Against All Odds

11 Capítulo 11 - Socializando


Notas iniciais
Esse capítulo é somente para entenderem a dinâmica de alguns personagens, um deles à pedido de Big AKG que pediu nos comentários para mostrar sobre Hiram e Leroy.

New York | Dia 30 de dezembro de 1968

Parecia que todos já estavam em seus respectivos quartos, aquecidos em suas camas e tentando apagar o porre que tiveram, algumas noites atrás, de suas mentes. Bem ninguém mais faria isso além de Rachel, o resto ainda gostava de brincar com ela sobre o assunto e falar como ela se enrolou em algumas partes da música ou como ela sequer estava conseguindo andar. Quinn e Noah haviam brigado por algo bobo durante o dia todo, algo sobre uma roupa, ou algo assim, que ninguém mais ligava além da loira e de seus amigos, mas que o rapaz negou veemente e pela primeira vez eles dormiam separados.

Hiram estava no sofá, praticamente jogado, cansado depois de um dia que fora bom, mas aquela correria estava acabando com ele. Tudo bem, eles não tinham mais um milhão de pessoas correndo por ai atrás de coisas, comida, pedindo sua permissão para coisas que o homem nem tinha ideia do que eram, como sentia falta de sua falecida ex-esposa nessas horas. Ah, como Rachel o lembrava dela...

– Eu posso sentar? – Aquela voz era reconhecível com o passar dos anos, ele sempre foi seu melhor amigo e depois de tantos anos morando juntos, ele não podia evitar ter uma afeição pelo homem, era simples isso. – Bem, já estou sentando enquanto está ai, perdido em pensamentos. – O riso apareceu enquanto Hiram erguia suas pernas e Leroy sentava-se acabando com as pernas do outro em seu colo, fazendo uma careta para ele.

– Não reclame, eu estou exausto. – Pediu recebendo um revirar de olhos, eles não gostavam muito da televisão, mas deixavam o rádio ligado e a música estava calma, ainda mais pelo horário. – Amanhã é o último dia do ano... Quais serão suas promessas? – Aquelas conversas entre eles nunca tinham um tom plenamente masculino, eles perderam aquilo de falar sobre esportes e economia ou psicologia o tempo todo, com o passar dos anos. Família era mais importante.

– Creio que não pedirei nada para mim... – Mal começou e uma expressão interrogativa se formou em Hiram, Leroy ponderou um pouco e deu um sorriso carinhoso com tal pensamento. – Eu só preciso que Rachel tome jeito em sua vida, ache um bom homem para se casar e finalmente faça algo, sabe? – Pela primeira vez ele bebia um gole de sua bebida, que antes sequer era notada.

Aquela familiaridade não era mais a mesma de quando eram somente amigos, o casamento de Hiram acabara a muito tempo e ele só queria que a esposa fosse feliz, mesmo que Noah ainda fosse pequeno, então ela conheceu melhor o melhor amigo dele. A paixão fora praticamente instantânea, Hiram incentivou-a, logo mais nove meses e Rachel chegava ao mundo, levando a amada mulher daqueles homens. Leroy sofreu mais com a perca, ainda mais tendo uma pequena em casa que era a cara da mãe. Os homens uniram-se para superar as coisas da vida e, por consequência, aproximaram-se ainda mais.

– Ah, claro que eu entendo, eu sou pai do Noah! – Brincava e acabou tirando um sorriso do outro homem, que parecia um tanto desconfortável aquela noite, Hiram se ergueu e sentou normalmente, mas mesmo assim a tensão do homem não relaxou, decidiu mudar de assunto. – Eu estou preocupado se esta garota, Quinn, é a certa para ele.

– Como pode sequer perguntar isso? Não vê como o pequeno está feliz? – Parecia ultrajado com a hipótese levantada, mas o mais velho tinha seu ponto e já notava que precisaria mostra-lo a Leroy, mas acabaria levantando um outro assunto um pouco mais complicado.

– Noah é um rapaz que não gosta de regras, gosta das coisas acontecendo, sem planejamento. Quinn não, ela é pensativa, ela é intensa, nota-se nos olhos dela essas coisas. – Explicou e roubou o copo das mãos do mais novo para dar um gole, precisava pensar melhor sobre isso. – Ela me parece o tipo de pessoa que se encaixaria com Rachel...

– Não comece com isso, Hiram! Sabe como eu me sinto quando você começa a levantar isso sobre minha estrelinha. – Tomava a bebida de volta dos dedos daquele que revirava os olhos, era sempre a mesma coisa. – Eu ainda não estou acostumado com essa sua descoberta e de toda forma... O que você fazia em um lugar como aquele?

Alguns meses atrás, na época que Noah havia se afastado um pouco da família, Hiram estava com ócio total. Leroy tomava conta das coisas relacionadas a empresa e tomava conta da casa no geral, com sua mania chata de organização. Rachel saía toda noite e várias vezes não dormia em casa, então em uma destas noites Hiram simplesmente decidiu seguir sua filha de coração e encontrou-a em um bar gay, com uma mulher em seus braços e a boca no pescoço dela enquanto a expressão da outra era de prazer. Depois disso o homem decidiu que daria um apartamento a Rachel, ao menos assim saberia para onde ela levava suas mulheres.

– Eu segui nossa filha, já te disse isso! E Rachel não parecia heterossexual enquanto não conseguia tirar suas mãos e lábios daquela morena. – Reclamou bufando e cruzando os braços, sempre fora o mais dramático dentre todos, bem, até Rachel crescer.

– Lembro-me vagamente, mas eu ainda não acho que Quinn faça o tipo dela... Ah não! Não, não e não, Hiram! – Levantou-se em um pulo e bebeu totalmente o conteúdo do copo, não fazia o tipo homofóbico, na verdade ele tinha apreço, mas não podia fazer aquilo. – Ela namora nosso filho!

– Eu sei, isso é genial, não vê?! Descobrimos como ela se comportaria em uma situação privada com outra pessoa e também você mata essa sua dúvida sobre a nossa estrelinha. – Também havia levantado, mas mantinha seu tom baixo, para que não pudesse assustar ninguém da casa, por exemplo, acordar alguém no meio daquilo.

– E como pretende fazer algo assim? Elas mal se... Suportam. – As palavras morriam na boca dele, acabou mordendo seu lábio e passando a mão pelo cabelo, totalmente sem chão. – Oh, Deus.

– Daremos um jeito, ou o destino dará... Vem, Leroy, vamos para o quarto, foi um longo dia e eu estou vendo que seu coração não aguenta mais. – Acabou passando seu braço pelos ombros do outro enquanto tirava seus óculos, Leroy passou seu braço pela cintura do outro, realmente procurando apoio e encostou sua cabeça no ombro dele. – Eu sei... Eu sei.

–

– Nem fodendo! Eu já estou cansada de te dividir com aquele babaca. – a latina ergueu o dedo para a melhor amiga que tomou suas mãos nas dela e deu um sorriso apaziguador, os dedos se entrelaçaram e a latina acabou cedendo e deitando em seu colo, como todos sempre faziam e Blaine revirou os olhos enquanto via seu reflexo no espelho, como se aquilo tudo só fosse infantil, como se ele mesmo não fizesse aquilo.

– Eu não consigo entender porque você não gosta do meu namoro, S. Você bem sabe que eu gosto dele e que o Noah me faz feliz. – Comentou Quinn enquanto encostava-se na parede e levava suas mãos ao cabelo da outra, mexendo nele.

– Meu pau! Ou melhor, a falta dele. – Reclamou ao mesmo tempo em que tentava levantar, mas Quinn segurou-a no lugar e manteve aquele sorriso leve nos lábios, seu amigo logo sentou ao seu lado e a latina reclamou sobre algo em espanhol. – Aquele garoto está acorrentado a você, porque você é gostosa, mas você não gosta dele.

– Santana, não estamos em posição de julgar aqui, sabia? Ainda mais você, que está de quatro pela amiga da Rachel... – Novamente a loira precisou segurar a outra mulher para que ela não voasse no pescoço de Blaine, o que ela parecia realmente querer fazer. – Ah, mas de toda forma... Rachel, uh?

– O que tem ela, B? – Perguntou a mais interessada virando seu rosto para o rapaz que tinha um sorriso nos lábios. Ele demorou-se, realmente enrolando, como se não tivesse ouvido e começou a mexer no cabelo. – BLAINE!

– Uh, uh. Tá bem, calma! – Pediu já erguendo as mãos em sinal de rendição, Santana deu um sorriso maldoso e mostrou a língua para ele, esperando que Quinn não visse, mas a loira puxou seu cabelo em seguida. – Quem tem que nos contar algo aqui é você, loira, ou você acha que não vimos a interação entre vocês duas no natal?

– Fala de uma vez porque você e ela subiram aquela hora. – Reclamou Santana que rapidamente se colocou sentada e todos os olhares do quarto voltaram-se para a loira que jogou-se para trás, cobrindo seu rosto com as mãos. – Vaaaaaaaai.

Quinn mordeu o lábio inferior e massageou as têmporas, aquilo estava começando a ficar complicado para ela, até porque Santana curiosa tornava-se amável e Blaine tornava-se chato. Parecia que ela estava lidando com uma versão masculina e uma feminina da mesma pessoa. Acabou levantando novamente para poder fitar ambos os amigos, que tinham aquela expectativa.

– Ela só estava bêbada e eu só a ajudei, simplesmente. – Santana simplesmente decaiu sua expressão como se aquilo não estivesse como ela queria, e não era mesmo o que ela queria. – Não tem nada mais, S... Eu só a vejo como minha cunhada e ela não me odeia, mas realmente não vai conseguir gostar de mim. – Seu tom fora baixo, somente pensando, como se ela precisasse daquele tempo para colocar algumas de suas ideias no lugar, Blaine puxou sua mão e acariciou a parte de cima.

– Isso está frustrando seus planos? – Santana já revirava os olhos e bufava, levantou-se e começou a mexer em algo no armário da loira, como se pensasse. Blaine continuou para tentar ver algo mais que só a resposta da amiga, em seus olhos.

– Eu ainda não sei... Mas eu vou descobrir, ainda mais depois do que me contou sobre o plano da Brittany e do Kurt para nos colocar juntas no jogo. – Suspirou e franziu o cenho quando Santana virou-se para ela com um conjunto em mãos e um sorriso safado nos lábios. – Ah não...

– Ah sim! Ao menos, me dê uma diversão, Q. – Pediu enquanto se aproximava da loira que começava a se levantar e se afastar, o resto da noite seria típica entre eles, provocações, risos e conversas sem sentido.

Notas finais
No próximo capítulo teremos ano novo, alguém chuta o que vai acontecer? Capítulo será talvez dividido em dois e será, em sua grande parte, Faberry. (ouço comemorações? kkkk)