After Ever After-Interativa

4 Chapter III - Os Congelados do Reino


Notas iniciais
Heyy! Daqui fala a Catnip, trazendo um novo capítulo! Desta vez pude contribuir mais na escrita do capítulo, por isso é normal que vejam mais português de Portugal do que o normal. Espero que gostem e até às notas finais ^^ Por alguma razão o link da Catelyn não está a abrir por isso: http://data3.whicdn.com/images/46633610/original.jpg

Catelyn Bjorgman

Como já é hábito faz uns meses, percorri o caminho para o estábulo logo a seguir ao almoço. Quarta-feira era o meu dia estipulado para tratar dos cavalos. No entanto, não o considero uma tarefa. É mais como parte da minha rotina, tal como lavar os dentes ou tomar banho. Obviamente não gosto de andar a carregar estrume de cavalo, mas podia ser bem pior. Não sei se sobreviveria se tivesse de cuidar dos quinhentos cavalos brancos dos Snow. Dou graças ao fato de os meus pais não serem adeptos da ostentação exagerada.

Tenho a certeza que se não fosse pela minha mãe, meu pai viveria numa cabaninha no meio das montanhas geladas de Arendelle. E Anna, minha querida mãe, passou tanto tempo presa e sozinha num palácio grande e vazio, que se recusa a sujeitar as suas filhas a passar pelo mesmo.

Essa é uma das razões pelas quais a nossa família é considerada das mais "pobres" do Mundo Encantado. O que é uma total mentira. Só porque não gostamos de andar a fazer publicidade, não termos um palácio, e não andarmos por aí a gastar dinheiro à toa, não quer dizer que a nossa conta bancária esteja a zeros.

Se vocês vissem o quarto da minha irmã iam perceber. Os livros não são propriamente baratos hoje em dia, mas para Aria, nem que custassem um milhão de moedas mágicas, ela deixaria de comprar livros. Acho esse vício dela quase irracional, quando se tem um biblioteca pública cheia de livros, mas ela não se consegue controlar.

E anda cada vez pior. Desde que a escola acabou, praticamente não voltou a ver as amigas, e anda sempre solitária por aí, com um livro na mão e os óculos na ponta do nariz.

Claro que o idiota do Sean é o culpado da história. Qual é dele também? Primeiro faz a minha irmã apaixonar-se. Depois dá-lhe uma tampa de todo o tamanho. E como se não bastasse, atira anos de amizade para o lixo!

Eu realmente não percebi qual era a ideia de dizer: "Eu nem gosto muito dela. É um bocado estranha!"

Estranha é a tua tia menino, ouviste?! A minha irmã é a melhor pessoa que tivesse a honra de conhecer! Até a Bela tem inveja da biblioteca pessoal da Aria Bjorgman!

Pronto, agora que consegui me irritar, estou pronta para limpar a caca dos cavalos.

Visto o meu ‘‘equipamento’’ de limpezas guardado num dos armários e lanço-me ao trabalho começando pelo estábulo de Snow Flake.

Armo-me com a pá especializada para o trabalho, e quase que inconscientemente começo a cantar enquanto o faço.

Não passam nem dez minutos antes da primeira interrupção:

– Noc, noc, noc! – ouço uma voz familiar dizer, fazendo-me olhar imediatamente para a porta.

– Olaf! – digo feliz.

– Olá querida Catelyn – diz com a sua voz dengosa dirigindo-se para perto de mim, trazendo a sua nuvem de neve consigo. Aproximei-me também, na expectativa se lhe dar um abraço, mas vejo-o afastar-se ligeiramente de mim, fazendo cara feia. Percebo então que estou bastante suja e fedorenta.

– Oque te trás por cá? — pergunto.

– Vim ter com o Sven.

– O meu pai saiu há pouco com as renas todas. Disse qualquer coisa sobre ir à fábrica do North.

– Oh – diz ele, ficando tristonho – Sendo assim vou indo então.

– Podes ficar aqui comigo, não me importo. – digo, na esperança de ter alguém com quem conversar.

– Não te quero incomodar – diz – Acho que vou ter com a Aria. Vi-a lá fora no jardim, vou lá fazer-lhe companhia.

– Claro.

– Até logo Ginger Cat! – diz acenando enquanto abandona os estábulos, levando a sua nuvem com ele.

– Adeus!

Digam o que quiserem, a verdade é que todos preferem ficar perto da minha irmã do que de mim.

Continuo o que tinha parado de fazer, (desta vez sem cantorias) mas não tardo a ser interrompida novamente.

– Adoro a tua versão Catelyn-limpeza-determinada – diz a voz divertida do meu primo.

– Adoro a tua versão Frederick-boca-fechada – rebato.

– A tia Anna disse para te vir aqui chamar – diz Freddy, encostando-se na ombreira da porta – Pelo visto é dia de compras para os Gelados do Reino – completa.

– Gelados do Reino? Não arranjaste melhor alcunha para a nossa família?

– Perdoa-me se sou pouco criativo.

– Tu vens connosco então? – pergunto, mudando o assunto.

– Sim. Estou à espera que uma opinião feminina me traga inspiração para escolher a prenda. Até agora não faço ideia do que lhe oferecer.

– E achas mesmo que eu sou a melhor para te aconselhar? Nem conheço bem o tal Richard Montgomery.

– Obviamente que neste assunto não é a tua opinião que me interessa; mas sim a da Aria, a prima sensível.

Prima sensível. Pode parecer desagradável, mas isso é porque não sabem o que ele me chama a mim.

– Vamos lá então. Já apanhei estrume que chegue para um dia de qualquer modo.

***

Depois de tirar o meu ‘‘equipamento de limpezas’’, (que implicou uma demorada discussão sobre olhar e não olhar com Freddy), eu, Aria e ele estamos espremidos nos bancos de trás do carro, enquanto à frente vão a minha mãe ao volante, e Olaf do lado dela.

Nem sequer sei se Bonecos de neve falantes são permitidos no shopping, mas a minha mãe deve estar informada sobre o assunto.

Acho eu.

Por obra de algum milagre chegamos sãos e salvos ao local, (Anna Bjorgman não é o que se pode chamar de uma grande condutora) e rapidamente nos dirigimos para dentro. Minha mãe fica com Olaf, e combina encontrar-nos naquele local dali a uma hora.

– Então... – começa o meu primo coçando as costas com o seu bastão despreocupadamente. Que falta de maneiras! Custa a acreditar que é mesmo filho da minha tia Elsa – Por onde devemos começar?

– A loja de HQ, acho.- Aria reponde.

– A loja HQ será – replico, começando a dirigir-me para lá.

Entramos e somos logo alcançados pelo atendente a perguntar se precisamos de ajuda.

– Estamos bem, obrigado – diz Frederick de forma antipática. Teria achado errada a atitude dele, mas a verdade é que o tal atendente olhou mais para o meu peito que para a minha cara.

– Eu não sei muito bem do que ele gosta – diz Aria – por isso o melhor é escolher algo generalizado. Que se encaixe em qualquer gosto.

– Como é que encontramos uma coisa generalizada numa loja específica de HQ? – perguntou Freddy, enfatizando a ‘‘específica’’.

– Procuran- Aria ia responder, mas interrompe-se de repente depois de ver alguma coisa.

Olho em direção do que a fez calar-se e sinto a tensão que se instalou.

– Sim? – Frederick incentiva-a a continuar, e depois sai-se com esta: — Hey Sean! Não te tinha visto. – dirige-se para o cumprimentar, mas agarro-lhe o braço e faço-lhe um olhar de ‘‘não vês o que se está a passar? É obviamente uma péssima altura para cumprimentos amigáveis’’.

– Acho que tens razão – diz a minha irmã, já de olhos voltados para Frederick – Não vamos encontrar nada que preste aqui. Só vejo coisas para gente...estranha – enfatiza a última palavra.

Ela começa a dirigir-se à saída sem olhar para Sean mais uma vez, e eu sigo-a, puxando o cabeça de neve comigo.

Aria continua a passo rápido pelo shopping fora, e só para quando chegamos ao banheiro feminino.

– Espera aqui – digo para o meu primo. Só percebo depois o quão ridículo foi aquilo que eu disse. Porque ele ia mesmo querer entrar no banheiro feminino?

Entro, à procura da minha irmã, encontrando-a de frente ao espelho lavando as mãos e a refrescar a cara com água. Ao que parece o físico de Aria é tão pouco trabalhado que ela consegue ficar ofegante apenas com uma caminhada rápida.

– Não o consigo entender – diz ela num tom baixo, para que a velhota curiosa ao nosso lado não consiga ouvir – Eu tentei de tudo, de tudo Cat! E o idiota foi dizer que me acha estranha! Se eu sou estranha porque é que ele foi meu amigo? Por que é que passou tanto tempo comigo, se eu sou assim tão má companhia?

Coloco a mão em seu ombro, esperando que isso a faça sentir melhor, e fico calada.

– E depois vem com desculpas! – desta vez já nem tenta manter a voz baixa – ‘‘Eu não estava a falar a sério!’’; ‘‘Já nem sei porque disse aquilo!’’ Como assim não sabe?! Que tipo de pessoa diz as coisas sem saber porquê?!

– Os idiotas dizem – diz uma voz desconhecida. Eu e Aria viramo-nos ao mesmo tempo para ver quem falou, encontrando uma rapariga de aparência jovem, mas com um gosto de roupas um pouco alternativo. Seus olhos cinzentos cintilam sob um largo chapéu de pirata, acompanhado de calças de montaria e uma camisa de botões branca. Ela dirige-se ao espelho, arranja um pouco o cabelo e por fim anuncia: — Mas pior que idiotas, só aqueles que perdem tempo a tentar compreendê-los – e sai.

Aria olha para mim, com um olhar visivelmente confuso, e eu limito-me a encolher os ombros.

Ficamos ali paradas mais uns minutos, até a minha irmã se sentir mais calma, e então saímos também. Obviamente, Freddy já não estava ali, por isso eu e Aria decidimos dar umas voltas para ver se o encontrávamos. Andamos por uns vinte minutos, olhos atentos a qualquer coisa que possamos ver, e onde o achamos? Conversando com Sean e Pearl Pontus. Realmente, meu primo só pode ter neve dentro da cabeça.

Aria diz que vai pegar um sorvete, vez que estamos na praça de alimentação, e eu digo que vou chamar Freddy. Ao me aproximar, cumprimento Pearl rapidamente, e sorrio para Ariel que estava com eles.

– Frederick, temos de ir.- digo, tentando parecer sutil e miseravelmente falhando. — Minha mãe está nos esperando lá fora.

Ele levanta as sobrancelhas em obtusidade.

– Posso ir para casa mais tarde, Cat.- ele me mostra o bastão.

– Não, não pode.- retorno. -Vamos, Freddy.

Ele dá tchau para Sean e sai andando atrás de mim.

– Alguém pode me explicar o que está a se passar aqui?- sussurra, quando me alcança.

Meninos e sua obtusidade. Se algum dia eu disser que entendo eles, faça-me um favor e me interne.

Notas finais
Que me dizem? Passei no teste? O que gostaram mais? O que acham que deve ser melhorado? Se houver algum erro de escrita por favor avisem nos comentários :) É possível ter escapado na revisão. Peço desculpa aos leitores cujos comentários ainda não respondi. A semana tem sido bem preenchida, mas tratarei disso já a seguir ^^ Para quem quiser ainda enviar uma outra ficha, o limite é de três personagens por leitor. Vemo-nos nos comentários. Até lá ^^