Notas iniciais
Espero que gostem!

O dia amanhecia tranquilo, os pássaros voam e cantavam encantadoramente. E como todas as manhãs, lá estava Nanami. Dormindo tranquilamente, sobre seu futon. Ressonava levemente, enquanto vez ou outra suspirava de leve. Estava naquele típico transe de sono, pela manhã. Num mundo entre a realidade e a subconsciência.

– Quanto tempo mais ela pretende dormir?! – exclamou a raposa, abrindo o quarto da jovem com brusquidão — Vai se atrasar dessa forma!!

Ele adentrou o quarto dela, como um furacão e aproximou-se do futon da mesma, encarando-a de cima. Esboçou um leve sorriso com a cena que via, ela conseguia ser tão criança quando dormia, do que quando acordada. Seu sorriu aumentou de tamanho, quando ela agarrou o travesseiro com força, acomodando-se melhor sobre o futon. Era tão linda dormindo.

Talvez ele devesse deixá-la dormir naquele dia... Faltar um único dia na faculdade, não faz mal a ninguém... Não é?

– Moe... – sussurrou a menina, enquanto dormia.

“Moe...?” – pensou o rapaz intrigado, agachando-se ao lado da morena, para tentar ouvi-la melhor – “O que diabos, é Moe?”

Ela se moveu novamente, ficando de costas para ele, enquanto balbuciava coisas desconexas. Ele suspirou, inclinando-se sobre ele levemente, apenas o suficiente para que pudesse escutar qualquer coisa que ela estivesse dizendo.

– Tomoe... – sussurrou ela com manha.

Instantaneamente a raposa corou. Era a ele que ela chamava enquanto dormia, e chamava de forma tão manhosa... Ele afastou-se brevemente dela assustado, enquanto arregalava os olhos e sentia suas bochechas corarem mais. Não entendia bem o porquê corava, muito menos porque estava surpreso, afinal já presenciará aquele mesmo momento antes, por que agora isso ocorria consigo? Por que, somente agora seu coração disparava? O que andava acontecendo com seu corpo?

“Aquele beijo...”

Aquilo havia mexido mesmo com a raposa E apenas agora ele se arrependia de tê-lo feito. Suspirando, ele focou em Nanami novamente. Percebera antes e mais ainda agora, o quão mudada ela estava, após cinco anos em que se privou de vê-la. Graças –ou desgraça- as cobertas que estavam jogadas ao lado do corpo dela, o rapaz conseguia ver perfeitamente as pernas da menina, já que ela abandonara o costume de usar os quimonos de dormir, e adotara um novo de usar uma simples camiseta. E por mais que ele não quisesse admitir em voz alta, ele sabia, que aquele novo costume era algo incrivelmente sexy.

Suspirou novamente, enquanto seus olhos encaravam atentos a tudo o que ele conseguia ver do corpo de agora, sua mestra. A pele dela era tão branca e ele tinha certeza, que era macia. Por mais que ele falasse o contrário, Nanami sempre se cuidou e sempre fora bonita.

Extremamente bonita.

Era tentador demais, vê-la ali, tão vulnerável e incrivelmente sexy. Ela se virou novamente, dobrando uma de sua pernas, o que permitiu a raposa uma visão “privilegiada” do quadril da garota.

Ok. Aquilo já estava sendo uma tortura.

Tomoe, reprimiu um rosnado, enquanto tentava se controlar. Não podia chegar ao ponto que chegara no dia que a beijou. Voltando a fitar o rosto dela, ele sentiu seu coração falhar uma batida. O que o irritou

“Tão... Fofa... Que me irrita”

– Tomoe... – voltou ela a sussurrar, enquanto dormia. Ele tentou reprimir um sorriso, mas falhou na tentativa , seu coração estava disparado e por mais que ele estivesse sorrindo naquele momento, ele estava irritado.

Esqueça a ideia de deixá-la dormir. Com brusquidão ele arrancou as cobertas de Nanami, fazendo-a acordar assustada.

– Acorde logo sua preguiçosa! – exclamou ele, levemente exaltado – Está atrasada!

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Ela suspirou enquanto adentrava o prédio, da faculdade com Mizuki, logo atrás de si. Queria ter dormido mais, mesmo que faltasse na faculdade aquele dia, não era de faltar muito, então não faria mal... Não é?

Mas, Tomoe não pensava desse jeito, ele não pensou duas vezes, antes de arrancá-la da cama bruscamente. Suspirou. A raposa acordara de mal humor naquela manhã. Como muitos por ai diziam, “com o pé esquerdo”.

– Oh Nanami-chan – chamou Mizuki, quando encontravam-se no corredor – Estou indo para a minha sala.

– Ok – respondeu a menina, sorrindo para o rapaz.

Mizuki, acenou para a garota e se virou, caminhando para sua sala, que não era muito longe dali. Ela o viu se afastar, até o momento que adentrou a sala, assim que a cobra saiu de suas vistas ela virou-se para ir a sua sala, quando então encontrou-se com algo. Antes mesmo que ela pudesse raciocinar o que havia acontecido, ela sentiu braços fortes segurarem-na firmemente. Tudo o que virá fora um mar prateado, com dois pares oculares dourados.

Ela conhecia aquele abraço. E aqueles cabelos prateados. E os olhos dourados.

– Parece que vai se tornar rotina, nos encontramos assim – falou Akai, soltando à morena e esboçando um leve sorriso – Não vai se afastar receosa não é?

Ela o encarou e soltou uma risadinha baixa: — Realmente e não... Pode deixar – falou, coçando a parte de trás da cabeça – O que faz nessa parte da faculdade?

– Ah... Bom, meu curso me restringe a apenas essa área – respondeu, mantendo o sorriso.

– Você cursa Biologia? – perguntou ela sorrindo – Que coincidência!

Ele riu: — Verdade...

O silencio se instalou entre eles por breves segundos. Akai encarava-a intensamente, não desviava seus olhos dos dela um milésimo sequer. Notando isso, foi quase impossível para ela não corar. Diante daquilo ele não podia negar, ela era encantadora corada.

Foi então que o sinal indicando o inicio das aulas soou.

– A-ahn... Eu preciso ir... – sussurrou Nanami, olhando para baixo.

– Eu também... – respondeu ele.

Mas, mesmo que tivessem dito aquilo, nenhum dos dois moveram um músculo sequer. Ela levantou o olhar e o encarou, sorrindo ao notar que ele ainda estava ali, assim como ela. Eles se encararam por breves segundos, caindo na gargalhada depois.

– Eu não estou afim de ter aulas hoje – falou ele rindo.

– Eu também, não... – respondeu ela.

E com um olhar cúmplice eles se retiraram dali.

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– Em toda a minha curta vida, eu nunca fiz isso antes! – exclamou ela, sentando-se no chão e encostando-se na parede, enquanto observava o céu azul acima de si.

Estavam no terraço do prédio, matando aula.

– Digo o mesmo – falou o inu-youkai, sentando-se ao lado dela – Com exceção do “curta vida”, sinto-me um velho ao seu lado.

A menina riu e o encarou: — Tem quantos anos?

– Muitos – respondeu ele sem encará-la.

– “Muitos” quantos? – insistiu, encarando-o.

– O suficiente, para presenciar muitas coisas – respondeu ele encarando-a – Já disse que me sinto velho próximo a você? Isso não é nada legal, sabia?

Ela riu, sendo acompanhada por ele. Nunca imaginou que, o inu-youkai que conhecerá era tão simpático. Ainda estava receosa em relação a ele, sabia que a qualquer momento ele poderia tentar algo contra ela, mas mesmo assim no fundo, sentia que deveria confiar, mesmo que pouco nele.

– Ainda não confia em mim... Não é? – perguntou ele, enquanto parava de rir.

– B-bom... – Nanami colocou uma mexa de seu cabelo atrás da orelha, enquanto passava a observar o céu – Já sofri muitos ataques por causa da Marca... Então...

– Confia, mas também não confia... – terminou ele, por ela – Entendo isso.

– Entende?

– Hai – respondeu, olhando o céu – No seu lugar, eu faria o mesmo, afinal... – ele a olhou de soslaio – Youkais não são de confiança, ainda mais quando selvagens.

Foi quase impossível para ela, não se lembrar de Tomoe. Ele era um youkai, e fora selvagem no passado. E pelo o que soube -e viu- a selvageria que ele alcançou, fora realmente enorme, até ela parecer na vida do mesmo.

Ela suspirou, fechando os olhos.

– O que foi? – perguntou o rapaz – Falei algo errado?

– Não – respondeu ela, abrindo os olhos e o encarando, enquanto esboçava seu costumeiro sorriso – Não é nada.

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Mizuki estava preocupado. Não virá Nanami em nenhum dos cantos da faculdade e agora que dera o horário de todos irem, ela não apareceu. Ele sentia um youki poderoso rondando a escola, há alguns dias, estava preocupado em relação a isso antes e agora, que Nanami desapareceu a preocupação triplicou.

Suspirou, tinha que sair para procurá-la, mas e o medo de sair e ela aparecer do nada?

– Oeee Mizuki-kun!!!

Ele se virou na direção da voz, vendo Nanami correndo sorridente em sua direção, notou que ela estava acompanhada, mas pouco se importou com aquilo, correu ao encontro de sua mestra, com toda a preocupação evidente.

– Desculpe a demo- A morena, mal teve tempo de finalizar sua frase, foi esmagada por Mizuki, assim que o mesmo a alcançou.

– NANAMI-CHAN! – exclamou ele, abraçando-a fortemente – Que bom que está aqui! Estava preocupado com você!

– M-Mizuki-kun... –falou ela com certa dificuldade – E-está me e-e-esmagando!

– Oh! – exclamou ele, soltando-a rapidamente – Desculpe!

Nanami depositou as mãos sobre os joelhos e respirou fundo, logo depois, endireitando-se ela encarou Mizuk e sorriu, lembrou-se que Akai ainda estava ao seu lado, com o intuito de apresentá-lo a Mizuki, ela abriu a boca para falar, mas logo fora interrompida.

– Quem é você?! – exclamou a cobra, encarando o youkai, que só agora havia notado.

Akai sorriu para a cobra e estendeu a mão em direção ao mesmo: — Sou Akai – ele manteve seu sorriso, esperando que a cobra o cumprimentasse. Algo que não aconteceu.

Mizuki segurou o braço de Nanami e a puxou para seu lado, enquanto observava o prateado desconfiado: — O que faz aqui?

Akai soltou uma leve risada, enquanto meneava a cabeça negativamente: — O mesmo que todos fazem ao frequentar uma faculdade... – falou, voltando a encarar a cobra, com tom de deboche – Estudar.

Com um olhar ameaçador, o albino toma a frente da morena: — Nunca mais se aproxime dela! – exclamou – Se não e...

– Mizuki-kun! – chamou Nanami – Não seja rude, com Akai...

Mizuki a olhou de soslaio: — Mas, Nanimi-chan. Ele é um...

– Youkai – interrompeu ela, passando por Mizuki, enquanto sorria – Eu sei, ele me contou.

Por breves segundos, Mizuki demonstrou surpresa. Nenhum youkai, em sã consciência relevaria sua originalidade assim tão facilmente, para uma deusa humana. Com certeza, a maioria deles a atacariam assim que pudessem, não pensariam mais de duas vezes, então porque ele não a atacou? Por que se revelou a ela?

Aquilo era estranho para a cobra.

Muito estranho.

Puxando-a novamente pelo braço, ele voltou com sua feição séria: — De qualquer forma, temos que ir embora – falou, encarando Akai – Vamso, Nanami-chan!

E saiu, puxando-a pelo braço.

Nanami, pensou em protestar, virando-se na direção do outro, ela o viu balançar a cabeça positivamente, demonstrando que estava tudo bem, logo acenando para ela e saindo dali. Suspirando, ela soltou seu braço do agarro de Mizuki, caminhando ao lado dele.

– Você não deveria confiar nele – falou a cobra, pondo as mãos nos bolsos e sua calça – Ele é um youkai, não se esqueça disso.

Ela suspirou: — Eu sei, mas... Você deveria dar uma chance para ele. Ele não é, tão mal assim.

Mizuki a encarou incrédulo: — “Não é tão mal assim?” Você está maluca?! Ele é um Inu-youkai!

Nanami o encarou também, levemente confusa: — Sim, mas... O que é que tem? Apenas uma raça.

A cobra balançou a cabeça negativamente: — Não é apenas, uma “raça” Nanami-chan, mas sim uma das mais fortes que existem! – exclamou, logo levando a mão a testa – Tomoe-kun irá me matar, quando perceber que você esteve próxima a um youkai... – E deixando seus ombros para baixo, ele suspirou – Ainda mais quando souber que era um inu-youkai...

Não. Nanami, não compreende qual era o problema ali. Ela sabia que poderia estar correndo um grande risco, em relação a Akai, mas mesmo assim, não achava que precisava daquele drama todo, que Mizuki fazia. Afinal, Akai não havia feito nada de mal a ela, até aquele momento correto? Portanto não precisava de tudo aquilo certo? Sem falar que ela sabia se proteger... Não é mesmo?

– Não entendo, para que tudo isso... – suspirou – Mas é só não comentar com Tomoe sobre isso.

Mizuki, não pode reprimir um riso, que escapou por seus lábios: — Ah, Nanami-chan... Como você é ingênua – falou, mandando um sorriso para a morena – Não se esqueça, Tomoe-kun é um youkai raposa, seu faro e audição são elevados. Não tanto como os de um inu-youkai, mas o suficiente para ele saber que você esteve na presença de um youkai, o que com certeza irá irritá-lo – ele passou a observar a movimentação da rua, estava sério agora – Da mesma forma que ele perceber a presença do youkai, ele vai sentir que era um inu-youkai, e com certeza as coisas ficaram feias.

A morena ficou quieta, permitindo que o silencio se instalasse entre eles, abaixando a cabeça para observar a rua, ela ficou pensativa. Era impressão sua, ou o problema maior, não era o fato dela estar em contato com um youkai, mas sim com um inu-youkai?

Quando estavam próximos do templo, a deusa encarou Mizuki e parou de andar, o que a fez ganhar a atenção do rapaz.

– Mizuki-kun – ela estava séria e curiosa – Impressão minha, ou o problema maior é o fato de Akai ser um inu-youkai? – a cobra suspirou e balançou a cabeça positivamente – Mas... Por que esse é o problema?

Sorrindo levemente, ele disse: — Inu-youkais e kitsunes, são inimigos naturais, ambos com força extrema, e odeiam-se mais do que cão e gato... Tomoe não irá gostar de saber, que a raça inimiga da dele, está rondando sua mestra.

Notas finais
Querem entrar num grupo de K.H. No fb? Mandem uma mensagem privada pra mim, com o nome de "Kurama Gostoso" u-u Que mandarei o link pra vcs