Agridoce
1 Desafiando o inimigo
Notas iniciais
Não será uma história muito longa, pois logo irei me mudar de cidade, sendo que fazer faculdade e se dedicar a uma fanfic longa é algo dificil... Não é impossivel, e com um pouco de determinação pode ser feito, mas não no momento. Pretendo continuar com pequenas ones e songfics, que postarei aos fins de semana... Mas isso é para o futuro.
Pretendo fazer uns tres capitulos no maximo, como a Pesadelo.
Enfim, nunca escrevi sobre o casal, tal como não conheço Bleach tão bem quanto Naruto e Vampire Knight por exemplo. Vai ser centrada apenas em Ulquiorra e Orihime, na situação em que ela se encontra. Enfim, costumo trabalhar dessa forma as minhas histórias, voltando-se totalmente para o casal principal... Acredito que por esse fato elas são tão curtas Hehe
Espero que gostem, boa leitura.
Ah... O velho esquema
-----> Negrito: Trecho da musica
-----> Italico: Pensamento
-----> O resto é normal
Raramente coloco alguma observação no meio da história, e se isso ocorrer será entre parenteses.
Dessa vez não me esquecerei dos travessões
lol
Você fica chamando de desastre
Espere a sua vez, você pode ter tempo de falar
Mal houve uma lição aprendida
Porque nenhum favor volta para mim
A noite fria e eterna pairava sobre Las Noches. O vento gélido farfalhava em meio à paisagem morta arrastando grãos de areia, moldando o vasto deserto que rodeava aquele lugar, onde a doce Inoue Orihime estava sendo mantida refém.
A figura feminina estava de pé mirando a lua que jamais deixaria o negrume daquele céu, enquanto seus alaranjados cabelos bailavam ao sabor do vento que adentrava o amplo cômodo de pedra, através das grades da grande e alta janela.
A moça suspirou enquanto seus dedos enrolavam-se no tecido branco do longo vestido de arrancar que ganhara no dia anterior. Tinha de admitir que era um belo vestido, digno da realeza, caso contrario não teria recebido um elogio do frio e distante Quarto espada.
Enquanto perdia-se em pensamentos e lembranças de sua vida antes de se tornar uma prisioneira naquele local inóspito, não percebeu o ruído da porta sendo destrancada.
– Estou entrando mulher – a voz fria e desprovida de emoção ecoou pelo aposento, tirando a ruiva de seus devaneios.
– Eu tenho um nome – Orihime murmurou enquanto virava-se para mirar o arrancar pálido perto da porta – E você sabe qual é.
A criatura ignorou a lamuria de Inoue e retirou a bandeja de prata do pequeno carrinho branco em que ela estava. Depois do vexame do dia anterior, onde um dos criados mirou o espada ser estapeado pela prisioneira, ele mesmo passou a servir as refeições dela.
– Coma – Ulquiorra depositou a pequena bandeja na mesa de canto e direcionou o olhar para Orihime, que não havia se movido até o primeiro momento
– Não tenho fome – ela cruzou os braços na frente do peito e escorou-se na parede atrás de si – E antes que você diga alguma coisa, nada me fará mudar de idéia
– Como quiser – o olhar frio estudou a figura a sua frente, ela precisava ser castigada por ser tão ousada e principalmente pelo tapa que havia desferido contra ele
Inoue continuou encarando o homem com uma carranca no belo rosto, mas logo a expressão da menina tornou-se amena ao perceber que o mesmo continuaria em silencio
– Então... Não vai dizer nada? – ela indagou sem hesitar
– Devo dizer? – s seriedade se fazia presente nas feições de Ulquiorra
– Bem, é que... – Orihime estava visivelmente confusa, e aquilo deixou o arrancar pálido extremamente satisfeito
– Eu volto mais tarde – o espada murmurou melancolicamente e rumou até a porta, mas antes de passar pela mesma olhou novamente para a garota e voltou a falar – Se você não se alimentar até o momento de meu retorno, terá uma surpresa desagradável.
– Eu não tenho medo de você! – a ruiva bradou exaltada, mas Ulquiorra não se moveu.
– Um conselho – o corpo do Schiffer atravessou a porta e ele disse em alto e bom tom já de costas para Orihime – Eu não suporto insubordinação
– Você não faria nada contra mim – Inoue o desafiou – O seu querido Aizen-sama não permitiria
– Eu posso ser cruel – o arrancar virou-se e Orihime pode perceber que o olhar do espada estava repleto de maldade – Muito cruel – sibilou – Além do mais, devo garantir que o propósito de Aizen- sama seja concluído
– Seu... Seu...
– Utilizarei de quaisquer artifícios para que isso ocorra – o Schiffer caminhou até Inoue, que recuou instintivamente, porém suas costas chocaram-se contra a parede de pedra – E você não irá me impedir mulher – a mão fria se direcionou a carne branca e quente do pescoço da ruiva, pressionando-o com certa força
– Eu... Ugh!
O Schiffer aproximou-se da jovem e sussurrou bem próximo ao ouvido da mesma
– Aizen-sama não precisa saber de tudo o que acontece – havia malicia na voz fria – Eu apenas devo assegurar que permaneça viva até que ele necessite de você mulher
A mão grande desvencilhou-se do pescoço da moça velozmente, fazendo com que ela caísse no chão de pedra
– Presumo que fui bem claro? – Ulquiorra indagou
Orihime evitou mirar os olhos do espada, estava com medo
– Eu odeio me repetir mulher – o arrancar avançou um passo em direção a mesma que se encolheu mais ainda contra a parede
– Cristalino como água – havia determinação nos orbes azulados e aquilo irritou o espada
– Ótimo – o Quarto sibilou enquanto deixava o aposento – Coma mulher — Ulquiorra fechou a porta atrás de si e desapareceu no corredor escuro.
Inoue suspirou.
Sua estadia em Hueco Mundo estava se tornando cada vez mais perigosa.
Notas finais
Algumas observações... Eu coloquei Quarto com letra maiuscula, para ninguem confundir com o aposento huahua, é que tenho mania de me referir ao Ulquiorra assim as vezes.
Não fiz prologo, eu acho extremamente tedioso /Gomen
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