After Ever After-Interativa

7 Chapter VI-Presenteando -des-Conhecidos


Notas iniciais
Hey there, pessoinhas! Como vão? Bom, aqui fala Lady Twice! Peço desculpas pela demora, mas, realmente, dessa vez eu não tive uma parcela tão grande de culpa-só o bloqueio e várias outras coisas de Cat, hehe. Então aqui está um capítulo fresquinho de nossa misteriosa pirata dos idiotas. Pois é, pois é. Boa leitura!

Phoenix Hook

Esbarro em meu irmão ao alcançá-lo novamente. Ele estava parado um pouco à frente, olhando para uma miniatura de veleiro – e tenho de admitir, uma muito boa. Mas uma que papai nunca o deixaria tê-la.

– Augustus, esteja avisado que papai nunca vai deixar você comprar um desses — eu disse, e começamos a andar. Ele riu alto.

– Ah, sério, irmãzinha? Papai não vai deixar? — Perguntou, irônico — Primeiro, o dinheiro é meu, gasto como eu quiser. Segundo, papai uma ova.

– Porque e que é tão difícil falar contigo quando o assunto envolve o nome Capitão Gancho? – Não que estivesse realmente à espera de uma resposta. Já discutimos o suficiente nestes meros três anos de convivência fraternal.

Na verdade, Gus é que discute. Meu meio-irmão ingrato, narcisista e cabeça-quente. Eu apenas converso.

–Ah, Phoenix, ele nunca fez nada por mim – diz agora como um desabafo – A ti criou-te como uma filha legítima. Eu? Sou o bastardinho nojento de uma aventura.

– Se ele lhe considerasse um bastardo, nunca teria lhe acolhido. Acredite, estou nesse ramo desde que aprendi a falar — cruzei meus braços, olhando em volta. — E já te disse que ele falava bastante de Marienne...

– E da tua mãe? — Perguntou.

– Isso não interessa – dei fim à conversa.

– Se você é quem diz — ele guardou a bolinha no bolso, também cansado dessa conversa vindo à tona de novo. — Por que estamos aqui mesmo?

– Para comprar um presente para o filho da Bela Adormecida... Eu acho.

– E por que ainda não fizemos isso?

– Porque você demorou muito na loja de espelhos mágicos — devolvi, cética.

– E porque a minha linda meia-irmã não pôde se conter e teve de conversar com pessoas aleatórias de passagem — ele acrescentou, meio ácido. Tudo em Gus era meio ácido.

Me lembrei da 'conversa' com a loira e o moreno. O idiota e a rejeitada. Eu não sabia o que estava acontecendo — para ser sincera, nem pretendia saber -, mas tinha uma boa ideia depois do mimimi no banheiro, a conversa do moreno com aquela outra garota somando também o jeito de nerd da loira mais o de mauricinho do menino.

O que eu realmente reparei? Os dois estavam acompanhados por ruivas.

O mundo mágico realmente tem muitas ruivas.

Enfim. A festa do garoto dorminhoco.

Eu nem sei porque fomos convidados. Ninguém no mundo mágico – pelo menos por estes lados — gosta dos Hook. Somos os vilões, os caras malvados. Ninguém convida os caras malvados.

Essa tal Bela Adormecida deve ter tido uma história muito trágica para acabar assim.

Não me culpe por não conhecer a maioria dos Contos de Fada tradicionais. Eu cresci com piratas: os únicos contos que ouvi foram o de Peter Pan, Branca de Neve e Chapeuzinho Vermelho.

Às vezes uma mãe faz falta para uma garotinha pequena.

Foco, Phoenix. A festa do garoto dorminhoco.

Então, como papai entende de adolescentes ainda menos que nós, acabamos com a tarefa de vir comprar uma prenda para o menino. Acontece que não sabemos nada dele. Simplesmente nada. Nem nunca vimos ele por aí, já que ficamos muito tempo no mar.

As pessoas passavam ao nosso lado no shopping, por vezes observando como nos vestíamos. Gus, o narcisista, achava que aquilo era algo bom — ou fazia parecer isso. Eu, bem, sabia que eles achavam que éramos dois esquisitões. Meros ratos de praia, eles. Não entendem que rosa nunca está na moda entre os piratas.

De qualquer maneira, Augustus para em frente à essa loja de artigos para sono. A&P, esse era o nome. Travesseiros decorados, cobertas, colchões e tudo o mais. Olho para Gus.

– Por que parou? – pergunto.

– Phoenix, você realmente precisa aprender mais sobre convivência social — ele ri um pouco. — Acompanhe o raciocínio. O tal garoto é filho da..?

– Bela Adormecida — respondi.

– Chamam ele de..?

– O Adormecido.

– E nós estamos parados em frente uma loja de artigos para sono, cara irmã — ele enfiou as mãos nos bolsos, enquanto eu entendia. — Sacou?

– Sim, eu entendi — respondo. – Sacou é um termo nojento. – Meu meio-irmão revira os olhos:

– Entremos, então?

– Com certeza.

Mal o fizemos, o idiota do meu lado pulou em um dos colchões. Eu o ignorei, fingindo que não era comigo – mesmo com a evidente semelhança entre nós -, e continuei pela loja dentro.

Uma garota de cabelos negros praticamente desliza pelo chão até mim, com um garoto loiro — extremamente — sonolento em seu encalço.

– Olá! – Cumprimentou ela, quase cantando. — Meu nome é Rosemarie, e aquele é meu irmão Richard. Em que podemos ajudá-la?

O garoto nos alcançou. Ele ficou parado atrás da irmã, sorrindo largamente (e demasiado carinhosamente).

– Sou Richard — ele disse, sorrindo ainda.

– É, Rick, eu já falei — sua irmã brincou, bagunçando os cabelos loiros. Ele sorriu mais. — E sem abraços, por favor. Já conversamos sobre isso.

– O.K. — ele respondeu, simplesmente, e voltou a me encarar. Quase todos os seus dentes apareciam no sorriso.

Sem abraços? Estou confusa.

– Meu nome é Phoenix — me apresentei para a dupla, que assentiu. — Estava procurando presente para um garoto.

– Quantos anos? Richard se apressou em perguntar.

Eu lá sei que idade é que tem o adormecido?

– Ah… Acho que fará dezessete – não acho nada. Foi o que me saiu.

– Qual garoto? — Rosemarie perguntou, e os dois se seguravam para rir. Me senti como se estivesse sendo excluída de uma piada.

– Para o... filho da Bela Adormecida.

Eles nem fizeram grande esforço para esconder: explodiram em gargalhadas, meio altas. Augustus, pela primeira vez focando em algo que não ele, andou até nós com a barulheira.

– Vocês são novos por aqui, certo? — Richard perguntou, a irmã ainda rindo.

– Não costumamos passar muito tempo em terra firme concordou, Gus, mais interessado em Rosemarie do que em qualquer outra coisa.

– Ah, os Hook — Rosemarie engoliu a risada. — Você é a filha do Capitão Gancho? A Dama-Pirata de Fogo? — Assenti. – Ouvimos falar muito de você há uns anos.

– Ouvimos? – pergunta Richard.

– Ouvi – corrige-se – A culpa não é minha se não estás a par das notícias – diz agora para o irmão.

– Hã, perdão. Acho que perdi a piada – Diz Gus, intrometendo-se. — Do que riam?

– Ah, isso — Rosemarie disse. — O garoto que fará aniversário, e para quem vocês procuram um presente... Richard Montgomery! – diz apontando para o loiro do seu lado com pompa exagerada.

Richard fez uma pequena reverência e levantou a mão, imitando um gesto de agradecimento.

Senti-me constrangida, e, pela vermelhidão na cara de Gus, acho que está na mesma situação.

– E vieram no lugar certo ao passar na A&P! Os artigos de sono daqui são os melhores! – diz Rosemarie voltando à sua postura de atendente de loja.

– Por que trabalham aqui? — Perguntei recuperando confiança. — Quero dizer, até onde me disseram, a família de vocês mora em um palacete e tem muito dinheiro.

– Bom, mais ou menos — a morena admitiu, sem-graça. — Nossos pais são donos da loja, Aurora e Phillip Montgomery. Então, quando não temos nada para fazer, ajudamos por aqui.

– Menos a Charlotte, nossa irmã mais nova — Richard nos informou. — Ela prefere o clube de esgrima ou arborismo.

– E eu prefiro ir para casa da Aria. — a mais velha bufou.

– Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades — meu irmão achou a hora para ser galã, mas Rosemarie não pareceu dar bola.

– Okay, então. Parece que eu vou ter que resolver isso- ela estalou os dedos, e começou a empurrar o irmão. -Para dentro, loirinho! Vai, vai, vai! E, aproveita: embrulha para presente todas as coisas dentro do balcão!

– No balcão? — ele perguntou, já saindo de perto.

– Não, né, Rick? No balcão você vai ver! — ela disse, nos guiando em outra direção.

– Estarei na sala do papai se precisarem! — Richard devolveu, e sumiu loja adentro.

– Okay — Rosemarie disse, e se virou para meu irmão. – O meu nome é Rosemarie, mas podem me chamar de Rosie. Ela é Phoenix Hook. Você é..?

– Por que ninguém sabe quem eu sou?! — Gus se martirizou.

– Tu próprio disseste, és só o bastardinho nojento — eu disse, fazendo-o arregalar os olhos. — Ele é Augustus, meu meio-irmão mais velho.

– Bom, feitas as apresentações... — ela sorriu, e foi para perto das prateleiras. Essa é a parte preferida do meu irmão.

– Os... Travesseiros de nerd? — Meu irmão perguntou, estranhando. Não é como se ele entendesse adolescentes normais muito melhor do que eu. Rosie assentiu.

– Ele é louco por videogames — ela explicou. — Tanto que eu e minha irmã estamos economizando para uma daquelas armas e a edição especial de The Last Of Us. É o preferido dele.

Toquei um dos travesseiros. Era fofo e macio, e tinha um desenho enorme que eu presumia se referir a algum jogo.

– Maaas, as Beasty já levaram de The Last Of Us. Levaram um igual a esse, inclusive — Rosie continuou, e eu tirei minha mão da almofada fofa. — Talvez vocês possam pegar The Walking Dead.... Ah, calma, os Haddock já pegaram.

– Isso quer dizer que...? — Gus pôs meus pensamentos em voz alta.

– Que não sei se vamos ter mais presentes bons para Rick aqui — ela constatou. — — Quer dizer, qualquer um que não conheça ele simplesmente vem aqui. E até a tia Belle, que nos conhece muito bem veio...

– Que tal este? — apontei um em uma prateleira mais alta. Ele tinha desenhos estranhos, mas eu achava que combinava mais com o pouco que tinha visto de Rick do que os outros. Era preto com um símbolo cheio de triângulos brancos e o nome 'Watch Dogs' desenhado. Simples e fofinho de deitar como tudo por ali.

– Ah, mas é claro! Como pude me esquecer de Watch Dogs? – exclamou e pegou no travesseiro. — Vão levar, então? – eu assinto — Venham, vou embrulhar.

Andamos até o balcão. Durante a caminhada passamos por várias camas de modelos curiosos e diferentes- uma abóbora, uma maçã, uma toca de coelho, as costas de um dragão. Até mesmo uma para casal, um barco, na qual o convés central era o colchão; e correntes saídas dos canhões a suspendiam pelo teto. Eu quase quis aquela cama para quando acabássemos de mudar para terra firme de vez. Quase.

Minha cama de mogno brilhante e polido era muito boa. Eu estava satisfeita com ela.

– Ótimo. Creio que eu possa escolher o papel, sim? — Rosie passou para trás do balcão, onde Gus se debruçou.

– Faça-nos o favor — disse, galante. Mais uma vez, ela pareceu imune aos (devo admitir) encantos de meu meio-irmão. — Confiamos em seu gosto. Não é mesmo, Joh?

Ele nunca me pedia ajuda em suas paqueras. Nem me chamava de Joh. Nunca. Esse não era Augustus Hook.

E eu nem ajudaria, de qualquer forma. Mas ele estava desesperado.

– Ah, claro — concordei, meio distraída. Observar Gus paquerar era frustrante, depois da última grande paquera dele. Eu me sentia traída pela garota. E agora que o irmão de Rosie havia desaparecido, parecia que ele se sentia à vontade para flertar.

Nunca me peguei desejando tão fortemente que um garoto aparecesse.

Que seja. Pagamos o presente e Rosie nos dirigiu para fora.

– Saudações ao seu irmão — eu disse, tentando ser cortês.

– Serão entregues — ela concordou com um sorriso, e observou as costas de meu irmão um pouco à frente. Sussurrando, então: -Diz-lhe ele que não vai rolar. Eu estou em outra no momento — quase me limitei a sorrir e assentir.

– Ele não merece mesmo — acabei por comentar, e ela riu.

– Obrigada, eu acho — disse, desconcertada.

– Gostei de você, Phoenix. Espero-te na festa de Richard, certo?

– Conte comigo.

Ela me abraçou, me pegando de surpresa. E beijou minhas duas bochechas.

– Até lá, então. — E saiu saltitando.

Mais tarde, arrumando as coisas para a feira de antiguidades de mais tarde em minha casa nova- que fica ao lado dessa mansão marrom-, cheguei à uma conclusão: essa parte do mundo mágico só pode ter literalmente tomado banho na purpurina.

Notas finais
E aí? Como está? Por favor, comentem. É muuuito importante pra nós duas ;3 Bom, é. Só pra constar, pessoal, eu estou realmente feliz com o que isso aqui tá se tornando. Até porque- adivinhem -TODAS as vagas estão preenchidas. Não temos mais. YAY! ISSO É TÃO FELIZ E DEPRESSIVO AO MESMO TEMPO! E, bom, agora sendo meio chata por não falar com Catnip antes(sorry, hun, é que tu já está dormindo que eu bem sei): eu fiz um Tumblr pra fic. E possivelmente passarei a conta pra ela assim que ela vier puxar a minha orelha(por favor, venha). Então, entrem lá. Vocês podem fazer perguntas como se fossem para os personagens e eu vou colocar todas as famílias lá. O link: http://aeafanfic.tumblr.com E, hm, pulem no meu polyvore também. Link no meu profile, ok? Ok. Beijinhos, e até mais! P.S: Se você não comenta a mais de dois capítulos, te liga: eu e Cat estamos DE OLHO e realmente vamos dispensar os personagens de forma dramática.