Afraid To Love You
1 Prologue
Notas iniciais
Boa leitura ♥
Ela suspirou cansada e se levantou da cadeira em que estava sentada. Pegou o papel que repousava sobre sua mesa, caminhou lentamente até outra mesa que se encontrava naquela sala e a depositou ali.
— Finalmente terminou, Momozono – disse o professor – É a ultima da sala novamente, sua ultima prova não fora uma das melhores... – continuou, pegando a prova e a guardando – Acho bom, começar a se empenhar mais e se preocupar com seu futuro.
A garota abaixou a cabeça e concordou, pegando suas coisas sobre sua mesa e se retirando da sala. Aquela prova a esgotara e como havia previsto mais cedo... Não havia ido nada bem na prova. Seu dia estava sendo um horror. Acordara atrasada, havia brigado com Tomoe logo cedo, foi mal na prova e agora. Estava sendo a ultima a sair da escola. Estava atrasada e Tomoe a mataria por este atraso, afinal eles tinham uma visita naquela tarde.
“Ele deve estar bravo” pensou, caminhando em direção ao templo. Suspirou, mas o que poderia fazer? Ela tinha um futuro pela frente, precisava estudar e já estava cansada de Tomoe sempre reclamar com ela sobre alguma coisa. Ela olhou para o chão e continuou caminhando. A uma semana, que o relacionamento dos dois não estava nada bom. Não tinha um segundo que Tomoe não ficasse sem puxar briga com ela, brigas essas que em que ela sempre saia magoada, e sinceramente. Nanami estava cansada disso.
Muito cansada.
A garota parou em frente à escadaria do templo quando o alcançou. Fechou os olhos se preparando pela bronca que levaria de Tomoe. Abrindo-os novamente, começou a subir as escadas, calmamente e antes mesmo que chegasse no meio delas, um grito lhe foi possível escutar:
— NANAMI!!! – era Tomoe, e ele estava nervoso.
Muito nervoso.
— E-er... K-Konnichiwa, Tomoe – Respondeu ela. “Talvez ele não esteja tão nervoso” pensou enquanto subia as escadas, vendo Tomoe encará-la do topo.
Quando Nanami terminou de subir, lá estava Tomoe, encarando-a com uma cara nada, amigável. Ela suspirou, abaixou a cabeça e esperou, esperou por longos minutos pela bronca que iria receber de Tomoe. Mas... Ela não veio. Ele nem sequer abriu a boca.
Nanami levantou a cabeça, e o encarou, abriu a boca para falar, mas Tomoe levantou a mão, demonstrando que ela deveria ficar quieta. Ele fechou os olhos e respirou fundo.
— Uh... Tomoe... Você está... Nervoso? – perguntou ela teimando em falar. Vendo-o abrir os olhos e encará-la novamente.
— Não. – respondeu calmamente – Eu só estou, muito... Puto com você Nanami! – gritou – Pode me explicar porque essa demora enorme para voltar?!
— E-eu... E-eu estava f-fazendo minha p-prova e-e...
— E não terminou a tempo de voltar, antes de uma das mais importantes divindades, viesse lhe visitar! Ou acha que Tsukuyomi-sama irá perdoá-la por esta falta? Você é uma divindade! Tem suas responsabilidades como a tal! Deveria começar a agir como uma então!
— E-e o que você queria que eu fizesse? – gritou ela de volta, não acreditava no que estava ouvindo. Sabia de suas responsabilidades como Divindade da Terra, mas ela também tinha uma vida! Era humana! Tinha suas responsabilidades como humana também! – Eu preciso dos meus estudos! Preciso disso para o meu futuro!
Tomoe estava indignado com o que estava ouvindo. Não acreditava na enorme falta de responsabilidade de Nanami. Tsukuyomi era o deus da Lua, irmão de Amaterasu a deusa do Sol, um deus de alto escalão! Nanami não deveria ter faltado a aquele compromisso.
— Foda-se seu futuro agora Nanami! – gritou ele, segurando-a pelos braços e a chacoalhando – Você é uma divindade! Pare de agir como uma mísera humana e passe a agir como a divindade que é! Estou cansado dessas suas atitudes! Dessa sua falta de responsabilidade! Se for para continuar desta forma, desejo que me liberte de nosso contrato então!
No momento em que ele disse aquilo, arrependeu-se profundamente. Imediatamente, os olhos castanhos de Nanami arregalaram-se e encheram-se de lágrimas. Ele havia a magoado.
A magoado muito.
— E-eu não pedi para ser uma divindade! – gritou ela, empurrando-o e afastando-o – Não pedi para ter essas responsabilidades! M-mas a vida é minha! – esbravejou ela, encarando-o enquanto sentia as lágrimas escorrendo por seu rosto. – E eu tenho minhas próprias responsabilidades! E se eu precisar desmarcar alguns compromissos dessa coisa de ser divindade, para poder ter um futuro bom, eu o farei!
— Na-Nanami... – começou ele, tentando aproximar-se dela, mas no primeiro passo que ele deu em direção a ela, Nanami recuou dois.
— Não se aproxime! – exclamou, limpando as lágrimas – Quer tanto ser libertado deste contrato? Então que assim seja! – a garota recuou mais uns passos, limpando mais lágrimas que teimavam em descer.
Tomoe arregalou os olhos e sentiu o desespero o tomar: — N-Nanami, e-espera!
— E-eu não quero ouvir mais nada! – gritou, começando a correr em direção ao templo – Vá embora Tomoe! – gritou, fazendo uso de seu poder em palavras – E-eu... E-eu... Não preciso mais de você!
E com isso ela desapareceu dentro do templo, e Tomoe... Bom. Tomoe foi embora como Nanami havia mandado-o fazer. Em sua cabeça, Nanami iria ir atrás dele, como havia feito anteriormente.
Mas dessa vez... Tomoe estava redondamente errado.
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