Ago(u)ra

20 Tipos de fins


Posso morrer.

A qualquer momento.

Por um Taser,

Ou Zip Taser.

Uma maldição da Morte.

Um corte de Excalibur.

Ou um olhar da Medusa.

Ou o sangue errado de Górgona.

Ou um enxame de teleguiadas.

Um acidente de carro.

Incêndio.

Desabamento.

Sanguessugas.

Uma sucuri.

Três sucuris.

Um ataque terrorista.

Um corte na jugular.

Erros cirúrgicos.

E o escambau.

Mas nada disso importaria,

Se não houvesse uma vida.

Para ser vivida.

Aproveitada.

Feita de risos.

De tristezas.

E mais risos.

Se não houver um coração batendo,

Jamais haverá um que pare.

E se houver,

Se houver um.

Torça para que tenha vivido bem.

Mesmo que por pouco tempo.

Ainda que não tenha nada ligado a ti.

Importe-se.

Sinta.

Porque merecemos essa felicidade.

Todos.

Sem exceção.

Talvez uma segunda chance não seja viável.

Mas sempre há felicidade,

Para os que a sabem encontrar.

E para os que continuam a procurar.

É nisso que eu acredito.

É aí que eu ponho fé.

Onde eu desejo,

E sempre desejarei.

Para todos.

Todos.

Eu desejo um sorriso.

Um sorriso grandão.

Que nunca tenha fim.

Feliz eternamente.

Quem sabe se hoje é o seu dia?

Aproveite o que lhe resta dele.

E viva.

Como se não houvesse outro dia.

Literalmente.

E nunca,

Nunquinha,

Desista do seu sorriso.

Não ouse.