Notas iniciais
Capitulo novo >< Espero que gostem! Boa Leitura

“ Ela é humana, por mais que seja uma Divindade, não deixa de ser humana, precisa de você, mais do que ninguém... Da mesma forma, que você, precisa dela!”

“Precisa de você, mais do que ninguém”

“Precisa de você”.

Tomoe socou a parede mais próxima. As palavras de Mikage retumbavam em sua mente e ele não podia negar que, o simples pensamento de que Nanami precisava dele, mexia com ele. Um sentimento mais forte que o orgulho tomava-o desde o dia em que Mikage aparecerá, afinal será que ela precisava mesmo dele? E se estivesse precisando, será que ela apenas estava esperando uma iniciativa dele? E se estivesse esperando esta iniciativa, isso significaria que durante todo esse tempo ela sentiu falta dele? E se sentiu... Significaria que... Ela pensava... Nele? A curiosidade era imensa e seus pensamentos apenas o confundia.

– Droga... – falou baixinho, enquanto continuava a socar a parede daquele quarto – Maldita... Humana... Maldita, hora... Que decidiu retornar a minha vida!

Após acalmar-se um pouco, a raposa aproximou-se da porta que havia ali e retirou-se daquele quarto. Ainda não acreditava no que estava prestes a fazer, mas desde que ela entrara na sua vida, as coisas eram sempre assim! Inacreditáveis. Batendo a porta atrás de ti com força, ele abriu um portal para o Mundo Normal.

Estava irritado naquela manhã. Muito irritado.

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A sensação de que estava sendo observada, a acompanhava desde o momento em que Nanami, colocou os pés na rua. Sentia que alguém a observava de longe, mas sempre que a mesma se virava atrás de seu observador, ela apenas via uma multidão de pessoas andando para lá e para cá, como se ela ao menos existisse.

Suspirando, ela virou-se novamente para seu caminho e voltou a andar, a sensação não a abandonava de jeito nenhum, mas a mesma desistira de achar seu observador, talvez nem existisse um observador, ela que andava paranoica de mais, por conta de seus últimos ataques, não?

Ela virou em uma rua e pelo canto do olho, viu alguém fazer o mesmo. Instantaneamente, Nanami sentiu seu corpo todo congelar e calafrios percorrer sua espinha. Era impressão sua, ou estava sendo seguida mesmo?

– C-calma N-Nanami – sussurrou para si mesma, enquanto olhava para seus pés e apertava o passo – R-respira... N-não tem ninguém te seguindo, é só... Seu pensamento.

Respirando fundo, ela decidiu olhar para trás, queria ter certeza de que ninguém estava-a seguindo. Nanami virou-se rapidamente e passou seus olhos por toda a rua, e tudo o que virá foi um monte de nada.

– Estou enlouquecendo... – falou para si mesma, decidindo voltar a caminhar – Só pode...

Ela suspirou aliviada e virou-se para continuar seu caminho, afinal precisava urgentemente de um creme de hidratação. Mas, assim que virou-se, seu corpo colidiu, com algo sólido, fazendo-a recuar alguns passos.

– Olá... – falou a pessoa com quem colidira. Instantaneamente, Nanami congelou. Aquela voz... Ela conhecia bem aquela voz. – Vejo que nos reencontramos de novo... Divindade da Terra.

Ela o encarou, suas mãos tremeram. Aqueles olhos... A garota se desesperou, olhando para os lados, enquanto cogitava a ideia de correr até a pessoa mais próxima pedindo ajuda, mas... Não havia ninguém naquela rua, além dela e dele. Ela o encarou novamente, e tudo o que fez foi correr.

Um sorriso brotou no rosto do rapaz, no primeiro passo que ela deu para longe dele, o mesmo a agarrou pelo braço e a segurou fortemente. Não, ele não a deixaria escapar assim, tão rapidamente. Não agora que a encontrara.

– Eu disse que, nos veríamos novamente.

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– Humpf! Como se ela realmente precisa-se de mim! – resmungou ele, enquanto a observava de longe.

Lá estava ele, a 100 metros de distância de Nanami, observando-a (mesmo que, com dificuldade por conta da multidão que ali estava) de longe, enquanto a mesma caminhava pelas ruas da cidade. Ele não havia resistido. Sua curiosidade em saber se ela precisava dele e a cima de tudo, ver como ela estava, era maior do que qualquer outra coisa. Até mesmo, do que se orgulho.

Tomoe havia ficado surpreso quando a viu, saindo do templo logo cedo. Ela estava mudada, não parecia mais aquela adolescente de 17 anos, que ele conhecera. Havia ganhado curvas, o rosto estava mais fino e delicado e seu cabelo, agora mais longo do que antes, batia-lhe em sua cintura. Ele havia ficado maravilhado assim que botou seus olhos nela, e por incrível que pareça, ele ainda o estava.

– Ela está tão linda, com esse vestido... – sussurrou para si mesmo, logo depois repreendendo-se por tal pensamento.

Ele a seguiu pela manhã inteira, por mais que não dissesse a si mesmo, que não queria estar ali, perseguindo-a, ele simplesmente não conseguia parar. Algo o prendia a ela naquele momento.

– Aaahhh, já chega! – resmungou ele, parando de andar, deixando seu orgulho aparecer. – Não irei mais persegui-la!

Ele a viu se distanciar, cada vez mais longe, quase desaparecendo de seu olhar, até que finalmente ela virou em uma rua e sumiu de seu campo de visão, deixando-o no meio daquela multidão. Ele virou-se, pensando em ir embora dali, voltar para o SubMundo, mas algo o impedia de ir.

Tomoe tentou dar um passo a frente, até mesmo levantou a perna, mas ele paralisou. Não conseguia ir embora, não agora que a viu, simplesmente porque, ele não queria ir.

– Maldição... – resmungou ele, virando-se novamente e caminhando na direção que Nanami havia ido.

– Por que, estou fazendo isso? – pensava ele, enquanto caminhava – Já a vi, não vi? Ela está bem, não precisa de mim como Mikage e o maldito tengu haviam dito, então... Por que... Eu não consigo ir? Por que, não quero ir? Será que eu...

Antes que ele pudesse, terminar sua linha de pensamento, um grito fora ouvido. Grito este que ele conheceria em qualquer lugar. Logo após, ele sentiu a presença de um demônio. Seu corpo por pequenos segundos, ficou paralisado no mesmo lugar, enquanto seu coração batia loucamente em seu peito.

Nanami estava em perigo. Ela precisava dele.

Sem ao menos pensar direito, ele correu até onde ela estava, virando na rua que ela havia virado e então ele avistou, Nanami debatendo-se enquanto um tengu a segurava fortemente. Tomoe paralisou novamente, estava tão eufórico, que mal sabia como reagir.

– M-me solta! – ela gritou, arranhando o rosto do tengu, o que aparentemente o enfureceu.

– Oras, sua... Como ousa?! – esbravejou ele, desferindo um tapa contra o rosto dela, fazendo-a cair no chão, por tamanha força.

Ao ver aquilo o sangue de Tomoe subiu a cabeça, ele cerrou as mãos, enquanto sentia uma raiva descomunal crescer dentro de si. Como aquele maldito tengu, ousou marcar o rosto tão delicado de Nanami? Aquilo era inaceitável. Ele não estava mais irritado, e sim puto.

Muito puto.

Nanami estava assustada. Não sabia o que fazer, estava sem Mizuki por perto, em uma rua que aparentemente era deserta. Ela arregalou os olhos quando viu o tengu aproximar-se de si novamente, ele esticou a mão para pegá-la. Ela fechou os olhos, seu corpo tremia. O medo a tomara.

– Se tocar nela mais uma vez – disse alguém logo atrás de Nanami, fazendo-a abrir os olhos e os arregalar. Ela conhecia aquela voz. – Eu mato você.

Ela não conseguia crer no que poderia estar acontecendo. Ah tempos não ouvia aquela voz, e por mais que dissesse por ai que o odiava, nunca esteve tão aliviada por saber que ele poderia estar por perto.

– Não se meta raposinha – resmungou o tengu, logo segurando Nanami pelo braço e a levantando.

E então, Nanami olhou para trás. E lá estava ele, com seus longos cabelos prateados presos por um baixo rabo de cavalo, sua calda remexia-se para todos os lados impaciente, usava seu um quimono azul marinho e encarava o tengu ameaçadoramente. Ele estava puto, muito puto, e ela estava surpresa. Imaginara que nunca mais o veria novamente.

– Eu te avisei.

Notas finais
Aeee Tomoe