Against All Odds

8 Capítulo 8 - Bom dia!


Notas iniciais
Eu vou respostar o capítulo porque ele deu problema antes e não saiu inteiro... =/

New York | Manhã da véspera de Natal

Na mesa principal o café da manhã ainda estava sendo servido, as conversas começavam a variar e aquilo estava sendo um ótimo motivo para uma boa distração da parte de Rachel, ela bebericava seu suco e comia uma coisa ou outra, somente para não ficar sem nada no estômago e não fazer desfeita ao pai. Leroy e Hiram conversavam com Judy sobre todos os últimos detalhes e vez ou outra Brittany pegava algum ponto da história e acabava comentando algo que surgia em sua imaginação. Kurt estava rindo e comentava sobre a decoração e como tudo deveria ser fabuloso e provavelmente cheio de dourado.

Puck estava com Brody em algum lugar fora de casa, tinham sido mandados para comprar lenha e a árvore de natal que havia sido reservada tempos antes, assim mantendo a maior delas ainda bonita para a festa mais a noite. Blaine estava encantando com a decoração e grande espaço onde haviam vários LP para serem ouvidos e ele desfrutava cada um deles sentado no chão ao lado de Quinn que parecia desfrutar a música em silêncio. Santana estava no sofá que havia em seu quarto, dividido com Blaine, reclamando de como aquilo estava um tédio total depois da briga na festinha...

– Não, não e não! De forma alguma vamos colocar uma escultura no meio da sala para agradar aquela família!

– Você é o anfitrião, deveria pensar em todos e não somente nos seus gostos!

– E você deveria enten...

– CHEGA, vocês dois! Sejam mais civilizados! – reclamou Judy olhando para os homens da casa. Ela parecia que estava totalmente no comando daquela família e ninguém mais sentia-se deslocado ali e era fácil a convivência no local.

– Desculpe. – Murmuraram ambos os homens Berry-Puckerman, mas somente Hiram continuou. – De toda forma, teremos uma noite simples e nada aqui será tão extravagante, não temos tempo para isso. – Concluiu recebendo um aceno de confirmação da “filha” e de Kurt que em seguida escondeu sua boca em um bocejo, haviam dormido tarde para conseguir acordar tão cedo assim.

–

– Sabe? Parece que esse rock moderno parece que só tem o mesmo ritmo e não muda nada a não ser a voz... – Comentou o moreno enquanto deitava-se nas pernas da loira ao seu lado, com aquilo ele beijou a coxa dela que começou a tentar mexer no cabelo dele e fez uma careta por tanto laquê. – Não consigo entender o que tanto veem nisso...

– Você está muito crítico para alguém que fica o tempo todo ouvindo esse gênero musical! – Riu e mordeu o lábio inferior, ela precisava conversar sobre aquilo, mas não achava uma brecha para poder realmente falar sobre. – Blaine, sabe que isso é errado!

– Eu gosto do modo como podemos dançar, somente isso... – Comentou com um riso leve aos lábios e ergueu a cabeça para fitar a melhor amiga. – Pare de esconder e fale-me logo... O que está passando pela sua cabeça? – Quinn não conteve uma risada alta e apoiou suas mãos atrás de seu corpo, respirou fundo para então começar a falar, mas sequer conseguindo começar, parecia que o melhor amigo sempre teve uma maldita mania de ler sua mente. – Não foram sete minutos em um exato paraíso, posso imaginar... Kurt comentou comigo que ele e a Brittany fizeram vocês ficarem juntas lá.

– Isso é informação nova... Mas não foram realmente sete minutos no paraíso, parecia mais um pesadelo com esses tapas e a forma como ela falou comigo. – Suspirou e seus dedos prenderam-se nos fios do tapete, algo nela estava incomodado com aquela morena que era sua cunhada. – Explique-me o que o Kurt te disse sobre ser armado, por favor... E depois eu juro que explico o tapa... – Complementou dando um sorriso forçado, odiava eles, mas era necessário naquele ponto.

Blaine ponderou por alguns instantes, mas logo começou a explicar tudo que seu “novo amigo” havia dito sobre os sentimentos de Rachel e o plano que armaram sem a morena saber, aproveitando-se daquilo para que pudessem fazer as mulheres ficarem sozinhas. Sabiam que elas tinham assuntos para resolver e só queriam que elas realmente resolvessem. O problema é a forma como elas tinham para não fazer isso.

–

– Ela anda tão estranha, Bro... É como se ela não estivesse mais no nosso mundo e sim num mundo onde tudo é diferente. – Reclamava enquanto passava a mão por seu cabelo que começava a crescer onde, antigamente, deixava o cabelo raspado.

– Deve estar nervosa de passar o natal com seus pais, Puck. – Deu de ombros enquanto pegava uma braçada de lenha e colocava no Chevrolet Covair que Puck dirigia, enquanto isso o outro estava de braços cruzados e ainda estava visivelmente incomodado. – Sabe, eu não entendi o motivo dessa festa que sua família insiste em fazer.

– Minha mãe sempre gostava de fazer festas e reunir todos os amigos da família, ainda mais em datas especiais e mesmo que nós fossemos judeus, ela gostava do natal e algo sobre a magia dele. – Deu de ombros e olhou para o cunhado que fechou a porta e encostou-se do seu lado batendo as mãos. – Já estão colocando a nossa árvore na Kombi? – Perguntou enfiando suas mãos nos bolsos, a expressão de tédio era mais que notável.

– Não sei, o tal vendedor estava querendo mais dinheiro e eu fiquei de ver com você, cara. Eu não conheço essa gente... – Comentou com um tom desdenhoso e Noah desencostou-se caminhou por entre as árvores e foi até uma pequena casa improvisada em um canto, entrou no lugar sem bater e deu um sorriso cínico jogando um maço de dinheiro na mesa.

– Isso é tudo que terá, é tudo o que combinamos e é assim que será, quero minha árvore naquela Kombi agora e é isso que tem como minha palavra final. – Era penetrante a forma como ele poderia ser seco e simplesmente fingir que não ligava para o mundo, o homem pegou o dinheiro e acabou gritando algumas ordens, Puck já se retirava sem dar mais nenhuma ordem, indo para seu carro.

–

Algumas outras pessoas haviam sido contratadas para ajudar naquele dia, somente o habitual chef da família não daria conta da única noite onde os Berry-Puckerman comiam carne, ou ao menos assavam algo sem ser berinjelas ou outros tipos variados de legumes. Era complicado para uma única noite terem tantos pratos para deixar encaminhados. Os convidados agora estavam conversando em uma breve socialização antes do almoço e os donos da casa tentavam terminar os últimos detalhes para a noite.

Por toda a casa as pessoas caminhavam em seus afazeres e Rachel não era diferente, ela estava com uma roupa incrivelmente masculina e corria com algumas fitas e outras coisas na mão, assim como ela nem olhava para o lado a cada vez que cruzava com alguém que tinha que pular para o lado, evitando dar um belo encontrão com a baixinha. Isso foi até que ela acabou encontrando o lugar onde iria parar e quando estava parada no meio de vários empregados começou a fazer o que fazia de melhor: falar e distribuir ordens para que tudo saísse de acordo.

– A mesa deveria ficar naquele lado, daria mais espaço para circulação! – Exclamou e apontou para uma mesa virando o corpo e em seguida movendo-se para olhar onde ela achava que iria ficar melhor e alguns homens começaram a mover o objeto de acordo com seus pensamentos. – Vic! Estarão em quantos esta noite?

– Se me permite dizer, você está soando exatamente como a sua mãe fazia essa época do ano... – Murmurou Leroy próximo ao seu ouvido, dando um belo susto na morena que virou quando sentiu as mãos em seus ombros. Assim que notou a presença real do pai ela o envolveu pelo pescoço contendo um gritinho. – Eu sou orgulhoso de você, você sabe...

– Eu fico feliz que seja assim, pai. – Ela insistia em dizer baixo para que ninguém que estivesse trabalhando, mordeu o lábio inferior e sentiu os braços apertando sua cintura. – Mamãe era assim? Eu sei que eram amigos antes de... Bem... – Não conseguia terminar e falar sobre sua mãe naquela casa era um assunto proibido desde que ela se lembrava.

– Sua mãe era totalmente você, Rae... Sua voz, seu jeito, até a forma como gostava de organizar as coisas é exatamente algo que você faria. – Era notável o tom triste que a voz do pai carregava e aquilo apertou o coração de Rachel, fechou os olhos e escondeu-se no pescoço do homem.

– Ela estaria totalmente orgulhosa de você... – A voz de Hiram foi ouvida e logo Rachel sentiu que ele a envolvia, fazendo um sanduíche da pequena mulher. – Sua mãe te amava, era visível nos olhos dela e não tem como não te amar, estrelinha... — E pela primeira vez em dias Rachel se sentiu totalmente protegida e isso não poderia ser tirado dela enquanto ela tivesse seus pais a abraçando daquela forma.

Notas finais
Bem, agora espero postar o capítulo de natal em breve, ainda tem mais coisas para acontecer... Me digam o que estão achando, galera!