After Midnight

8 Capitulo 8 - Parte dois


Notas iniciais
Então gente, esta ai o capitulo 8 espero que gostem ah gente... vocês viram a promo do 12x03 ? eu surtei quando vi kkkk Jolex ♥ mas enfim... kkk ah outra coisa, no final do próximo capitulo eu vou dar um pulo no tempo de 2 anos, pra Mer seguir em frente e tal... espero que gostem desse capitulo Boa leitura ♥

O acidente foi justamente ali na frente, nos aproximamos e analisamos a situação. A moto bateu de frente com o carro, o motorista atravessou o para-brisa. O piloto da moto estava preso com um grande pedaço de vidro no tórax. O motorista do carro estava com cinto de segurança o carona não e tinha um tubo fincado no tórax que não tinha atravessado completamente e a mulher estava consciente, conversando e se mexendo. E tinha uma bebe chorando no banco de trás e estava bem preso na cadeirinha então acho que não teve nada grave. Fomos pra diferentes áreas do carro, Mer foi pra um lado falar com o carona e Cristina pro lado oposto junto com a Maggie, eu abri a porta dos bancos de trás e tirei o bebe que não parava de chorar, a entreguei a uma das pessoas que estavam ali em volta
– acalma ele mas não balança, pode ter alguma lesão interna e chama a ambulância – voltei pra onde estavam as meninas e cristina já foi falando quando me aproximei
– passageiro consciente, motorista acho que desmaiou mas o motoqueiro... –confirmei com a cabeça pra dizer que entendi e fui pra janela do carro
– eu sou o dr. Karev, essa é a dra. Yang, Pierce e Grey –me identifiquei pra tranquiliza-los –qual o seu nome?
– Mary, cade meu filho? Ele ta bem? –perguntou a mulher com uma voz tremula e desesperada enquanto tentava se endireitar no banco
– não se mexe! –disse Mer com um tom bastante repreensível
– isso, não se mexe. Ta tudo bem Mary,seu filho ta bem, ele só ta assustado. Coloca a mão no pescoço do motociclista e me diz se sente alguma pulsação, mas tenta não se mexer muito –ela foi com o braço praticamente todo trêmulo e fez oque eu pedi
– tem pulsação mas ta fraca
– ta bom, agora faz a mesma coisa com o motorista –pediu Meredith e a mulher fez
– não tem pulsação –disse a mulher por fim. Eu, Maggie, Cristina e Mer olhamos um pro outro – isso é ruim? Ele tava falando agora mesmo
– temos que tirar o seu marido dai de dentro –falei tentando abrir a porta do carro mas não consegui
– as portas da frente tem uma trava que vive dando problema –informou a mulher –tem que apertar o botão que tem do lado de dentro da porta –disse Mary tentando se mover até a porta do lado oposto ao dela
– não se mexe!! Fica onde esta –disse Meredith mais maleável e a mulher voltou pro lugar
– o seu marido tem problema de coração? –perguntou Cristina
– não que eu saiba –respondeu Mary
– Mary cobre os olhos –falei pegando um pedaço de ferro que tinha soltado da moto, ela tampou os olhos e eu quebrei o vidro do carro, apertei o botão e a porta abriu. Tirei o cinto de segurança do homem e o tirei do carro com a ajuda da Maggie, o colocamos no chão e sentimos batimentos quase imperceptíveis e ela automaticamente começou com a massagem cardíaca
– doutor –ouvi chamarem e olhei pras pessoas que estavam lá em volta e vi que era a mulher pra quem eu entreguei o bebe e a roupa da criança estava com sangue e perto da boca também – ele ta vomitando sangue
– eu disse pra nao balançar ele –falei meio bravo pegando o bebe e o colocando de barriga pra baixo apoiado no braço pra não ocorrer dele engasgar, porem ele estava cuspindo muito sangue – Meredith –chamei e ela demorou uns segundos porque estava ajudando Cristina a analisar o motociclista. Quando ela se aproximou e viu fez uma cara meio estranha – com o impacto o cinto da cadeirinha deve ter lesionado ele internamente. Mas um bebe com hemorragia interna não cospe tanto sangue assim -expliquei
– a menos que tenha atingido o figado, ai sai muito sangue. Ele precisa de cirurgia e transfusão de sangue agora
– não tem nenhuma bolsa de sangue ai na casa não? –perguntei, por fim eu já estava meio desorientado
– Alex, por qual motivo a cristina iria ter bolsa de sangue na casa dela? –disse Mer pausando e dando certa intensidade nas palavras
– eu sei lá –Meredith respirou fundo e continuou
– segura ele assim pra não engasgar e torce pra ambulância chegar logo –depois de falar ela voltou pro carro e ajudou Cristina a tirar a mulher. Olhei pra Maggie e ela fez um “não” com a cabeça e eu entendi oque queria dizer, confirmei e ela parou a massagem cardíaca e eu declarei
– hora do óbito. 3:05 –Maggie levantou e foi ajudar as meninas. Como o fluxo de sangue que o bebe cospia diminuiu eu levantei ele e o olhei – não morre não garotão! Aguenta firme! –e voltei a posição anterior
– Alex deixa o bebe com alguém e vem aqui ajudar –sugeriu Cristina
– não! –falei ríspido e Cristina voltou a atenção pro motociclista
– não tem como tirar, ele ta preso no para-brisa se tirarmos ele vai jorrar sangue até morrer –informou Mer
– o jeito é esperar... –disse Mer sentando no chão. Cristina pegou o celular e fez outra ligação “foi pedido uma ambulância dai? ... então manda logo!! ... ta então manda eles virem mais rápido, se não chegar nos próximos 5 minutos um bebe, um homem e uma senhora vão morrer ... ta, ah e manda ir preparando três salas de cirurgia” e ela desligou o celular nervosa. Me aproximei mais delas com o bebe ainda nos braços.
– e se quebrarmos o vidro? -falei me aproximando delas
– é uma opção mas pode quebrar dentro dele –continuou Maggie
– mas se esperarmos ele vai morrer, acho que vale o risco. Cristina na sua casa tem ferramentas?
– estão no sótão
– ta... –falei e fui até Maggie,entreguei o bebe e continuei falando –aquela mulher eu até perdoo mas você é medica então não preciso dizer oque fazer com ele –ela concordou com a cabeça e eu entrei na casa quase correndo, desci até o sótão e achei uma caixa de ferramentas subi com ela e voltei ao local do acidente, a coloquei no chão e peguei um martelinho de ouro –alguém quer fazer? –perguntei e as três fizeram que não com a cabeça –medrosas –Me aproximei bastante, quase subi no capô de carro e fui batendo com cuidado na base do para-brisa. Na primeira martelada deu tudo certo, o vidro trincou e nas próximas eu fui bem leve pra não estilhaçar tudo. Quando eu já estava terminando o vidro trincou pra uma parte que estava dentro do motociclista –ah qual é... –fui dando leves pancadinhas no vidro e deu pra quebrar no lugar certo, acabando com a ligação entre o para-brisa e o homem mas não poderíamos ignorar o fato de que ele estava com um pedaço enorme de vidro dentro dele. Eu, Cristina e Mer colocamos ele deitado no chão e no mesmo momento as ambulâncias chegaram e os paramédicos foram saindo com as macas
–motociclista inconsciente, lesão enorme no abdomem e pressão quase imperceptível –disse Mer pro paramédico que tinha acabado de colocar ele na maca –eu vou junto –avisou ela
–e as crianças? –perguntou Cristina
–que crianças?
–seus filhos Meredith!!
–ata... eh...
–eu fico! –se ofereceu Maggie interrompendo –acho que não precisam de outra cardio e meio que o meu paciente morreu então...
–ta, então vamos –disse Mer entrando em uma das ambulâncias, fecharam e foram.
–eu vou com a Mary –informou Cristina entrando na ambulância e mulher já estava lá dentro. Peguei o bebe que estava com a Maggie e o levei até a ambulância
–hemorragia interna intensa, perdeu muito sangue! Sinais vitais oscilando –falei entrando com o bebe. As ambulâncias seguiram uma atras da outra, quando chegamos elas pararam e eu desci com o bebe que estava na maca, os paramédicos voltaram para a ambulância e eu fui entrando no hospital, logo atras estavam Mer e Cristina
–você! Vem comigo! –disse Cristina chamando um dos residentes que estavam lá -Jonhson com a Mer e Campbell com o Alex! Anda! –e os três vieram nos acompanhando, quando chegamos no andar da cirurgia uma enfermeira nos disse qual sala estava desocupada e fomos entrando, deixamos os pacientes com a equipe de cirurgia e fomos nos lavar. Eu e a outra médica. Mas antes a Cristina apareceu e me entregou o uniforme do hospital porque eu não poderia entrar em cirurgia com a roupa que eu estava, troquei de roupa ali mesmo e a outra interna pareceu não se importar, coloquei a touca e a mascara e logo depois comecei a me lavar
–Emma Campbell –disse a “outra médica” me estendendo a mão. Eu tinha acabado de me lavar pra cirurgia e não estava afim de fazer tudo de novo então a cumprimentei com a cabeça
–Alex Karev –respondi me afastando do lavatório e ela retirou a mão meio sem graça, apertei com o cotovelo o botão que abre a porta da sala de cirurgia e entrei, ela terminou de se lavar rápido e entrou antes que a porta se fechasse, as enfermeiras colocou as luvas e o capote em nós dois. Me posicionei do lado direito da mesa e ela no esquerdo e pegou o aparelho de sucção
–bisturi, lamina 7 –pedi estendendo a mão e a instrumentadora me deu. Fiz a primeira incisão e fui adentrando o abdomem do bebe até encontrar a fonte da hemorragia, como esperado, o figado. Controlei a hemorragia, fiz um enxerto e removi a parte danificada e em dois meses já teria se regenerado, chequei as anastomoses, vi se tudo esta certinho e fechei o abdomem. Sai da sala e me sentei em um banco que tinha ali perto
***
(Cristina)
Vesti meu uniforme ali mesmo e o residente ficou me olhando e depois disse com uma expressão perversa ainda me olhando
–falou pros seus amigos? –perguntou James, que era um residente do segundo ano
– ainda não mas falarei em breve –respondi colocando a mascara, a touca e começando a lavar as mãos e os antebraços
– então eu ando tendo privilégios por namorar a dona do hospital? –continuou ele mudando o assunto
– na o é privilégio, você foi o primeiro residente que vi
–unhum... finjo que acredito –disse ele em tom de brincadeira terminando de se lavar –e quanto a Emma e o seu amigo? Anda fazendo uns bicos de cupido?
–eu já falei, foram os primeiros que vi na emergência
–e porque será que eu não acredito? –disse ele por fim vindo até mim, me dando um beijo e depois entrou na sala de cirurgia, eu entrei logo depois e iniciei os procedimentos, fiz uma incisão no tórax, afastei as costelas e localizei onde o vidro tinha alcançado. Nada difícil demais. Pedi uma pinça e um afastador. Fui afastando o vidro da cavidade toraxica e o retirando com cuidado, muito cuidado e o sangue começou a jorrar
–sucção –falei calmamente porque aquele sangramento era normal. Tirei o vidro por completo do tórax e eu esperava que o sangue parasse de fluir mas não parou. Comecei a achar estranho –mais sucção –falei parando de mexer no interior do paciente
–não ta dando conta, muito sangue –disse James
–percebi, só que... o coração ta normal, mas de qualquer jeito temos que contem a hemorragia. Coloca mais uma bolsa de sangue –falei tentando ver alguma coisa na cavidade toraxica mas o sangramento não permitia ver quase nada. Quase instantaneamente me lembrei de quando faltou energia no Grey Sloan e fiz a cirurgia as cegas, em um completo breu – apaguem as luzes –falei segura nas minhas palavras e todos acharam estranho e começaram a comentar a respeito do meu pedido – será que eu mesma vou ter que ir ai apagar? –falei meio irritada olhando pra equipe que estava na sala. Uma das mulheres apagou as luzes e o único fiasco de luz vinha da lanterna que tinha no apoio da minha cabeça –desligue o foco –pedi com autoridade na voz e eles hesitaram na hora de desligarem o foco – falei grego? –e segundos depois a ultima luz foi desligada e a sala estava completamente escura. Me concentrei e todos estavam em completo silencio, ouvi os batimentos mas o som saia estranho em certa parte. Coloquei minhas mãos novamente dentro do paciente e fui apalpando o miocárdio até que descobri o foco da hemorragia –liga de novo e prolene 4.0 –falei voltando a ativa e logo me deram o que eu pedi, suturei com tamanha delicadeza e a hemorragia parou, o aspirador sugou todo aquele sangue na cavidade toraxica e eu finalizei a cirurgia. Sai da sala retirando a mascara e James veio logo atras
–você foi ótima!! –disse ele com certa intensidade nas palavras
–é só um truquezinho que aprendi em Seattle –falei sorrindo e ele sorriu junto
–te vejo depois –disse ele me dando um beijo e logo depois indo andando até sumir da minha vista, vi o Alex sentado e me sentei ao seu lado mas ficamos em silencio

(Meredith)
Depois que a Cristina me entregou o uniforme eu me lavei e entrei pra cirurgia junto com o residente. Fiz uma incisão perto de onde o cano estava enfiado, o tubo estava perto da artéria hepática mas não parecia ser impossível de remover, chequei as outras partes e oque eu realmente tinha que me preocupar era a artéria, fora isso seria uma cirurgia tranquila. Coloquei as mãos no tubo, mãos firmes obviamente e fui tirando ele, centímetro por centímetro e o sangue começava a fluir quanto mais eu puxava
–sucção!! –pedi apressadamente porque se continuasse enchendo assim eu não ia ver mais quase nada. O fluxo foi controlado e eu prossegui na retirada. Centímetro por centímetro, mas a sorte não estava do meu lado, eu não consegui ver onde encostei o cano na artéria mas começou um fluxo enorme de sangue e taquicardia
–não, não, não... merda! –falei puxando o tubo de uma vez, colocando de lado e voltando a atenção pro intenso sangramento –sucção!!! Anda!! Um enxerto e prolene 4.0 –pedi estendendo a mão pra instrumentadora e ela me deu imediatamente, comecei a trabalhar na artéria pra conter a hemorragia mas o coração da paciente parou, o residente entregou o aparelho de sucção pra uma das mulheres da equipe que estava do lado e começou uma massagem cardíaca
–injeta 1 de adrenalina e 2 de atropina –falei continuando a restituição da artéria, quando finalmente consegui o coração dela não tinha voltado ainda
–da licença! –falei hostilmente tomando o lugar do residente na massagem cardíaca e a executando com o extremo de força -não, você não vai morrer! Você tem um filho que ta na sala ao lado e não vai deixar ele órfão! –falei continuando a massagem mas ela não voltava, parei, me afastei e respirei fundo e sem pensar duas vezes dei uma cotovelada na região do pericárdio e, olhei pro monitor, uns dois segundos depois o ritmo cardíaco da paciente voltou, respirei aliviada.Voltei pro abdomem da mulher e terminei o reparo, fechei , sai da cirurgia e vi Alex e Cristina sentados, me aproximei e sentei do lado da Cristina
–o paciente de vocês morreram? –perguntei olhando pros dois
–não –ambos responderam olhando pra mim
–então porque essas caras de morte?
–não sei... –começa Cristina
–quer saber, minha vida ta ótima! Nossas cirurgias foram ótimas então vamos beber –disse Alex levantando
–não posso, amanha é a cirurgia da Lexie –disse Cristina cautelosamente e olhando pra mim. Eu fiquei tensa mas quieta e os dois perceberam isso
–vai dar tudo certo
–eu sei...
***
Depois de mais uma hora na emergência voltamos pra casa e Maggie estava deitada na cama do lado da Zola, a cutuquei devagar e ela acordou
–pode deixar que eu assumo daqui –falei sorrindo e ela levantou
–Lexie tomou mamadeira faz umas duas horas –informou ela e eu concordei com a cabeça
–obrigada
–nao precisa agradecer –finalizou ela saindo. Zola estava em uma cama, Bailey na outra e Lexie estava no berço, fui até ela e a olhei uns instantes, dei um leve sorriso e dei um beijo bem leve no rosto dela. Olhei meus outros dois filhos dormindo e por segundo me senti a pessoa mais sortuda do mundo, tenho 3 filhos perfeitos, duas irmãs incríveis, dois amigos inseparáveis e um marido maravilhoso olhando pra gente lá de cima. Me deitei na cama da Zola e dormi abraçada com ela

Notas finais
oque acharam? gostaram? odiaram? deixe um comentário dizendo agradeço muito por estarem acompanhando