Against All Odds
4 Capítulo 4 - Redescobrindo
Notas iniciais
A conversa entre pai e filha havia ficado automaticamente para depois quando Hiram levantou em um salto e Rachel o seguiu deixando Leroy para trás bufando com raiva, mas acabou levantando para ver o outro rapaz que ele sempre viu como seu próprio filho. Adiantou-se e envolveu a filha com seus braços pela cintura e caminhou ao lado deles para ir até a sala.
Encontraram todos sentados, uma mulher mais velha em uma poltrona, um rapaz com um olhar de tédio, mas que Rachel achou realmente bonito e não seria nada mal dar uma escapada com ele, apesar de seu gosto. Noah estava sentado no sofá maior com seu braço passando sobre os ombros de uma loira, quando ouviu o pigarrear de seu pai o homem levantou e contornou o móvel, caminhando de braços abertos para abraçar o outro que soltava o braço de Rachel.
– Pai, papai, maninha... – Abraçou primeiramente os dois “pais” e em seguida inclinou a cabeça para a irmã que mordeu o lábio fazendo um biquinho em charme, em seguida e estendeu os braços. No que Noah a envolveu ela sentiu que seus pés saíam do chão e uma gargalhada fora ouvida. – Como eu senti sua falta nesse tempo longe, princesa! – Entoou alto a girando várias vezes em meio a risos, assim que soltou-a o rapaz deu um beijo na testa dela e voltou-se para a família da namorada.
– Então você decidiu que seria legal, finalmente, nos mostrar alguém que namora. – Uma coisa era certa, ela tinha gosto por provocá-lo, apesar dos pais constantemente pedirem para que ela parasse com isso.
– Venham, família. Deixe que eu apresente a família Fabray. – Envolveu a irmã pela cintura e caminhou com eles próximos a si até ficarem um pouco mais próximos ao sofá, todos estavam de pé e Noah sorriu. – Aqueles são: Judy Fabray, minha sogra e também Brody, meu cunhado e aquela é Quinn Fabray, minha namorada. – Estendeu a mão mostrando cada um dos presentes, que acenou e deu um sorriso aos Berry-Puckerman.
Quinn Fabray ainda estava de costas enquanto a mãe e o irmão deram a volta no sofá e aproximaram-se cumprimentando-os de forma devida, enquanto a loira respirava fundo e apertava uma mão na outra com força para então virar-se lentamente forjando seu melhor sorriso, depois que todos terminaram o básico voltaram-se para ela, os dois homens chamaram-na enquanto a morena conversava próxima ao seu irmão.
– Aproxime-se Quinn, deixe que possamos dar um abraço em ti. – Pediu Hiram com um sorriso acolhedor, ela deu passos rápidos com os saltos ecoando pela sala e fora rapidamente envolvida pelo pai de seu namorado, depois pelo outro homem, que deveria ser Leroy. Puck havia explicado bem como era sua família, e ela tinha entendido bem de mais. – Estrelinha, cumprimente sua cunhada. – Chamou-a de sua conversa com Brody e a fez virar passando a língua pelos lábios, exatamente como ela se lembrava.
– Opa! Arranjou uma namorada incrivelmente bonita, Noah. Quinn, certo? – Rachel reconheceria Lucy de toda forma, aquele corpo bem marcado pela saia e a camisa, o cabelo bem preso, aqueles olhos mel com pontinhos verdes e aquele sorriso hesitante que ela lhe dava agora, depois de ter sido pega em sua mentira, Rachel caminhou até ela e beijou-lhe a face colocando o cabelo para um dos lados mostrando o roxo em eu pescoço que ela lhe dera na noite passada. – É um nome diferente, sabia? Qual seria o nome completo? – As mãos correram pelos braços dela e logo estavam escondidas atrás do corpo da baixinha.
– Lucy Quinn Fabray... E você? Eu não lembro do Puck ter dito, Madeline? – Aquela sobrancelha arqueada fez Rachel dar uma risada enquanto sentia as mãos de Noah em seus braços fazendo uma careta para a namorada, pensando se ela teria ofendido a irmã, mas a morena o surpreendeu e fez um gracejo se inclinando para frente em um cumprimento.
– Eu sou Rachel, Rachel Barbra Berry... Estou em desvantagem aqui, sabia? Meu irmão me arranja uma namorada linda e eu só me ferro na vida. – Piscou para ela e virou-se para o rapaz beijando-lhe a face enquanto bagunçava o cabelo endurecido dele. – Ah sim, pai, papai... A tradição do natal está de pé? Poderei chamar Britt e o Kurt para passar conosco? – Quinn estava levemente assustada, achara que Rachel estaria puta com ela e acabaria colocando tudo a perder, mas a morena tão se comportou que praticamente ignorou o que elas fizeram na noite anterior.
Hiram estava entretido em uma conversa com Judy, já haviam pedido um café e estavam sentados rindo, Puck e Brody estavam próximos ao bar e gesticulavam falando sobre uma moto nova no mercado que prometia deixá-los tão atrativos quanto Elvis. Leroy estava ouvindo Rachel começar um monólogo sobre os últimos natais e que ela se colocaria a frente para organizar absolutamente tudo, apesar de serem judeus, tinham uma tradição deixada pela mãe da morena sobre uma festa familiar. E Lucy? Estava muito ocupada prestando atenção na baixinha a sua frente de braços cruzados.
– Não acha interessante, Quinn? – Ela fora chamada novamente a vida quando Leroy disse seu nome, franziu o cenho e deu de ombros perguntando o que realmente acontecia por ali, ouviu a gargalhada de Rachel, mas manteve seu olhar sobre o homem. – Rachel sempre chama seus dois melhores amigos a passar o natal conosco e fazemos uma tradição familiar, gostaríamos que você pudesse chamar seus amigos também, o que acha?
– Oh, seria ótimo. Santana e Blaine estão na cidade, mas tem um porém... Eu preciso saber se tem algum preconceito, porque eles são... – A loira mordeu o lábio inferior e pareceu incomodada a continuar, Hiram ouvia a conversa que se desenrolava atrás de si e chamou a atenção para si.
– Os amigos de Rachel também são gays, Quinn. Nossa família não tem preconceitos nesse ponto. – Sorriu para a nora e voltou-se rapidamente para a conversa com a mãe dela, rindo de algo que ela disse e apoiando o braço no encosto do sofá.
A família já estava entretida novamente em meio a risos e conversas, cada um na sua e a loira parecia a mais perdida até que sentiu o namorado chegar por trás de si e beijar-lhe o pescoço, afastou-o daquela área com medo que a maquiagem usada não tampasse as marcas deixadas na noite anterior, que a morena exibia como um troféu. Ainda estava confusa do porque a outra não acusou-a e acabou com seu namoro ali mesmo, mas ela sequer parecia ligar para o fato dela estar ali e aquilo era estranho, mas proveitoso.
–
Haviam todos se instalado rapidamente nos quartos que tinham sido bem organizados pelos Berry-Puckerman. As empregadas já tinham deixado tudo pronto e agora eles estavam distribuídos pelos aposentos, alguns ambientando-se e os outros somente vivendo. Noah estava separado de Quinn, que estava no terceiro andar onde tinha o quarto de sua irmã e onde havia sido colocada sua sogra também, e Brody estava no segundo andar com ele e também onde haviam os quartos de Hiram e Leroy que eram um de frente para o outro no fim do corredor. Ainda haviam mais dois quartos vagos, um no segundo andar e um no terceiro que tinha um quarto a menos graças ao tamanho do quarto de Rachel que tinha um closet, banheiro e uma área a prova de sons que ela utilizava para seus próprios segredos.
E era ali que ela estava, tinha um saco de boxe ali assim como um espelho de uma parede toda, um sofá em um canto, uma daquelas barras de ballet, colchonetes amontoados, bolas presas em um canto e um pufe grande. Tinham coisas ali em um armário alto, mas ela só estava usando o saco naquele momento para descontar a raiva que estava de Lucy... Mas não por causa da mentira dela, na verdade ela sequer ligava, mas ela sentia como se tivesse traído seu irmão e isso era imperdoável. Sentia-se totalmente suja, por cada um dos lugares onde as mãos de Lucy... Quinn... passaram parecia que estava impregnado com algo que poderia dar problemas depois e aquilo estava a deixando enjoada.
As mãos somente com faixas as envolvendo e o corpo já estava mostrando indícios de suor e a respiração ofegante. Seus olhos estavam embaçados da raiva que sentia e o corpo estava começando a ficar dolorido de tantos movimentos. Cada um deles rendia um gemido pelo esforço ou então um grito pela dor que suas mãos já estavam começando a produzir, mandando choques por todo seu corpo.
– RAAAAAACH! – Gritou uma voz fina e que entrou sem sequer ser convidada e jogou os braços entorno da pequena morena a fazendo gritar de susto e ser arrastada até que os dois corpos caíssem sobre o pufe. – TÁ CHEGANDO O NATAL, RACH! ELFOS! – Gritava novamente e praticamente deixava a outra surda, um rapaz entrou o lugar e negou com a cabeça.
– Britt, sabe que a Rach não gosta que ninguém incomode quando ela está aqui. – Comentou e a loira fez um biquinho contrariada, mas foi abraçada por Rachel que só conseguiu dar um sorriso e então levantou indo até o amigo e envolvendo-o também. – Boxe? O que aconteceu? – Perguntou e ainda a envolvendo começaram a caminhar para o sofá, onde Brittany estava já sentada com as mãos pousadas em seu colo. Todo munda achava que ela era uma boba, mas ela sabia que a amiga estava assim por um motivo.
– Isso é do coração, Kurt! – Ela explicou e recebeu Rachel ao seu lado enquanto a envolvia em seus braços e deitava a cabeça no ombro da mais baixa, Kurt olhou de lado para eles e respirou fundo, sabia que ali tinha problemas, e dos grandes.
– Eu me sinto traindo o Noah... Bem, vou ter que explicar desde o momento onde vocês me abandonaram para ir esquiar, ingratos. E fiquem sabendo que isso tudo está assim por culpa de vocês! – Culpou os melhores amigos e girou no sofá, aninhando-se no colo de Brittany enquanto colocava as pernas no colo de Kurt, assim começou a explicar toda a história desde o começo.
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