Agridoce
17 Monstro
Notas iniciais
Será? Será? Será?
Ulquiorra malvadão, Orihime entristecida... Novos personagens chegando e hentai.
Hahahaha, espero que gostem
Monstro
Como eu deveria sentir?
Criaturas mentem aqui
Olhando através da janela
– Porque? – a mulher atordoada indagou assim que o espada desvencilhou-se de seus lábios – Porque brinca comigo dessa maneira? O que você quer afinal?
– Você sabe o que eu quero – Ulquiorra murmurou enquanto elevava um dos dedos ao céu negro, rasgando o mesmo e dando origem a um portal
– Onde iremos, eu tenho que...
– Logo verá – a voz murmurou friamente e o arrancar e a humana desapareceram em meio a escuridão
–--x---
Um choro infantil ecoava pelo salão destruído por Ulquiorra e Ichigo. A pequena arrancar de vestes sujas e esfarrapadas estava prostrada diante do shinigami que julgava estar morto.
– Buuuuu... Porque... Itsygo... Itsygooo!
Os olhos amarelados se arregalaram ao perceber uma pulsação fraca, e um riso alegre enfeitou a face da criança
– Eu vou salvar você – a pequena bradou exultante – Itsygo!
Em questão de segundos a pequena abriu a boca e soltou uma quantidade considerável de saliva sobre o peito do shinigami, e logo a pulsação se intensificou
– Itsygo? – ela passou a cutucar o braço do ruivo, subindo para o ombro apressadamente – Ta acordado? Itsygo?
– INOUE! – o rapaz sentou-se subitamente e sorriu aliviado ao perceber que o pequeno Hollow estava diante de si, são e salvo – Nel!
– ITSYYYGOOOOO! – a criatura agarrou-se ao pescoço masculino e o apertou com força desnecessária, quase privando o shinigami de ar – TA VIVO! TA VIVO! TA VIVO!
– Sim, Nel – ele murmurou – Mas quem... – os dedos rumaram até o peito ferido e o ruivo sentiu algo viscoso e transparente – Que é isso? Ah... Nel? AAAAARRRRGHHHHHHHH!
– A baba de Nel cura – a arrancar sorriu marota – É grudenta e quentinha né?
– Sua... sua... – o ruivo a mirou com um sorriso e tocou a cabeça da criança em um afago – Obrigada Nel – o ruivo levantou-se e colocou o pequeno arrancar sobre os ombros, para logo tomar a Zampakutou em mãos – Vamos Nel, temos que salvar a Inoue
– Itsygo... Nel tem medo... Não quero que você morra – os pequenos dedos se enroscaram nos fios ruivos
– Não sou eu quem vai morrer Nel – o ruivo murmurou enquanto se colocava a correr – Ficará tudo bem
–--x---
– Que lugar é esse? – Orihime indagou quando seus pés tocaram o chão frio do ambiente escuro e subterrâneo
– Já que vai passar um tempo aqui – o arrancar voltou pra sua forma original – Talvez você deva saber...
– O que?
– Aqui é a prisão do castelo – Ulquiorra concluiu de forma irônica
– E porque eu vou ficar aqui – a ruiva sibilou – EU NÃO POSSO FICAR AQUI! KUROSAKI-KUN PRECISA DE M...
Antes que a ruiva pudesse pronunciar qualquer sentença, o arrancar desferiu um tapa extremamente violento contra a face delicada, arrancando um grunhido da mulher, cujo corpo tombou ao chão de forma desajeitada
– Isso é por mencionar o nome daquele lixo – o arrancar concluiu e antes que a ruiva pudesse se levantar, desferiu um chute contra as costelas da mesma, fazendo com que ela se encolhesse no chão devido a dor – E isso, é pelo chute que me deu
– Ulquiorra... Você é um... Monstro – ela sussurrou mediante a dor – Eu...
– Está errada – ele ajoelhou e a puxou pelos cabelos, aproximando-a com brutalidade – Eu sou um Hollow, a representação da descrença
– Você é pior do que lixo – Orihime concluiu convicta
– Você acha isso mulher? — ele indagou — Então terá que buscar uma definição pior do que está para mim...
– O que?
– Depois do que farei, talvez passe a me odiar — ele concluiu com a voz em extase — Será o mais sensato a se fazer — ele puxou os cabelos com mais força e aproximou as faces, cravando os dentes no labio inferior da ruiva, até que os mesmos sangrassem
– Ahhh — ela gritou e o gosto metalico invadiu sua lingua, que foi capturada pela do arracar avidamente em um beijo veloz e violento, pois o mesmo forçava a cabeça da mulher para baixo com força
– Porque está sendo tão cruel? — a ruiva indagou em meio a soluços, o sangue escorrendo pelo canto dos labios — Você disse que não desistiria do meu coração.
– Disse mesmo — as maos palidas levantaram a mulher pelos cabelos e com brutalidade o arrancar a empurrou contra a parede, prendendo os pulsos finos nos grilhoes ali presentes — Mas o que eu te disse pode ser interpretado de diversas maneiras
– Da forma como esta agindo posso te dizer que jamais terá o meu coração — ela rebateu, as lagrimas escorrendo pelo rosto bonito
– Acho que ainda não compreendeu mulher — o espada murmurou desdenhoso — Tipico de voce
– E o que quer dizer então Ulquiorra?
– Não desistirei de seu coração — ele concluiu e se aproximou-se dela, tocando o seio esquerdo — Mas isso não significa que ele precisa estar vivo dentro de você
– Você...
– Eu vou lhe matar... Ainda duvida disso?
– Monstro!
– Diga mulher, já consegue me odiar? — o Schiffer levou a mão a Zampakutou e a retirou da bainha — Hum?
– Eu...
– Ah, esse maldito coração não permite — ele verbalizou controladamente — Que tal se eu o retirasse? Estou curioso para ver como ele é... — a Zampakutou rumou até o peito da ruiva e fez uma leve pressão, mais lagrimas rolaram
– Não... Por favor...
– Cale a boca lixo — o arrancar sibilou e puxou a espada para o lado violentamente, cortando o braço da ruiva, que urrou desesperada
– Você vai se arrepender Ulquiorra...
– Está me ameaçando? — ele sorriu divertido, a expressao sombria lhe dando um aspecto pavoroso
– Não — a ruiva murmurou — Pare, por favor
– Isso é só o começo — ele guardou a Zampakutou — Será muito mais divertido arranca-lo com minhas proprias maos — os dedos pressionaram o seio esquerdo sobre o tecido — Quero senti-lo pulsando
– Você é doente!
– Te aconselho a ficar em silencio mulher — ele levou o dedo ao ziper das vestes da ruiva — Ou as consequencias serao mais severas
– Ugh... — a ruiva tremeu sob o toque frio dos dedos palidos do espada estoico, que pressionava o seio com vigor e furia, deixando marcas avermelhadas que provavelmente se converteriam em hematomas mais tarde — Eu não entendo
– Ajoelhe-se — Ulquiorra murmurou e afastou alguns passos da mulher ruiva que o mirava incerta
– Para que? — ela indagou temerosa, uma ideia asquerosa tomando sua mente
– Ajoelhe-se mulher — Ulquiorra repetiu a sentença com a voz cortante, mas a ruiva não se moveu — Está me ouvindo?
– Eu não vou te obedecer — ela concluiu com determinação — Eu não vou mais ser usada por ninguem, muito menos por um bastardo como voce!
– Belas palavras — ele levantou o dedo na altura da face da ruiva e mirou furioso — Ajoelhe-se mulher. Eu duvido muito que restaria algo de sua face se um Cero fosse disparado a essa distancia.
– Covarde — Orihime sibilou, mas nao se moveu
– Cero! — os olhos azuis se arregalaram e a parede ao lado de sua face foi destruida, provocando alguns arranhoes leves em sua bochecha e testa — Não me provoque tanto, da proxima vez eu posso acertar
– Tsc... — a ruiva caiu de joelhos diante do arrancar que a mirava inexpressivo
– Eu ja mencionei uma vez que sua coragem pode lhe condenar — os olhos verdes miraram os azuis raivosos — E esse é o momento. Vejo que desde que chegou aqui ainda não aprendeu o significado da palavra obediencia
– Você não é o meu mestre!
– Exato, seu mestre é Aizen-sama — Ulquiorra censurou — Eu sou o seu carrasco, estou designado a fazer o serviço sujo
– Isso é imundo!
– Imunda é a sua existência mediocre — Ulquiorra rebateu — Agora percebo que a criatura fraca é você. Diversas vezes me chamou de fraco, mas quem está de joelhos perante mim é você mulher, implorando pela sua vida inutil e sem significado... Você é quem não sabe o que quer
– Eu sei muito bem o que eu quero! — Orihime afirmou — Quero que este pesadelo acabe, que todos vocês desapareçam e deixem meus amigos em paz!
– Não se pode dar um passo maior do que a perna — Ulquiorra provocou — E no seu caso, nem se levantar você pode. Vamos ao que interessa — os dedos enroscaram-se na baguilha da calça e em questão de segundos o falo latejante estava livre do hakama — Acho que já entendeu qual será a sua punição mulher... Ou será que é burra o suficiente?
– Eu não farei isso — a ruiva murmurou desconcertada ao mirar o membro tão proximo de sua face — Não mesmo!
– Quer morrer agora e nunca mais ver o seu precioso Kurosaki?
– Ele... Está vivo... Eu sabia!
– Está, por enquanto — Ulquiorra sibilou — Quer que eu o mate na sua frente novamente? — o quarto a mirava cruelmente — Ou aprendera a obedecer minhas ordens?
– Eu...
– Você sabe o que deve fazer — o espada mensurou — Chupe-o mulher
A ruiva não sabia o que fazer naquele momento. Orihime desejava morrer.
"Como eu pude acerditar nesse arrancar? Meu Deus, eu fui uma idiota em pensar que poderia tentar até dar uma... Eu fui uma idiota!"
Totalmente envergonhada e com asco a mulher aproximou a face do falo de Ulquiorra, que se deleitava ao ver a mulher tão submissa as suas ordens.
– Anda mulher — o arrancar sibilou friamente — Ou devo empurra-lo garganta abaixo?
A frase pronunciada pelo arrancar lhe trouxe lembranças dolorosas, do dia em que fora raptada, que aceiatara ir para Hueco Mundo em troca da segurança de seus amigos, do dia em que Ulquiorra ameaçou lhe empurrar a comida garganta abaixo
"Tudo não passou de uma mentira... Eu fui usada"
Talvez de olhos fechados seria mais facil, foi o que a ruiva pensou e fez. Era uma sensação estranha ter aquilo na boca. Salivar era inevitavel, a ruiva concluiu e ficou estatica ao pensar sobre o tipo de situação que estava passando.
– Mova-se — o arrancar ordenou — E não pense em fazer qualquer tipo de gracinha
Sem qualquer tipo de experiencia a ruiva imaginou o que deveria fazer naquele momento e se deixou levar, succionando o orgao latejante em sua boca delicadamente, até que percebeu que Ulquiorra estava ofegante.
"Deve ser assim..."
Audaciosa ela resolveu usar os dedos e realizou uma pressao delicada ao longo do membro, não era algo tão pavoroso, principalmente porque ela estava achando curioso ver o prazer estampado na face do arrancar que sempre era tão estoico
– Pare — o arrancar ordenou e a ruiva não se moveu. Ele estocou algumas vezes na boca dela e retirou o membro pulsante, para logo puxa-la pelos cabelos e coloca-la de pé
– O que pretende faz...
Os labios se encontraram mais uma vez naquele mesmo dia, em um beijo lento e fugaz, um tanto quanto inesperado, vindo de Ulquiorra. As linguas se tocavam intensamente em movimentos desordenados, e as maos do arrancar passeavam de forma lenta na curva da cintura de Orihime, que estava inebriada com tal gesto.
– Eu vou... — o arrancar murmurou e a suspendeu no ar por alguns segundos e logo a empurrou contra a parede, encaixando os corpos perfeitamente.
Sem ao menos prepara-la, rasgou o que restava da saia e introduziu o membro pulsante na intimidade da ruiva, que grunhiu ao ser invadida de forma tão bruta. O prazer e a dor mesclavam-se, fazendo Orihime perder-se em um outro universo, que ela julgava ser apenas fruto de sua mente perturbada, um mundo onde só ela e Ulquiorra existiam, um mundo onde o amor era o responsavel por todos os ator do espada mais fiel de Aizen.
– Mova-se mulher
Temerosa a ruiva obedeceu a ordem e moveu-se lentamente, no ritmo que o arrancar a conduzia. As investidas se tornaram mais velozes e conforme os corpos se chocavam um contra o outro, os seios fartos e marcados da ruiva se moviam ruidosamente, tal como os labios de Ulquiorra, que se cravavam no pescoço da mulher.
– Eu... ah... Mulher... — o arrancar despejou sua essencia no interior da mulher, que permaneceu calada o tempo todo. Assim que o arrancar saiu de seu interior ela sentou-se no chao de pedra fria e colocou-se a chorar, ignorando a presença do Schiffer diante de si
Por um segundo Ulquiorra sentiu um desconforto lhe acometer o peito, exatamente onde havia o buraco Hollow... Porém prontamente ignorou tal sensação
Ulquiorra esperava qualquer reação da mulher, menos essa. Um choro. Ela sempre se esforçava para segurar as lagrimas, e sempre depois que consumavam o ato, mesmo que forçado, ela sorria satisfeita, mas dessa vez foi diferente
– O que há com você mulher? — ele teve a audacia de ingadar, e o fez apenas para testar
Não houve ataque de furia, não haviam mais lagrimas, ela simplesmente o mirou, inexpressiva
– Não há nada — ela concluiu — Não há nada comigo, não há nada em mim
– Não está satisfeita? — Ulquiorra inquiriu
– Vou ignorar a sua pergunta — a ruiva murmurou enquanto mirava os dedos dos pés — Quer mais alguma coisa?
– Tsc...
– Eu cheguei ao meu limite... Porque não me mata agora? — Orihime indagou — Não é o que faria?
– Eu ainda não acabei — o arrancar sibilou — Tem muito mais
– Mate-me e depois pode usar o meu corpo a vontade. Simples assim. — ela concluiu friamente — Não é o que sempre faz Ulquiorra? Talvez você esteja certo, eu sou um lixo, sou fraca.
– ...
– Eu desisto de lutar. Eu sou uma de voces... — a ruiva concluiu — Tão vazia quanto você. Conseguiu Ulquiorra, meus parabens
– Está dizendo...
– Você jamais terá o meu coração Ulquiorra
O arrancar a mirou friamente e abriu um portal no calabouço frio, iria deixa-la ali
– Mais tarde eu voltarei mulher
– Você jamais o terá... — ela murmurou para o nada, pois o arrancar já havia desaperecido em meio ao vacuo negro — Porque você o destruiu... Ulquiorra
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