Again, But Different
11 Why me? - Revisado
Notas iniciais
Gostaria de agradecer a todos os leitores que compreenderam a minha crise, e dedico esse capítulo á eles.
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Capítulo betado por Ruby Luna.
Vancouver, Canadá – 5 dezembro 2009
P.O.V Lucinda Prince
Abri meus olhos e uma luz me cegou. Olhei ao meu redor e notei que estava em uma sala fria, por conta de uma grande janela de ferro aberta iluminando o centro da sala onde eu estava deitada. Continuei a observar as paredes mal pintadas e muito sujas. Em seus cantos havia teias de aranha junto a um lampião apagado.
A porta foi aberta, um homem entrou acompanhado.
Quanto ele se aproximou da luz eu reconheci seu rosto.
– Billy ou devo dizer Satã?! – perguntei ironicamente – O que você quer? – perguntei-lhe.
– Você não se lembra Lucinda?-
Então em minha mente passavam-se cenas iguais à de um filme.
Lembranças on:
– Luce, eu e a Shel vamos ali no mar um pouco e já voltamos!
– Ok!
– Luce, Luce! Não, não pode ser meu Deus! Lucinda! Eu te amo, sempre vou te amar!.
Lembranças off:
Mas eu não havia morrido com a flecha estelar? Daniel, aonde você estava? Ele sabia que eu estava viva?
Eu tinha tantas perguntas há fazer.
– Eu... Daniel... Morta... Ele sabe? – eu não conseguia sequer formular uma frase decente.
Satã gargalhou estrondosamente.
Então eu estou no céu, não, não, Satã não mora no céu e sim no inferno. A meu Deus eu estou no inferno!
– Não, você não está no inferno, nem muito menos no céu – ele sorriu de canto – você não está morta Lucinda, não deixei que isso acontecesse – ele se abaixo ao meu lado – a flecha só rompeu sua carne, não alcançou seu espírito.
– Por quê? – perguntei confusa.
Ele pegou meu queixo entre sua mão direita
– Para ver você sofrer.
Sofrer? Porque iria sofrer se nem... Não, não pode ser Daniel.
– O quê... — fui interrompida.
– Daniel viu você morrer e decidiu se sacrificar para reequilibrar a balança. Tolo!
Não, ele não fez isso, ele não pode.
Eu deixei ele escapar pelos meus dedos. Senti o peso de meu erro.
– Lucinda – ouvi meu nome sendo chamado por várias vozes femininas – Você o deixou escapar, tola – todas elas gritavam, meus antepassados.
– Lucinda, Lucinda – a voz de Satã me trouxe a realidade novamente – Siga sua vida – ele disse sorrindo sadicamente – Nós já preparamos tudo para você, trabalho, escola, casa.
Ele havia nos ultrapassado novamente, e nós caímos em seu jogo.
– Vou deixar você com Tom – ele falou dando costas e saindo da sala.
E agora o que eu faço?
3 meses depois
Àquelas vozes não me deixavam em paz, o que elas querem? Eu não sei.
– Com licença? Eu vou querer um Cappuccino – o cliente pediu – E um pedaço de torta de morango¹ — anotei no meu bloquinho.
– Algo mais?
– Não, obrigado.
Eu saí e fui à cozinha para fazer o Cappuccino. Recentemente eu estava trabalhando em uma lanchonete.
Quando terminei de fazer, cortei um pedaço da torta de morango e levei até o cliente. Atendi mais alguns clientes e meu expediente finalmente havia acabado. Peguei o metrô e fui ao meu apartamento. Eu morava na periferia de Vancouver.
Adentrei meu AP e larguei minha mochila no sofá, retirei alguns cadernos e fui para meu quarto fazer as atividades que não fiz na aula.
Depois de um tempo acabei apagando com a caneta na mão. Quando acordei havia um papel ao meu lado. Li em voz baixa:
Lágrimas manchavam seu rosto. Ela se perguntava se ele ainda pensava nela.
Seus reencontros, todos eles, por que sempre me tratou como estranha?
Meu amor era tão forte por você, acho que você nem percebeu.
Você consegue continuar sem sua família? Sem seus amigos?
Toda vez que eu tento fazer você voltar para mim, eu falho.
Eu me sinto tão mal, eu preciso de você.
Todas as vezes que eu penso em você, eu tento ignorar, mas é tão difícil.
Eu preciso de você para viver.
Em meus sonhos acredito que você está aqui comigo.
O que foi que eu fiz de errado? Minhas escolhas?
Arrependo-me de todas. Por que deixei você partir, por quê? Ainda me pergunto.
Lembro-me delas, as escolhas, tão difíceis, ainda hoje elas cortam meu coração.
Cada vez que lembro me sinto tão pequena.
Com um papel manchado de lágrimas, desabafo.
Perdoe-me.
Eu sei que lhe causei dor, eu não queria, só queria seu bem.
Está é minha confissão.
Toda noite, eu choro até que o sono me invada.
E nos meus sonhos, talvez eu descanse.
Só por favor, me deixe em paz.
Apenas em meus sonhos.
Mas, não me deixe em paz pela manhã.
Eu não posso esquecer o que fiz.
Eu preciso de você, Daniel.
Li rapidamente e meu coração se apertou.
Daniel, por quê?
E comecei a chorar em prantos.
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28 de novembro de 2012
– Não aguento mais! – falei em voz alta e como se fosse uma palavra mágica ouvi o falhar de asas batendo.
E ele, o maldito, foi ele quem estragou minha vida.
Satã estava em minha frente em um piscar de olhos
– Mate-se.
– Como?
– Enforque-se, jogue-se da janela, se esfaqueei.
– Mate-me – eu pedi friamente.
Não aguentava mais aquela dor insuportável.
You tell me you're in love with me
Like you can't take your pretty eyes away from me
It's not that I don't want to stay
But every time you come too close, I move away²
– Seu desejo é uma ordem.
Então aquela ardência conhecida me invadiu.
Eu temi acordar novamente, mas uma voz me confortou.
– Desta vez você morrerá, não se preocupe eu estou lhe garantindo.
E tudo escureceu.
Notas finais
² - Musica Sometimes da Britney Spears.
Então, pedras? flores? algo?.
Bjocas Alexia Briel
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