Notas iniciais
Ok, eu demorei MUITO e isso não é justo com vocês, sei que não é. Antes de falar inúmeras desculpas aqui, gostaria que vocês lessem esse jornal aqui: https://socialspirit.com.br/perfil/elizabeth_frost/jornal/sobre-a-falta-de-atualizacao-e-a-exclusao-de-profano-4768902 nele eu explico exatamente TODOS os meus motivos do sumiço, só espero que me perdoem. Boa Leitura.

Tomoe respirou fundo uma, duas, três vezes seguidas, apenas para ter certeza. Seu coração batia forte, mas diferente do que das outras vezes, não era por qualquer outro sentimento bom, não... Pelo contrário, uma grande raiva surgia em seu ser, e o motivo era meio óbvio. Um youkai rondava sua mestra, mas mesmo assim, não era bem aquilo que o enfurecia.

Ah quem dera fosse.

Desde que Nanami chegará no templo, que ele sentiu novamente, aquele odor nela. Mas, dessa vez era diferente, o cheiro estava mais forte do que na primeira vez, denunciando que ela esteve mais tempo na presença desse youkai, do que antes. O cheiro impregnava por onde ela passava, e ele conhecia aquele cheiro. Era o cheiro de um inu-youkai e isso, tirava a raposa do sério. Ele socou a pia com certa força, enquanto sentia a doce fragrância de Nanami, mesclada com o forte cheiro de cão, mais próxima de onde ele estava, denunciando que ela estava no mesmo cômodo que ele.

— Oee Tomoe – falou a morena, enquanto sentava-se à mesa da cozinha – Faz um pudim hoje?

Ele não respondeu, apenas continuou lavando a louça do almoço. Estava irritado demais, com o fato de que ela andava por ai com youkais. Pior! Com Inu-youkais! O que ela estava pensando afinal? Ela não podia ficar por ai na companhia de youkais selvagens, sendo uma Deusa. Era perigoso. Ele rosnou baixo.

— Hey Tomoe – chamou ela – Está me escutando?

— Hai... – respondeu, respirando fundo na tentativa de se acalmar, o que apenas agravou sua raiva.

— Então... – continuou ela, enquanto a raposa contava até dez, mentalmente – Eu estava com vontade de comer pudim... Faz tempo que eu não como... Você faz pra mim?

— Hai – respondeu. Nanami sorriu abertamente.

— Obrigada! – exclamou, aproximando-se da raposa e o abraçando.

Aquilo foi demais. Assim que os braços dela rodearam sua cintura, o cheiro de cão que estava impregnado nela, se intensificou mais ainda. Toda a paciência que ele até o presente momento, estava tendo, foi para o espaço.

— Puta que pariu! – gritou ele, afastando-a bruscamente – Você está fedendo a cão! E está impregnando o templo inteiro com esse cheiro! Não venha passar ele para mim também!
Surpresa, a garota apenas tampou a boca, enquanto mantinha os olhos arregalados. Tomoe estava enfurecido, olhava-a com uma enorme raiva no olhar, ela sabia que ele provavelmente teria aquela reação, quando descobrisse que esteve na presença de um inu-youkai, mas não esperava aquela grosseria toda.

A raposa respirou fundo, fechando os olhos por alguns momentos. Nanami, ficou ali, parada de frente para ele, enquanto o via respirar e espirar várias vezes, como se estivesse tentando se acalmar. Depois de alguns segundos de olhos fechados, Tomoe os abriu e a encarou, ela abriu a boca para falar algo, mas Tomoe logo a interrompeu.

— Ele provavelmente tem cabelos prateados e longos, além de olhos dourados – falou ele, enquanto tentava controlar sua raiva, algo que a morena logo notou – Tem alguém com essas características lhe rondando na faculdade?

Ela respirou fundo e abaixou a cabeça: — S-sabe Tomoe...

— Me responda. – falou.

— B-bom... – começou, enquanto arrumava seu cabelo, mantendo a cabeça baixa – Tem, mas...

— Mas...?

A morena respirou fundo e o encarou: — Ele é meu amigo.

De inicio Tomoe não soube como reagir. Queria rir do que ela dissera, mas também queria gritar com a mesma, até ficar sem voz. Como assim “amigo”? Qual era o problema dela, ao pensar que um youkai era amigo? Ainda mais um Inu-youkai?

Não. Ele não acreditava que havia escutado aquilo.

— Amigo?! – exclamou, rindo sarcasticamente depois – Ele é um Inu-youkai! Irá lhe matar e lhe devorar na primeira chance que tiver!

— Eu sei que ele é um Inu-youkai! – gritou Nanami, enquanto sentia raiva surgir em seu ser – E eu sei que ele pode fazer isso a qualquer momento! E mesmo tendo chances para isso, ele ainda não fez!

— Claro que não fez! – gritou de volta, enquanto colocava suas mãos nos ombros da garota, balançando-a de leve – Ele quer conquistar sua confiança! E quando o fizer, vai dar o bote! Você é ingênua demais Nanami... Confiando assim, em youkais que mal conhece.

— Não! Akai não é assim! – ela o afastou de si, enquanto olhava-o com raiva, odiava escutar que era ingênua, quando na verdade não era, parecia que estavam tratando-a como criança, coisa que ela não era – Eu não sou ingênua! – ela apontou o dedo na cara da raposa, enquanto depositava uma mão na cintura – Da mesma forma, que Akai pode me matar a qualquer momento, você também pode!

Por breves instantes, a raposa ficou surpresa. Abaixando a cabeça, Tomoe soltou uma risada baixa enquanto a balançava negativamente.

— Ah, Nanami... – falou de cabeça baixa, ainda sorrindo – Eu nunca te mataria... – ele levantou a cabeça e a encarou, esboçando um leve sorriso para ela. A morena estava com os olhos arregalados e levemente rubra – Acredite... Você me é mais útil viva do que morta, além do mais... – ele se aproximou dela calmamente, enquanto a mesma recuava – Te quero viva... Não morta.

E se retirando dali, ele pôs aquela briga como finalizada, enquanto deixava uma Nanami surpresa e extremamente desconcertada para trás.


~*~*~*~*~*~*~*~*~


“Eu nunca te mataria...”

“Te quero viva... Não morta”

— Droga, droga, droga, droga... – sussurrou ela, enquanto enfiava sua cabeça em seu travesseiro.

Já era de noite e Nanami estava deitada em sua cama, pronta para dormir. Mas, aquilo que Tomoe havia lhe dito, não saia de sua cabeça. Cada palavra dita por ele, retumbava em sua mente, fazendo com que o coração da mesma batesse com força e rapidez. Ela estava cansada daquilo, queria apenas esquecer a frase dita por ele e dormir, mas não. Ela não conseguia.

Suspirando ela se deu por vencida e se levantou. Iria até a cozinha tomar um leite quente para ver se o sono enfim aparecia. Aproximando-se da porta de seu quarto, ela logo lembrou que usava apenas uma camiseta e que haviam dois homens morando com ela no mesmo teto, cogitando a ideia de se vestir melhor ela olhou no relógio da parede de seu quarto.

O mesmo marcava, 02:30 da manhã. Com o pensamento de que ninguém além dela, estaria acordado aquela hora da noite, ela deixou de pegar seu hobby e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si.

Estava tudo escuro, mas mesmo assim ela conseguia enxergar, mesmo que pouco. Logo se colocou a caminhar, rumando até a cozinha que não ficava muito longe de seu quarto. Tentava fazer o mínimo de barulho possível, tudo o que menos queria naquele momento, era acordar alguém.

Ao chegar na cozinha, ela aproximou-se da geladeira, retirando de lá a caixa de leite. Estava tão concentrada em seu leite, que ao menos havia notado a presença de alguém ali, alguém este que a encarava com fome no olhar, fitando-a de cima a baixo.

A deusa aproximou-se do fogão e o ascendeu, logo depois pegando uma panela e colocando o leite dentro, ela a pôs no fogo.

“Tenho que pegar um copo” – pensou, virando-se para o armário onde estava os copos e dando de frente com Tomoe, que estava sentado na mesa, encarando-a enquanto segurava um copo com água

Os dois se encararam por alguns segundos. Ela de olhos arregalados, com o rosto corado e sem saber o que fazer e ele, tentando compreender a situação. Enquanto se encaravam, ele desceu seus olhos pelo corpo da garota, olhando atentamente cada cantinho, tanto exposto, quanto coberto. Suspirando, a raposa encarou a parede da cozinha.

— Não devia estar dormindo? – perguntou, quebrando o silêncio.

— H-h-hai... – respondeu ela, aproveitando que o mesmo estava olhando a parede e correndo até o armário dos copos – N-n-não consigo dormir... – sussurrou, abrindo o armário.

— Hum... – ele respondeu, enquanto bebia sua água e dava a conversa por encerrada.

Vendo que o armário estava um pouco mais alto que o necessário, Nanami ficou na ponta dos pés e se esticou para pegar o copo, ao mesmo tempo em que a raposa, virava seu rosto na direção da morena para encará-la. O momento errado para ela, a hora certa para ele.

Ao se esticar, a camiseta que ela usava se levantou, deixando a mostra uma boa parte do quadril de Nanami, e consequentemente dando a Tomoe uma prévia de sua calcinha preta rendada. Assim que os olhos do rapaz, captaram aquela cena, a sanidade que ele pensava ter, simplesmente sumiu e sem ao menos prestar atenção em seus movimentos, ele se levantou e caminhou até ela, a passos lentos, parando a poucos centímetros da menina, que estava distraída demais, na tentativa de pegar o copo, para notar. Naquele momento, aos olhos da raposa, todo e qualquer movimento que Nanami fizesse, estava carregado de erotismo, o que provocou o rapaz, duas vezes mais.

— Consegui... – sussurrou ela, pegando o copo e se abaixando, enquanto fechava o armário.

Assim, que ela se virou com o copo em mãos, ela trombou com Tomoe, só então notando a proximidade de ambos. Se antes, ela estava vermelha, agora Nanami era um pedaço da pimenta mais vermelha existente.

— T-T-Tome... – gaguejou – O-o-o-o que vo-você está f-fazendo?

Ele sorriu para ela: — Isso – e então, a puxou contra seu peito, selando seus lábios.

Nanami tentou resistir. Mas, no minuto que ela levantou as mãos para afastá-lo, Tomoe a empurrou de encontro a mesa, prensando-a ali. A mão direita do rapaz subiu para a nuca da morena, enlaçando os dedos nos fios castanhos, enquanto a esquerda, segurava a cintura dela com firmeza. Ela cedeu logo depois.

A língua do rapaz adentrou a boca da Deusa, beijando-a fervorosamente. E Nanami respondia a altura, afinal naquele momento, nada mais vinha a sua cabeça, além da vontade de beijá-lo.

Ele puxou o cabelo dela de leve, fazendo-a levantar o queixo e deixar seu pescoço totalmente a mostra, abandonando a boca da deusa, a raposa desceu seus lábios pelo pescoço da menina, beijando-o e o mordendo. Nanami arfou com o toque e como resposta, Tomoe depositou um chupão no local.

Ficaria marcado? Claro que ficaria, mas nenhum dos dois se importavam com aquilo, naquele momento.

Voltando a beijá-la, ele a segurou por ambas as coxas, e a colocou sentada em cima da mesa, logo ficando entre as pernas dela. Nanami entrelaçou seus braços em torno do pescoço da raposa, enquanto o mesmo apertava suas coxas com firmeza e certa força. Ele deslizou sua mão, até a nádega direita da morena, apertando-a com força e recebendo um gemido em troca.

Rosnando, o rapaz estava a um fio de perder o controle. Ele mordeu o lábio da garota e o sugou, enquanto entreabria os olhos para observá-la. Ela estava tão sexy, com os olhos entreabertos e com o rosto corado... Ele sentiu seu membro crescer, com a visão.

E então, o barulho de algo se quebrando tomou a cozinha, e foi o suficiente para trazer Tomoe de volta a realidade. Ele se afastou da boca de Nanami e a encarou de olhos arregalados por alguns instantes, tempo o suficiente para fazê-la raciocinar sobre a situação em que estavam e corar bruscamente.

— Sai daqui! – gritou ela, afastando-o de si e descendo da mesa, notando que o que havia se quebrado era o copo que a mesma segurava

E assim a raposa fez, saiu praticamente voando da cozinha. Assim que Tomoe saiu do cômodo, Nanami respirou aliviada. Alívio esse que, ela só sentiu por alguns segundos, até o barulho de líquido quente se derramando, chegar a seus ouvidos. Com um estalo, ela se lembrou que havia deixado o leite no fogo.

— O Leite! – gritou, correndo até o fogão. Mas já era tarde demais.

O leite já havia derramado.

Notas finais
Aqui eu gostaria de agradecer a Mary Kazuto pela recomendação! Obrigada mesmo minha linda! E claro, quero agradecer principalmente a todos os "novos" Leitores! Como dito naquele jornal, por motivos de saúde me ausentei do mundo das fanfics, mas finalmente estou de volra Me perdoem mesmo por todo esse sumiço! Vejo-os nos comentários? Espero verdadeiramente que sim! Beijos! PS: Comentários respondidos, hoje a noite!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.