Against All Odds

5 Capítulo 5 - Convivendo


Notas iniciais
Eu sei que estou um pouco atrasada com esse capítulo e que tinha prometido postar ontem, mas eu fiquei revisando ele e tinha algo que sempre faltava cada vez que eu terminava de escrevê-lo... Desculpem, mesmo. E nesse capítulo tem somente uma forma de ver cada um dos personagens interagindo de melhor forma.

Hiram, Leroy e Judy estavam no escritório, todos conversando sobre seus filhos e como seria o natal. Bebiam algo um pouco antes do almoço e esperavam, afinal precisavam conhecer uns aos outros e apesar de Noah ter explicado a relação entre eles, ela mesma nunca havia entendido. Ainda mais como era de uma família muito católica, ou melhor, seu marido era um homem muito católico.

– Eu sei que minha família pode ser confusa para você, Judy... Não sei como o Noah explicou as coisas para você e saiba que estamos aqui para criar uma amizade entre nós. – Hiram foi falando e rapidamente fez alguns gestos para mostrar que aquilo era verdade.

– Imagina, ele me explicou sobre a morte da sua esposa, ou melhor ex-esposa, certo? E de toda forma, eu entendo o que um pai faz por um filho e acho muito nobre o que vocês fizeram pela Rachel e pelo Noah... – Sorriu gesticulando e em seguida postou suas mãos sobre suas pernas.

– Foi um pouco complicado no começo, todos acreditavam em um relacionamento além da amizade de nossa parte, mas agora a sociedade entendeu que por nossos filhos, faríamos tudo que precisássemos. – Leroy comentou em um sorriso e levou a mão até sua nuca coçando-a levemente. – Rachel e Noah sofreram muito na infância com isso.

– Eles se tornaram rebeldes por muito tempo e isso para Rachel é complicado, afinal ela é uma menina e estava constantemente envolvida com os amigos de Noah, mas agora ela namora Finn Hudson, um rapaz local. – Complementou o outro homem que caminhava e acabou sentando-se em uma poltrona e cruzando as pernas e apoiando o calcanhar próximo ao seu joelho.

– Minha família é um pouco tradicionalista, se vocês veem, mas meu marido não pode estar presente, ficou resolvendo algumas coisas em nossa cidade sobre os negócios dele. – Comentou a mulher de forma confortável e passou a mão pelos cabelos endurecidos pelo laquê. – E sobre o natal, sei que são judeus...

– Mesmo assim, nossa falecida esposa tinha uma tradição. – Começou Hiram e sorriu para a mulher próxima a si. – Sempre demos uma festa de natal onde são feitas trocas de presentes entre todos os presentes a meia noite, assim como fazemos um jantar um pouco antes.

Eles continuavam explicando algumas coisas para a mulher que fazia anotações mentais, ela acabaria contando tudo para o tradicionalista marido depois, afinal se a família a qual Quinn pertencesse futuramente não fosse digna, todo seu esforço seria em vão. E aquilo seria um ato totalmente imperdoável para o marido, e ela tinha medo disso.

–

Brody bateu na porta da irmã e encostou-se no batente, esperando que ela viesse abrir. Acabou demorando um tempo para que a loira abrisse a porta e revirasse os olhos para o irmão mais velho. Quinn nunca foi uma dessas garotas que se dá bem com o irmão mais velho, que é visto como bad boy, e a presença dele por ali só indicava que sua enxaqueca iria voltar. Apesar de tudo ele sempre a protegia do fanático religioso que era Russel, mas tinha um gosto meio estranho sobre musicais e arte, aquilo a fez ponderar muito tempo durante a adolescência, agora só não a incomodava mais.

– Maninha! Deixa eu te falar, você viu as pernas daquela sua cunhada, como é o nome dela mesmo? – Entrou sem ser convidado e já foi caminhando pelo quarto dado a loira e jogando-se na cama enquanto a outra tratava de cuidar dos cabelos. – Rachel! Você tem que fazer amizade com ela e me arranjar aquele broto, por favor?

– Você trata todas as mulheres como carne, Brody? Tem um bom motivo para me incomodar aqui ou é só essa bobagem mesmo? – perguntou a loira e simplesmente girou em seus pés fitando o irmão com desdém, amava-o, mas mesmo assim ele a irritava profundamente. – Você sabe que é um pedido que não faz o menor sentido, certo?

– Você podia me ajudar com ela, né? – Pediu o irmão enquanto jogava uma almofada para cima e pegava de volta, completamente desinteressado em alguma expressão que ela fizesse e Quinn franziu o cenho, pensativa. Ignorava totalmente os motivos do irmão, na verdade achava que ele não tinha nenhum e aquilo era só para se firmar macho-alfa, posição perdida desde a entrada do Noah na família.

– Não podia não, irmãozinho. – O tom de desgosto dela era palpável, mas ele não notara, a mulher caminhou e pegou a almofada dele jogando-a para longe enquanto puxava o irmão pelo colarinho e o erguia de sua cama. – Eu sequer a conheço, agora sai daqui, sai... – Começou a empurrar o mais velho na direção da porta e assim que ele saiu ela bateu a porta e trancou-a novamente.

– Você anda tão chata ultimamente, Quinnie! Noah não tá dando conta? – Gritou quando a irmã fechou a porta em suas costas o fazendo cruzar os braços e em seguida dar um sorriso malicioso, como se planejasse algo.

–

Kurt estapeava a perna de sua melhor amiga morena, inúmeras vezes, em repetição com os detalhes enquanto a garota girava nos braços dele e de Brittany, contando-lhes os mais sórdidos detalhes. Os gritinhos finos dos amigos enquanto gargalhavam com a forma que Rachel havia encontrado para narrar sua última semana desde que eles haviam ido esquiar fizera com que eles deixassem o corpo moreno todo marcado, apertando-a enquanto tinham falta de ar em meio aos risos.

A relação entre os três amigos vinha desde a infância, as famílias se conheciam e acabaram pegando gosto pela convivência, trocando segredos e nunca deixando de se apoiar, mesmo quando Kurt e Rachel decidiam competir e deixavam Brittany nervosa e com medo graças as brigas dos dois... Em algum ponto eles se uniam para cuidar de sua bebê e aninhar a loira em seus braços, ignorando a briga anterior.

– Agoooooora... Ai! Kurt, tá doendo! – Agora chegaria exatamente na parte onde ela contaria sobre Lucy e seu corpo já estava dolorido e sua barriga contraída graças aos risos, levantou e puxou o pufe colocando-o na frente dos amigos. Respirou fundo antes de começar seu discurso. – Eu não tenho problema nenhum quando eu vou com uma mulher para a cama, não é como se eu me apaixonasse em uma noite...

– Você não seria idiota de se apaixonar como uma colegial, Rae. – Opinou Kurt enquanto relaxava e acabava cruzando as pernas, Britt deitou em seu ombro e continuou com seus olhinhos azuis fitando a melhor amiga.

– Exatamente! Obrigada! – Suas mãos eram expressivas, então ao mesmo tempo ela jogava as mãos no ar e mostrava sua indignação por aquilo sequer ter passado pela cabeça de alguém no mundo. Rachel Berry não se apaixonava, ela tinha casos de uma noite e casos de aparência. – Então, eu estava de cara por vocês terem viajado sem mim que noite passada eu saí beber...

– Rach, vai direto ao ponto, você sabe que eu fico com dor de cabeça quando você começa a enrolar de mais. – Pediu Britt já massageando a têmpora, que logo teve a mão de Kurt começando a acariciar seus cabelos de forma silenciosa, dando proteção a loira.

– Eu conheci uma loira lá, fiquei realmente querendo conhecê-la muito melhor e a levei para a cama, para o meu apartamento que meu pai me deu, justamente porque ele achava que eu ia me mudar para lá... – Continuou e ouviu um murmuro de “nada de mais, cadê a novidade?”. – Acabou a noite, levei ela pro hotel e vim pra casa realmente pensando que eu nunca mais ia vê-la...

– Espera... Como assim? Você a viu depois como se mal começou o dia e eu sei que não saiu de casa hoje? – Kurt parou o carinho na amiga e inclinou-se para frente com uma expressão de espanto, a garota parecia confusa e Rach deu um suspiro, cansada.

– Essa loira magnífica se chamava Lucy... Lucy Quinn Fabray, a nova namorada do Noah! – Complementou para total choque dos amigos, o rapaz estava piscando em choque e parecia querer voar dali para apertar o pescoço da outra loira, Noah era amigo dele também, depois de todos estes anos. – De toda forma, ela sabia quem eu era e não teve a decência de me falar, eu me senti péssima por fazer algo assim com o Noah, vocês sabem como eu amo ele. – Sua expressão teve uma caída e ela deu um suspiro ao fim de sua frase.

– Não deveria se sentir culpada, não foi ela quem errou? Então ela quem devia ficar de castigo. – Concluiu Brittany em sua inocência recebendo um olhar dócil de Rachel, como um agradecimento por ela ser tão inocente daquela forma, amava a amiga justamente por isso. “ALMOÇO!” alguém gritou fazendo os três darem um pulo e abraçarem a morena para sair dali, continuariam a conversa depois, precisavam daquilo.

(...)

Ninguém comia em silêncio na casa dos Berry-Puckerman, havia conversas paralelas para todos os lados sobre os mais diversos assuntos, desde esportes até mesmo a Brodway e o mais novo filme preferido de Rachel, Funny Girl, que havia sido lançado em setembro daquele ano e Rachel simplesmente se viu totalmente encantada por ele. Fazia alguns dias desde o aniversário da morena, ainda não tivera festa, pois esperava os amigos voltarem de seu passeio, roubava um macarrão do prato de Kurt quando Leroy pigarreou em uma das pontas da mesa chamando atenção de todos.

– Todos já estão a par de nossas festividades natalinas? A festa é geralmente iniciada no dia vinte e quatro e termina somente quando todos estiverem cansados... Mas temos uma tradição que não foi firmada este ano, o aniversário de nossa estrelinha. – Voltou-se para Rachel que ergueu os olhos depois de ter levado o macarrão roubado aos lábios, levemente envergonhada.

– Eu sei que já lhe demos seu presente, mas não fizemos sua festa... – Emendou Hiram na outra ponta, segurando a mão da filha por consideração que limpou os lábios no guardanapo antes de sorrir a ele. – Então pensamos em fazer uma festa do pijama para ti, poderá usar a casa lá de trás e chamar quem lhe convir...

– Oh! Obrigada pai... Hiram... – Acariciou a mão do homem mais próximo a si antes de voltar a sua comportada posição anterior – Seria realmente muito bom, provavelmente eu só chamaria mais algumas meninas... – Ela iria colocar-se em um monólogo e era notável que Kurt e Brittany já conversavam entre si sobre a lista de convidados, Noah sorria com a ideia dos homens, Judy sorria por convenção e Quinn não sorria por nada, assim como Brody, mas porque o rapaz estava no mundo da lua.

– Só uma coisa, como irá chamar só meninas e o Kurt... Pensamos que Quinn pudesse chamar algumas amigas, caso queira. – Comentou Hiram voltando-se a nora que afirmou em um aceno que seria interessante, Rachel mordeu o lábio inferior contrariada. – Estaria tudo bem por você, estrelinha?

– Seria... – Quando ela iria começar a falar o que realmente achava uma mão apertou sua coxa e Kurt olhou para ela com o canto dos olhos, aquilo indicava que ele tinha pensado em algo, fazendo com que a morena sorrisse falsamente, mas convincente, ela sabia como controlar os mais velhos. – Perfeito. Chame-as o quanto antes, a festa será esta noite!

Notas finais
Bem, agora é oficial, eu terminei esse capítulo (finalmente). E no próximo capítulo terá essa festa do pijama e vamos estreitar a relação Faberry...