdes comprimiram-se perigosamente – Que estou ansioso para te matar e ver a vida deixar os seus olhos chorosos?



– Você estará se enganando



– Como pode saber... Inoue Orihime? – em passos calculados o espada se aproximou da ruiva, que sentiu um arrepio na espinha, um novo sentimento invadia o seu peito... Medo



– Eu sinto – as ações da ruiva estavam se tornando confusas, as palavras custavam a sair de sua garganta – Eu... Eu...



– Você não sabe quem eu sou realmente – Ulquiorra sussurrou perigosamente ao pé do ouvido da mulher, que estava presa a uma parede do salão destruído – Você não conhece a minha real natureza



– Você é apenas um bastardo



– Acho melhor medir as suas palavras mulher – o corpo do espada colou-se ao dela – Minha paciência com tua existência inútil esta no limite



– Você está enganando a si mesmo, eu sinto! – ela bradou – Você não quer me matar, eu sei!



– Você sabe, você sente... – ele murmurou ao encarar os olhos azuis – Como pode saber?



– Eu apenas escuto o meu coração, eu sinto – ela concluiu hesitante



– Coração... – os dedos rumaram até o buraco Hollow exposto – Eu não tenho um coração – ele afastou um passo e a mirou com frieza – Portanto...



– O que?



– Eu não sinto nada – os olhos brilharam predatórios



– Ulquiorra...



– O único coração que eu almejei jamais pertencerá a mim – ele concluiu sombriamente – Então não há razão para lutar por uma ambição que não se tornara verídica



– Você...



– Logo, não há razão para que permaneça viva – o quarto espada pressionou a Zampakutou com fúria – Mulher...



– Eu não vou permitir que...



– Eu te mate? – um riso formou-se a face estóica, o que assustou Orihime – Só a sua determinação e coragem não serão suficientes contra mim mulher



– ...Mate o Kurosaki-kun – a ruiva murmurou enquanto se afastava do espada, no intuito de curar o shinigami



– Tsc... Ichigo Kurosaki – Ulquiorra não digeriu as palavras, uma sensação feroz e violenta tomando seu corpo se fez presente... Ódio – Não vai cura-lo – o espada bradou e antes que a mulher desse mais um passo ele estava atrás de si, os corpos colados, a lamina fria contra a pele delicada



– Não... – ela implorou – Por favor



– Um passo, uma palavra – o espada murmurou irritado – A menção do nome daquele lixo inútil... E adiantarei a sua morte mulher



– Eu já lhe pedi – a ruiva repetiu – Deixe-me cura-lo e farei o que quiser, serei sua



– Você já me pertence – o Schiffer censurou



– Serei completamente sua – o corpo voluptuoso girou no pequeno espaço e a face delicada encontrou-se com a fria e sombria naquele jogo perigoso – Completa e infinitamente



– Está mentindo – o Schiffer sibilou – Seus olhos estão lhe traindo



– Não estou mentindo – a ruiva rebateu hesitante



– Então olhe em meus olhos e diga o que afirma ser verdade – o arrancar a mirou sombriamente – Diga, mulher



– Eu serei... – ela elevou os olhos e deparou-se com a face bonita e sombria próxima – Eu... Eu... Sinto muito... Não consigo



– Ainda pretende cura-lo? – Ulquiorra indagou



– Não vou desistir – ela sibilou – Ulquiorra-chan



Os olhos verdes do espada arregalaram mediante o sufixo abusado, e sua distração foi a ruína, pois em um gesto desesperado e veloz a ruiva lhe deu um chute violento nas partes baixas, fazendo com que o mesmo largasse a Zampakutou e caísse de joelhos diante dela, lhe dando tempo suficiente para se desvencilhar da prisão de seus braços



– KUROSAKI-KUN! – a ruiva bradou ao mirar o shinigami desacordado e correu em direção ao mesmo, abaixando-se do lado dele – Nós sairemos vivos daqui, eu vou lhe proteger Kurosaki-kun – Inoue tomou a face ferida em suas mãos e fechou os olhos, segurando as lagrimas que lutavam para escorrer – Tudo isto é por minha causa... – os dedos passearam pelo rosto do morango – Espero que um dia me perdoe... Ichigo – Orihime fechou os olhos e uma luz amarelada emanou de suas mãos delicadas, curando a face do shinigami em seus braços.



– Inoue? – o ruivo abriu os olhos castanhos e focalizou a face da mulher chorosa a sua frente



– Ichi... Ah, Kurosaki-kun! – a mulher não poderia conter a alegria que transbordava em seu peito – Você está bem! Que bom, eu pensei que...



– Obrigada – o ruivo murmurou enquanto sentava-se sobre as próprias pernas e tomava a Zampakutou em mãos – Inoue, você está ferida – Ichigo mirou as pernas longas com alguns hematomas e sangue seco – Está cheia de marcas no pescoço... Não me diga que...



–Eu...



– Você tem o cheiro dele – o substituto colocou-se de pé em um salto – Não me diga que... Inoue...



– Eu não pude...



– Tsc... Aquele bastardo! – o ruivo mirou ao redor e percebeu uma figura alta encolhida em um canto do salão



– Você o curou – a voz sombria ecoou por toda a extensão do salão em ruínas – Eu lhe ordenei para que não o fizesse... Você jurou lealdade ao Aizen-sama



– ELA NÃO PERTENCE A NINGUEM! – o ruivo bradou ao arrancar – Vamos terminar com isso, seu bastardo – antes que o ruivo pudesse terminar a sentença, uma mascara de ossos se projetou em sua face – Criatura asquerosa! Vou te matar – a voz tenebrosa apavorou a ruiva atrás do shinigami – Você vai pagar por ter tocado nela



– Isso é um pouco injusto – Ulquiorra caminhou alguns passos, até que a luz da lua eterna de Las Noches o iluminasse parcialmente, ressaltando sua beleza exótica – Considerando que essa mulher que tanto luta para proteger tem colaborado muito comigo, se é que me entende



– O que está insinuando? – O Hollow interior tomava cada vez mais a consciência de Kurosaki



– No inicio eu a toquei contra sua vontade – o arrancar estava provocando o shinigami de uma forma cruel – Mas com o tempo a situação se inverteu...



– PARE! – Orihime bradou exasperada



– Inoue... A culpa é sua arrancar – o Hollow sibilou perigosamente – A CULPA É SUA ULQUIORRA SCHIFFER!



– Que seja – o moreno concluiu indiferente – Essa verdade não poderá ser mudada... Exatamente como a morte de vocês.



– Eu vou lhe fazer em pedaços



– Quem fala demais, pouco faz... Lixo – o arrancar murmurou e logo em seguida surgiu atrás de Orihime, tomando-a em seus braços e ressurgindo onde estava – Foi por essa mulher que você veio aqui?



– Tsc... Bastardo



– Eu fiz uma pergunta shinigami – o arrancar insistiu – Você morreria por ela?



– Inoue, aguente firme



– Hesitaria em morrer por ela? – Ulquiorra insistiu – Faria qualquer coisa por essa mulher?



– Pare de falar seu bastardo e lute!



– Eu vejo – Ulquiorra afrouxou o aperto e virou a mulher para si – E você mulher, consegue ver?



– Do que está falando?



– O que tanto almeja... – o espada murmurou – Jamais será seu



– Eu...



– Você perdeu mulher – o Schiffer sibilou e aproximou-se do ouvido da ruiva – O coração de Kurosaki Ichigo jamais lhe pertencerá



– Eu... – as lagrimas escorriam pela face pálida



– Então me diga – os olhos verdes a analisavam curiosamente – Vale a pena lutar por algo que já sabes que nunca lhe pertencerá?



– Eu não sei... Mas...



– Não vale a pena – Ulquiorra concluiu – Essa é a resposta para sua aflição



– Não de ouvidos a ele Inoue! – Kurosaki rebateu e fez menção de se aproximar



– Um passo e eu a matarei shinigami – o quarto mensurou



– Merda!



– Seja inteligente e permaneça onde está – o Schiffer concluiu e voltou sua atenção a ruiva que estava presa pelos pulsos



– Dói... Tanto – Inoue não conseguia conter as lagrimas



– Essa é a fraqueza dos humanos – o arrancar a mirou desdenhoso – Sentimentos... Isso te torna um lixo – a Zampakutou tiniu nas mãos pálidas – Farei um favor para você mulher – o espada murmurou divertido – Considere isso uma recompensa por ter sido útil para Aizen-sama e para mim.



– O que...



– Vou acabar com toda a sua dor – Ulquiorra levou a Zampakutou ao alto e a mirou concentrado – Prenda, Murcielago



Os cabelos negros comportavam uma mascara Hollow quase completa, com dois chifres pontiagudos semelhantes a orelhas de morcego. Asas longas e negras se projetavam de suas costas, e suas vestes se converteram em um túnica longa e sem mangas, na cor branca de seus costumeiros trajes



– Vou lhe fazer em pedaços shinigami



E antes que Orihime e Ichigo pudessem sequer respirar, um vulto pálido atravessou o salão e cravou a Zampakutou no peito do shinigami, o que arrancou um grito desconsolado da ruiva do outro lado da sala



– NÃO! NÃO! NÃO!



– Fim da linha



O arrancar murmurou e a mascara Hollow de Kurosaki se partiu em pedaços que foram ao chão, tal como o corpo mortalmente ferido do shinigami, que esguichava um liquido viscoso e escuro em abundancia, dando origem a uma espessa poça de sangue que se estendia ao longo do piso imundo devido a poeira



– KUROSAKI-KUUUUUUN! – a ruiva correu na direção do shinigami caído, mas braços longos a detiveram ao longo do caminho, e logo seu corpo era suspenso no ar junto do arrancar – ME LARGA!



– Cale a boca – Ulquiorra alçou vôo com a ruiva debatendo-se violentamente em seu ombro, o que o estava irritando profundamente. Logo estavam fora do salão em ruínas, sobre o magnífico e grandioso castelo de Aizen



– ME SOLTA! ME SOLTA!



– Como quiser – Ulquiorra mensurou e soltou a ruiva em pleno ar, o que a chocou profundamente, considerando a altura em que se encontravam. Sem qualquer alternativa a mulher fechou os olhos e direcionou seus pensamentos ao shinigami ruivo em uma prece silenciosa



“Eu não quero morrer, não agora... Mas se isso acontecer, na proxima vida irei lhe amar novamente... Kurosaki-kun... Me perdoe por ser tão fraca”



Antes que sentisse o chão contra seus ossos, braços a enlaçaram velozmente, puxando-a contra um peito frio e pálido



– ULQUIORRA! – a mulher bradou exasperada – O QUE ESTÁ FAZENDO?!



Em segundos ele alçou vôo para o ceu negro, e a ruiva percebeu que deveriam estar há mais de dez metros de altura



– Eu tenho que te matar – o arrancar murmurou enquanto mirava os olhos arregalados da mulher – E assim o farei – ele suspirou



– Porque não me deixou simplesmente cair e quebrar os ossos? – Orihime indagou pesarosa



– Uma vez eu ouvi de um humano corajoso que jamais devemos desistir daquilo que queremos – Ulquiorra mensurou nostálgico – E eu acho que isso faz sentido, apesar de meus olhos não poderem ver



– Você...



– Eu não vou desistir do seu coração, Inoue Orihime



E em meio ao luar eterno de Las Noches o servo mais fiel de Aizen selou seus lábios nos da humana, que mal sabia o pesadelo que estava por vir.



Notas finais
E ai? Algo a declarar?