Afraid To Love You
5 Chapter Four
Notas iniciais
Caminhando pelas ruas do Mundo dos Youkais, o loiro estava pensativo e apreensivo. Sua boca estava levemente inchada e seu olho com um roxo, que não sairia tão cedo, nem mesmo com sua regeneração acelerada.
Aquela raposa havia, lhe causado graves danos.
Suspirando, ele abaixou a cabeça. Não tão graves, quanto os danos que seu chefe, lhe causaria por ter fracassado.
Mais uma vez.
Ele entrou em uma casa de maikos* e instantaneamente, todas as mulheres que haviam naquele local, afastaram-se dele. Estavam certas em temê-lo, ele não era qualquer youkai. Era forte e servo de um dos youkais mais poderosos de todo o Japão. O rapaz, virou em um corredor e rapidamente, caminhou ao primeiro quarto que havia ali, adentrando-o sem ao menos bater. Não era necessário, seu chefe já sabia que ele estava ali, antes mesmo dele adentrar o local.
Algumas maikos serviam sakê para o homem que estava ali, enquanto o mesmo encontrava-se sentado e apoiado sobre sua mão esquerda, com a direita segurava a pequena xícara de sakê.
O Tengu, prostrou-se diante o homem: — Gomene meu Lorde...
– Pelo o que? – perguntou, dando um gole em seu sakê.
Ele sabia o porque do outro estar, pedindo-lhe desculpas. Sabia, antes mesmo dele retornar, mas queria ouvir da boca do rapaz. Ouvir, que havia falhado.
– E-eu... – ele suspirou – Falhei.
O outro, jogou seus longos cabelos prateados sobre os ombros, suas garras ressaltaram-se levemente, enquanto dava mais um longo gole em seu sakê, esvaziando a xícara, que fora cheia instantaneamente, por uma das maikos.
O tengu engoliu em seco, ao sentir o youki* de seu mestre, tomando o lugar, deixando-o com uma áurea sinistra, o ar naquele cômodo estava pesado demais. Uma gota de suor escorreu por seu rosto, enquanto o tengu sentia suas forças esvaindo do seu corpo, ele caiu de cara no chão sem ar, seu corpo tremia compulsivamente. O mesmo ocorreu com cada uma das maikos, que caíram entrarando no mundo da inconsciência rapidamente.
– Creio eu que, havia lhe dito, que só deveria voltar e ter comigo, quando estivesse com a Divindade da Terra consigo... – falou, enquanto admirava suas garras – Por quê, desobedecerá minhas ordens?
– T-tive problemas – ele tossiu, enquanto tentava inutilmente puxar o ar para os pulmões.
– Problemas? A cobra o impediu novamente? – ele riu – Você é pior que lixo... Envergonho-me de tê-lo, como servo.
O Tengu, esforçou-se para se levantar, sentando-se enquanto ainda tentava respirar: — A c-c-cobra não... – respondeu com dificuldade – T-Tomoe...
Assim que o nome da raposa fora pronunciado, o prateado cessou seu youki, encarando o outro surpreso. Logo, um sorriso apareceu em seus lábios finos, ele se levantou e caminhou até a porta do cômodo, passando pelo tengu, que recuperava-se lentamente.
– Pelo visto, terei que tomar minhas próprias atitudes... – pronunciou, saindo do quarto, com um sorriso triunfante no rosto.
“Tomoe uh? Interessante...”
~*~*~*~*~*~*~*~
– Ai meu Deus, ai meu Deus, ai meu Deus – pronunciava a morena, enquanto corria pela casa, para todos os lados, a procura de algo – Estou atrasada, atrasada, atrasadaaaaa!
Nanami, estava desesperada. Acordará atrasada naquela manhã e agora, não encontrava suas coisas. Precisava sair o quanto antes, se não quisesse perder a primeira aula em sua faculdade, mas as coisas não aconteciam como ela esperava. Enquanto a Divindade corria, ela mal notou a figura que a observava correndo para todos os lados do templo. Estava tão distraída, que mal notou a aproximação do mesmo.
– Está procurando alguma coisa? – perguntou Tomoe, atrás de si.
A garota se virou, encontrando o rapaz, encostado na parede próxima a si. Ele sorria divertido, enquanto segurava com a mão direita, sua bolsa com seus matérias. Ela suspirou aliviada, mas logo permitiu que uma feição irritada tomasse seu rosto. Aproximando-se do rapaz, ela disse:
– Devolva-me, por favor.
Ele soltou uma leve risada: — Vem pegar – respondeu, balançando a bolsa na frente da garota.
Nanami, esticou sua mão em direção da bolsa, achando que Tomoe lhe entregaria a mesma sem problema algum. Ah... Quanta inocência! Quando Nanami aproximou sua mão da bolsa, a raposa desviou o objeto para cima, levantando sua mão e permanecendo com a bolsa acima de sua cabeça.
– Ora, seu... – resmungou a garota, enquanto ainda tentava pegar a bolsa, dando leves pulinhos – Vamos logo, estou atrasada! Me devolve!
Ele riu, enquanto ainda mantinha a bolsa acima de sua cabeça encarando-a, ele respondeu: — O que eu ganho em troca?
– Nada! – exclamou, enquanto ainda tentava pegar a bolsa.
Ele riu, enquanto trocava a bolsa de mão e a balançou no alto. Nanami era baixinha demais, e por mais que a mesma ficasse nas pontas dos pés ou pulasse para alcançar a bolsa, ela não o conseguiria. Enquanto ela era baixinha, Tomoe era alto.
Muito alto.
– Oh... Então ficara sem sua bolsa – respondeu, virando-se de costas para a garota e caminhando para longe dela, ainda mantendo o objeto no alto.
– E-espera! – disse ela. Tomoe cessou seus passos instantaneamente – O que você quer em troca?
Ele sorriu e se virou em direção da garota. Ela arfou. Os cabelos do rapaz estavam soltos e ele a encarava intensamente, enquanto um meio sorriso sambava no rosto do mesmo. Nanami sentiu seu coração palpitar.
“Tão... Sexy”
– O que tem a me oferecer? – perguntou, abaixando sua mão e segurando a bolsa na altura de seu peitoral.
– Devolva minha bolsa, que... – ela parou para pensar. Na verdade, não tinha nada que ela poderia oferecer a ele.
– Que...?
– Estou pensando! – exclamou, levemente exaltada.
Ele soltou uma leve risada, logo subindo seu olhar para o relógio que havia na parede ao seu lado: — São 7:40... Acho bom, pensar rápido.
A garota arregalou os olhos e sem ao menos pensar, respondeu: — Devolva minha bolsa, que farei o que você quiser!
Assim que as palavras saíram de sua boca, Nanami se arrependeu. No momento em que ele sorriu, ela sabia que estava ferrada. Ele aproximou-se vagarosamente, parando a poucos centímetros da garota. Com a mão livre, Tomoe tocou o queixo de Nanami, arranhando de leve com suas garras, a bochecha da mesma. Instantaneamente ela corou, o que fez ele soltar uma leve risada.
“Droga...” pensou ela.
– O que eu quiser, é? – perguntou, sorrindo abertamente. – Interessante...
Nanami virou o rosto, fazendo-o soltar seu queixo: — Vai devolver minha bolsa ou não?
Ele a encarou por breves segundos, meneando sua cabeça negativamente, Tomoe devolveu a bolsa para a morena, afastando-se logo depois. Nanami suspirou levemente aliviada, e então o encarou.
– O que vai querer?
Ele a encarou de soslaio, sorrindo: — São 7:50... Irá se atrasar.
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