After Ever After-Interativa

6 Chapter V-Antigos, Usados e Papagaios


Notas iniciais
Hey, hey, hey! Lady Twice falando! Como vão, meus queridos? Bem, eu espero :3 Por que eu estou pulando de felicidade? Porque só temos mais duas vaaaaagaaaas! Êêê! Você que está lendo isso e ainda não mandou uma ficha, que tal fazer o filho da Tiana ou da Pocahontas? Bom, é. Eu necessitava de postar esse capítulo agora, então ainda não coloquei a ligação telefônica em itálico. Pois é :/ Té lem baxo!

Amir Ali

No momento que mamãe ouviu que haveria uma feira de usados na cidade, eu achei que nossa casa fosse explodir. Ela pegou caixas de papelão sei-lá-onde e começou a juntar um monte de bugigangas estranhas e árabes. Olhei para papai e ele olhou para mim. Decidimos silenciosamente fingir que não sabíamos o que estava havendo.

Mas claro que minha mãe não deixou essa passar.

– O que vocês dois acham que estão fazendo aí, esparramados nessas poltronas? — esbravejou ela, tentando abrir a escada do sótão. — Vamos lá, eu preciso de ajuda! Nahan, abre essa escada(como é que se abre uma escada?) para mim?

Bufei e me pus de pé.

– Claro, mãe — disse. — Mas e o pai?

– Seu pai vai fazer uma coisa mais importante — ela devolveu, tentando equilibrar as seis caixas que tinha em seu braços. Vi meu pai engolir em seco. — Vai separar o que vai para feira.

– Mas querida, vocês estão fazendo isso — meu pai devolveu.

– Não as coisas do sótão, cabeça oca! — ela se pôs a subir as escadas. — As suas coisas!

Eu tenho de apertar os lábios para não rir da cara de espanto do meu pai. Ele consegue ser bastante apegado às suas coisas, e minha mãe insiste sempre que ele deve se desfazer de alguma. No entanto, ela nunca havia achado um justificativa de verdade para ele juntar suas tralhas -bom, não até agora.

– Mas, Jaz, minha flor -

– Nada de Jaz. Nem comece — minha mãe, o poço de paciência e irreverência, o corta. – E é melhor você ir logo, antes que eu desça aí e junte as coisas eu mesma.

Ao som dessas palavras, meu pai se vira e sai andando com passos lentos e incertos, como se quisesse adiar o momento o máximo possível. Rio e balanço a cabeça antes de seguir minha mãe.

– Nahan, carrega essas caixas para mim?

– Claro, mãe.

– Não, esqueça. Coloca-as no chão e me ajude a ver do que não precisamos mais.

– A senhora é quem manda — largo as caixas no chão e me ponho a analisar o sótão. – Que tal esta camisa?

Ela vem até mim, a longa trança balançando atrás de si, e examina minuciosamente o que eu tenho em mãos. Então, o pega.

– Nahan, querido, é uma túnica.- ela me corrige.

– Uma túnica que se usa com calças — replico. – Exercendo assim a função de uma camisa.

– No mundo ocidental, sim — ela aperta minha bochecha com a mão livre e coloca a túnica numa caixa escrita restaurar. – Mas é uma túnica árabe, Amir. Por isso o nome.

– Ah.

– De qualquer jeito, vai ter de ser lavada antes de vendermos — diz, espirrando logo a seguir. – Esse lugar está todo empoeirado.

Pegamos, daí em diante, três capacetes, dois vasos, quatro tapetes — claro que minha mãe fez questão de confirmar se não era o nosso tapete antes de mandar para a caixa – e algo parecido com uma trompeta. Três pares de brincos antigos que ela não usava mais, sapatos árabes e turbantes. Tínhamos realmente muita coisa velha lá em casa.

Quando estávamos acabando, ela me estendeu um pequeno punhal árabe. Eu o rodei em minhas mãos.

– Está meio enferrujado — comentei. – E a madeira precisa de um bom polimento e bastante verniz.

– Puderas — me devolve, fechando a caixa. – Era do seu bisavô.

Levanto as sobrancelhas e assovio.

– A sério? — pergunto, e ela assente. – Que faremos com ela? Não acho que papai vá querê-la, vez que ele não gosta muito de punhais de dois lados.

–Eu estava pensando em dá-la a você — diz, simplesmente. – Talvez você consiga fazer um bom uso dela. E á está na altura de começares a saber defender-te usando os nossos costumes.

– A mim? Mãe, você tá falando sério? — pasmo, e ela assente já de costas. – Acho que deveríamos te levar pro hospital agora mesmo.

–Não, obrigada, Nahan. Eu me sinto muito bem.

– شكرا لك، والأم — agradeço, cruzando os calcanhares numa reverência.

– ترحيبكم — ela devolve, e coloca uma caixa fechada em minhas mãos. – Agora vamos. Devemos sair logo para que vendamos isso para algum comerciante de uma vez. Eu desço as escadas e você me dá as caixas?

– Não poderia ter dito melhor.

Vez que as caixas estão perto da porta de saída, ela se volta para mim novamente.

– Eu vou ver como seu pai está. Vá guardar essa adaga e… Penteie esse cabelo, por favor. Tire logo esse pijama e coloca uma roupa lavada por favor. E escove os dentes. Não vi você fazer isso depois do almoço.

– A casa é grande. Eu os escovei no meu banheiro.

– Não, não escovou. Consigo sentir o cheiro a cebola daqui.

– Tá, não escovei. Mas eu não vou pentear meu cabelo.

– Vai, vai sim.

– Não, não vou.

– Vai, vai sim.

– Não vou.

– Vai.

– Não vou.

– Vai.

– Não v-

– Amir, faz logo o que a sua mãe tá mandando! — meu pai grita exasperado do segundo andar, e ela sorri vitoriosa.

–Mas...

– Vamos lá Amir, deixa de ser infantil — ela me vira pelos ombros, e começa a me dar empurrõezinhos. – Agora vai logo. Eu não vou pentear o cabelo de um marmanjo de dezoito anos.

Subo as escadas pisando pesadamente. As paredes cor-de-areia não ajudam mais que minha mãe — que já voou para o segundo andar -discutindo com meu pai sobre o abajur extra no quarto deles.

Entro no meu quarto e miro a cama desarrumada. A vontade de pular nela é quase irresistível, mas me forço a ir em direção ao closet depois de deixar a adaga num criado mudo. Said, meu papagaio, pousa em meu ombro quase que de imediato.

– Feira de antigos.- explico, tirando a camisa. – Eu e mamãe acabamos de fazer uma limpeza completa no sótão.

– Ah, claro.- ele devolve, a voz esganiçada de sempre. – Por isso está trocando de roupa?

– Sim, vamos sair agora. Devemos demorar mais ou menos uma hora.

– Crá.

– Pode arranjar alguma coisa para desenferrujar aquela lâmina e um bom verniz para mim?

– Não sou empregado.

–Não, de fato- concordo, quando acabo de me vestir. – Mas é um papagaio que não quer morrer de tédio.

– Você ganhou essa. De qualquer modo estou a precisar de esticar as asas.

Sorrio, indo em direção ao banheiro. Escovo meus dentes e penteio o cabelo, e então me calço. Assim que acabo, o meu telefone toca. Atendo-o de um pulo, vendo que o chamador é James.

–Alô?

– Nahan?- ele pergunta, do outro lado da linha. – E aí, cara?

– Levando. E você?

– Igualmente. Minha mãe tá resolvendo alguma coisa da loja, e meu pai saiu com o pirralho. Tá a fim de fazer alguma coisa?

– Olha, cara, estar eu até estou — devolvo. – Mas hoje não vai rolar.

– Ah, a feira de antigos?

– Uhum.

– Ah, de boa. Quem sabe amanhã?

– James, nós já vamos nos encontrar amanhã. Combinamos de ir comprar o presente do Montgomery, se lembra?

– Oh. Claro — diz, e eu percebo que ele não se lembrava mesmo. – Eu acho que talvez apareça por lá, mas nada concreto. Então nos vemos amanhã?

– Pode crer.

– Ah, e vê e encontras algo que preste para o Montgomery na feira.

– Não vou dar uma coisa usada como presente — digo indignado.

– Se estiver pouco usado ele nem deve notar. Primeiro teria de estar acordado para isso — diz, e depois ri-se da sua própria piada.

– Até amanhã James — digo, e desligo.

James é meu amigo fazem uns bons anos, e não é nem um pouco complicado entender as que nossas semelhanças nos uniram — um cara da vida, que se casa com uma princesa cabeça dura e tem um primogenitor. Rapunzel ou Aladdin? Os dois, eu digo.

– Amir, vamos embora! — minha mãe grita. – Até seu pai já está pronto!

– Ei! — meu pai grita de volta, meio indignado. – Eu ouvi essa!

Rio baixinho, saindo do quarto, Said ainda empoleirado no meu ombro.

– Aposto que não consegue achar o verniz antes de eu voltar — o desafio baixinho. Ele cacareja revoltado.

– O que eu ganho com isso?

– Alpiste extra.

– Acho em metade do tempo.

– Veremos, bobo-alegre.

–Veremos, príncipezinho.

Com isso ele voa de meu ombro, e eu ajudo meu pai a colocar as caixas no carro. Teríamos um longo dia.

_o_

A feira de antigos estava cheia. É incrível como personagens de contos de fadas gostam de coisas antigas — de tê-las, de vê-las e de se desfazer-se delas. Em uma batida de olho consigo identificar as duas cabeças laranjas como fogo dos Haddock, junto com outras três morenas, todos com vários itens celtas e vikings; os morenos e loiros Smith's, com peças indígenas intrigantes; os indiscutivelmente morenos Hook com artigos piratas; e as O'Hana com colares havaianos, redes e todo esse tipo de coisa.

Nós vendemos as nossas coisas bem rápido, na verdade. Todos os comerciantes sempre querem as celtas, árabes e chinesas. Mamãe se sente pronta para ir para casa quando papai anuncia que vai ter com algum amigo dele que não consigo ouvir o nome, e que nos liga quando acabar. Minha mãe me fita.

– Que vai fazer?

– Sei lá — devolvo, coçando a parte de trás da cabeça. — Ver quem anda por aqui?

– Certo. Você quer ver se os Bezerra estão aqui.

– Por aí.

– Me encontre daqui meia hora. Se eu não estiver ajudando Pocahontas, me ligue. Certo?

– Certo, mãe.

No momento em que vou me virar trombo com alguém deixando a caixa que carregava cair no chão. Me apresso em ajudar a pessoa a pegar tudo, pedindo desculpas, mas reparo que ela murmura numa língua diferente.

– Li Mei?- pergunto, levantando a cabeça.

– Ali Amir? — a interlocutora levanta sua própria face, e seus cabelos escorrem mostrando seus grandes e negros olhos. — Perdão. Não vi que era você.

– Eu estava distraído — confesso. — Que faz aqui? Minha mãe queria ter com a tua.

– Acredite, ela já teve — a filha da Mulan pega a caixa e se põe de pé. Normalmente eu ofereceria ajuda, mas Mei me daria um punho fechado se eu o fizesse agora. — Foi em minha casa enquanto estava na esgrima.

– Ah, sim. Como correu?

– Bem — põe-se a andar, e eu a sigo. — Tomaram muito chá, e meu irmão havia colhido um buquê de jasmins no dia anterior para ela. Iremos almoçar em sua casa na próxima semana.

– Minha mãe falou-lhe o quê?

– Acho que ela mencionou quibe cru e taboulleh.

– Certo. Lembrarei-me de pedir uma pizza para você e Shun.

– Por quê?

– Talvez vocês até gostem do quibe cru, por causa de toda a coisa oriental, mas só árabes em essência comem taboulleh.

– O que tem taboulleh? — pergunta Sayoran, o gêmeo de Mei, surgindo do nada.

– Vários legumes juntos e misturadas, todos picados em pedaços bem pequenos e em tempetratura ambiente- devolve, sentindo o gusto crocante do prato. –Mas, em todo caso, tenho certeza que vocês não gostarão. Calabresa ou mozzarella?

–Calabresa- diz Mei.

–Mozzarella- replica Shun.

–Calabresa- repete.

–Mozzarella.

–Calabresa.

–Eu sou mais velho, e digo mozzarella.

–Pois eu sou mais forte e uma dama, e digo calabresa.

–Ei, ei- eu os interrompo, vendo que estavam prestes a começar a brigar. –Eu peço meio-a-meio, está bem?

OS gêmeos torcem o nariz um para o outro.

–Está- dizem juntos.

–Ótimo. Viram os Bezerra em algum lugar?

–Tenho quase certeza de que Uriah e José estão com os Haddock- Mei diz, sem se preocupar em olhar para mim.

–Não, não estão- devolve Shun. –Hoje é um dia de família para os Haddock, se lembra?

–Ah. Verdade- repara Mei. –Então já devem ter ido embora. Só vieram vender uns vasos mesmo.

–Tem certeza?

–Esconda a sua decepção, Ali Nahan- Shun brinca. –Não é educado se mostrar assim.

–Perdão. É que realmente esperava encontrar James em algum lugar.

–Eu não disse que James não estava aqui- Mei dispara.

–Você o viu?

–Sim, Ali Amir. Qualquer um pode reparar o jeito que ele está reparando bem Azaleh Hoddock.

Olho na direção em que ela olha, e vejo James olhando para a garota meio desconcertado. A morena conversa- leia discute -com sua mãe sobre um vaso celta, enquanto Alanna Haddock ri de sua cara.

Azaleh Haddock é definitivamente a pessoa errada para se reparar. James conhece seu nome desde pequeno, vez que seu irmão Uriah e Alanna são muito próximos, mas acho que ele ainda não se tocou que está secando nada discretamente a irmã mais velha da amiguinha do seu irmão mais novo.

Isso só pode dar errado. E, se você quer saber, muito errado.

E é nessas horas que você descobre pra que melhores amigos servem: pra livrar você das maiores burradas que um dia você já pensou em cometer.

Notas finais
E aí? Que pensam? "Lady, porque você e Catnip ainda não responderam meu comentário?" Oh, amoreco, desculpe-nos. A questão é que eu tenho muito pouco tempo no PC, por causa das minhas duas outras fics e por escrever no celular. E, de brinde, Catnip está em uma época difícil em sua escola :/ "Lady, vão postar todo fim de semana alternando entre vocês?" Não, não temos data marcada para postagem. Postamos o mais rápido que conseguimos, e aconteceu de isso ser um fim de semana cada. E, bem, tentamos alternar. "Lady, meu personagem ainda não apareceu!" Calma, pequeno gafanhoto. Sua hora chegará. "Lady, eu tenho uma ideia que eu acho que é muito boa, mas não tem mais vagas." Aí já muda tudo. A Cat tem que conciliar suas duas histórias, e eu, três. Então se o número de personagens aumentar é tudo mais difícil. Mas se a ideia for REALMENTE BOA, vale mandar ;) "Lady, qual é o seu polyvore mesmo?" É ladytwice, querido. O link tá no meu perfil, e no meu polyvore tem os sets das meninas. "Lady, vai ter Tumblr?" Trabalhando nisso também. Respondi tudo? Sim? Não? Digam-me nos comentários! Aye^^