Notas iniciais
Não,você não está sonhando.
É sim um novo capítulo de agony.
Vamos explicar:
O Nyah está de sacanagem e não quer deixar-nos incluir uma nova fic.E como a vontade está grande,decidimos postar aqui mesmo e dar a continuação daqui.
Espero que entendam.
Como prometido nas novidades,temos aqui uma narração inteira do psicopata mais lindo do mundo.
Boa leitura ^^

Informo-lhes que estou irritado.

Muito irritado.

É lamentável dizer que o Beyond de antes parece ter entrado em uma complicada e triste metamorfose, onde perdeu uma parte de si mesmo neste processo.

Há exatamente 120 ligações e 200 mensagens atrás para ser mais exato.

Estou em um dilema existencial a mais ou menos um mês. O que eu fiz da minha vida?

Sentado em minha cama, penso em tudo que aconteceu exatamente após ter aceitado namorar minha aprendiza de sociopata. Melissa. No começo estava mesmo incitado a brincar de gato e rato com ela, mesmo que por um determinado tempo.

Após ameaças de Matt e afins, decidi levar um pouco mais a sério o que eu estava chamando de relacionamento, tentando expor um lado gentil e menos insano para salvar alguma possível afeição por seu jeito.

Poderia dizer que o problema que é “amor” que tenha surgido disso e que agora, eu estava afiando minhas preciosas adagas com pensamentos adornados de melissa.

Mas não é isso. Estou realmente tentado a terminar e roubar seu coração. Não literalmente é claro.

Ou talvez sim.

Tenho total domínio dos meus pensamentos, diferentemente do meu irmão, que a cada dia que passa acha que o conto de fadas chamado Raito será eterno e lívido. Posso ser um mero expectador em assuntos amorosos, mas prefiro ser desse jeito, que me é muito mais lucrativo do que suspirar pelos cantos por causa de um ser que é feito para magoar, destruir e machucar.

Admito que eu seja um ser desse tipo, mas o ser humano em geral é assim. Alguns tratam um amor como um negócio, algo para ser vendido e valorizado fora do contexto sentimental. Outros se escondem do sentimento como se isso fosse algum tipo de doença contagiosa, se esgueirando de pessoas e coisas como se a vida dependesse disso.

Não em um conceito filosófico, mas algo que se aprende.

No meu caso, acho que a linha tênue entre afeição e amor muito importante para discernir um relacionamento. E no caso em que me encontro, é uma simples atração que reagiu e tornou-se dispensável no momento.

Não tenho planos, não tenho ideias, tenho impulsos.

Impulsos rápidos e ágeis, que me fazem lidar com situações propostas e de acordo com meus pensamentos.

Vamos encarar meu relacionamento como um brinquedo, para simplificar.

Quando eu completara sete anos, ganhei uma pequena adaga de presente. Meus olhos faiscaram intensamente sobre a caixa adornada de pinos metálicos e ao abrir o embrulho, aquela lâmina faiscante parecia chamar meu nome e me convidar para tornar algo mais escarlate, como meus orbes.

Aquele foi o melhor dia da minha vida e agradeci a Lawliet eternamente por saber o que escolher para mim. Mas naquele aniversário, um parente distante, me mandara uma enorme caixa, que ao ser aberta, revelara um helicóptero feito à mão, pintado e com cada traço distinto e diferenciado por natureza. Meus orbes analisaram o brinquedo com excitação inexistente até vê-lo. Watari até havia pensado que aquele brinquedo mudara algo dentro de mim e até esbanjou um sorriso ao ver meu empenho ao tentar desvendar o brinquedo.

Uma semana se passou e o que era divertido e novo, tornou-se entediante e sacal.

O que eu fiz com o brinquedo?

O joguei pela janela com tamanha força, até vê-lo se chocar contra uma rocha e partir-se em pedaços.

Mais tarde, sai para matar esquilos com a adaga nova. E só sai do quintal ao ver quatro esquilos abertos e cheios do liquido viscoso em minha camisa de ursos.

Meu relacionamento com melissa está igual ao helicóptero de brinquedo, mas infelizmente não o quebrei ainda.

Digo infelizmente porque minha mente agora se divide em pensamentos um pouco mais delicados do que atirar brinquedos pela janela.

Não é questão de piedade, já que desconheço essa palavra em minhas ações. São as consequências de cometer um homicídio.

Tudo bem. Estou brincando. Mesmo que às vezes, eu tenha ideias de esganá-la ou algo assim.

A verdade é que estou tentando terminar uma coisa que nem deveria ter começado de um jeito que não me leve a esganá-la ou enfiar uma das minhas preciosas em sua garganta.

Quase já fiz isso.

Melissa está cada vez mais grudenta e sacal, levando-me a pensar que namorar meninas não está nos meus padrões. No começo, pensei que algo nela além da aparência me atrairia e até tentei-lhe mostrar que meu jeito não é igual aos garotos da nossa escola, mas ela simplesmente se mostra irredutível.

Sou como uma lâmina de uma faca. Retrátil, rápida, sorrateira, imprevisível e indomável nas mãos da pessoa certa. Sou insanamente compreensível e não cederei a nada que me é proposto por algum ser humano falho desse mundo.

O amor para mim é um objeto totalmente compreensível e dispensável.

E isso tem que acabar, para o bem da Melissa, antes que eu não garanta mais sua segurança.

[...]

-Acha mesmo uma boa ideia Beyond?-perguntou-me Near, mexendo distraidamente em seu cappuccino, olhando a paisagem de fora do banco simples da cafeteria.

O convidei com intuito de perguntar-lhe sobre meu relacionamento e também comer uns donuts de geleia de morango. Assenti e dei uma mordida no donut, deixando um pouco de geleia respingar em minha camisa preta.

-Admito que ache sua ideia um pouco precipitada desde o inicio. -acrescentou, fitando-me.

-Não foi precipitado Nate, sabe que isso não existe no meu vocabulário. -respondi, bebendo um pouco de latte de baunilha. Nate revirou os olhos e voltou a bebericar um pouco de sua bebida fumegante, retesando-se em seguida.

-Como acha que ela vai reagir?-indagou depois de um tempo, sorrindo seco.

-Isso não me importa. -retruquei sério, bebericando um pouco mais de latte. -Só quero dar um ponto final nessa brincadeira de criança.

-Vamos ser analíticos beyond. O que acha que tentou fazer ao aceitar algo com ela?

Pensei por um tempo antes de responder.

-Nada River, apenas uma atração. -respondi. -Uma simples atração, que não valeu apena nem um segundo.

-Como assim?-perguntou atônito, com a face manchada de duvida.

-O que quer saber?

Near passou a mão livre em seus cabelos, uma prova de impaciência. Relaxei na cadeira e olhei de relance uma senhora andar pela calçada acompanhada de uma risonha criança. Por um momento desejei estar ao lado deles, sorrindo também. Voltei minhas atenções à abandonada rosquinha, adornada de geleia.

-Só quero entender o motivo da sua atitude. –respondeu simplório.

-Qual delas?-perguntei debochado.

-Beyond, só quero te ajudar. -pausou e acrescentou. -Precisa banhar seu sarcasmo ao conversar com seu velho Nate?-sorriu sarcástico e acabei rindo também.

-É claro!-exclamei rindo. -O que seria de Beyond sem sua arma mais vital?

-Tudo bem, consegui descontrair o clima. -comentou risonho. -Agora pode ir se explicando.

Tomei uma postura mais séria, ao ajeitar-me na cadeira, fitando-lhe intensamente.

-Quer um resumo ou o salto de um precipício?

-O que é mais demorado?-perguntou em tom ausente, olhando-me distraído.

-Por que quer o mais demorado?Está fugindo da sua Can?-perguntei ácido.

-Não é isso. -respondeu ainda distraído, porém sério. -É que ela anda meio chateada com algo e não quer me contar. -refletiu por um tempo, levando a mão até o queixo. Decidi tomar a iniciativa de instigá-lo a contar-me mais.

-E o que seria?-perguntei, mas não obtive resposta. -Não acha que Candece está muito distante desde que entramos de férias?

-Acho. E também penso que pode ser algo grave e ela simplesmente opta por omitir coisas. -sua expressão sugeria tristeza, mas decidi deixá-lo com seus próprios pensamentos e suposições.

-Deve ser algo relacionado à escola nova. -sugeri ameno. -Ela deve estar insegura, sabe como são as meninas. Precisam de outras meninas para desabafar.

-Talvez seja isso. -falou pensativo e logo suavizando a expressão. -Vamos deixar Can para mais tarde, diga-me logo o que está tirando sua sanidade ou a pequena porcentagem que resta dela.

Terminei de bebericar meu latte e olhei para a caixinha vazia de donuts.

-Pegarei mais donuts. -anunciou Near, levantando-se em direção ao caixa. -Quer mais latte de baunilha?

Assenti positivamente e encarei distraidamente a calçada, da vista embaçada do vidro da cafeteria.

Viajei em devaneios, pensado em quais motivos seriam realmente relevantes para dissertar com Nate. Sai rapidamente ao sentir meu celular vibrando em meu bolso. Atendi sem olhar o número.

-O que quer?-perguntei ríspido

-Amor, onde você está?-senti um arrepio percorrer meu corpo ao ouvir a palavra “amor” sendo soada com tanta facilidade. Revirei os olhos e olhei para Near trazendo uma caixinha de donuts e um copo médio de latte de baunilha. -Beyond?Está na linha?

-Melissa, estou ocupado. -respondi mais ríspido ainda. -Pode ser mais direta?

-Pode-me dizer onde está?

-Sayonara Melissa. –desliguei e retirei a bateria do aparelho, deixando tudo na mesa. Nate se limitou a dar uma risadinha seca, observando-me atacar a primeira rosquinha.

-A situação está grave mesmo Beyond. -comentou, pegando uma rosquinha da caixa. Terminei de mastigar e o encarei.

-Nem me fale. Está vendo essas olheiras?-apontei para duas profundas olheiras que se instalaram um meu rosto. -Nate, não sou Lawliet. Durmo mais de 10 horas por dia, para aumentar minha capacidade de raciocínio. Agora, se durmo mais de 5 horas, é sorte.

-Poxa. -limitou-se a dizer, estupefato.

-Isso é a expressão mais cômica que teve no momento. -murmurei irritado. -Outro dia, eu estava afiando minhas lâminas especiais e fui interrompido por que ela queria ir ao cinema.

-...

-Não vou deixar que uma mera expectadora da minha vida se torne a atriz principal do meu show. -conclui decidido, bebendo um pouco da bebida em meu copo, sorrindo diabolicamente. –Quem dita às regras nesse jogo sou eu.

Notas finais
E aí?Estamos enferrujados ou ainda causamos emoções?
Espero reviews,estamos com saudades ^^
Sayonara,Danna e Itaxe