Against All Odds
7 Capítulo 7 - Explicações
Notas iniciais
Um gemido saiu dos lábios de Quinn, ao mesmo tempo em que ela levava a mão ao rosto e respirava fundo, totalmente perdida. A mão de Rachel parecia ainda arder no rosto da loira, como se ela pudesse sentir o contato da mesma mão que uma noite atrás a fizera ter algo para se agarrar devido ao prazer, agora lhe causava uma dor inimaginável e latente na face. Sua respiração automaticamente ficara ofegante e seus ombros caíram sabendo que aquilo de paraíso não teria nada, realmente.
– Como... Você... Pode? – Foi ai que ela notou que Rachel estava com a mão tremendo, provavelmente já tinha feito algum esforço antes e aquilo doía nela de alguma forma, além de que ela demorou a falar graças à respiração, também ofegante. – ELE É MEU IRMÃO! – Com aquele barulho do lado de fora, abafando qualquer coisa dentro daquele armário, ela simplesmente gritou, ninguém a escutaria, ela sabia disso.
– Eu sei! Eu lembro que ele é seu irmão! – Estava desesperada e continuou acariciando o rosto, ela imaginou que essa conversa viria, mas não naquele momento. Ou ao menos que não haveria tanta raiva da parte de Rachel. – Tanto que quando eu a vi se aproximar, eu pensei em te afastar... – Queria continuar aquilo, mas sua voz falhou e em breves momentos, disso, Rachel desferiu mais um tapa em seu rosto, mais forte que o primeiro e em sua outra bochecha.
– Deveria ter ficado longe, eu estou me sentindo péssima! Eu traí meu irmão! – Sua voz tinha um tom ofensivo, mas agora era baixa, como se pudesse simplesmente esquecer depois que falasse daquela forma. Como se a sua voz mostrasse o quanto estava destruída e sequer sabia que estava assim. – E você sabia, cunhada... Você mentiu para mim. – Sua voz agora demonstrava amargura, era só o que ela sentia pela loira próxima a si.
Quinn deu alguns passos para trás e encostou-se na parede fechando os olhos, passou a mão em seu cabelo, que havia ficado solto e por fim passou as mãos no rosto tentando afastar aqueles sentimentos que não faziam mais sentido em sua cabeça. Havia se entregue a Rachel em um momento de total alusão dos fatos, ela só via como estava se sentindo e isso era um desejo muito forte, uma excitação latente.
– Me perdoe, Rae! Me perdoe, eu desejei você, eu realmente não pude evitar, não poderia simplesmente te deixar ir dessa forma quando você estava ali, exibindo-se para mim! – Sua mão foi lateralmente para a parede dando um soco lateral e engolindo em seco, algo estava muito errado e sentia-se a pior das mulheres. Até porque, podia não amar totalmente Puck, mas respeitava seu relacionamento com o homem.
– Eu também a desejei, desde o primeiro segundo em que eu a vi, Lucy... – Maneou com a cabeça e girou desferindo um soco com força na parede e com isso machucando a mão com certa força, fazendo com que sangrasse em cada ponto onde a superfície dura lhe acertara. Definitivamente nada feminino, mas aquelas caixas, que não haviam sido retiradas, no chão a desequilibraram e ela precisou sentar por um momento em uma delas. – Só que você sabia como isso era errado, afinal você é a namorada do meu irmão, sabia meu nome... – Suspirou em derrota.
– Rachel... – A loira se afastou da parede e colocou as mãos nos ombros dela e apertou tentando passar algo bom para ela, mas a morena moveu-se e rapidamente desvencilhou-se respirando fundo. – Entenda que o erro foi meu, você não fazia ideia. – Tentou melhorar aquela situação e acabou que a morena deu um grito agudo abaixando sua cabeça, assustando Quinn. – Rae, entenda... Você não é a culpada.
– Eu não consigo te odiar, mas eu me sinto péssima... – Levantou o rosto olhando diretamente para Quinn, mesmo no escuro, e levou um susto impressionante quando sentiu os lábios da loira nos seus, em um selinho demorado. Foi levemente assustador, porque ela não teve reação, somente ficou paralisada quando sentiu a língua invadindo sua boca e abriu os olhos ainda perdida. Não fez absolutamente nada para impedir o beijo que a loira lhe dava, Quinn tocou seu rosto de forma carinhosa e em seguida separou-se do beijo com uma mordida em seu lábio inferior. Sem dar tempo para a morena pensar, a luz invadiu o lugar, a fazendo franzir o cenho e apertar os olhos saindo em seguida, ofegante e totalmente perdida.
–
A festa continuou a um ponto que todos duvidavam de sua própria sanidade, alguns bebiam para não perder sua diversão gratuita, outros bebiam porque não queriam ficar atrás, outros bebiam para esquecer a vida. Noah e seus dois cunhados já haviam chego de sua festa particular e com artimanha infiltraram-se na festa do pijama, enganchando-se com algumas garotas, ou com seus respectivos pares.
Finn tentou aproveitar-se do momento em que estavam todos na frente de amigos para poder beijar Rachel, que geralmente o deixava para escanteio quando estavam sozinhos, mas sequer notou que a morena não o beijava de volta, somente estava parada enquanto ele tentava, praticamente, unir seus corpos ainda vestidos. Brittany estava entretida em uma conversa sobre unicórnios com Santana, que lhe dava toda atenção do mundo, mesmo quando ela começou a dançar de forma intensa em um canto. Kurt estava conversando com Blaine, Sam, Brody e Mercedes, ou melhor, estavam rindo sem motivo algum sentados em um colchão enquanto, vez ou outra, a mulher rolava rindo no mesmo, somente porque Blaine parecia uma menininha. Mike e Tina já utilizavam o colchão do lado para outras atividades, sem parecer se importar com o público geral. Quinn em um canto, sentada, tinha Noah entre suas pernas e tentava fazê-lo ficar longe de seu pescoço e das marcas que ali haviam, para isso ocupava sua boca de toda e qualquer forma.
Alguns sequer notaram quando um grito agudo apareceu no meio da festa. Mas Quinn desvencilhou-se de Puck, Brittany rapidamente parou de falar de falar sobre os poderes do chifre do unicórnio e Kurt levantou-se em uma agilidade anormal, quando o segundo grito já era ouvido e finalmente todos viraram-se observando Finn segurar Rachel pelos braços com força enquanto ela tentava se desvencilhar dele. Ela gemia graças a dor e implorava baixo dizendo que ele sabia, que eles tinham um acordo e aquilo estava machucando, quando ele a empurrou com um pouquinho a mais de força contra a parede, todos começaram a tomar uma reação.
Não parecia que muitos tinham tido uma resposta rápida ao acontecimento, mas os três que haviam notado previamente já estavam saindo do que faziam, Quinn somente para mostrar a Noah o que acontecia e teve somente tempo de notar o olhar furioso do namorado quando ele foi até lá e chamou Sam e Brody com um só olhar. Os rapazes rapidamente ergueram Finn que gritava algo que não parecia ser real e Britt envolvia Rachel em seus braços colocando-a em seu peito, Kurt envolveu as duas amigas e acariciou o cabelo da menor sussurrando que tudo estava bem.
– VOCÊ FICOU MALUCO, PORRA?! – Gritava Noah, enquanto tiravam o gigante de dentro do lugar, na mesma hora ele empurrou o “melhor amigo” com toda sua força e se controlou para não dar um soco na cara daquele imbecil. Cada vez que ele respirava parecia que tinha potencial para matar Finn só por ter tocado em sua irmã.
– ELA TINHA MARCAS NO PESCOÇO, CHUPÕES, PUCK! ELA ANDOU DANDO PRA ALGUÉM, VAGABUNDA! – Se Puck tinha controle, Sam parecia não ter tanto e havia sido criado com Rachel, podia amar provocar a menor, mas ouvir o rapaz chamando-a assim simplesmente despertou algo nele e o menino fechou a mão dando um soco na cara do maior que começou a tremer de raiva. – APOSTO QUE FOI VOCÊ, NÃO FOI? VIVE CORRENDO ATRÁS DO QUE É MEU, MEU POSTO COMO LIDER DO TIME, MINHA GAROTA, MEUS AMIGOS! – Não fazia nem sequer mais ideia do que gritava, seu ego havia sido totalmente ferido e isso incitou o modo como estava agindo.
Brody assistia a cena cruzando seus braços, próximo à porta, decidido que seu trabalho seria só não permitir que ninguém passasse dali com raiva e pronto para encostar em alguma menina lá dentro, ele realmente só preferia ficar assistindo. Via a movimentação e começou a entender que naquela casa haviam muito mais segredos para serem descobertos do que ele imaginava e aquilo parecia ser incrivelmente interessante.
– VOCÊ É UM IDIOTA, HUDSON! EU NÃO TOCARIA NELA DESSA FORMA E VOCÊ SABE DISSO! – Sam estava quase indo dar outro soco em Hudson quando Noah avançou sobre ele e derrubou-o, como o pegara desprevenido, começou a bater várias vezes no rosto do rapaz, até que duas mãos o puxaram para trás e mesmo sendo pequenas ele se deixou ir, um olhar mortífero pareceu congelar todos ali e rapidamente o lugar estava mais gelado do que já era natural na época do natal. Hudson se encolheu diante aquela figura e sentiu sua masculinidade ser levemente afetada por isso.
– Você irá sair daqui agora, ninguém se importa com seu pensamento arcaico e se você viu marcas no corpo dela, é porque você não está dando conta da mulher que tem na cama... Se não a satisfaz, não culpe outro por ter que fazer seu trabalho. – Deu um sorriso que poderia matar mais um e assim puxou todos os rapazes para dentro, Quinn tinha uma aura maligna entorno de si e parecia que poderia fazer qualquer coisa que quisesse sem sequer ter problemas. Aquilo fez com que Hudson a obedecesse, afinal não tinha mais ninguém com quem discutir, e também os rapazes simplesmente parassem de defender a honra da morena e entrassem, sem pestanejar.
Ninguém sequer cogitou o motivo da mulher ter ido defender sua cunhada, assim como as pessoas do lado de dentro sequer deram falta dela quando viram os machucados nos braços de Rachel, dispondo-se a cuidar deles. Quinn estava com raiva ao vê-los e saiu para tomar um ar, quando viu o que o namorado fazia, simplesmente adiantou-se e achou melhor tirar aquele desgraçado dali, antes que ela mesma quisesse matá-lo.
Agora não tinha volta, ela teria que voltar para a “festa” e encarar que, ela era a total culpada pelos hematomas de Rachel.
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