Agathe

22 Finais


“Como deve ser voar?”, eu perguntei.

“Deve ser”, a menina falou, olhando o galeirão sobrevoando a lagoa “algo como liberdade”.

Sorri.

“Anna!”, eu te ouvi gritando. Vi seu olhar se transformar em fúria.

Suas mãos fecharam em punhos.

O mundo reluziu, tremeu. Como poeira em ventania.

“Como ousa?” tu falastes, lançando aquela luz em todas as direções, fazendo o ar reverberar. Abarel foi destruído.

Não morto.

Ele transformou-se em

vazio.

Nem sequer a morte o recuperou. Seus homens tiveram mais sorte.

“Agathe”, sussurrei, enquanto a morte me carregava para longe, por entre as nuvens; suas asas dançando no ar.

Liberdade.

Notas finais
Gostei dessa palavra? Nope. Nenhum um pouco. 0. Nadinha. Fiquei uns 5 minutos pensando "onde diabos vou enfiar um pássaro?". Aí me saiu essa ideia, pensei "vai lascar com todo meu planejamento mas... ok". No fim, até que gostei. Sobre o capítulo: 1. deu para entender o que aconteceu? Por causa das 100 palavras achei meio corrido, mas né. Pacience. 2. Yep, essa é nossa Agathe. Acho que ela tem razão de achar que ninguém pode tocar nela. 3. Chegamos no começo da história. Eu comentei no Facebook que estava ansiosa e animada para escrever o capítulo de ontem e o de hoje. Por que? POR ISSO. Lembra que eu disse no capítulo 7 acabou a parte 1 da história. Hoje acaba a parte 2. TAN TAN TAN 4. Por algum motivo, se eu deixar "ele transformou-se em vazio" tudo junto, conta como 101 palavras. Então vamos deixar separado e fingir que é intencional. ps: acho que terei tempo de atualizar os acompanhamentos amanhã. Amém irmãos.