Ago(u)ra

94 Soneto IX: La tragédie des Cieux


Notas iniciais
Our holy war.

O anjo a amou como se ela fosse ouro, ou Deus, ou seu reflexo

Sabe-se que a amou muito, muito mesmo, de tal maneira,

Que nem arcanjos nem querubins viam mais em suas palavras o nexo

Da sua paixão firmada no fogo, sem eira nem beira.

~

Viam nos olhos dele o sentir apaixonado de que Ele priva os anjos

Os suspiros lacrimejantes dele enquanto a plenitude se esvaía

E a sua harpa linda e brilhosa fazia sonos como os de banjo

Repulsa em todo o céu, e para o chão terreno agora ele iria.

~

A garota bronzeada não percebera de início o garoto ali, olhando

Completamente fissurado em um ser tão comum, mas especial

Quando se virou, lá estava ele à espera, mas ela ignorou, e foi andando

~

Seu amante não acreditara, e sofrera. Sofrera por amor a ela

Ela jamais saberia que o anjo, por ela, trocou açúcar por sal

E que, agora, vagava pelo chão, sujo, como um encarcerado numa cela.