Notas iniciais
Bom, a quanto tempo, não é mesmo? Eu fiquei sem computador e como no Nyah não podemos postar pelo celular (coisa que pelo Social Spirit da

Assim que os lábios de Tomoe, encostaram nos seus, Nanami sentiu seu coração falhar duas batidas e acelerar como nunca antes. A garota até mesmo cogitou a ideia, de que o órgão saltitaria de seu peito. Suas mãos trêmulas, seguraram os ombros largos da raposa, enquanto ela o encarava com os olhos arregalados. Ele a encarava de volta, sem separar seus lábios do dela.

Tentando reunir forças, ela fez menção de afastá-lo, foi então que viu o rapaz sorrir contra seus lábios e fechar os olhos, instantaneamente a mão livre dele, parou em sua nuca, enquanto a outra a puxou contra seu peito. Nanami, até mesmo tentou resistir. Tentou com todas as suas forças. Mas ela não conseguiu.

Nunca conseguiria.

A língua dele invadiu a boca de Nanami, aprofundando o beijo e causando sensações nela, nunca antes sentidas e sem resistir mais, a morena entrelaçou seus braços, no pescoço da raposa e retribuiu, acompanhando o ritmo que o rapaz ditava. Ela nunca beijara Tomoe daquela forma, todas as vezes que fizeram o Contrato de Familiar, eles simplesmente encostavam os lábios, em um selinho, demorado.

Ele não sabia bem o que estava fazendo, não entendia o porque de estar, sucumbindo a vontade de beijá-la realmente, que havia surgido em seu peito, e lá no fundo a raposa não queria entender. Apenas queria beijá-la, como nunca havia beijado antes. Como seu cheiro, os lábios da garota possuíam o doce gosto de cereja, e por mais que antes ele achava a fruta estranhamente enjoativa, agora não era tão enjoativa sim. Aquele gosto, causava nele uma enorme vontade de aprofundar o beijo cada vez mais, de tê-la por completo.

E ele a teria.

A mão de Tomoe, apertou com firmeza a cintura de Nanami enquanto ele entrelaçava os dedos nos cabelos escuros dela, tratando de puxá-los um pouco. Ele sugou o lábio inferior dela e o mordiscou de leve. As lembranças das pernas de Nanami tomou sua mente, e a vontade de tocá-las que havia o tomado naquele dia, agora era extremamente enorme. O corpo do rapaz reagiu as lembranças, fazendo-o soltar um baixo rosnado.

Estava perdendo o controle.

Nanami estava entregue. Por mais que o orgulho dela gritasse em sua mente para ela afastá-lo, ela não conseguia. Por mais que, a consciência dela, dissesse que ela não queria aquilo, no fundo ela queria e teria continuado com tudo.

“Eu nunca me apaixonaria, por uma humana!”

Instantaneamente, as lembranças de quando ele lhe proferiu tais palavras, chegou em sua mente atingindo-a com força. Deixando que seu orgulho tomasse conta de si, ela o afastou, empurrando-o para longe.

“Você é uma divindade! Pare de agir como uma mísera humana”.

A briga de cinco anos atrás, também retumbou em sua mente, fazendo uma enorme raiva surgir em seu interior. Demonstrando um semblante irritado, ela o encarou vendo confusão nos olhos roxeos do rapaz.

– N-Nanami... – falou ele, tentando se aproximar da garota.

– Não se aproxime! – gritou ela, fazendo o uso de seu poder em palavras.

Instantaneamente ele estancou no lugar, praguejando internamente, por ter feito o Contrato de Familiar. Encarava-a com confusão e uma pitada de irritação no olhar. O que fizera para ela estar tão nervosa?

– Nanami, o que eu...

– Cale-se! – gritou ela, lembrando-se do beijo que deram e corando instantaneamente – Agora, saia daqui! Agora!

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Depois daquele dia, Nanami tentou desfazer o Contrato de Familiar com Tomoe inúmeras vezes. Mas, sempre que a garota o fazia, a raposa refazia o Contrato. Cansada disso, ela enfim permitiu que o mesmo fosse seu Mensageiro Divino... De novo.

Ela estava distraída andando pelos corredores da faculdade, enquanto pensava nas ultimas semanas. Nunca imaginou, que após cinco anos longe, Tomoe reapareceria em sua vida. Achava, que depois daquela briga nunca mais o veria. Suspirou. Além de aparecer em sua vida novamente, ele havia se tornado seu Mensageiro Divino e a beijará intensamente.

O Beijo... Aquele beijo... Por mais que quisesse Nanami, sabia que não conseguiria esquecer. Corou ao lembrar-se de como ele havia segurado-a firmemente e a pressionado contra seu corpo.

“Baka...”

Enquanto andava, a garota mal notou a aproximação de alguém, olhando para baixo ela continuava a pensar em suas coisas, quando bateu de frente com algo. Por conta do impacto, Nanami perderá o equilibro, seu corpo pendera para trás. Prevendo a queda, a morena fechou os olhos fortemente. E então um par de braços enlaçou sua cintura, em um abraço firme. Ela sentiu seu corpo ser içado calmamente, de encontro a um peitoral musculoso e quente.

– Você está bem? – a voz, era grossa e potente, carregada de seriedade.

Envergonhada, ela afastou-se da pessoa que a segurara sem encará-lo: — E-estou sim – respondeu, soltando um suspiro e enfim encarando o ser que a salvara – Gomen...

Ela sorriu, diante de seu salvador. Ele era alto, com ombros largos e cabelos prateados, assim como os de Tomoe, os olhos do rapaz possuíam uma cor semelhante a âmbar, o que lhe era estranhamente peculiar, mas dava ao mesmo um charme exótico. Ela nunca virá aquela coloração nos olhos de alguém antes, e por mais que as orbes douradas transpassassem seriedade, nos lábios finos do rapaz, estava um sorriso.

– Que bom que está bem – responderá ele, deixando o ar sério de lado e coçando a parte de trás de sua cabeça – Peço desculpas pelo esbarrão, estava distraído e não a vi.

Nanami soltou uma leve risada: — Eu que me desculpo... Também estava distraída!

Rindo junto a garota, logo o rapaz apontou para a testa dela, esboçando uma face curiosa: — O que uma Divindade como você, faz aqui na Faculdade?

Instantaneamente a garota parou de rir, encarando-o séria e receosa. Se ele podia ver sua marca de deusa, apenas lhe mostrava uma coisa. Ele não era humano e muito menos, era uma divindade. Dando um passo para trás, Nanami disse:

– Quem é você?

Ele riu com a atitude da garota: — Me desculpe os maus modos... – estendendo a mão na direção dela, respondeu – Sou Akai, um Inu-Dai-Youkai*.

Nanami, ainda receosa apertou a mão dele e respondeu séria: — Momozono Nanami, atual Divindade da Terra.

Ele riu com a atual seriedade da garota: — Não tenha medo Nanami-chan... – encarando-a diretamente nos olhos, ele esboçou um enorme sorriso e soltou a mão da deusa – Não lhe farei mal algum.

– Quem garante? – respondeu.

– Não tenho interesse em seu poder – respondeu simplesmente, colocando as mãos no bolso da calça – Tenho poder de sobra, não preciso de mais – sorrindo, ele afastou-se um pouco dela, balançando a sua mão direita em formato de despedida – Bom... Está na minha hora, minha aula está prestes a começar, até mais, Nanami-chan.

E ele sumiu entre as pessoas da faculdade, deixando-a ali pensativa. Duvidas rondavam a cabeça da morena, afinal... O que ele queria por ali? Será que deveria confiar naquele rapaz? Logo o sinal que informava o inicio da quarta aula soou, fazendo a garota assustar-se e correr até sua sala. Não podia ficar perdendo tempo parada.

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Durante a aula inteira, Nanami pensou em Akai. Pela primeira vez, desde que se tornara deusa, nunca havia conhecido um youkai que não quisesse seu poder, como ele mesmo havia dito que não queria. Era estranho, nenhum outro após ver sua marca, a deixaria parada no meio do corredor de uma faculdade e voltaria para sua suposta aula. Seria aquilo verdade?

Não, aquilo era estranho demais. Estranho até demais, para ela.

Suspirou, deitando sua cabeça em sua mesa. Estava particularmente cansada, naquele dia. Não dormira nada de noite, seu cérebro estava lento e aquela aula monótona apenas lhe dava mais sono. Bocejou, fechando os olhos. Dormir na aula, seria assim algo tão ruim?

– Nanami-chan... – ela abriu os olhos quando ouviu chamarem-na. levantando a cabeça, ela soltou um longo bocejo, logo encarando o portador daquela voz.

Mizuki, sorria alegremente para ela. Ela arqueou a sobrancelha, as aulas deles eram diferentes, o que ele fazia em sua sala, durante a sua aula? Olhando a sua volta, Nanami notara que não havia mais ninguém em sua sala, além deles dois, só então se tocando que havia dormido durante sua aula.

Suspirou. Não podia pegar esse hábito.

– Você dormiu durante a aula... Está na hora de irmos Tomoe-kun está nos esperando. – falou ele, mantendo o sorriso – Vamos?

– H-hai... – sussurrou ela, esfregando os olhos e se levantando, logo pegando sua bolsa e saindo da sala acompanhada de Mizuki.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Naquele começo de tarde, Tomoe encontrava-se deitado no hall do templo. Seus longos cabelos estavam espalhados pelo chão de madeira, enquanto a raposa respirava calmamente. Quem o visse naquele momento, o descreveria como alguém calmo e tranquilo.

Mas, calmaria e tranquilidade, não eram adjetivos que o descreveriam. Não naquele momento. Enquanto que, por fora o rapaz aparentava tranquilidade, por dentro o negócio era diferente. Tomoe encontrava-se em um enorme conflito interno. Desde que beijara Nanami a dias atrás, que sentia-se... Diferente em relação a ela. Ainda não entendia, o que o levou a beijá-la daquela forma, ou como que chegou ao ponto de perder o próprio controle, mas uma coisa ele entendia perfeitamente. O beijo havia mexido com ele.

Mexido muito.

Suspirando ele fechou os olhos, e quase que instantaneamente, se lembrou do doce sabor que os lábios de Nanami possuíam. Mais rápido que a lembrança, ele sentiu seu coração acelerar, como se este estivesse correndo por uma maratona eterna. Era sempre assim, apenas de relembrar aquele momento, seu coração disparava e seu corpo era tomado, por sensações e sentimentos, até então “desconhecidos” pela raposa.

“Pare com isso!” – exclamou para si mesmo em pensamento – “Está parecendo um adolescente na puberdade!”.

Forçando-se a se acalmar, soltou mais um suspiro. Um mais longo dessa vez. Estava cansado disso já, não queria sentir tais coisas, ainda mais por uma humana. Abrindo os olhos calmamente, a raposa respirou fundo, sentindo então o doce cheiro de cereja invadir-lhe as narinas. Nanami havia chegado da faculdade.

O coração da raposa acelerou novamente e ele sentiu a ansiedade lhe tomar. Era sempre assim. Sentia-se como um cãozinho a espera do dono, e isso já o estava deixando de saco cheio.

“Inferno” – resmungou ele, enquanto se sentava. Quantas vezes, mais sentiria essas sensações na presença da morena?

Ele ouviu passos leves serem distribuídos pelo templo, indicando que a mesma caminhava lá dentro. Os passos ficaram mais altos, assim como o cheiro ficava mais forte, denunciando que a garota se aproximava de onde ele estava. Ele reprimiu um sorriso, e mais uma vez, sucumbiu a vontade de farejar o ar, apenas para sentir o cheiro que ela emanava.

Assim que Tomoe o fez, ele arregalou os olhos. Só naquele momento, percebera o quão diferente estava. O cheiro dela, tão doce agora mesclava-se com um odor diferente do normal. O odor de um youkai.

Instantaneamente a preocupação o tomou, o simples pensamento de que ela poderia estar ferida, o fez levantar-se rapidamente e virar-se em direção a porta, pronto para atravessá-la como um raio e ir ao encontro dela. O que não fora preciso.

Assim, que ele se virou a porta se abriu, relevando a jovem garota, que passou por ela sorridente: — Oh... Konnichiwa Tomoe – cumprimentou ela.

– Konnichiwa... Nanami – respondeu ele, enquanto permitia que seus olhos vasculhassem cada canto do corpo da garota, atrás de algum indicio de ferimentos, mas ela aparentemente estava bem – Está tudo bem? – perguntou, ainda em duvida.

Mesmo estranhando a pergunta, a garota meneou a cabeça positivamente, logo caminhando até ele e tratando de se sentar, passando a observar o céu azul. Ela mantinha o sorriso largo, como sempre fizera.

– Está uma linda tarde, não? – comentou observando o céu.

– Hai... – respondeu ele, enquanto ainda a observava – Não se esqueça de almoçar. Fiz Yakissoba, espero que esteja bom.

Ela o fitou e sorriu, assentindo com a cabeça, logo voltando a encarar o céu.

Respirando fundo, pela segunda vez naquele dia, Tomoe sentiu novamente o leve odor demoníaco exalar de Nanami. Não conseguiu reprimir o ardor que surgiu em seu peito, apenas de pensar, que outro havia se aproximado dela, que outro a tocara. Fechou ambas as mãos com força, enquanto tentava se acalmar. Sabia o que era aquilo que sentia. E estava nervoso por sentir. Resolvendo se retirar, ele se virou sem nada dizer e aproximou-se da porta. Notando isso, Nanami se virou pra ele e fitou as costas da raposa.

– Uh... Tomoe – chamou ela, fazendo-o parar de andar – Eu estava com vontade de comer torta de limão... – falou ela, fazendo uma voz manhosa – Você bem que poderia fazer uma para mim, não é?

Ele soltou uma risada sarcástica e virou para encará-la: — Por que, ao invés de pedir-me doces, não vai aprimorar seus poderes? – perguntou, pegando seu leque e escondendo seus lábios atrás do mesmo – Duvido muito, que eles tenham mudado em cinco anos.

Diferente do que ele pensou que ela faria, Nanami soltou uma leve risada.

– Lhe garanto, que eles estão muito bem aprimorados.

– Oohh! É mesmo? – perguntou desafiador, mantendo o leque a sua frente – Por que não me prova?

Mais uma vez, ele ouviu uma risada vir dela. Logo a morena se levantou, e caminhou lentamente na direção do rapaz, um sorriso maroto sambava no rosto da garota, e ela o olhava de uma forma... Diferente.

Ela parou a centímetros dele, logo tocando o peitoral musculoso do rapaz, com a ponta do seu dedo indicador, ficando na ponta dos pés, ela aproximou seu rosto do dele, vendo a surpresa estampada no olhar do rapaz

“Perto demais... Ela está perto demais!” – pensou em desespero, enquanto sentia cada músculo de seu corpo rígido e uma enorme ansiedade o tomar.

– Eu mudei muito em cinco anos, sabia? – respondeu ela, com seu rosto a centímetros do dele – Não preciso provar nada para você... Tomoe – e então ela se afastou, passando reto por ele e se aproximando da porta – A propósito... Acho que você deveria cortar este cabelo – ela riu, logo então falando – Fica muito... afeminado com ele desse tamanho

E saiu pela porta, trancando-a logo depois. Com o coração batendo forte, ela encostou-se na porta, enquanto tampava a própria boca, sentindo então seu rosto corar, tanto com o que fizera, quanto pelo o que dissera, nunca o achou "afeminado" com o tamanho do cabelo, achava na verdade, que nele ficava incrivelmente bonita, não entendia o porque havia soltado aquela provocação. Retirando-se rapidamente dali, Nanami dirigiu-se para a cozinha. Tinha que almoçar.

Do lado de fora do templo, Tomoe ainda estava estático, processando o que acabará de acontecer. Ela moveu-se em sua direção, olhando-o de uma forma tão, intensa que ele, poderia dizer que ela estava tentando seduzí-lo. Estava tão sexy, esboçando sarcasmo e exalando confiança, ela não era daquela forma antes. Suspirou. Aquela não era a Nanami, que conhecerá... Mas, poderia dizer que gostou da mudança.

Logo algo estalou em sua mente, fazendo-o soltar um rosnado de insatisfação: — Ela disse... Afeminado?! – exclamou, deixando a raiva o tomar.

Notas finais
Inu-Dai-Youkai = Demônio/Youkai cão, o "Dai" significa, que ele possui duas formas, uma delas é a forma de um enorme Cão Branco de olhos vermelhos. Apenas os Inu-youkais mais fortes, possuem essa capacidade, tornando-o um "Dai-Youkai" . Fanfic não é um crossover com InuYasha.