Against All Odds
6 Capítulo 6 - Contemplação
Notas iniciais
A casa dos Berry-Puckerman estava um caos desde o almoço, o telefone não parava de tocar, incessante, vez ou outra alguém tocava a campainha e um pequeno exército começava a organizar tudo para aquela noite. Este pequeno exército eram Sam, Noah, Brody e Finn carregando coisas de um lado para o outro ao comando de Kurt e Rachel enquanto Brittany estava sentada conversando com Quinn, Santana e Blaine, que haviam chego durante a tarde a pedido da Fabray. Santana reclamou de ter que pegar o trem e ir acabar parando ali, mas assim que soube o verdadeiro motivo da amiga tê-la chamado, acabou codificando sua estadia ali como “ajuda número 3”, em sua categoria de “coisas que ela faria por seus amigos”.
Sant demorou um tempo para assemelhar que a melhor amiga havia ficado com a própria cunhada e tudo se tornara ainda mais confuso quando ela viu a baixinha morena sendo praticamente engolida por um gigante branco e que parecia não ter o mínimo de domínio corporal. Precisou raptar Quinn com Blaine para averiguar a situação e pedir reais detalhes sobre o assunto, ou ela mesma iria acreditar que tudo não passava de uma piada. Na verdade ela ainda se perguntava se a amiga estava brincando com ela, ainda mais que notou que Quinn sabia quem Rachel era antes de realmente ir parar na cama da baixinha.
Por sua vez, Rachel estava completamente alheia à presença de Quinn e seus amigos, ela fora apresentada a eles e logo estava organizando coisas com Kurt para aquela noite, comandando os meninos que faziam futebol e com certa quantia em dinheiro de seu pai em seu bolso para quaisquer necessidades, nunca se sabe o que pode acontecer em meio a uma programação daquele nível. Decidiu que era melhor ficar ocupada do que começar a divagar e ficar com raiva novamente, Kurt ainda tinha um plano, certo? Quando olhou novamente Sam estava carregando um sofá com Finn e o maior acabou deixando que ele caísse em seu pé, gritando e caindo no chão para reclamar.
– Você mesmo soltou, Hudson! – Exclamou Sam quando o moreno começou a reclamar com ele e gritar como se tivesse sido culpa do amigo, Rachel revirou os olhos ponderando um tempinho e logo caminhou até ele e apertou os ombros do namorado dando um beijinho em seu pescoço, o olhar de seus pais vinha sobre ela na sacada e ela sabia que aquilo era o esperado sobre seu relacionamento, convenções.
– Não foi nada de mais, Finn... Noah! Ajuda o Sam, por favor? – Pediu piscando os olhos para o irmão que pegou um lado do sofá e carregou para dentro. Aproveitando que o rapaz estava sentado no chão, Rachel sentou no colo dele e passou seus braços pelo pescoço do namorado enquanto seus lábios buscavam os dele com certo jeitinho, demoraram-se num beijo e ele mordeu o lábio dela de forma rude, que a fez revirar os olhos apesar deles estarem fechados. – Vai ficar para a noite?
– Você vai fugir para o meu quarto na madrugada? Sabe que eu posso te fazer feliz esta noite... – Finn era rude, ela só lembrava-se que mantinha um namoro com ele graças ao segredo que ele tão bem escondia, e talvez porque assim era melhor para a família de ambos. – Brincadeira, Rach. Eu, seu irmão, o tal do Brody e aquela garoupa, vamos beber e não temos hora para voltar, aproveite sua festinha. – Quando ele se referiu a Sam como “garoupa” ela bufou apertando suas mãos em repreensão.
Abriu os olhos para que pudesse mostrar seu descontentamento diretamente com o olhar sobre ele e o gigante quase vinha beijá-la novamente quando um pigarro fora ouvido e eles separaram-se em um salto virando-se para Noah e Sam de braços cruzados, Brody se uniu com a eles com um sorrisinho como se tivesse aprontado algo, Rachel sorriu e deu um beijo no rosto do irmão em meio a um abraço, em seguida deu um beijo no canto dos lábios de Sam, piscou para o outro rapaz e saiu dali, prendendo Kurt no caminho. Estavam prontos para a noite.
–
Rolling Stones tocava ao fundo enquanto eles iam entrando no local, tudo havia sido bem montado, tinham colchões espalhados, menos próximo ao pequeno palco, dois sofás aos cantos e outras coisas para comer no espaço ao centro, em uma pequena mesa. Havia tudo sido totalmente remontado para que todos pudessem ficar confortáveis naquela noite, cada um que olhava o resultado dos gritos de Rachel e Kurt mais cedo, sabia que algo eles tinham feito certo. Acabou que Mike e Sam ficaram, mesmo depois de muita insistência de Puck, que em algum ponto acabou desistindo e recrutando os dois cunhados para beber com ele, completando, então, quatro caras por ali, em contraparte havia seis mulheres que nem se davam conta dos homens, bem, mais ou menos isso.
Havia muita bebida envolvida e rapidamente alguns estavam altos, rindo e caindo pelos cantos, dançando em uma música mais animada e vez ou outra movendo a cabeça como se não tivessem mais nada com se preocupar no mundo. Rachel estava bebendo com Brittany e Kurt em um canto e rindo de alguma história deles sobre sua viagem, movia os quadris ao ritmo da música e às vezes a cabeça de forma tranquila, passando a mão no cabelo, movimento que fazia com que Sam não tirasse seus olhos dela de onde conversava com Mike. O que ela não notou era que Quinn também não tirava seus olhos dela enquanto Santana secava sua amiga, apesar delas estarem próximas ao grupo todo, onde as outras meninas dançavam sem pudor.
– VAMOS JOGAR?! – A ideia vinha de algum lugar, mas quase ninguém notou de verdade de onde é que aquilo surgia, mas rapidamente se arrastaram até formarem um círculo e começarem a falar todo mundo junto, até que em algum momento uma ideia surgiu de mais alguém que ninguém fazia ideia de quem era. – SETE MINUTOS NO PARAÍSO! – Aquela ideia fez todos ali começarem a rir, mas foi aceita rapidamente, fazendo com que Rachel tirasse uma de suas blusas, já que o aquecimento os fazia nem notar que era natal, para que fosse usado de venda.
Demoraram um pouco para decidir quem iria primeiramente ao armário, Tina estava vendada e Rachel a girava com Brittany que sorria muito e as vezes chegava a bater palminhas devido a sua animação. Quando Tina disse que queria parar e tirou a venda deu de cara com Blaine que acabou sorrindo amarelo, mas o combinado era entrar no armário e rapidamente Sam disponibilizou seu relógio para que fosse marcado o tempo.
– Britt, eu sou a próxima. Faz um favor pra mim? – Perguntou Rachel para a amiga que iria girá-la, a loira rapidamente afirmou e encolheu-se para o segredo, ela sabia que quando a amiga falava assim não era para ela nem mesmo dizer para seu diário, afinal o gato lia seu diário. – Eu não quero cair com a minha... Cunhada. – Ela tremeu ao vocalizar tal palavra e acabou mordendo o lábio, Britt apertou sua cintura incentivando e a deu uma ideia. – Então quando eu passar dela em uma pessoa, você me dá um apertão e eu peço para parar, sem correr risco algum, pode ser?
– Claro, Rae. Eu vou fazer isso... – Confidenciou a loira e rapidamente ela saltitou um pouco para longe da amiga, indo pegar algo para beber, Kurt (que já tinha dado o aviso de “um minuto”) notou a agitação da amiga e deu um grito avisando que já tinha dado o tempo para eles ficarem se pegando, ou sabe-se lá o que fariam, tendo em vista que Blaine era totalmente gay. – RACHEL, SUA VEZ! – Gritou a loira pegando a blusa-venda e correndo até ela para poder vendá-la.
Tranquila a morena se deixou vendar, todos se colocaram em um círculo entorno dela esperando para que a morena começasse a girar. Brittany prendeu a blusa entorno de seu rosto e ela tentou abrir os olhos e espiar, mas era praticamente impossível fazer tal coisa, suspirou antes de começar a mover o corpo e começar a girar em seu eixo. As mãos da melhor amiga a amparavam hora pelos ombros e hora pela cintura até que ela sentiu um apertão breve em sua cintura e simplesmente parou no lugar dando um sorriso, ela havia lembrado.
– Isso não pode... – Ouviu aquela voz reclamando e franziu o cenho, tirou aquela venda incomoda e que a cegava, assim que abriu os olhos seu rosto se deparou com Lucy... Quinn... Bem na sua frente. – Somos... Cunhadas. – Quinn acabou deixando-se levar, reclamando e mordeu o lábio inferior.
– Precisam ir, são as regras, não reclama! – Mercedes tinha um ar superior por não precisar ela mesma beijar Rachel ou qualquer coisa do gênero. Duas mãos ocuparam a cintura da anfitriã e a empurraram diretamente aos braços da loira, que a amparou automaticamente e a fez arfar.
– É... Acho que teremos mais sete minutos no paraíso. – Rachel deu um sorriso indescritível e arrumou-se pegando a mão de Quinn e a puxando para o armário incrivelmente pequeno que havia tido uma parte desocupada somente para o jogo, enfiando-se lá e puxando a cunhada consigo, a porta fora trancada por fora e Kurt avisou os sete minutos, arrumando o relógio de Sam. Mesmo sem muita luz era notável que o olhar da morena não saía nem sequer por um momento da loira. Do lado de fora a música fora colocada no máximo ao mesmo tempo em que outro barulho era produzido, praticamente inaudível, dentro do armário.
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