Notas iniciais
Leiam as notas finais :3 Espero que gostem, BOA LEITURAAAAA!

Suspirando cansada, Nanami deitou sua cabeça sobre a mesa. Estava na faculdade, e graças a Mizuki, que decidirá levá-la em sua cobra, até a o prédio, ela não se atrasará. Faltava menos do que, uma aula para acabar seu turno, e ela mal via a hora de ir embora.

Motivo? Um Youkai raposa, que fora embora a cinco anos e que retornará sem mais nem menos.

Elas suspirou novamente e fechou os olhos. Por cinco anos, Nanami preparou-se psicologicamente, para o momento que o reencontraria, forçou sua mente a esquecê-lo e seu coração a parar de amá-lo, e por um tempo até mesmo deu certo. Mas, foi só ele entrar em seu campo de visão, para ela sentir seu coração enlouquecer em seu peito. Por mais que ela não quisesse amá-lo, estava sendo impossível para ela, não o fazer.

Nanami estava cansada disso.

Lembrava-se bem de como fora, a cinco anos atrás, quando amava-o incondicionalmente e ele sabia desse amor. Ele até mesmo, tentou forçá-la a voltar atrás em seu sentimento, alegando que nunca se apaixonaria por uma humana. Negava-se a lhe dar o amor, que ela queria, até porque ele amava a outra pessoa.

“Yukiji”

Quantas vezes, sentiu seu peito arder de raiva, apenas de lembrar que o homem que amava, estava ligado a outra mulher? Mulher está, que morrerá a séculos atrás? Quantas vezes, segurou-se para não gritar, quando lembrava-se da cena que vira quando viajará no tempo? Não. Ela não suportava o fato dele amar outra. Seu coração, não suportava não ter o sentimento contribuído, mas... Mesmo assim, ela deixou isso de lado. Se ele não a amava, ela não poderia forçá-lo a isso. E agora, mais do que nunca, não o faria.

Mesmo o amando, Tomoe não saberia de seus sentimentos. Ela negaria até o fim de sua vida. Nunca mais sofreria da forma que sofreu.

Nunca mais.

Suspirando, ela abriu os olhos e encarou o professor, que ainda passava a matéria. Mas, por mais que tentasse, ela não conseguia prestar atenção. Afinal, naquela manhã havia feito, uma das maiores burradas da sua vida. De mil e uma coisas que ela poderia oferecer a ele, em troca de sua bolsa, ela simplesmente dissera que daria a ele, o que o mesmo quisesse.

"Tão burra... O que eu tinha na cabeça mesmo?"

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Ele estava em cima da árvore, quando o som estridente chegou a seus ouvidos, fazendo-o perder o equilíbrio e cair no gramado. Ouviu uma risadinha vir atrás de si, e quando se virou lá, estava a cobra encarando-o divertido.

– Oh Tomoe-kun – falou o rapaz, aproximando-se com seu sorriso estampado – O que fazia ali em cima, uh?

– Não é da sua conta – respondeu a raposa, levantando-se arrumando suas roupas, logo tomando sua forma humana. Não poderia ser descuidado. – O que faz aqui? Não deveria estar cuidando do templo?

– Oh... Mas, você observava a Nanami-chan pela janela, — respondeu esboçando um sorriso cínico para a raposa – E como Mensageiro Divino dela tenho que cuidar, para que Ayakashis como você, não tente feri-la, portanto sou “estudante” nessa faculdade

– Eu nunca iria feri-la! – respondeu, levemente exaltado. Mas, o que o incomodava, não era Mizuki ter insinuado, que ele a feriria, e sim o fato da cobra fazer o trabalho que ele fazia antigamente.

Era ele que deveria estar como estudante da faculdade, ao lado de Nanami e não Mizuki. Contento a raiva que surgia em seu ser, Tomoe apenas fechou suas mãos com força, cravando suas unhas de leve em sua pele.

– Ok, ok... – respondeu Mizuki, afastando-se do mesmo – Está na hora de irmos embora, preciso acompanhar Nanami-chan, até o templo. Até mais, Tomoe-kun.

E antes que a raposa pudesse falar alguma coisa, Mizuki desapareceu de sua vista. Tomoe suspirou, aproximando-se da árvore de que acira a minutos atrás e sentou-se entre as raízes da mesma. Fechando os olhos, ele mentalizou o rosto sereno de Nanami, e foi quase impossível conter a vontade de sorrir, que surgiu em seu peito. Havia saído do templo, segundos depois que ela fora até a faculdade, estava com medo dela ser atacada novamente.

Ele suspirou e abriu os olhos, encarando o céu azul. O que será que teria acontecido a ela, se por acaso ele não tivesse aparecido? Abusada? Morta talvez? Com certeza, aquele tengu a devoraria, sem pestanejar. Suspirou, graças aos deuses, havia escutado Mikage.

– Ora, ora, ora... Olha quem está aqui.

Tomoe suspirou. Mais essa agora? Olhando para o rapaz, a seu lado, ele esboçou uma cara emburrada. Teria que aguentá-lo enchendo seu saco, de agora em diante.

– O que quer Kurama?

O Tengu soltou uma risadinha baixa, mas logo depois ficou sério, encarando a raposa: — Eu soube do Tengu que atacará Nanami... – ele ficou quieto por alguns minutos, esperando que Tomoe falasse algo. Coisa que não aconteceu – E acho que sei, quem era ele.

Instantaneamente, Tomoe encarou o ruivo: — Quem é o desgraçado?! – exclamou, pondo-se de pé e aproximando-se – Me fale logo, que eu tratarei de matá-lo, da forma mais dolorosa possível!

– Pode matá-lo se quiser – respondeu – Mas, se for mesmo quem estou pensando, não resolverá nada.

– Por que não? – perguntou, agora encostando-se na árvore e cruzando os braços.

– Por que, ele serve a um dos youkais, mais poderosos de todo o Japão – respondeu – E você, não irá querer se meter com ele... Pelo menos, não sozinho.

Tomoe sorriu de canto, enquanto ainda encarava o outro: — Acha mesmo, que terei problemas com este Ayakashi? – ele soltou uma leve risada, elevando seus olhos ao céu azul novamente – Mato aos dois, sem precisar de ajuda.

– Você é quem sabe... – respondeu Kurama, virando-se e caminhando para longe de Tomoe – Se precisar de ajuda, sabe onde me encontrar.

E como Mizuki, Kurama também desapareceu de seu campo de visão. A raposa suspirou, olhando para baixo novamente. Aparentemente, Nanami precisava mais dele do que ele pensou. Sorrindo novamente, ele decidiu voltar ao Templo.

Precisava ter uma breve conversa com a deusa, mas antes, precisava passar em um certo lugar...

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Era final de tarde, quando Nanami despertou. Como de seu costume, quando chegava da faculdade, ela tirava uma pequena soneca da tarde. Apenas o suficiente para que seu corpo, não entrasse em colapso. A garota sentou-se em seu futon e se espreguiçou, soltando um longo bocejo depois. A fina e curta camisola que a mesma usava, estava torta em seu corpo, e deixava a mostra boa parte de suas pernas.

– Finalmente acordou.

A morena deu um pulo para o lado, quando a voz chegou ao seus ouvidos, cobrindo-se com seu cobertor até a altura de seu pescoço, encarando então a raposa, que estava encostada na parede de seu quarto de olhos fechados.

– A quanto tempo está ai? – perguntou.

Ele abriu os olhos e a encarou, sorrindo: — Tempo o suficiente para ouvir, você sussurrar meu nome.

Nanami, corou violentamente, logo atacando seu travesseiro na cara de Tomoe: — Saia daqui, agora! – gritou.

Ele apenas gargalhou, enquanto começava a se levantar: — Levante-se logo e trate de se trocar – ele aproximou-se da porta do quarto da garota e antes de passar pela mesma, direcionou um ultimo olhar a Nanami – Precisamos conversar.

E saiu pela mesma.

“Precisamos conversar.”

“Precisamos conversar.”

“Precisamos conversar.”

Sem entender qual motivo, Nanami sentiu uma enorme ansiedade tomar conta de seu ser. E sem ao menos pensar, fez o que Tomoe mandou. Levantou-se, se trocou e saiu de seu quarto, mas ele não a esperava do lado de fora de sua casa, como ela pensou que esperaria.

Suspirando, a garota dirigiu-se para o cômodo mais perto, adentrando o mesmo e lá, encontrando Tomoe sentado de costas para si. Ela aproximou-se dele a passos lentos, parando logo a frente do rapaz.

– O que quer comigo? – perguntou encarando-o séria.

Ele a olhou e sorriu, gentilmente: — Eu fiz torta de pera pra você.

– T-torta de pera? – perguntou ela sorrindo, mas logo depois ficando séria novamente – Não troque de assunto... O que, quer falar comigo?

Ainda sorrindo, a raposa se levantou e se aproximou de Nanami, fazendo-a recuar um pouco: — Eu quero, propor o Contrato de Familiar.

Ela arregalou os olhos. Fazer o contrato de familiar, significava, ter Tomoe 24hrs por dia ao seu lado.

Significava, tê-lo enchendo sua paciência todos os dias.

Significava, aturá-lo a cada segundo.

E o pior, ou melhor de tudo, significava beijá-lo.

Corando a garota, afastou-se dele, o que fez a raposa aproximar-se mais dela. “Droga” – N-não. Eu não quero.

Ele riu: — Mas, eu quero – e segurando-a pelo braço, ele a puxou contra seu peito, depositando sua mão sobre a cintura da garota, e a beijando logo depois.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! O próximo é bem maior! Prometo! Bom! Pra quem quiser entrar no grupo de K.H. no FB, aqui o link: https://www.facebook.com/groups/422371804604101/?fref=ts